Pesquisar no Blog

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Em meio ao aumento da rotatividade, empresas recorrem a diagnósticos emocionais para reter talentos

Brasil lidera ranking global de turnover voluntário; organizações adotam mapeamentos psicológicos para fortalecer vínculos e prevenir desligamentos


O Brasil ocupa a primeira posição no ranking global de rotatividade voluntária entre profissionais. O dado é do Global Talent Trends Report 2023, elaborado pelo LinkedIn em parceria com a PwC, e revela que 56% dos desligamentos no país ocorrem por decisão do próprio colaborador, índice bem acima da média global de 38%. Entre os principais motivos apontados estão o esgotamento emocional, o desalinhamento de valores e a falta de perspectivas de crescimento ou reconhecimento.

Diante desse cenário, empresas brasileiras têm investido em estratégias de gestão emocional como forma de mitigar a perda de talentos. Uma das soluções adotadas é a IntegraMente, plataforma idealizada por Jéssica Palin, psicóloga, advogada e especialista em saúde mental corporativa. 

A ferramenta combina testes psicológicos validados, devolutivas individuais e planos de ação personalizados para lideranças e recursos humanos.“Não basta entender o currículo, é preciso compreender o emocional de quem está no time. Quando o gestor tem acesso a dados sobre o funcionamento psicológico do colaborador, pode agir com mais precisão , seja para apoiar, realocar ou engajar”, afirma Palin.

A proposta é atuar de forma preventiva, com foco em quatro frentes, diagnóstico psicológico e comportamental, devolutiva individual para lideranças, plano de ação personalizado por colaborador e mentoria estratégica contínua para RHs. A plataforma oferece painéis com dados estruturados sobre aspectos emocionais, o que permite decisões mais informadas sobre mobilidade interna, feedbacks e desenvolvimento da cultura organizacional.

O impacto da rotatividade, segundo estudo da consultoria Gallup, pode representar um custo de 50% a 200% do salário anual do colaborador desligado, considerando perdas com produtividade, adaptação de novos funcionários e impacto no clima da equipe. A mesma pesquisa indica que profissionais emocionalmente engajados são 59% menos propensos a procurar outro emprego de forma ativa.

A busca por soluções estruturadas também ganhou força com a sanção da Lei 14.831/2024, que institui o Certificado de Empresa Promotora da Saúde Mental. A nova legislação, atualmente em fase de regulamentação, define critérios para a adoção de políticas voltadas à saúde emocional no ambiente corporativo. 

Em paralelo, a Portaria nº 1.419/2024, do Ministério do Trabalho e Emprego, atualiza o item 1.5 da NR-1, tornando obrigatória a identificação e o tratamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho.“A rotatividade não se resolve apenas com benefícios ou aumento de salário. É preciso saber o que está por trás da decisão de sair. O emocional mal gerido custa caro para qualquer organização, em dinheiro, clima e reputação”, conclui Palin. 



Jéssica Palin Martins - advogada, psicóloga e especialista em saúde mental no ambiente corporativo, graduada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP), mestre em Direito pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e especialista em Intervenção Familiar Sistêmica pela pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, FAMERP.
Instagram @jessicapalinmartins e Linkedin

Palin & Martins
palinemartins.com.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados