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| Divulgação | NASA |
Silêncio. Milhares de quilômetros distantes da
Terra, quatro astronautas orbitam a Lua e observam o lado oculto. O
invisível foi revelado.
A missão Artemis II representou coragem, ousadia e
excelência. Mas, para além disso, me interessaram as sutilezas, o invisível que
move. Não precisamos ir tão longe para ver. É só olhar para dentro.
Uma cratera lunar foi nomeada em
homenagem à falecida esposa do comandante Reid Wiseman. Fez-se
silêncio, enquanto os astronautas enxugavam as lágrimas. Uma experiência significativa
de conexão humana.
A espaçonave Orion foi batizada de Integrity pela
tripulação. Aqui faço uma pausa. Pela lente da Psicologia Positiva,
a integridade é uma força de caráter humana, associada à virtude da
coragem. A integridade sustenta quem somos, alinhando o que pensamos,
sentimos e fazemos. Para vivê-la é preciso atravessar
desconfortos. Integridade diz respeito à confiança, honestidade e
humildade. Algo que, acredito, está em falta no
mundo atual.
E então, o mais importante: as palavras dos
astronautas. Se eu resumisse, seriam três: amor, gratidão e
conexão. Palavras que não são apenas temas poéticos, e sim
estados emocionais validados e mensuráveis pela
Neurociência, com efeitos consistentes no cérebro, no corpo e nas
relações.
A gratidão reorganiza a atenção e fortalece o
bem-estar, o amor regula o corpo e cria conexão segura. Ambos reduzem o estresse
e aumentam a saúde emocional. Juntos, eles relembram ao organismo que viver,
mais do que se defender… é se conectar.
Christina Koch testemunhou: "Sempre escolheremos
a Terra. Sempre escolheremos uns aos outros.” Nesta frase que viralizou, o amor
aparece como uma escolha coletiva, no sentido relacional e apreciativo ao nosso
planeta Terra.
O piloto Victor Glover, antes de perder a conexão
com a terra, fez questão de lembrar: “Enquanto nos preparamos para sair da
comunicação por rádio, ainda vamos sentir o amor de vocês vindo da Terra. E
para todos vocês aí na Terra e ao redor dela, nós amamos vocês, da Lua. Nos
vemos do outro lado.” E quando finalmente aterrissou na casa-terra, finalizou:
“A gratidão de ver o que vimos, fazer o que fizemos e estar com quem eu estava,
é grande demais para caber em um corpo só.”
O piloto Jeremy Hansen resumiu sua vivência em três
emoções positivas estudadas profundamente pela Ciência das Emoções: “Eu tenho
três palavras para descrever essa experiência: gratidão… alegria… e amor.
Gratidão pela minha família, pela NASA e por todas as equipes que tornaram isso
possível. Alegria por tudo o que vivemos e compartilhamos juntos. E a última… é
o amor.”
Os quatro tripulantes foram ao espaço e voltaram
falando daquilo que só existe na Terra: o valor da experiência humana.
Viajaram milhares de quilômetros até a lua para
viver o amor, a gratidão e o pertencimento.
Não é curioso?
Talvez o essencial seja
simplesmente isso: a lua é aqui!

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