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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Dama do teatro brasileiro, Miriam Mehler comemora 70 anos de carreira na peça “Prova de Vida”, ao lado de Rafael Primot, com direção de Marco Antônio Pâmio

Fotos de Kim Leekyung

 

Comédia inédita de Gustavo Pinheiro mostra o encontro de uma idosa, que precisa provar ao funcionário do banco que está viva, para continuar recebendo a aposentadoria 

 

Uma senhora nonagenária precisa se apresentar à agência bancária para continuar recebendo a aposentadoria. Um funcionário desestimulado, “concurseiro” profissional, que recalca seu verdadeiro sonho de vida. O divertido e singelo encontro entre estes dois personagens é o ponto de partida de “Prova de Vida”, texto escrito por Gustavo Pinheiro especialmente para Miriam Mehler e Rafael Primot, que chega ao palco dirigido por Marco Antônio Pâmio (o trio trabalhou junto na montagem do grande sucesso “A Herança”). 

A montagem é uma das comemorações pelos 70 anos de carreira de Miriam Mehler, formada na Escola de Arte Dramática (EAD) em 1957 e atriz de trabalhos antológicos na história do teatro brasileiro, como “Eles não usam black-tie”, “Panorama Visto da Ponte”, “As Bruxas de Salém”, “Pequenos Burgueses” e “Andorra” em companhias emblemáticas nos palcos do país, como TBC e Teatro Oficina e Teatro de Arena. Mehler trabalhou com alguns dos maiores diretores do país, como Flavio Rangel, José Celso Martinez Correa, Antunes Filho, Gabriel Vilella e Renato Borghi. Em sete décadas de carreira, coleciona os mais importantes prêmios de teatro do país, como APCA, Shell, APTR e Bibi Ferreira.

Amigos desde “A Herança”, Primot entrou em contato com Pinheiro em busca de um texto para fazer com Miriam Mehler. O autor achou que não poderia haver dupla mais perfeita para dar vida à Vera Lucia e Gabriel de “Prova de Vida”. “A Miriam é um tesouro vivo do teatro brasileiro e dividir o palco com ela é sempre uma aula. Quando o Gustavo trouxe o texto, vi ali a chance de repetir a cumplicidade que criamos em A Herança, mas com uma história completamente nova, tocante e engraçada ao mesmo tempo. Fazer parte das comemorações dos 70 anos de carreira dela é uma honra que carrego com muito carinho”, afirma. Primot foi indicado ao Shell, Bibi Ferreira, APTR - e APCA nos dois últimos anos, em 2025 como ator e em 2026 como autor. Dividiu o palco com Bibi Ferreira, Débora Falabella, Marjorie Estiano e já foi dirigido por Jô Soares, Monique Gardeneberg, Zé Celso, Zé Henrique de Paula, entre outros.

“Setenta anos de carreira parecem muitos, mas cada peça nova me faz sentir como se fosse a primeira vez. Vera Lúcia é uma personagem que me emociona porque fala de algo que todos nós vivemos, o mundo se moderniza e esquece de incluir as pessoas idosas neste avanço, muitas vezes. Trabalhar de novo com o Rafael, com Pâmio e com essa equipe é um presente. O texto de Gustavo é encantador. Assistam Prova de Vida e se identifiquem!”, Miriam Mehler.

“Quis escrever sobre o avanço da tecnologia que vai colocando os idosos cada vez mais à margem da sociedade. Hoje em dia é preciso saber mexer em celular para tudo: comprar um ingresso de cinema, tirar um documento, entrar no Gov.br, uma exigência dura para uma geração que não é nativa digital como os mais novos. Tudo isso de encontro ao absurdo da burocracia brasileira é muito forte, mas ao mesmo tempo muito divertido”, explica Gustavo Pinheiro, autor de sucessos como “Dois de Nós”, com Antônio Fagundes e Christiane Torloni, “A Lista”, com Lilia Cabral e “A Tropa, com Otavio Augusto.

Para o diretor Marco Antônio Pâmio, “Miriam Mehler e Rafael Primot, representantes de duas gerações de nossos melhores intérpretes, reunidos nesse texto bem-humorado e profundamente humano de Gustavo Pinheiro, fazem “PROVA DE VIDA” ir muito além do termo técnico que seu título carrega. Pois, mais do que uma prova, esta peça fala da chama da vida: da importância de sorvermos cada gota dela, de nunca abandonarmos nossos sonhos em nome de uma estabilidade ilusória e, acima de tudo, acharmos sentido e prazer em nossa jornada no mundo.”. 

