Os “Cigarros
Eletrônicos FIT”? são a novidade dos últimos tempos, nas redes sociais:
cigarros eletrônicos ou chamados “Vapes” que prometem emagrecimento e
tratamento para TDAH, depressão, insônia, cansaço, desânimo, entre outros
problemas de saúde.
Os cigarros
eletrônicos “FIT”, conforme descrição, liberam substâncias benéficas ao corpo
para ajudar a encontrar saúde e bem-estar. Mas temos aqui um grande alerta: não
existe qualquer comprovação científica de que eles cumprem o prometido. Além
disso, vamos entender os efetivos nocivos e até irreversíveis destes cigarros.
Os cigarros
eletrônicos são utilizados como uma alternativa para fugir do cigarro
convencional. De diversos formatos, sabores e especificidades, eles ganharam o
mercado, principalmente entre os jovens.
Classificados
pelos usuários como um lazer, apesar de ser proibida sua comercialização desde
2009, por serem mais práticos, além de possuírem odores diversos, o que
viralizou seu uso, virando tendência entre as tribos.
No entanto, apesar
de conter apenas vapores de nicotina líquida, eles possuem muitas substâncias
tóxicas (mais de 80) e potenciais carcinogênicos que, associados ao incremento
do metal e com o uso prolongado provocam diversos sintomas negativos para a
saúde dos seus usuários, como: falta de ar, fadigas intensas, aumento dos
riscos cardiovasculares, potencial de intoxicação, vômitos, náuseas, tosse,
febre, dores no peito, perda de peso, depressão respiratória, doenças
pulmonares e câncer.
Ainda dentro da
cesta dos malefícios causados pelos dispositivos eletrônicos para fumar,
podemos também incluir os sintomas psicológicos que, a longo prazo são
instaurados no usuário e que, podem possuir um efeito ainda mais destrutivo,
principalmente, se o indivíduo já possuir algum tipo de transtorno ou neurose
associada.
A psicanalista
Andrea Ladislau lembra que estudos já comprovaram que, por exemplo, a ansiedade
pode atingir níveis ainda mais elevados propiciando a potencialização da
síndrome do pânico e também da depressão em casos mais graves. Sem falar na
dependência psicológica que induz a uma falsa sensação de felicidade, a partir
de sua atuação no cérebro do usuário, que desencadeia uma necessidade de fumar
mais e mais. Visto que, ao inalar as toxinas do vapor, a pessoa tem a sensação
de calmaria e prazer.
"Desta forma,
sem suas tragadas no dispositivo, o fumante vê aumentar seus níveis de
estresse, a mudança de humor e a irritabilidade em seu dia-a-dia. Ou seja, um
falso benefício oferecido pelo tabagismo ofertado pelas sensações boas que refletem
o ciclo vicioso que, consequentemente, demandam um consumo cada vez mais
elevado do cigarro eletrônico", alerta.
Para Andrea esse é
um exemplo do perigo das promessas. A ilusão de tratamentos relacionados à
saúde mental, só aumenta com o passar dos anos e nos levam a pensar sobre: onde
está instaurada a carência do ser humano que vive em busca de tapar seus
buracos emocionais através de alternativas, muitas vezes, prejudiciais e
venenosas para seu corpo físico e sua mente?
"É importante
ter cuidado com o marketing agressivo que explora a vulnerabilidade emocional
do ser humano. As dependências químicas e psicológicas, do uso de cigarros
eletrônicos “FIT”, podem potencializar o vício em favor de uma modernidade ou
uma necessidade de pertencimento, certamente injustificáveis do ponto de vista
do bem-estar físico e mental", diz.
Portanto, a grande
verdade é que, seja eletrônico ou convencional, o cigarro representa sérios
riscos para a saúde humana.
"Ser ou se
tornar um viciado é uma sentença de morte. É preciso resgatar o equilíbrio e
eliminar o vício provocado pelos eletrônicos e/ou convencionais, a fim de
garantir a saúde plena do ser humano. Afinal, eles não são uma alternativa de
cura, mas sim uma armadilha para a saúde mental", finaliza a especialista.
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