A reposição de testosterona é indicada em homens com hipogonadismo confirmado, isto é, quando os níveis de testosterona estão abaixo do normal. Os sintomas podem se assemelhar aos da menopausa: fadiga, redução da libido, perda de massa muscular, redução da densidade mineral óssea e até mesmo alterações no humor. A decisão de iniciar a reposição tem que ser baseada tanto no sintoma quanto na confirmação dos exames laboratoriais com duas dosagens.
“É muito
importante monitorar os níveis e a saúde da próstata durante uma reposição de
testosterona, isso porque o hormônio pode estimular o crescimento da próstata e
piorar sintomas de hiperplasia prostática benigna. Em alguns casos, se houver
um câncer já existente, não diagnosticado, a terapia com reposição de
testosterona pode promover o crescimento e a proliferação dessas células”,
alerta a endocrinologista Dra.
Lorena Lima Amato.
Ao contrário da
reposição de testosterona, há homens que apresentam níveis naturalmente altos
desse hormônio. “Nesses casos, não há risco comprovadamente maior de
desenvolver problemas na próstata, como câncer prostático. No entanto, os
níveis elevados de testosterona podem contribuir para hiperplasia prostática
benigna com envelhecimento, levando a sintomas urinários de obstrução da saída
da urina pela uretra”, explica Dra. Lorena Amato.
Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
Site: https://endocrino.com/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/
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