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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Soluções fora da caixa: o que empresas estão trazendo de diferente para o mercado

Iniciativas que unem tecnologia, propósito e novas formas de pensar os negócios revelam estratégias que rompem com modelos tradicionais de mercado

 

Em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas que se destacam são aquelas que conseguem propor soluções relevantes. De acordo com um levantamento da McKinsey, companhia global de consultoria de gestão estratégica, organizações que investem em inovação têm 2,5 vezes mais chances de superar metas financeiras. No Brasil, esse movimento já começa a ganhar força em setores diversos, combinando tecnologia, regeneração e eficiência operacional. 

Confira, a seguir, algumas soluções que estão revolucionando seus mercados de atuação:

 

1) Inovação regenerativa 

A Purpy, consultoria global de regeneração, propõe uma mudança de mentalidade nas empresas, substituindo modelos tradicionais baseados na extração de recursos por ecossistemas que devolvem valor à sociedade e ao meio ambiente. O conceito de regeneração vai além da sustentabilidade: envolve integrar dimensões econômicas, culturais, sociais, espirituais e humanas em cada decisão estratégica. 

“Nosso propósito é apoiar as empresas a incorporarem a inovação regenerativa em suas práticas, o que significa ir além da compensação de impactos. Na prática, ajudamos negócios a redesenhar seus processos, produtos e relações para que gerem benefícios não só econômicos, mas também sociais, ambientais e culturais. É transformar o jeito de operar para que cada decisão crie valor para a empresa e, ao mesmo tempo, regenere os sistemas dos quais ela depende”, afirma Lua Couto, cofundadora da consultoria.

 

2) Gestão de contratos guiada por IA 

Na frente tecnológica, o netLex, principal player de CLM (Contract Lifecycle Management) na América Latina, desenvolveu uma plataforma que utiliza inteligência artificial para automatizar processos jurídicos, otimizando desde a criação, assinatura e acompanhamento de todo o ciclo de vida dos contratos. Com isso, elimina gargalos, reduz riscos de falhas e libera os profissionais dos departamentos de tarefas burocráticas, permitindo que atuem de forma mais estratégica. Estudos da companhia apontam que a adoção da ferramenta pode reduzir até 75% do volume de trabalho operacional em departamentos jurídicos. 

“Estamos caminhando para um cenário em que os contratos deixarão de ser documentos estáticos para se tornarem entidades vivas dentro dos sistemas empresariais, integradas a indicadores de performance, riscos e oportunidades”, projeta Flávio Ribeiro, CEO do netLex."

 

3) Aplicação da proteína do micélio 

A Typcal é primeira foodtech da América Latina a propor a utilização da fermentação de micélio como insumo para a fabricação de novos ingredientes e está na vanguarda do desenvolvimento de tecnologias a partir dessa matéria-prima. Com foco em reforçar a sustentabilidade produtiva no mercado, por meio da biotecnologia, a empresa desenvolveu processos para estimular a produção de proteína à base de micélio, que pode ser aplicada em diversos produtos do setor de alimentos.  

“Por meio da economia circular, nossa missão é promover a saudabilidade como recurso para impulsionar a produção alimentícia sustentável e transformar a indústria de impacto nos próximos anos. Dessa forma, a partir da proteína do micélio, a Typcal promove soluções alimentares mais saudáveis aos consumidores e alinhadas com o desenvolvimento sustentável do planeta”, destaca Paulo Ibri, CEO da Typcal.

 

4) Gestão de vendas online com previsibilidade financeira 

Digital Manager Guru, plataforma completa de checkout e gestão de vendas online, é diferente das tradicionais, que cobram comissões sobre cada venda. Ela adota um modelo baseado em mensalidade fixa, proporcionando maior previsibilidade financeira e permitindo que os vendedores mantenham a maior parte de seus lucros. Com atuação no Brasil, Estados Unidos e Europa, atende negócios de recorrência, criadores de conteúdo, eventos e vendedores de produtos físicos simples, oferecendo checkout, integração com ferramentas de marketing, pós-venda e métricas em tempo real. 