 

SINOPSE: Uma aposentada de 90 anos tem seu benefício suspenso por não realizar a prova de vida e decide resolver pessoalmente o problema. Do outro lado do balcão está Miguel, um funcionário frustrado, preso a uma rotina burocrática e a uma vida muito diferente daquela que um dia imaginou para si. O encontro entre os dois, inicialmente marcado por impaciência, desconfiança e situações absurdas, aos poucos se transforma em uma conversa inesperada sobre escolhas, autonomia, sonhos e o tempo que ainda temos pela frente. Com humor e afeto, Prova de Vida é uma comédia sobre confiança e sobre a coragem de estar verdadeiramente vivo.


FICHA TÉCNICA


Texto: Gustavo Pinheiro

Direção: Marco Antônio Pâmio 

Elenco: Miriam Mehler e Rafael Primot

Figurinos: Fábio Namatame

Cenários: Marco Lima

Desenho de Luz: Sarah Salgado

Trilha Sonora: Chico Beltrão

Produção: Fábio Câmara

Produção Executiva: Enkapothado Produções Artísticas 

Assistentes de Produção: Rodrigo Frampton e Franz Keppler

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 

Fotos: Kim Leekyung

Arte gráfica: Haroldo Miklos

 

SERVIÇO:


Teatro TUCA (672 lugares)

R. Monte Alegre, 1024 - Perdizes, São Paulo - SP, 05014-001

Temporada: 7 de novembro a 13 de dezembro, às sextas e sábados, às 20h30, e, aos domingos, às 17h.

Valor dos ingressos: sextas, sábados e domingos R$140/ R$70.

 

Peça infantil “Chiquita Bacana no Reino das Bananas” chega ao iBT em temporada gratuita

 

Crédito: Arquivo


Espetáculo encenado por estudantes de teatro da EAD-USP e dirigido por Dagoberto Feliz e Marcella Vicentini apresenta clássico do teatro infantil com final interativo decidido pelo público


No dia 17 de outubro, chega ao iBT - Instituto Brasileiro de Teatro a peça infantil “Chiquita Bacana no Reino das Bananas”, clássico dramatúrgico escrito por Reinaldo Maia em 1977. Encenada pelos formandos da Turma 75 da Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP) sob a direção de Dagoberto Feliz e Marcella Vicentini, a montagem fica em cartaz até 1 de novembro, às 15h aos sábados e domingos, com entrada gratuita.

 

A trama encena o absurdo julgamento da jovem Chiquita Bacana, acusada de ter comido uma banana no Reino das Bananas. Comandado pelo autoritário Rei Leonino, esse reino vive uma crise surrealista na qual os animais gradativamente perdem suas funções sociais e seus direitos. Em meio a debates cômicos e alegóricos, o desfecho da história não está previamente escrito: a cada sessão, caberá aos próprios espectadores decidirem o destino da personagem.

 

“Receber a Turma 75 da Escola de Arte Dramática da USP é uma alegria e uma honra para o iBT. Abrir nossas portas para artistas em formação, de uma escola tão importante para o teatro brasileiro, é celebrar a continuidade e a renovação das artes cênicas. E esse encontro se torna ainda mais especial por acontecer por meio de um espetáculo infantil, reafirmando o compromisso do iBT com a formação de novos públicos e com a aproximação das crianças ao universo do teatro”, ressalta Agnaldo Moreno, membro do Comitê Artístico e Coordenador de Ações Culturais e Formativas do iBT.

 

A montagem une a energia bem-humorada e crítica do texto original a uma encenação dinâmica e interativa, repleta de ludicidade e música ao vivo dirigida por Dagoberto Feliz. A obra estimula o pensamento crítico, a participação ativa e o sentido de justiça nas crianças, utilizando o humor e o teatro como ferramentas de reflexão sobre liberdade e convivência em sociedade.

 

 

Ficha Técnica 

Direção: Dagoberto Feliz e Marcella Vicentini 

Texto: Reinaldo Maia

Direção musical e cenografia: Dagoberto Feliz

Preparação corporal: Marcella Vicentini 

Figurino: Turma 75 da EAD

Elenco: Allana Maria Andrade Teixeira, Antonio Tavares de Sousa Neto, Dennys Roberty Meneses Evangelista, Felipe Rodrigues de Andrade, Gabriel Henrique Franco, Giovana Leonel Ribeiro de Assis, Jhenifer Delfino Barros, José Hysnaip Moura de Souza, Pedro Henrique Almeida Severino, Rafael Custodio Gonzaga, Rodrigo Kantovitz Ferraz de Toledo, Stephanie Barros Silva e Tayane Araújo.

