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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Escolas estaduais oferecem almoço nas férias a partir desta segunda-feira (5)


A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) dá início nesta segunda-feira (5), ao almoço nas férias. As unidades escolares estarão abertas para garantir o almoço aos estudantes da rede estadual durante o mês de janeiro.

 

A iniciativa atenderá os alunos de 5 a 30 de janeiro, de segunda a sexta-feira, com as refeições servidas entre 11h e 13h30. O almoço nas férias contempla as escolas que possuem gestão centralizada de alimentação (onde a Seduc-SP é responsável direta pela contratação de cozinheiras e compra de insumos).

 

A medida visa garantir a segurança alimentar dos alunos mesmo durante o recesso escolar, utilizando a estrutura das unidades para oferecer refeições preparadas de acordo com a demanda registrada pelos responsáveis até o mês de dezembro.

 

Serviço

Almoço nas férias

Data: de 5 a 30 de janeiro

Horário: das 11h às 13h30


domingo, 4 de janeiro de 2026

Feridas que não cicatrizam em animais idosos podem indicar ‘doenças silenciosas’ na pele

Machucados que levam mais de três semanas para cicatrizar podem indicar existência de condições mais graves; veterinária orienta tutores

 

À medida que os pets envelhecem, os tutores precisam redobrar os cuidados com a saúde. Um exemplo são as feridas na pele, que surgem no tecido já fino e alterado devido à idade. Quando demoram mais de três semanas para cicatrizar, essas lesões podem ser consideradas feridas crônicas, um sinal de alerta que merece atenção. 

“Além da idade avançada, podem contribuir com o surgimento das feridas crônicas a obesidade, problemas vasculares e neoplasias. Ao primeiro sinal, os tutores devem levar o animal para uma consulta com o veterinário, que vai realizar o diagnóstico correto”, explica Erika Ricci, doutora da clínica veterinária especializada em pequenos animais do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. “A prevenção é sempre o melhor caminho, então quanto antes o tutor identificar o problema e procurar ajuda especializada, melhor será a qualidade de vida do pet”, reforça. 

As feridas crônicas podem estar relacionadas a algumas doenças “silenciosas”, ou seja, que até então não demonstraram outros sintomas. É o caso de condições como diabetes, hipotireoidismo, doenças imunomediadas, alergias e infecções causadas por fungos e bactérias. Entre essas infecções, que podem provocar coceira, vermelhidão e feridas, destacam-se as piodermites, infecções bacterianas que podem afetar os folículos pilosos e outras estruturas mais profundas e, entre as fúngicas, a esporotricose, uma micose que , além de feridas na pele, pode se disseminar pelo organismo. 

Por isso, a Médica Veterinária alerta que é importante estar atento caso o pet apresente coceira intensa, lambedura excessiva e/ou queda de pelos na área afetada. A atenção deve redobrar se as feridas durarem mais de 10 dias e se houver presença de mau cheiro, pus ou outras secreções. Também é possível observar as mudanças no comportamento; ainda que sejam pets idosos e a energia diminua naturalmente, pode haver apatia e irritabilidade. 

“Desaconselha-se o tratamento das feridas com medicamentos de uso humano ou soluções caseiras, pois o tratamento inadequado pode estressar o animal e , ainda, levar a outros traumas e complicações. Cada caso deve ser analisado e diagnosticado, sendo o tratamento adequado prescrito pelo veterinário. O tutor pode realizar a limpeza com sabão neutro e utilizando luvas de procedimento descartáveis, ao menos, até que se tenha o diagnóstico concluído”, comenta a veterinária do Nouvet. 

Apesar de nem sempre ser possível evitar o surgimento das feridas crônicas, devido a questões hormonais e do próprio organismo do animal, é importante ter ações preventivas. A Dra. Erika orienta manter a higiene do pet e do ambiente em que ele vive; controlar os parasitas, como pulgas e carrapatos; e, claro, manter consultas regulares ao veterinário.

 

Nouvet



Castração responsável: um gesto de cuidado com os pets e com a comunidade

Freepik

Médica Veterinária explica riscos e benefícios da castração e destaca seu papel na prevenção de doenças, no combate ao abandono e na promoção da saúde pública 

 

Cães e gatos têm ocupado lugar de destaque nas famílias, mas o aumento da população desses animais ainda é um desafio importante. A castração se destaca como uma medida para a prevenção de doenças e o controle populacional, além de contribuir com a saúde pública e o combate ao abandono. Mas você sabe o momento ideal de realizá-la? Conhece também os riscos?  

