Especialista do CNA
aponta sinais pouco percebidos e orienta como agir diante de casos de bullying
e cyberbullying
Embora muitas vezes associado a agressões explícitas, o bullying também pode ocorrer de forma sutil, por meio de exclusões, apelidos e comportamentos que silenciam a vítima. No ambiente digital, o problema ganha novas dimensões, com ataques que ultrapassam os limites da escola e podem ocorrer a qualquer hora.
Diante desse cenário, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e Cyberbullying, celebrado em 7 de abril, reforça a importância da atuação conjunta entre famílias e escolas na prevenção e no enfrentamento dessas formas de violência. Levantamento da Ipsos indica que cerca de 24% dos brasileiros afirmam já ter vivenciado situações de cyberbullying, evidenciando a dimensão do problema também no ambiente online.
A construção de um ambiente seguro para todos deve ser incentivada desde cedo. “Quando há respeito mútuo e abertura para o diálogo, crianças e adolescentes desenvolvem mais confiança e se tornam mais preparados para lidar com situações de conflito de forma saudável. Por isso, a parceria entre família e escola é essencial para garantir apoio e ações eficazes”, destaca Nathália Pescarolli, advogada especialista em Direito Digital do CNA+.
Além disso, o desenvolvimento de habilidades como empatia, cooperação e respeito contribui diretamente para a prevenção do bullying. Ensinar crianças a reconhecer e nomear suas emoções é uma estratégia importante para reduzir comportamentos agressivos e fortalecer a convivência. “Quando a criança percebe que será ouvida sem julgamento, ela se sente mais segura para buscar ajuda. Isso pode evitar o agravamento de situações de bullying e cyberbullying”, afirma a especialista.
Nesse contexto, iniciativas que traduzem o tema de forma acessível ganham ainda mais relevância. O CNA+, em parceria com o escritório de advocacia Opice Blum, desenvolveu uma cartilha de prevenção e combate ao bullying e cyberbullying, com o objetivo de orientar alunos, famílias e educadores de forma didática, leve e inclusiva. O material já está disponibilizado para as escolas e pode ser lido aqui.
A cartilha também destaca sinais de alerta que podem indicar o envolvimento em situações de bullying, como mudanças de comportamento, isolamento, agressividade ou queda no desempenho escolar.
Confira cinco orientações práticas para lidar com
o tema:
1. Fortaleça o diálogo em casa
Crie e incentive um ambiente acolhedor, onde
crianças e adolescentes possam compartilhar suas experiências sem medo e sem
julgamentos. Trabalhar emoções e desenvolver empatia ajuda a reduzir
comportamentos agressivos.
2. Evite incentivar reações agressivas
A violência não deve ser uma opção. Responder com
agressividade pode agravar a situação e prejudicar ainda mais a vítima.
3. Monitore o ambiente digital
Acompanhe as redes sociais, jogos e plataformas
utilizadas, bem como as interações realizadas. Observar o teor das conversas e
utilizar ferramentas de controle parental pode ajudar a aumentar a segurança
online.
4. Reforce o respeito em todos os ambientes
É importante reforçar regras de convivência que
valem tanto no ambiente presencial quanto no digital.
5. Fique atento aos sinais
Mudanças de comportamento, como isolamento,
irritabilidade, agressividade ou queda no desempenho, podem indicar situações
de bullying.
Grupo CNA+
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