 

  

Serviço

Datas: de 17 de outubro a 01 de novembro

Horários: Sábados e domingos, às 15h

Local: Instituto Brasileiro de Teatro (iBT) - Palco Praça 

Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277, Bela Vista, São Paulo - SP   

Ingressos: Gratuitos — distribuição de ingressos no local com 1 hora de antecedência, sem reserva   

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: Livre

 

O Sesc Vila Mariana apresenta a Semana Mulheres na Dança, com espetáculos e performance

Espetáculo Lôas   foto: Sérgio Fernandes


Programação apresenta trabalhos de Ale Kalaf, Zona Agbara, Carol Cantelli, Gustav Courbet e Corpórea Companhia de Corpos.


 A dança ocupa diferentes espaços e perspectivas na Semana Mulheres na Dança do Sesc Vila Mariana, que reúne, entre os dias 27 e 31 de outubro, espetáculos e performances. Ao longo de cinco dias, o público poderá acompanhar criações de Ale Kalaf, Zona Agbara, Carol Cantelli, Gustav Courbet e da Corpórea Companhia de Corpos. As obras partem de diferentes experiências para apresentar possibilidades de leitura do corpo.
 

A Borboleta e o Cubo de Vidro, solo de dança flamenca contemporânea concebido, criado, dirigido e interpretado por Ale Kalaf dá início à Semana. A criação se inspira na pesquisa da antropóloga Mirian Goldenberg, a partir do sentimento de inveja entre os gêneros feminino e masculino. A criação conta com dramaturgia de Nathalia Catharina, preparação corporal e fisicalidade de Patricia Bergantin e provocação artística, treino do ator, fala e dança-teatro de Daniella Nefussi.

A equipe artística e técnica reúne ainda Miló Martins (desenho de luz), Fernanda Guedella (técnica de luz), Hélio Pisca (técnico de som), Karina Diglio (cenografia), Letícia Malvares (trilha sonora original), Estúdio Loop (gravação, captação e edição da trilha sonora), Paula Mercedes (audiovisual) e Ana Nicolau Saldanha (fotografia).

A consultoria de Lígia Polistchuck, psicóloga, psicanalista e mestre em Saúde Pública, integra o processo de criação. A comunicação é assinada por Alice Granato e Melina Dalboni, e a direção de produção é de AnaCris Medina.

Em Engasgadas: segundo rito para regurgitar o mundo, a Zona Agbara investiga as experiências de corpos gordos diante dos padrões e estereótipos que os associam a fragilidade, doença ou falta de potência.

O espetáculo nasce da necessidade de transformar em movimento aquilo que produz desconforto. A obra atravessa lembranças da infância, relações com a terra e elementos de ancestralidade, na qual articula dança, corpo, palavra e imaginação.

A concepção, direção artística e coreografia são de Gal Martins, com assistência de direção e preparação corporal de Rosângela Alves. O elenco reúne Rosângela Alves, Gi Ganju, Suzana Araúja, Gal Martins, Obanifé, Madu Alves e Jéssica do Carmo.

A trilha sonora é de Dani Lova, os figurinos e adereços são de Thaís Dias e a preparação vocal, de Klécio Miranda. Dani Lova também assina a direção de produção, com assistência de produção de Ana Paula Almeida.

O corpo também é pensado em relação ao ambiente em Vaca Encontra o Rio, criação de Carol Cantelli que se atualiza como um corpo-paisagem crítico, permanentemente atravessado por perguntas e contradições.

A dança parte de uma questão central: o que pode uma vaca, que não seja ser abatida e nem abatimento? A pergunta desloca a relação convencional entre corpo, animal, paisagem e exploração e conduz a uma experiência de investigação performática.

A criação, performance e texto são de Carolina Cantelli, com produção da COTIARA Produtora. O trabalho conta com colaboração audiovisual de Felipe Teixeira e Mariana Molinos, design de iluminação de Nara Zocher, trilha sonora de Martim Gueller e cenografia de Carolina Cantelli e Sibele Regina Cantelli.

A consultoria de materiais e cenografia é de Marcus Braga. O figurino é de Carolina Cantelli e o trabalho conta com os olhares externos de Danilo Patzdorf (BR) e Roberto Dagô (PT).

A programação segue com Corpo Presente: ninguém perguntou sobre o seu ser, narrativa performática de Gustav Courbet que dá vida a uma “corpa” ambígua, pesada e fora dos padrões, que insiste em existir diante de um mundo que tenta apagá-la.

A direção artística e coreográfica e a produção são de Gustav Courbet. O figurino é de Alma Adélia, a sonoplastia de Gabriellê Rainer e a iluminação de Rafael Cassimiro.

Encerrando a programação, Lôas, da Corpórea Companhia de Corpos, reúne seis artistas em cena em uma mesma embarcação imaginária, cruzando trajetórias e experiências de travessia.