Segundo a professora Lara Vilela Soares, do curso de Medicina Veterinária da Una, a castração eletiva traz benefícios à saúde dos animais. “No caso das fêmeas, a castração pode ser utilizada de forma curativa ou preventiva na piometra (infecção uterina com risco de morte), além de reduzir o risco de TVT (tumor venéreo transmissível), hiperplasia e prolapso vaginal e tumores de mama. Já nos machos, a castração pode prevenir a ocorrência de doenças testiculares, hiperplasia prostática benigna, prostatite, adenoma glandular perianal, TVT e hernia perineal”, explica.  

A decisão de castrar deve ser feita com responsabilidade, considerando o histórico clínico e as necessidades individuais de cada animal. “A idade ideal para o procedimento pode variar de acordo com porte, raça, estilo de vida e saúde geral do pet. O acompanhamento com um médico veterinário é essencial para avaliar os riscos e benefícios, definir o melhor momento e garantir a segurança do procedimento”, orienta. A professora explica que "é importante entender que a castração pode prevenir ou tratar algumas condições, mas também pode aumentar o risco de outras. Por isso, não há uma recomendação única que sirva para todos os casos".  

Embora a castração precoce — realizada entre 6 e 16 semanas — seja praticada em alguns abrigos com o objetivo de garantir a esterilização antes da adoção, essa prática requer análise criteriosa para animais com tutores, sobretudo em raças médias e grandes. "Estudos apontam que a castração muito precoce pode estar associada a maior risco de doenças ortopédicas, alterações no desenvolvimento da vulva e crescimento desproporcional dos ossos longos, entre outras complicações”.  

Para quem decide castrar o pet, o pós-operatório costuma ser simples, mas requer atenção como qualquer procedimento cirúrgico. A professora explica que “os cuidados incluem o uso do colar elisabetano, restrição de esforço físico de 7 a 10 dias, administração correta de medicamentos e acompanhamento da cicatrização com o veterinário”. 

 

Questão de saúde pública 

Além dos benefícios individuais à saúde dos animais, a castração também tem um impacto coletivo relevante. O crescimento da população de animais errantes, muitas vezes sem supervisão ou acesso a cuidados reprodutivos, tem contribuído para a superlotação de abrigos, aumento do número de abandonos e levantado sérias preocupações de saúde pública. Nesse cenário, a castração eletiva de cães e gatos é amplamente recomendada como uma estratégia eficaz e ética para o controle populacional.  

“Ao impedir a reprodução descontrolada, especialmente entre animais que vivem nas ruas ou pertencem a tutores sem condições de cuidar das crias, ela evita o nascimento de ninhadas indesejadas que, muitas vezes, acabam sendo deixadas ao acaso.” Segundo Soares, “a esterilização também promove saúde pública e alivia a pressão sobre abrigos e ONGs, reduzindo a disseminação de doenças, agressividade e acidentes envolvendo animais soltos”. 

 

Una 


SEU PET ESTÁ ACIMA DO PESO? ALIMENTAÇÃO NATURAL, ATIVIDADE FÍSICA E CONTROLE DE PETISCOS PODE AJUDAR

Cerca de 30% dos cães e gatos no Brasil estão acima do peso ideal. Veja como a alimentação natural e outras dicas auxiliam em uma vida mais saudável.

 

A obesidade vem se tornando um problema crescente entre os animais de estimação, especialmente entre cães e gatos que vivem em ambientes urbanos, onde a falta de exercício e uma alimentação desequilibrada contribuem para o ganho de peso. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), cerca de 30% dos pets no Brasil estão acima do peso ideal, o que pode acarretar sérios problemas de saúde, como diabetes, doenças cardíacas, problemas articulares e até redução da expectativa de vida. 

O médico-veterinário Robson Vivas, diretor de produção da Pet Delícia, alerta que, muitas vezes, a obesidade em pets é negligenciada. Muitos tutores consideram normal que seus animais estejam "fortinhos", mas é importante estar atento a alguns sinais. “O aumento do volume abdominal, a dificuldade em apalpar as costelas e a respiração ofegante, mesmo em repouso, são indícios de sobrepeso. A relutância em brincar ou se exercitar também deve ser observada”, explica. Embora muitos acreditem que o aumento de peso seja natural com o tempo, esses sintomas pedem uma avaliação veterinária para prevenir problemas mais sérios. 

Uma forma eficiente de controlar o peso do pet, segundo o veterinário, é a alimentação natural. “Ela oferece um controle preciso dos ingredientes e das quantidades, permitindo ajustes conforme o metabolismo e as necessidades do animal. Ideal para pets acima do peso, essa dieta proporciona uma nutrição equilibrada e rica em nutrientes essenciais”, afirma doutor Robson. 

Com a alimentação natural, os tutores podem oferecer carnes magras, vegetais, grãos e até suplementos naturais, garantindo uma dieta balanceada. Além disso, ela contribui para uma melhor digestão e saúde geral, proporcionando mais energia e disposição ao pet.

 

Veja outras dicas que podem complementar a alimentação natural e ajudar no controle de peso do seu pet, segundo o médico-veterinário.
 

Veja outras dicas que podem complementar a alimentação natural e ajudar no controle de peso do seu pet, segundo o médico-veterinário.
 

Horários regulares para refeições: estabelecer horários regulares para as refeições do seu pet é ideal para evitar que ele coma por impulso ou ansiedade, destaca também o especialista. Segundo ele, muitos animais, sobretudo, os que ficam sozinhos por longos períodos, podem desenvolver o hábito de comer em excesso, o que contribui para o ganho de peso. Com uma rotina alimentar definida, o pet se alimenta de forma mais controlada, o que ajuda a manter seu equilíbrio nutricional e saúde. Essa regularidade também traz segurança e conforto ao animal, que sabe o que esperar.
 

Controle de petiscos: de acordo com Vivas, petiscos são uma forma comum de carinho e recompensa, mas quando oferecidos em excesso, podem contribuir para o ganho de peso e até para problemas de saúde, como obesidade. Por isso, é essencial controlar a quantidade e a frequência. Em vez de oferecer petiscos todos os dias, reserve-os para momentos especiais ou como recompensa por um bom comportamento. “Escolha petiscos mais saudáveis, como frutas e legumes frescos (cenoura, maçã, pepino) ou opções naturais, que são mais leves e oferecem benefícios nutricionais sem calorias extras”. Ele também alerta sobre os perigos de oferecer alimentos humanos, como pães ou queijos, ricos em calorias e não são indicados para os pets.
 

Incentivo à atividade física: incentivar a atividade física para manter o peso do seu pet sob controle também faz parte para um bom controle de peso. Para cães, é recomendado reservar pelo menos 30 minutos de caminhada, duas vezes ao dia. As brincadeiras diárias também são ótimas para gastar energia. Para os gatos, mesmo que não saem para passeios, é importante usar brinquedos e arranhadores para mantê-los ativos e estimulados.
 

Por fim, as pesagens regulares: acompanhar o peso do seu pet de forma regular é muito importante, através dessa frequência nas pesagens ajuda a detectar mudanças antes que se tornem um problema maior. Com a orientação do veterinário, é possível estabelecer metas realistas de peso, ajustando a alimentação e a atividade física conforme necessário para manter a saúde do seu pet em dia.


Pet Delícia
www.petdelicia.com.br


Ciência: TV ligada não traz benefício ao seu cão – e pode potencializar sua ansiedade

Geneticista explica como funciona o cérebro dos peludos diante de um vídeo e recomenda trocar a TV por algo que estimule o olfato do animal

 

Ao deixar o cão sozinho em casa, é comum o dono manter a televisão ligada, com imagens e sons a todo vapor. Mas, segundo a Ciência, além de não trazer benefício a ele, isso pode, ainda, potencializar a sua ansiedade.

 

De acordo com Camilli Chamone, geneticista, consultora em bem-estar e comportamento canino, editora de todas as mídias sociais "Seu Buldogue Francês" e, também, criadora da metodologia neuro compatível de educação para cães no Brasil, os peludos não enxergam as imagens da televisão como nós, humanos.

 

"A visão de um humano capta um vídeo na frequência de 60 hertz. Para o cachorro, essa frequência teria que ser 80 hertz. Então, na verdade, o que ele enxerga é um monte de imagens ao mesmo tempo e que não formam um vídeo contínuo – é como se fossem fotos sobrepostas, passando em uma supervelocidade", explica a geneticista.

 

Assim, esse estímulo visual intenso pode aumentar a sua ansiedade. "Ao ser bombardeado com todas essas imagens, ocorre, no cérebro do cão, uma hiper estimulação visual, que gera a liberação de um neurotransmissor chamado noradrenalina – ela, por sua vez, produz hiper estimulação do sistema nervoso central. Isso deixa o peludo ainda mais agitado, com comportamentos hiperativos (como latir demais, destruir objetos, se lamber de forma compulsiva ou dar corridas malucas pela casa, especialmente ao final do dia) e dificuldade para relaxar", exemplifica a geneticista.

 

Essa hiper estimulação, ao produzir aceleração mental, atrapalha o foco e a concentração. Por isso, ainda que o cachorro demonstre "interação" com a TV (mexer as orelhas ou a cabeça para um lado, levantar, arregalar os olhos, latir, abanar o rabo, etc), isso não significa diversão.

 

Assim, ver TV é uma necessidade humana, e não do cachorro. Do ponto de vista cognitivo, os cães são muito pouco desenvolvidos, quando comparados a nós – então, por exemplo, se olham a sua própria imagem refletida no espelho, não conseguem compreender que são eles próprios. "Com a tela, é a mesma lógica – ele não entende que há, ali, imagens fictícias, podendo, inclusive, enxergar aquilo como uma situação de risco, dependendo do cenário", alerta Chamone.