“Desde 2017, apostamos em uma abordagem contrária: cobrar uma mensalidade fixa, sem comissões sobre as vendas. Com base nas minhas experiências no mercado de e-commerce tradicional e de afiliados, percebi que o modelo tradicional não era rentável, pois dificultava o reinvestimento necessário para o crescimento sustentável dos negócios, e era uma dor que eu gostaria de ajudar a resolver. Assim, fundamos a Guru, com a missão de garantir o sucesso dos nossos clientes, maximizando os lucros e minimizando os custos, gerando dinheiro que pode ser reinvestido, viabilizando contratações e maior rentabilidade”, explica André Cruz, cofundador e CEO da Digital Manager Guru.

 

5) IA direto no Whatsapp para simplificar o dia a dia de empreendedores e PFs

O Jota é um assistente financeiro e pessoal com inteligência artificial conversacional que funciona diretamente no WhatsApp. A empresa surge junto com a nova era da IA, com o objetivo de construir um futuro em que as pessoas economizem tempo e dinheiro nas ações diárias de uma forma ágil e acessível, sem precisar utilizar aplicativo. Com a expectativa de superar os 100 mil clientes até o final de 2025, a startup aposta na combinação de IA e usabilidade para simplificar o dia a dia de empreendedores e pessoas físicas.  

“Nossa missão é ser o braço direito daqueles que precisam de apoio nas burocracias diárias - garantindo mais agilidade e acessibilidade com soluções simples, diretas e no idioma que o brasileiro já domina: o WhatsApp. Trazemos uma solução com IA native e WhatsApp First, que, pensada para o Brasil real, tem uma comunicação que respeita os sotaques, as rotinas e os desafios diários”, comenta Davi Holanda, CEO e cofundador da companhia. 

 

No Dia Nacional pelo Fim da Violência contra a Mulher, a UPA Zona Leste reforça acolhimento e protocolos de proteção

Unidade administrada pela Pró-Saúde destaca atuação integrada e humanizada no atendimento a mulheres em situação de violência, seguindo o fluxo municipal de Santos (SP)

 

No Dia Nacional pelo Fim da Violência contra a Mulher, celebrado em 6 de dezembro, a UPA Zona Leste, em Santos (SP), reforça o acolhimento seguro, integrado e humanizado às mulheres que chegam à unidade em situação de violência. O serviço atua de acordo com o fluxo municipal de Santos, que orienta todas as etapas do cuidado, desde a identificação do caso até o encaminhamento à rede de proteção.

 

A diretora técnica da unidade, Dra. Gisele Abud, explica que todo o processo é conduzido por uma equipe multiprofissional desde o primeiro contato. “O acompanhamento das mulheres em situação de violência é realizado em conjunto pelo Serviço Social, médicos e enfermeiros, garantindo acolhimento, escuta qualificada, registro, exame e os encaminhamentos necessários”, afirma.

 

Quando a violência é identificada, a paciente é direcionada conforme o protocolo municipal. Nos casos de violência sexual, por exemplo, o atendimento inicial deve ocorrer em até 72 horas e pode ser realizado nas UPAs. 

O fluxo de encaminhamento inclui: 

• Acolhimento imediato;

• Registro da ocorrência (quando autorizado);

• Notificação aos serviços competentes;

• Encaminhamento para a rede de proteção, incluindo acompanhamento clínico, apoio psicossocial, centros de referência, Programas de Atenção Integral às Vítimas de Violência Sexual e, quando necessário, serviços jurídicos e de segurança pública.

 

Atendimentos registrados na UPA Zona Leste 

• 2024: 113 atendimentos;

• 2025 (até o momento): 95 atendimentos. 

No dia 6 de dezembro, e em todos os dias do ano, a UPA Zona Leste garante um cuidado contínuo, multidisciplinar e seguro, acompanhando cada paciente até que todas as medidas de proteção estejam em curso ou concluídas.



WhatsApp: como escalar as vendas em 2026?

 

Estar online, hoje em dia, não é mais suficiente para que uma empresa prospere e se destaque. O consumidor moderno exige de suas marcas um atendimento rápido e personalizado, sem muita burocracia ou dificuldade em finalizar suas compras – algo que pode ser proporcionado com grande eficácia pelo WhatsApp.

Além de ser um dos canais mais utilizados para fins pessoais no Brasil, também se tornou uma ferramenta poderosa na comunicação entre as empresas e seus clientes, dispondo de uma série de recursos que otimizam e enriquecem a jornada de cada cliente, mantendo a máxima segurança quanto aos dados que ali são compartilhados.

Sua versão WhatsApp Business API foi, justamente, desenvolvida para organizações que precisam de escalabilidade, integração com sistemas internos e governança sobre o fluxo de mensagens, na qual é possível centralizar os atendimentos, controlar quem manda mensagens e de que forma são enviadas, configurar camadas de autenticação e permissões por usuário, além de integrar CRMs, automação e chatbots com criptografia ponta a ponta, por exemplo.

Dessa forma, ao invés de depender de contas pessoais ou celulares físicos para conduzir essa comunicação, as marcas passam a operar em um ambiente estruturado, seguro e auditável, algo fundamental para privacidade, compliance e LGPD. Processos estruturados levam a uma operação mais confiável e previsível, o que reduz retrabalhos, evita perda de dados e aumenta a eficiência da equipe comercial, diminuindo o tempo de resposta e facilitando a personalização em grande escala, mantendo a consistência da marca e do discurso empregado.

Os resultados desses cuidados vão muito além do que um maior lucro. A pesquisa deste ano da Opinion Box revelou que 82% dos brasileiros já utilizam o WhatsApp para se comunicar com empresas, além de 60% que já realizaram compras diretamente pelo aplicativo. Esses dados mostram como a eficiência operacional na plataforma não contribui apenas para uma maior otimização do atendimento, mas, acima de tudo, para uma maior satisfação do cliente pela clareza, rapidez e continuidade da jornada dentro do mesmo ambiente.

O que acontece, por outro lado, quando esses cuidados são deixados de lado? Ao invés de atuar como um canal estratégico para um relacionamento próximo entre as partes, seu uso inadequado o torna uma vulnerabilidade à prosperidade do negócio, abrindo margem para riscos de vazamento de dados, clonagem ou roubo da conta, perda do histórico de atendimento, dentre muitos outros que impactarão sua confiança com o mercado, bloqueio do número comercial e, no pior dos casos, término das operações.

Evitar esses riscos não depende só da tecnologia em si, envolvendo também um conjunto de atenção aos processos estruturados nesse canal, a criação de uma cultura voltada a esse olhar, além, é claro, da aplicação de treinamentos contínuos que mantenham as equipes capacitadas a conduzir as estratégias com máxima eficácia no canal.

A segurança e escalabilidade sempre caminharão juntas. Sem a primeira, a operação vira gargalo. Porém, quando assegurada, vira motor de crescimento contínuo. Nesse sentido, algumas das melhores práticas a serem prezadas por todas as empresas incluem a utilização de sua versão Business API ao invés de contas pessoais, gerenciar as permissões de acesso por trabalhador, e criação de políticas internas claras de comunicação e manipulação de dados.

Quanto à segurança de seu uso, é imprescindível adotar a autenticação em múltiplos fatores (MFA) para todas as contas de acesso, além da integração com CRMs para evitar dados soltos ou exportações manuais, e desenvolvimento de chatbots e fluxos guiados para padronizar a primeira etapa do atendimento. Monitore, continuamente, cada etapa conduzida pelos consumidores, e realize auditorias contínuas do histórico de conversas, acompanhando essas interações e identificando como podem ser aperfeiçoadas.

As empresas que tratam o WhatsApp como um canal estratégico, e não apenas como um aplicativo de mensagens, criam uma vantagem competitiva real diante de um mercado altamente conectado. No final, sempre serão os detalhes e cuidados na personalização do atendimento que farão a diferença na fidelização dos consumidores.



Luiz Correia - Head Comercial da Pontaltech.