A criação parte de percursos transatlânticos para investigar a maneira como memórias podem ser corporificadas. Os artistas compartilham estratégias de travessia e transformam sensações em movimento, explorando leveza, tensão, respiração, gradação e tremor.

Sonoridades, gestualidades e imagens se encontram em uma experiência que confluem na celebração da existência. O trabalho coloca o corpo como lugar de passagem, memória e construção coletiva.

Estão em cena Beatriz Oliveira, Rafa Araujo, Ijur Sanso, Thaís Dias, Késsia Midory e Verônica Santos, que também assina a direção. A encenação e preparação de corpo cênico são de William Simplício, enquanto Wagner Antônio responde por luz, cenário e espaço cênico.

A montagem e operação de luz são de Aline Sayuri; a direção e produção musical, de Melvin Santhana; e a direção de produção, de Matheus Borges | Okê! Produções. A preparação corporal reúne Márcio Dantas, Mônica Aduni, Verônica Santos e Paula Salles.

Os figurinos são assinados por Fernando Gimenes, Verônica Santos e o grupo, com registro fotográfico e videográfico de Sérgio Fernandes e Noelia Nájera.

 

SERVIÇO

Semana Mulheres na Dança

27 a 31 de outubro

 

A Borboleta e o Cubo de Vidro
Com Ale Kalaf
27/10, terça, das 20h30 às 21h30
Auditório
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 15 (Credencial Plena)

 

Engasgadas - Segundo Rito para Regurgitar o Mundo
Com Zona Agbara
28/10, quarta, das 20h30 às 21h30
Corpo & Artes
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 15 (Credencial Plena)

 

Vaca Encontra o Rio
Com Carol Cantelli
29/10, quinta, das 20h30 às 21h30
Auditório
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 15 (Credencial Plena)

 

Corpo Presente - Ninguém Perguntou Sobre o Seu Ser
Com Gustav Courbet
30/10, sexta, das 19h às 20h
Corpo & Artes
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 15 (Credencial Plena)

 

Lôas
Com Corpórea Companhia de Corpos
31/10, sábado, das 15h às 16h
Praça de Eventos
Livre
 

Sesc Vila Mariana

Rua Pelotas, 141, Vila Mariana

Metrô Ana Rosa

Estacionamento: 125 vagas - R$ 10,00 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 20 a primeira hora + R$ 5,00 a hora adicional (outros).

Paraciclo: 16 vagas - gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças).

Informações: (11) 5080-3000


Premiada peça COCK, do autor inglês Mike Bartlett, dirigida por Nelson Baskerville, ganha nova temporada no Projeto PULSA SP 2026, em São Paulo

A Comédia traz um homem em conflito com sua sexualidade e identidade, dividido entre um antigo amor e uma nova e inesperada paixão.


Contemplado pelo 10º Prêmio Zé Renato da Cidade de São Paulo e indicado a Melhor espetáculo presencial de 2021 pelo Prêmio APCA, Cock, com texto do autor inglês Mike Bartlett e direção assinada por Nelson Baskerville, realizará cinco apresentações gratuitas no Projeto Pulsa SP, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, com organização do Instituto BR. As apresentações acontecerão nos dias 16, 17 e 18 de outubro no Teatro João Caetano e 23 e 24 de outubro no Teatro Arthur Azevedo, sempre às sextas e sábados às 20h00 e domingos às 19h00. 

No elenco estão Bruna Thedy, Daniel Tavares (Melhor Ator – Zescar), Hugo Coelho e Marco Antônio Pâmio (Melhor ator coadjuvante – Observatório do Teatro). A peça fala com muito humor sobre identidade, relacionamentos, desejo, bissexualidade e outros temas presentes no debate contemporâneo.

 

Cock é uma das obras mais emblemáticas da carreira do dramaturgo britânico Mike Bartlett e rendeu ao autor o Olivier Award (2010) na categoria Outstanding Achievement, prêmio considerado a principal honraria do teatro britânico. No Brasil, a dramaturgia de Bartlett, frequentemente apontado como um dos principais autores da cena contemporânea inglesa, vem ganhando cada vez mais espaço, e com Cock não foi diferente.

O espetáculo acompanha o turbulento processo de descoberta da identidade e da sexualidade de John, que namora há sete anos com um homem. Quando ele e seu companheiro decidem dar um tempo, o protagonista se apaixona por uma mulher, algo novo em sua vida. 

Cheio de angústias e sentimentos conflitantes, John é pressionado a decidir entre o amor de seu antigo namorado e de sua nova parceira. Mas a maior luta do protagonista é para entender quem ele realmente é e o que sente. Esse conflito é ainda mais agravado pelos próprios desejos de John e pela pressão social para que ele se enquadre em rótulos pré-determinados.