 

Para nós, pessoas, maratonar uma série pode ser legal e relaxante, mas os cães não fazem a mesma associação. "Não existe benefício cientificamente comprovado de colocar o cachorro 'assistindo' televisão. Por isso, é fundamental respeitar essa espécie tão linda e diferente que trouxemos para casa", recomenda a geneticista.


 

Estímulo positivo: farejar, farejar, farejar


Em vez de ligar a TV, uma forma simples de estimular o cachorro positivamente é deixá-lo farejar, um comportamento natural para ele e que envolve o olfato, seu principal sentido.

 

"O dono pode enriquecer o ambiente ao esconder petiscos pela casa, por exemplo, colocando o olfato do peludo para trabalhar. Ao contrário da hiper estimulação visual, a estimulação olfativa produz relaxamento do sistema nervoso central. Se você quer um cachorro calmo, estimule o olfato, e não a visão", assegura Chamone. 

E finaliza: "Quando sair sem o cachorro, substitua as telas por uma atividade dentro de casa que dê a ele a oportunidade de farejar. E, sempre que possível, troque a tarde na TV por um passeio no parque, com muita natureza e cheiros diferentes – corpos e mentes (de cachorros e de humanos) agradecem".


Planejamento é essencial para viagens seguras e tranquilas com pets

Para viajar com pets é importante planejar e
da adotar de cuidados específicos 
 
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Special Dog Company orienta tutores sobre saúde, transporte e bem-estar de cães e gatos durante o período de férias



Com a chegada das férias, aumenta o número de famílias que se organizam para viajar e levar cães e gatos. Para que esse período seja sinônimo de descanso e não de imprevistos, a Special Dog Company, com mais de 20 anos de experiência em nutrição de pets, reforça a importância do planejamento e da adoção de cuidados específicos antes, durante e após a viagem, garantindo a saúde e o bem-estar dos pets.

Antes de qualquer deslocamento, é indispensável avaliar se o animal está saudável e apto para a mudança de rotina. A recomendação é agendar uma consulta veterinária com antecedência para avaliação clínica, atualização do calendário vacinal, vermifugação e aplicação de produtos contra pulgas e carrapatos. Essas medidas reduzem significativamente o risco de doenças de pele, parasitoses e enfermidades transmitidas por vetores.

“Cada pet possui necessidades individuais. A consulta veterinária é fundamental para identificar possíveis riscos, orientar sobre medicamentos para enjoo ou controle do estresse e assegurar que a viagem ocorra de forma segura”, explica Katiani Silva Venturini, Coordenadora do Centro de Pesquisas da Special Dog Company.

Além dos cuidados com a saúde, o planejamento logístico é determinante. O tutor deve verificar as regras do meio de transporte escolhido, optar por hospedagens pet friendly e garantir que o animal esteja habituado aos acessórios que serão utilizados, como caixas de transporte, coleiras ou peitorais. A identificação também é indispensável: microchip e plaquinhas com informações de contato facilitam a localização do pet em caso de fuga.

Para viagens rodoviárias, é exigido atestado de saúde veterinário emitido até dez dias antes do embarque, além da carteira de vacinação atualizada, especialmente a vacina antirrábica. No transporte aéreo, as exigências variam conforme a companhia, incluindo padrões para caixas de transporte e formulários específicos. Já em viagens internacionais, é obrigatório o Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, conforme as normas sanitárias do país de destino.

Quando possível, o automóvel é considerado o meio mais confortável e seguro para trajetos longos, pois permite controle da temperatura e realização de paradas regulares. O ideal é interromper o percurso a cada duas ou três horas para que o pet possa se hidratar, alongar-se e realizar suas necessidades. Cães de pequeno porte e gatos devem ser transportados em caixas rígidas e ventiladas, enquanto cães maiores precisam utilizar cinto de segurança preso ao peitoral, nunca à coleira.

Durante o trajeto, a alimentação deve ser controlada. Recomenda-se evitar refeições volumosas antes da viagem e manter um jejum de aproximadamente quatro horas, reduzindo o risco de náuseas. A hidratação deve ser frequente, especialmente em dias quentes, e itens familiares, como mantas e brinquedos, ajudam a proporcionar conforto emocional e reduzir o estresse.

Ao chegar ao destino, o ambiente desconhecido pode representar riscos, como fugas, acidentes domésticos e contato com agentes infecciosos. A orientação é supervisionar o pet nos primeiros momentos, manter a rotina alimentar, evitar o acesso a áreas perigosas e garantir locais seguros para descanso, com sombra e água fresca. ”Ambientes novos exigem atenção redobrada. A adaptação deve ser gradual, sempre priorizando a segurança e o bem-estar do animal”, reforça Katiani.

