Agora é a
hora de compartilharmos e absorvemos o máximo de conhecimento possível para
sairmos desse processo que estamos enfrentando, por conta da crise do COVID-19,
muito mais forte e nos recuperarmos rapidamente dos impactos causados. É um
momento de união, de juntar pessoas para que possam diante de uma situação como
essa que ninguém esperava, e definitivamente, ninguém estava preparado, pensar
não no que fazer agora, mas principalmente como iremos se recuperar quando tudo
isso passar.
Sim, essa
crise vai passar, e ninguém será o mesmo depois dela. Mas o que as empresas
estão precisando para passar por esse momento caótico, com home office,
pressão, medo, insegurança, stress emocional? As empresas precisam de líderes e
colaboradores, juntos. Neste cenário, nenhuma solução está pronta, mas vamos
antes analisar alguns pontos importantes percebidos por muitas empresas e por
muitas pessoas até o presente momento.
Abundância x
escassez – Temos a visão de que o líder é um ser que não chora, não se cansa
e não pode se estressar. A verdade é que o líder é feito de carne e osso e sim,
ele também tem os seus momentos de vulnerabilidade. E um dos grandes desafios é
exatamente esse: como equilibrar a coragem do líder, ao mesmo tempo, com o medo
de como as coisas serão daqui para frente?
Simplicidade
x complexidade - Como lidamos com o medo de perder aquilo que já conquistamos?
Tornando as coisas mais simples. No entanto, nos deparamos com dilemas que são
completamente novos e a tomada de decisão nunca foi tão desafiadora como agora.
Digitalização
x humanização – Vivemos em uma era digital, mas nunca se falou tanto em
humanizar as relações. E o que estamos vivendo agora é a prova disso. Temos
comprovado que de fato a tecnologia não existe para afastar as pessoas, muito
pelo contrário, ela existe para encurtar distâncias. As relações estão sendo
colocadas a prova, e começamos a observar que as pessoas próximas não são
necessariamente as que convivemos diariamente, ou seja, existe humanização
nesse ambiente de digitalização.
Inovação x
medo – Só se fala em inovar, se reinventar, que é preciso encontrar
outras maneiras de se fazer negócios, de consumir, de comprar; e as
organizações estão clamando para que os seus profissionais, de dentro de seus
home offices, inovem. A questão é: na crise, o que as pessoas mais temem é de
dar um “fora”, todo mundo fica com medo de arriscar. Então como destravar essa
questão e criar um ambiente de confiança que permita a inovação?
“A vida,
definitivamente, precisará ser revisada. Mas como manter o equilíbrio em um
momento em que tudo faz com que a gente surte? O papel da liderança nesse
processo se torna crucial. Dentro de um ambiente corporativo tem profissionais
que na crise não sabem o que fazer, não sabem para quem perguntar e estão
morrendo de medo. Quando se fala em revisar a vida, é principalmente alguns
paradigmas que eram tidos como certos como “Sempre foi assim”, com a
resistência que as pessoas têm para qualquer tipo de mudança; “olhar primeiro
para o produto, e depois para o cliente”; “primeiro o cliente, depois o
colaborador”; e por fim, mas não menos importante, “antes de todo mundo, o
chefe”. E o que se fazer diante de tudo isso? É preciso ampliar o diálogo com a
sua equipe”, explica Carol Manciola, CEO da Posiciona.
Amplie o
diálogo com a sua equipe
Para Carol
Manciola, uma boa técnica para a área de vendas é o SPIN Selling, metodologia
criada na década de 80 por Neil Rackham. Ele direciona os vendedores sobre as
perguntas que devem ser feitas ao longo do processo de vendas para aumentar as
taxas de conversão. São elas: Perguntas de Solução; Perguntas de Problema;
Perguntas de Implicação; Perguntas de Necessidade de Solução.
“Esta é uma
excelente técnica para os líderes aplicarem com os seus liderados. No mundo
existem as pessoas que enxergam, as que enxergam quando mostramos e as que não
enxergam. Ampliar o diálogo é ampliar a sua consciência e do seu liderado.
Muitas vezes o seu liderado está convivendo com algo que ainda não parou para
pensar no impacto daquilo, então quando se amplia o diálogo, você quer que a
pessoa entenda que aquilo que você tem a oferecer, é também um problema para
ela. Aquilo que você tem para oferecer vai resolver o problema dela enquanto
pessoa, enquanto profissional, da empresa, do cliente e do mundo”.
“O líder tem que estar preparado para gerar segurança para manter a confiança. Tem que equilibrar vulnerabilidade com coragem. Enxergar que por de trás de cada profissional, existe uma pessoa. O equilíbrio em tomar decisões que são pouco impopulares, mas ao mesmo tempo fazer isso com base em tudo aquilo que escutou, dá legitimidade ao líder. E isso é algo que não pode faltar na liderança para esse momento. Precisamos de lideranças legítimas”, finaliza Carol Manciola.
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