Cock, em inglês, é uma palavra com múltiplos sentidos. Significa galo, pau/pênis e também é uma gíria para descrever alguém de personalidade arrogante. A peça brinca com todos esses sentidos. Conhecida como The Cockfight Play, a obra dramatúrgica começou a ser escrita durante um intercâmbio do autor no México, país da luta livre e onde ainda existem as brigas de galos. De alguma forma, Bartlett conectou o ritual das rinhas, nas quais, em um pequeno palco, duas criaturas se atacam, lutam e se destroem, - com o ritual do teatro. E a partir dessa imagem, ele construiu essa trama centrada em embates cortantes e emocionais. 

Nessa disputa, em que cada personagem tenta convencer os demais sobre seu ponto de vista, a plateia é colocada com muita delicadeza no papel de voyeur e é convidada a pensar sobre as questões debatidas. E esse exercício de empatia com a situação dos quatro personagens é acentuado pelo fato de que o texto não traz respostas prontas.


A encenação 

O diretor Nelson Baskerville segue a sugestão do autor de ambientar a peça em um ringue. No centro do palco, os quatro atores se chocam entre si, expondo angústias, medos, amores e os próprios desejos. “A encenação cria um espaço de confronto em que cada palavra e cada silêncio contam. A ideia é aproximar o público das tensões desses personagens, para que ele acompanhe suas respirações, sinta suas inquietações e também sofra por eles e possa torcer para que se machuquem o menos possível, porque é evidente que vai doer. O amor é transgressivo e dói”, comenta o diretor. 

Quanto à ambientação cênica, há apenas um grande tapete que indica a área em formato de quadrado dos embates e sobre essa área, há uma grande luminária que varia entre uma luz mais crua e fria e outra mais quente e intimista dependendo do que está acontecendo em cena. Tudo é mínimo para que o foco seja a ação dramática e para que o público se mantenha engajado com uma imaginação ativa criando seus próprios significados. 

A encenação também segue outra sugestão de Bartlett na concepção dos figurinos, que é a de caracterizar os personagens sem muitas definições ilustrativas e óbvias, o que é importante em uma peça na qual se questiona justamente a categorização das pessoas. E como se trata de uma dramaturgia impecável, construída por um grande engendrador de almas e profundo conhecedor do ofício, ela tem seu valor potencializado/evidenciado na exploração dos tempos, ritmos, sutilezas, pausas, e interrupções de falas sugeridas na obra. Tudo isso conduzido por um jogo absolutamente vivo e preciso dos atores.

 

Sinopse:

John tem um relacionamento com outro homem há sete anos. Quando os dois resolvem dar um tempo, ele se apaixona por uma mulher. Cheio de angústias e sentimentos conflitantes, o protagonista mantém as duas relações sem saber para que lado ir. Tanto o namorado como a namorada estão dispostos a lutar pelo amor de John, mas a maior briga do protagonista é para entender quem ele é, num torturante conflito com o próprio desejo e sem conseguir se enquadrar nos rótulos sociais.

 

Ficha Técnica:

TEXTO: Mike Bartlett. DIREÇÃO: Nelson Baskerville. ELENCO: Bruna Thedy, Daniel Tavares, Hugo Coelho e Marco Antônio Pâmio. TRADUÇÃO: Marco Aurélio Nunes. ILUMINAÇÃO: Wagner Freire. FIGURINO: Marichilene Artisevskis. CENÁRIO: Chris Aizner. TRILHA SONORA ORIGINAL: Daniel Maia. VOZ: Ligiana Costa. CANÇÃO “YOU KNOW”: Daniel Maia e Ligiana Costa. PREPARADOR CORPORAL: Mauricio Flores. ASSISTENTE DE FIGURINO: Giovanna Belucci. TÉCNICO DE PALCO: Victor Silvério. TÉCNICO DE LUZ E SOM: Weverton DarkDTS. ASSESSORIA DE IMPRENSA: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. FOTOS DE DIVULGAÇÃO: Heloísa Bortz. FOTOS DO ESPETÁCULO: Annelize Tozetto. TRÁFEGO PAGO: Herbert Salles. IDENTIDADE GRÁFICA E DESIGNER GRÁFICO: Lucas Sancho. IDEALIZAÇÃO E PRODUÇÃO: Daniel Tavares (Da Latta Cultura e Conteúdo) e Jessica Rodrigues (Rodri Produções). DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Jessica Rodrigues. COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: Carolina Henriques. PRODUÇÃO EXECUTIVA: Julia Terron.

 

Serviço:

COCK, de Mike Bartlett, com direção de Nelson Baskerville 

Apresentações gratuitas 

16, 17 e 18 de outubro no Teatro João Caetano

sexta e sábado às 20h00 e domingo às 19h00

R. Borges Lagoa, 650 - Vila Clementino, São Paulo - SP, 04038-020

Retirada de ingressos na Sympla ou no teatro 1 hora antes do inicio do espetáculo.

Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/cock-teatro-joao-caetano/3607815?algoliaID=0db87acafcbe266b4789a0d59a856277

 

23 e 24 de outubro no Teatro Arthur Azevedo

sexta e sábado às 20h00

Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca, São Paulo - SP, 03115-020

Retirada de ingressos na Sympla ou no teatro 1 hora antes do inicio do espetáculo.

Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/cock-teatro-arthur-de-azevedo/3607849?algoliaID=0db87acafcbe266b4789a0d59a856277

 

 Duração: 90 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

 

It: A Coisa e música ao vivo são as atrações da PRISMA no CCSP neste sábado

PRISMA ocupa o Jardim Suspenso do CCSP em outubro.
Crédito: Daniel Grajew_ft.Gal Oppido
Lisias & Nassif_ft.Acervo Pessoal

Encontro com ingresso gratuito apresenta a performance ao vivo do pianista Daniel Grajew, discotecagem de Ale Rosa e a projeção ao ar livre de filme clássico de terror


Em todos os sábados de outubro, a PRISMA, plataforma cultural, oferece uma programação totalmente gratuita, sempre a partir das 15h. As sessões levam música, artes performáticas, cinema ao ar livre e moda autoral ao Jardim Suspenso do Centro Cultural São Paulo. E especialmente durante este mês, em virtude das celebrações de Halloween, o Cine na Praça realiza uma edição temática em parceria com o projeto Cine Phenomena, apresentando uma seleção especial dedicada aos clássicos do terror, fantasia e suspense. 

Neste próximo sábado, 17 de outubro, a programação começa com a pesquisa musical da dupla de seletores Lisias & Nassif, que também fazem parte da curadoria da PRISMA, convidando influenciadores de conteúdo positivo e personalidades da cultura e outras áreas para tocarem suas playlists.  

Às 17h, o pianista e compositor Daniel Grajew apresenta a performance Trilha, na qual combina piano, acordeão e recursos eletrônicos para compor, ao vivo, paisagens e narrativas sonoras na proposta de um cinema sem imagens, criado por cada ouvinte. Em seguida, às 17h20, a DJ e pesquisadora Ale Rosa assume a discotecagem com uma seleção sonora envolvente e atmosférica. Encerrando o dia, às 19h, o Cine na Praça exibe a clássica minissérie de terror It: A Coisa (1990), adaptada da obra de Stephen King, que acompanha o confronto de um grupo de amigos contra uma força maligna que assumiu a forma de um palhaço.


Tim Curry como Pennywise em It: A Coisa (1990).
Foto: Reprodução


 

A partir deste final de semana, a rádio deepbeep, plataforma independente dedicada à música, cultura e inteligência editorial desde 2009, promove um espaço de conversa e escuta guiado pelos seletores do projeto. Mais do que uma apresentação musical, o momento propõe um diálogo aberto sobre as referências, memórias e escolhas por trás de cada repertório, investigando o que o gosto musical revela sobre as pessoas, a criação artística e o nosso tempo. 

Idealizado por Marcos Guzman, responsável pela curadoria ao lado da produtora executiva Tatiana Farias, o projeto propõe uma atmosfera focada na presença, com trilhas etéricas e espaço para o experimentalismo. “A PRISMA se concentra no encontro entre som, corpo e território”, destaca Guzman. “Buscamos aproximar pessoas de diversas origens e linguagens, longe do som padronizado, promovendo a troca e a pluralidade pelo convívio presencial.”
 

Serviço

PRISMA no CCSP

Aos sábados, a partir das 15h
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo)
Entrada gratuita (sem retirada de ingresso)
Curadoria e concepção: Marcos Guzman
Produção executiva: Tatiana Farias
Parceiro de mídia e rádio: deepbeep
Curadoria de performance: Paula Garcia
Curadoria de filmes: departamento de cinema do CCSP
Design Gráfico: Leste
 

PROGRAMAÇÃO

17 de Outubro
15h00 - seletora Vanessa Rozan
17h00 - performance Daniel Grajew
17h20 - discotecagem Ale Rosa 
19h00 - Cine na Praça — It: A Coisa (1990), de Tommy Lee Wallace

 


Projeto Espetáculo leva criações artísticas aos palcos das Fábricas de Cultura, do Teatro Sérgio Cardoso e da Cia de Teatro Heliópolis

divulgação


Apresentações gratuitas reúnem teatro, dança, música e cinema em trabalhos criados por jovens a partir das memórias, das identidades e das vivências de seus territórios