Em alguns casos, no entanto, a melhor decisão pode ser não levar o pet na viagem. Animais idosos, com doenças crônicas, muito ansiosos ou sensíveis a mudanças podem sofrer com o deslocamento. Destinos pouco adequados, viagens longas ou internacionais complexas e a ausência de estrutura apropriada também devem ser considerados. Nesses cenários, alternativas como pet sitters, familiares, hotéis especializados ou creches com supervisão adequada são opções seguras, desde que avaliadas previamente.

Para a Special Dog Company, o principal recado aos tutores é a importância do planejamento antecipado, especialmente em períodos de alta demanda por transporte e hospedagem pet friendly. Antecipar decisões e respeitar as necessidades individuais dos pets são atitudes que garantem férias mais tranquilas para toda a família. “Viajar com responsabilidade é uma forma de cuidado. Quando o tutor se planeja, o pet aproveita o período de descanso com mais conforto, saúde e segurança”, conclui Katiani.


Reforma tributária impacta os cuidados com pets no Brasil

Nova regra dá menos benefício à saúde animal do que à humana e pode pressionar preços em clínicas e hospitais veterinários


A reforma tributária em fase final de regulamentação pode tornar mais caro o cuidado com cães e gatos em todo o país. As novas regras estabelecem um tratamento tributário menos favorável para os serviços veterinários em comparação à saúde humana, o que tende a pressionar os preços de consultas, exames, cirurgias e internações em clínicas e hospitais especializados.

Na prática, enquanto consultas, exames e internações médicas para pessoas terão um tratamento tributário mais favorecido, os serviços veterinários ficarão com uma carga maior. Isso significa que procedimentos comuns do dia a dia dos tutores, como consultas de rotina, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias e internações para pets, tendem a ficar mais caros. Além disso, itens essenciais para quem tem animais de estimação, como a alimentação dos pets, não foram incluídos entre os produtos com redução de impostos, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias.

Segundo Marcelo Costa Censoni Filho, sócio do Censoni Advogados Associados, especialista em Direito Tributário e CEO do Censoni Tecnologia Fiscal e Tributária, a distinção criada pela reforma não reflete a realidade do setor. “A medicina veterinária moderna utiliza a mesma tecnologia, estrutura e complexidade da medicina humana. Hospitais veterinários hoje contam com UTI, exames avançados e tratamentos de alta complexidade. Criar uma diferença tributária entre essas duas áreas é uma distorção que penaliza quem busca atendimento de qualidade”, afirma.

O impacto tende a ser mais severo para famílias de baixa renda. Com o aumento dos custos, tutores podem adiar consultas preventivas, interromper tratamentos contínuos ou buscar alternativas informais, o que compromete o bem-estar dos animais e pode gerar reflexos indiretos na saúde pública, especialmente no controle de doenças transmissíveis.

Censoni também alerta para os riscos ao próprio setor. “Clínicas de pequeno e médio porte já operam com margens apertadas. Uma carga tributária maior pode levar à redução de serviços, fechamento de estabelecimentos ou estímulo à informalidade”, explica. 

A regulamentação da reforma ainda está em debate no Congresso, abrindo espaço para ajustes. Para o tributarista, o tema vai além de uma discussão setorial. “O cuidado com os animais deixou de ser supérfluo e passou a fazer parte da rotina das famílias brasileiras. Corrigir essa distorção é uma questão de coerência tributária, equidade social e saúde pública”, conclui.

 

 Fonte: Marcelo Costa Censoni Filho - sócio do Censoni Advogados Associados, especialista em Direito Tributário e CEO do Censoni Tecnologia Fiscal e Tributária.

 

Alerta Zoonoses: prepare-se para a temporada chuvosa

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Especialista dá dicas práticas de cuidados contra os ricos à saúde pública e prevenção contra a zoonoses 

 

Com a chegada do período chuvoso, aumenta a atenção para a prevenção de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos. Segundo a professora Larissa de Assis Lima, do curso de Medicina Veterinária da Una Jataí, a estação chuvosa traz riscos de contaminação devido ao acúmulo de água, inundações e condições ambientais que favorecem a proliferação de vetores de doenças.   

“A leptospirose, por exemplo, é uma zoonose associada às enchentes, quando a água da chuva invade áreas subterrâneas onde vivem os ratos, que são os principais transmissores da bactéria Leptospira,” explica Lima. Esta bactéria causa infecção quando uma pessoa tem contato com a urina de animais infectados ou com água, solo e alimentos contaminados. Ela orienta que medidas como evitar o acúmulo de lixo e resíduos nos pontos de escoamento podem reduzir o risco dessa e de outras zoonoses.   