2026 é o ano para você finalmente aprender outro idioma: entenda como essa decisão pode mudar sua vida

Lucca Lacerda, professor e sócio-fundador da Spaceclass, explica que além de abrir portas ao longo da vida, aprender um novo idioma faz bem para a saúde e autoconfiança 

 

Aprender um novo idioma pode até parecer um grande desafio, especialmente para adultos, mas a verdade é que nunca é tarde para se tornar bilíngue. Hoje, o processo está mais acessível do que nunca. Aplicativos, tradutores automáticos, plataformas online e assistentes virtuais ajudam a praticar leitura, escrita, escuta e até conversação. A inteligência artificial, em especial, vem acelerando essa evolução, tornando o aprendizado mais personalizado, dinâmico e eficiente. Não por acaso, segundo a The Business Research Company, o mercado de tradução por IA deve saltar de US$ 2,34 bilhões em 2024 para US$ 7,16 bilhões até 2029 — um crescimento anual de 25%.

"Aprender a falar uma nova língua abre uma infinidade de portas na vida, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Um novo idioma permite realizar aquela viagem dos sonhos sem perrengues, além de proporcionar uma imersão cultural verdadeira. No mercado de trabalho, então, as oportunidades se ampliam, com chances de assumir cargos de liderança e conquistar salários mais altos”, comenta Lucca Lacerda, professor e sócio-fundador da Spaceclass, rede de franquias especializada em soluções no ensino de idiomas.

E os números reforçam isso: de acordo com a 53ª edição da Pesquisa Salarial do site de empregos Catho, que ouviu mais de 13 mil pessoas, profissionais que dominam um segundo idioma podem ganhar até 70% a mais. Mas os benefícios não ficam só nas viagens e nas oportunidades de carreira. Aprender um novo idioma também faz bem à saúde e talvez essa parte você ainda não conheça tão bem. 

Pensando nisso, Lucca preparou uma lista com os principais ganhos. Confira:


1. Prevenção de doenças neurodegenerativas

Pesquisas mostram que ser bilíngue pode retardar o aparecimento de doenças como Alzheimer e outras formas de demência, graças ao constante exercício cognitivo; assim como aponta o estudo conduzido por pesquisadores na Alemanha, publicado na edição de abril de 2026 da revista Neurobiology of Aging, que se soma a duas décadas de trabalho sugerindo que o bilinguismo pode proteger pode proteger contra a demência e o declínio cognitivo em idosos. 

"Os neurocientistas acreditam que pessoas bilíngues desenvolvem a habilidade de autocontrole, uma competência que ajuda a retardar a demência", completa Lacerda.


2. Fortalece a memória

Aprender palavras, estruturas e sons novos estimula o cérebro e fortalece a memória, ajudando no armazenamento e na recuperação de informações do dia a dia. “O aprendizado é um processo que coloca o cérebro em constante atividade e o faz criar e fortalecer conexões neurais”, explica o professor. 


3. Aumento da autoconfiança

Cada nova palavra compreendida, cada frase formada e cada conversa bem-sucedida funciona como uma conquista. Isso fortalece a autoestima e incentiva a manter o hábito do estudo. "A cada passo o aluno percebe sua própria evolução, o lembrando que ele é capaz de superar desafios reais. Aprender um novo idioma promove autonomia, segurança e competência, consequentemente, aumentando também a autoconfiança", ressalta o sócio-fundador da Spaceclass. 

 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Dezembro Vermelho: Região Norte lidera taxa de detecção de Aids e ICDS reforça alerta para o diagnóstico precoce

Instituição destaca desigualdades regionais da epidemia e reforça a necessidade de ampliar testagem e prevenção combinada

 

Embora o Brasil apresente avanços no controle do HIV, dados recentes do Ministério da Saúde acendem um sinal de alerta sobre a desigualdade regional da epidemia. Segundo o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids de 2024, a região Norte registra hoje a maior taxa de detecção do vírus no país. Neste contexto, o ICDS Gestão em Saúde aproveita a campanha Dezembro Vermelho para reforçar a importância da gestão eficiente no acesso ao diagnóstico e às ferramentas de prevenção.

 

Apesar da estabilidade em algumas áreas, os números absolutos ainda são significativos: foram registrados 38 mil novos casos da síndrome e uma taxa de mortalidade de 3,9 óbitos em 2023. Os dados evidenciam que, mesmo com tratamento disponível, o diagnóstico tardio continua sendo um gargalo na saúde pública.