 

Sete espetáculos desenvolvidos por adolescentes, jovens e adultos nas Fábricas de Cultura — programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pelo Instituto Poiesis — chegam à temporada de apresentações públicas de 22 de outubro a 28 de novembro. As montagens integram o Projeto Espetáculo, iniciativa gratuita de formação artística que transforma pesquisas, experimentações e vivências dos participantes em criações coletivas. Em 2026, sob o tema “Vozes do Território”, os trabalhos de aproximadamente 260 aprendizes de 7 unidades do programa serão exibidos em 60 apresentações que abordam questões como ancestralidade, memória, identidade, sonhos, literatura e pertencimento, em diálogo com as realidades das comunidades onde o programa atua.

Articulando formação, criação e difusão artística, o projeto oferece acesso gratuito a atividades culturais e formativas e funciona como espaços de criação, convivência e valorização das expressões artísticas de seus territórios.

As apresentações do Projeto Espetáculo marcam uma etapa fundamental de um percurso formativo de dez meses, com carga horária anual de aproximadamente 400 horas. Ao longo do processo, os jovens experimentam diferentes linguagens artísticas, desenvolvem pesquisas e participam da construção de dramaturgias, cenas e concepções estéticas. O resultado são obras que valorizam suas referências culturais e perspectivas, ampliando as possibilidades de expressão e de diálogo com o público.

As atividades são realizadas em sete ateliês, nas Fábricas de Cultura de Brasilândia, Capão Redondo, Diadema, Jaçanã, Jardim São Luís, Osasco e Vila Nova Cachoeirinha. Cada unidade desenvolve uma pesquisa artística própria, de acordo com as linguagens exploradas, os repertórios dos participantes e as características de seus territórios.


Sete espetáculos, diferentes perspectivas sobre os territórios

 

divulgação

 

A programação de 2026 reúne criações que partem de referências literárias, mitológicas, culturais e comunitárias para investigar experiências individuais e coletivas.

Em CAPÃO VERMELHO, a ancestralidade e a permanência das memórias conduzem uma narrativa sobre as tentativas de apagamento e as vozes que resistem ao silenciamento. Entre lobos, encantarias, ruas e referências ancestrais, a criação reúne corpo, teatro, dança, canto e música para reafirmar a importância da própria história na construção do futuro.

Já PIXADO PONTO DE ENCONTRO aborda a mobilização de uma comunidade periférica diante do anúncio da demolição de uma quadra poliesportiva para dar lugar a uma construção ainda desconhecida. Inspirada livremente no espetáculo Ali! Pálido Ponto Azul, apresentado pelo Projeto Espetáculo da Fábrica de Cultura de Vila Nova Cachoeirinha em 2025, a obra propõe uma reflexão sobre espaços coletivos, pertencimento, convivência e participação comunitária.

Verona Brasilândia integra as pesquisas cênicas que têm as experiências dos jovens e suas relações com o território como ponto de partida. A obra se insere em um processo de criação coletiva que estimula o protagonismo juvenil e a construção de narrativas próprias.

Em DÉJÀ-VU — De volta ao mundo dos sonhos, um grupo de jovens moradores da Jova Rural, no Jaçanã, enfrenta uma inquietação: já não consegue sonhar ou se lembrar dos próprios sonhos. A chegada de entidades abre caminhos para o retorno ao mundo onírico, em uma jornada que atravessa memórias e ancestralidade e convida à reflexão sobre as origens e a construção de futuros possíveis.

A vida e a obra de Ordalina Cândido inspiram Lina e a Mulher Cabaça, espetáculo que acompanha uma jornada de encontros, descobertas e transformações. Ambientada no universo de referências e histórias de Diadema, a narrativa articula identidade, memória e autoconhecimento a partir do percurso de Lina em busca de si mesma.

Em CONSTRUÇÃO: Tijolo, palavra, feijão de Carolina à Nóz, a trajetória e o legado de Carolina Maria de Jesus inspiram reflexões sobre memória, literatura e vida em comunidade. A montagem aproxima histórias individuais e coletivas e destaca a palavra como instrumento de expressão e construção de identidade.

Completa a programação UMA CABAÇA DUAS FACES: O Que Há Depois da Praça?, que parte do mito da cabaça, da cultura iorubá, para investigar as origens do universo e as relações entre forças aparentemente opostas. Céu e terra, masculino e feminino, vazio e criação se encontram em uma composição que atravessa diferentes linguagens artísticas e propõe reflexões sobre complementaridade, equilíbrio e memória de futuro.