Outras doenças, como a cólera, também se intensificam com a falta de saneamento e higiene. “A cólera é transmitida por contaminação fecal-oral e, quando não tratada, pode levar a complicações graves,” destaca. Além disso, as arboviroses, como dengue e chikungunya, também aumentam com o acúmulo de água, que favorece a reprodução de mosquitos transmissores.   

A professora ressalta que, embora o período chuvoso intensifique esses riscos, o cuidado deve ser contínuo ao longo do ano. “Evitar o acúmulo de água e o descarte inadequado de resíduos, proteger-se em áreas alagadas, tratar e filtrar a água consumida e vacinar os cães anualmente contra leptospirose são medidas que auxiliam na prevenção constante das zoonoses.”   

Para a Lima, a ação multidisciplinar é fundamental na prevenção. Na Una Jataí, estudantes de cursos como Medicina Veterinária, Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia são incentivados a desenvolver projetos que promovam soluções para problemas locais de saúde, utilizando como guia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.


Seu pet sofre com o calor? Veja dicas para protegê-lo

Veterinária orienta como deixar os animais mais confortáveis dentro e fora de casa durante o período de altas temperaturas e ondas de calor

 

Com a previsão de um verão de temperaturas elevadas, os cuidados com os animais de estimação devem ser intensificados. Assim como humanos precisam se hidratar, proteger do sol e evitar atividades desgastantes, os cuidados com os pets também devem acontecer e ser redobrados. 

“Os animais tendem a sofrer um pouco mais em dias mais quentes, por isso, é importante prestar atenção no comportamento deles e tomar medidas que refresquem e ajudem o bichinho a passar por esses períodos de forma saudável”, comenta Juliana Valença, veterinária do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. “Principalmente durante as férias de verão, em que tutores levam seus amigos de 4 patas para as viagens, essa vigilância faz uma grande diferença”, complementa. 

Pensando nisso, a especialista aponta cuidados importantes para os pets aproveitarem a estação. Confira:

 

Passeios devem acontecer, mas com alguns cuidados

Os passeios ao ar livre não são inimigos dos cães no calor, mas sim o horário em que são realizados. Entre 10h e 17h, as temperaturas costumam ser altas, então optar por horários mais frescos no começo da manhã ou final da tarde é uma boa pedida. 

“Um ponto importante é sempre testar a temperatura do piso antes de expor o pet à área externa, seja areia ou cimento, pois pode ser incômodo e há o risco de queimaduras sérias nas almofadinhas das patas. Lugares arborizados e com sombra são preferíveis para o passeio e para os momentos de descanso durante o mesmo”, explica a veterinária do Nouvet.

 

Hidratação e protetor solar são os melhores amigos

Não importa se os peludos estão dentro ou fora de casa, a água deve ser a melhor amiga do seu pet. Esteja sempre acompanhado de uma garrafa ou potinho d’água para mantê-los bem hidratados durante as caminhadas e passeios. Assim como os humanos, os pets também devem usar protetor solar específico para eles, principalmente nas regiões com menor cobertura de pelos, como no focinho, orelhas e barriga.

 

Atividades refrescantes

Apostar em atividades de enriquecimento ambiental utilizando gelo também é uma alternativa divertida e refrescante para ajudar os cães. Isso pode ser feito com brinquedos recheáveis congelados com sachês, caldo do cozimento de carne ou legumes, frutas, ou frutas congeladas. Além disso, cubos de gelo e alimentos úmidos são bem-vindos também.

 

Felinos também precisam de cuidado

Os tutores devem lembrar que não são apenas os cães que precisam de atenção no calor, os gatos também requerem cuidados especiais. Mesmo que fiquem dentro de casa e sejam mais adaptados ao calor, uma opção é oferecer uma toalha molhada e observar se o felino se deita em cima dela naturalmente, sem forçá-lo. 

É importante manter os gatinhos em um ambiente confortável, ventilado, com sombra e com água à disposição. Seja em formato líquido ou em petiscos congelados, a água precisa ser ofertada de forma recorrente, pois gatos costumam ingerir pouco líquido e podem precisar de incentivos dos tutores para se manterem hidratados.

 

Nouvet


Além do mau hálito: problemas nos dentes podem comprometer seriamente a saúde de cães e gatos

A doença periodontal comumente acomete cães e gatos, atingindo cerca de 85% dos animais com mais de 3 anos de idade. Caracterizada pelo acúmulo de placa bacteriana e, posteriormente, cálculo dental (tártaro), a doença é responsável pelo mau hálito, gengivite, retração gengival, reabsorção óssea e perda do dente; provoca desconforto, dor e dificulta a mastigação, diminuindo a qualidade de vida do animal. 

tártaro dentário é composto de minerais, material orgânico e partículas de comida que se acumulam entre e sobre os dentes, existindo uma predisposição individual na velocidade de formação e na quantidade acumulada. Nos primeiros estágios de acumulação, a placa de tártaro é discreta, mas com o passar do tempo adere firmemente aos dentes. 