Formação artística e protagonismo juvenil

Mais do que a apresentação de espetáculos, o Projeto Espetáculo propõe uma experiência continuada de formação, na qual os participantes atuam como intérpretes-criadores e colaboram nas diferentes etapas da produção artística. A experimentação e a integração entre linguagens fazem parte de um processo que estimula a autonomia, o pensamento crítico, a cooperação e a valorização das histórias locais.

A continuidade de pesquisas iniciadas em edições anteriores também permite que cenas, dramaturgias e materiais artísticos sejam revisitados e ganhem novos sentidos. Em 2026, as sete montagens vão ser exibidas em 60 apresentações que expressam diferentes maneiras de abordar o tema “Vozes do Território”, aproximando as experiências dos jovens do público e reconhecendo a diversidade cultural das periferias. Em 2025, o Projeto Espetáculo envolveu 238 aprendizes intérpretes-criadores, realizou 58 apresentações e alcançou 6.623 espectadores.


Confira a programação completa


SERVIÇO

Projeto Espetáculo 2026 – “Vozes do Território”

Início das apresentações: 22 de outubro de 2026

Ingressos: gratuitos

 

Espetáculo: CAPÃO VERMELHO

Fábrica de Cultura Capão Redondo

Endereço: R. Bacia de São Francisco, s/n

Datas e horários: 22/10, 23/10, 29/10, 30/10, 31/10, às 19h | 05/11, às 15h | 06/11 às 15h e às  19h | 07/11, às 19h

 

Sede da Companhia de Teatro Heliópolis

Endereço: Casa de Teatro - Maria José de Carvalho - R. Silva Bueno, 1533

Data e horário: 14/11 às 18h

 

Espetáculo: PIXADO PONTO DE ENCONTRO

Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha

Endereço: R. Franklin do Amaral, 1575

Datas e horários: 28 e 29/10, às 15h | 30/10, às 19h | 31/10, às 16h | 03/11, às 19h | 04 e 06/11, às 15h

 

Fábrica de Cultura 4.0 de São Bernardo do Campo

Endereço: Av. Armando Ítalo Setti, 80

Data e horário: 11/11, às 15h

 

Espetáculo: Verona Brasilândia

Fábrica de Cultura Brasilândia

Endereço: Av. General Penha Brasil, 2508

Datas e horários: 29/10, às 19h30 | 30/10, às 10h e às 15h | 03/11, às 10h e às 15h | 05/11 e 07/11, às 19h30

 

Teatro Sergio Cardoso

Endereço: R. Rui Barbosa, 153

Data e horário: 11/11, às 19h

 

Espetáculo: DÉJÀ-VU — De volta ao mundo dos sonhos

Fábrica de Cultura Jaçanã

Endereço:  R. Raimundo Eduardo da Silva, 138

Datas e horários: 31/10 - 15h | 03, 04 e 05/11, às 15h30 e 19h

 

Espetáculo: Lina e a Mulher Cabaça

Fábrica de Cultura Diadema

Endereço:  R. Vereador Gustavo Sonnewend Neto, 135

Datas e horários: 17/11 - 19h30 | 19 e 24/11, às 15h | 27 e 28/11, às 19h30

 

Fábrica de Cultura 4.0 de São Bernardo do Campo

Endereço: Av. Armando Ítalo Setti, 80

Data e horário: 06/11, às 15h

 

Praça CEU das Artes

Endereço: Av. Afonso Monteiro da Cruz, 254

Datas e horários: 18 e 19/11, às 19h

 

Fábrica de Cultura 4.0 Iguape

Endereço: R. XV de Novembro, 522

Data e horário: 25/11, às 18h

 

Espetáculo: CONSTRUÇÃO: Tijolo, palavra, feijão de Carolina à Nóz

Fábrica de Cultura 4.0 Osasco

Endereço: R. Santa Rita S/N

Datas e horários: 17/11 às 19h30 | 19/11 e 24/11, às 15h e 19h30 | 25, 26 e 27/11, às 19h30 | 28/11, às 18h

 

Teatro Sergio Cardoso

Endereço: R. Rui Barbosa, 153

Data e horário: 10/11, às 19h

 

Espetáculo: UMA CABAÇA DUAS FACES: O Que Há Depois da Praça?

Fábrica de Cultura Jardim São Luís

Endereço:  R. Antônio Ramos Rosa, 651

Datas e horários: 24/11, às 19h | 25 e 26/11, às 15h e 19h | 27/11, às 19h | 28/11, às 18h

 

Teatro Sergio Cardoso

Endereço: R. Rui Barbosa, 153

Data e horário: 12/11, às 19h

 

Fábrica de Cultura 4.0 Iguape

Endereço: Av. São Paulo, 1.000

Data e horário: 21/11, às 17h

 

 


Instituto Poiesis

Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo
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