Além dos danos causados à boca, as bactérias formadoras de tártaro podem atingir a corrente sanguínea, comprometendo órgãos como coração, fígado, rins e articulações.

 

Prevenção

A prevenção da doença periodontal é fundamental para manutenção da saúde do pet. Por isso, a escovação dentária diária, realizada com escovas e cremes dentais específicos para animais, é de grande importância. Outras dicas são sempre oferecer rações secas, petiscos (ossinhos e biscoitos) e brinquedos de borracha mastigável para o pet. 

A escovação deve ser realizada já nos primeiros dias de vida do animal. Recomendamos que na primeira semana o dono limpe os dentes do pet enrolando um pedaço de gaze no dedo e massageando dentes e gengiva, uma vez ao dia. Já na segunda semana, o procedimento deve ser o mesmo, mas utilizando um creme dental apropriado, que possui gosto atrativo para o animal e não fazem mal à saúde. Pasta de dente humana pode causar problemas gástricos no pet! 

Na terceira semana, o dono já pode começar a escovar os dentes por dentro e por fora. Não será uma tarefa difícil se for algo que se faça em casa desde a sua chegada.

 

Tratamento

Nos casos em que a doença periodontal já esteja presente, um médico veterinário deve ser consultado para que o animal possa ser avaliado e o melhor tratamento seja indicado. 

A remoção da placa com aparelho de ultrassom dentário e anestesia geral são normalmente necessários durante o tratamento. Para se fazer este procedimento, o animal passa por uma consulta prévia e é submetido a uma avaliação física, com direito a exames cardiológicos e de sangue. Tudo isso para que haja total segurança do procedimento.

 



Marcelo Quinzani - médico veterinário e diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care.


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ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO: COMO AJUDAR O CÃO A SE SENTIR CALMO QUANDO DEIXADO SOZINHO EM CASA

Especialista dá dicas para tornar o processo menos doloroso para donos e pets. 

 

Os cães, assim como os humanos, são animais muito sociais. Eles gostam de estar rodeados de outros animais ou dos seus donos e para eles, ficar isolado não é algo natural, por isso a  “ansiedade de separação” é uma frase frequentemente usada quando um cachorro apresenta sintomas de ansiedade ao ser deixado sozinho. “Alguns tendem a latir o dia todo, outros, de tão nervosos acabam até sofrendo acidentes ou destruindo algum móvel na tentativa de sair de casa” – Explica o adestrador de animais e sócio proprietário da empresa de hospedagem e adestramento Simpatinhas, Júnior Ferreira.   

Por outro lado, o adestrador alerta que se o pet estiver agindo dessa maneira, nem sempre pode significar que ele esteja passando pela ansiedade de separação. “Ás vezes pode ser que o animal esteja apenas entediado e os latidos podem acontecer porque ele não lhe foi ensinada nenhuma outra opção ou treinamento adequado.” – Explica.   

Por isso, Júnior indica que nestes casos, é sempre melhor consultar um especialista no assunto para saber como melhor lidar com o animal. Mas enquanto isso, o adestrador listou algumas ideias para ajudar qualquer cãozinho a sentir-se mais confortável quando deixado sozinho em casa. Aprenda:  

 

1.Siga uma rotina e crie um espaço pessoal para o pet 

Os cães adoram uma rotina. Por isso, se os horários do dono forem previsíveis, ele terá mais facilidade em relaxar. Faça o possível para seguir a mesma rotina todos os dias.   

Além disso, ao invés de dormir com o pet, dê a ele uma cama separada, onde você também poderá fazer carinho nele e dar alguma guloseima de vez em quando. “Isso vai ensinar o cachorro a gostar de ter seu próprio espaço e ser independente do dono e também ajudará a aliviar a ansiedade de separação.” – explica o adestrador.  

 

2.Tente não demonstrar emoções 

Os cães captam nossas emoções, o que às vezes pode ser uma coisa boa. No entanto, se você está se sentindo ansioso por deixar seu cachorro sozinho em casa, adivinhe quem mais ficará ansioso? Em vez disso, tente pensar positivo sobre a sorte que seu animalzinho tem de ficar em casa em um ambiente relaxante e protegido. 

 

3. Não deixe o cachorro sozinho por muito tempo  

Se você adotou recentemente um novo cão ou filhote que ainda não se adaptou ao novo lar o melhor é começar  deixando-o sozinho por apenas 10 minutos, desde o primeiro dia dele na casa e assim ir aumentando os períodos de tempo.   

Outra opção, de acordo com Júnior Ferreira, é deixar alguns itens que tenham o cheiro do dono, como roupas ou sapatos pela casa. Dessa forma eles relaxarão e lembrarão que o dono logo voltará. “Também remova fatores de estresse, como gargantilhas, coleiras, correntes ou grades, se o cão não gostar deles. Esconda guloseimas pela casa para que eles possam caçá-los enquanto você estiver fora. Por fim, sons suaves da natureza podem ajudar seu cão a relaxar e adormecer” – aconselha.  

 

4. Coloque-o para se exercitar  

Um cachorro cansado terá mais facilidade em se acalmar e relaxar. Por isso, é fundamental que o dono passe alguns minutos por dia passeando com o pet. Praticar exercícios pelo menos 30 minutos antes da partida relaxará o animal e desviará a sua atenção para a comida e o sono.   

Alguns animais precisarão de mais exercícios do que apenas passeios diários, por isso leva-lo a algum parque e deixa-lo correr um pouco pode ser a solução. Utilizar brinquedos para distrai-lo também é excelente.  

 

5. Não dê muita importância ao pet na hora de sair  

Se o dono fizer um grande “evento” na hora de sair de casa, isso só deixará o cachorro mais ansioso e nervoso, prestando ainda mais atenção à partida e ao retorno do dono, podendo reforçar o medo do cão a sua ausência.    

 “Apesar de dar dó, é melhor ignorá-lo literalmente uns 20 minutos antes de sair e quando você sair de casa evite até mesmo olhar para o pet, apenas vá e com o tempo ele não ligará mais em ficar sozinho” – Orienta o adestrador.  

 

Simpatinhas
@simpatinhas


Emagrecer a dois: por que casais que mudam juntos têm mais chance de sucesso

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“Quando o emagrecimento deixa de ser individual e passa a ser compartilhado, a adesão aumenta e a chance de desistência diminui”, afirma o médico Gabriel Almeida

 

Emagrecer raramente é uma decisão isolada. Alimentação, lazer, horários e nível de atividade física fazem parte de uma rotina que, na maioria das vezes, é dividida com outra pessoa. Ainda assim, muitos casais tentam atravessar o processo de forma desigual, com um mudando hábitos enquanto o outro mantém o mesmo padrão. O resultado costuma ser desgaste, frustração e abandono precoce. Quando a mudança acontece a dois, o cenário tende a ser diferente. 

Segundo o cirurgião geral Gabriel Almeida (CRM 180956), que também atua no acompanhamento de pacientes em emagrecimento, o ambiente é determinante para a constância. “Quando o casal está alinhado, a casa deixa de ser um obstáculo e passa a ser um facilitador. A alimentação muda, a rotina se ajusta e o esforço não fica concentrado em uma só pessoa”, explica. 

Casais compartilham hábitos e gatilhos. Se apenas um tenta seguir um plano alimentar ou manter uma rotina de exercícios enquanto o outro continua com comportamentos antigos, o processo se torna mais difícil. Convites para comer fora, compras no mercado e momentos de lazer acabam funcionando como testes constantes de resistência. Quando há engajamento mútuo, esses mesmos fatores passam a colaborar com a mudança. 

Além do impacto emocional, existem ganhos práticos evidentes. Planejar refeições juntos, organizar horários de treino ou caminhar em dupla reduz decisões impulsivas e facilita a adesão ao longo do tempo. O compromisso deixa de ser apenas individual e passa a envolver a relação. “Existe um senso de responsabilidade compartilhada. A pessoa pensa duas vezes antes de desistir porque sabe que não está sozinha nesse caminho”, afirma Gabriel Almeida. 

Outro ponto importante é a forma como o casal lida com os momentos de dificuldade. Oscilações de peso, cansaço e pequenos deslizes fazem parte do processo. Quando isso acontece em um projeto conjunto, o erro tende a virar ajuste, não abandono. “Em vez de cobrança, surge apoio. Em vez de culpa, surge reorganização”, resume o médico. 

Histórias reais ajudam a ilustrar esse efeito. Casais que emagrecem juntos relatam que a mudança não se limita ao corpo. A rotina se transforma, novos hábitos se consolidam e o cuidado com a saúde passa a fazer parte da dinâmica da relação. Muitos afirmam que a virada aconteceu quando entenderam que, assim como ganharam peso juntos ao longo dos anos, também precisariam mudar juntos para que o resultado fosse sustentável. 

Para Gabriel Almeida, um dos principais erros é tratar o emagrecimento como um desafio individual dentro de uma rotina compartilhada. “Quando não há conversa e alinhamento, o processo vira fonte de conflito. Quando existe acordo, o emagrecimento deixa de ser um peso e passa a ser um plano”, afirma. 

No fim, emagrecer em casal não é sobre controle ou comparação, mas sobre criar um ambiente mais favorável à mudança. Quando o apoio mútuo entra em cena, a saúde deixa de ser uma meta solitária e passa a ser um projeto construído a dois, com mais consistência e menos desgaste ao longo do caminho.

 

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