 

"A luta contra o HIV não depende apenas de tratamento, mas do acesso à informação qualificada. Quando observamos taxas elevadas em determinadas regiões, percebemos a necessidade urgente de desmistificar a testagem. O papel das instituições de saúde é garantir que o paciente compreenda as ferramentas de prevenção combinada disponíveis gratuitamente no SUS", disse Paulo Czrnhak, diretor da Clínica Censo, em Parauapebas (PA).


 

Prevenção Combinada e Testagem

 

A instituição reforça que a estratégia mais eficaz atualmente é a chamada "prevenção combinada". Ela une métodos tradicionais, como o uso de preservativos, a inovações farmacológicas, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

 

Além disso, a testagem regular para HIV, sífilis e hepatites virais deve fazer parte da rotina de saúde de todos os brasileiros sexualmente ativos, e não apenas de grupos específicos. Os testes rápidos e autotestes permitem identificar a infecção precocemente, possibilitando o início imediato da terapia antirretroviral. Isso não apenas preserva o sistema imunológico do paciente, impedindo a evolução para a Aids, como também interrompe a cadeia de transmissão do vírus (Carga Viral Indetectável = Intransmissível).


Uso prolongado de telas intensifica a fadiga ocular

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Sintomas como ardência, visão borrada e dor na testa se tornam mais frequentes em meio à rotina digital, e especialista explica como aliviar o desconforto


Você passa o dia inteiro em frente às telas? Sabia que isso pode estar diretamente relacionado à sensação de peso nos olhos, dificuldade para focar e dor de cabeça no fim do expediente? Esses sinais, cada vez mais comuns em adultos e crianças, podem indicar fadiga ocular — também chamada de astenopia — uma condição ligada ao esforço visual excessivo e ao ritmo acelerado da vida moderna. 

De acordo com a Dra. Marcia Ferrari, oftalmologista e Diretora Clínica do H.Olhos, Hospital de Olhos da Vision One, a combinação entre longas jornadas digitais, estímulos constantes e pausas curtas cria o cenário perfeito para o cansaço da visão. “Os olhos não foram feitos para manter a mesma distância focal por horas, especialmente diante de telas brilhantes que exigem atenção contínua”, afirma. Segundo ela, a sobrecarga acontece porque o sistema visual trabalha intensamente para sustentar o foco, o que provoca exaustão dos músculos responsáveis por ajustar a visão. 

A médica explica que os sintomas surgem de forma gradual e, muitas vezes, passam despercebidos. “A ardência, a visão borrada, o peso nas pálpebras e a dor na testa são sinais típicos de exaustão visual, mas muitos interpretam como simples cansaço do dia”, comenta. Ela ressalta que ignorar esses sinais pode agravar o desconforto: “Quando o incômodo se repete, é o corpo pedindo descanso e reorganização dos hábitos”. 

Embora o uso contínuo de telas seja o principal desencadeador, iluminação inadequada, postura incorreta, leitura prolongada e a falta dos óculos adequados também contribuem para a fadiga. “Não é apenas o computador; qualquer atividade que exija concentração visual por muito tempo pode gerar astenopia”, explica. 

A médica reforça que ajustes simples no cotidiano podem evitar a progressão do quadro. “Uma pausa breve pode fazer diferença: a cada 20 minutos, olhar para longe por alguns segundos ajuda a relaxar os músculos oculares”, orienta. Ela acrescenta que adaptar o ambiente e a postura também colabora para reduzir a sobrecarga. “Manter a tela na altura dos olhos, usar uma boa iluminação e apoiar os pés no chão são atitudes que diminuem o esforço da visão”, afirma. Para completar, destaca a importância da correção visual adequada: “Óculos atualizados e indicados pelo oftalmologista evitam que os olhos trabalhem mais do que deveriam”. 

O tratamento depende do estilo de vida e das necessidades de cada pessoa. “Alguns melhoram apenas com mudanças de rotina, enquanto outros precisam investigar ressecamento ocular, erros refrativos ou outras condições associadas”, explica. A médica reforça que a avaliação periódica é fundamental para evitar agravamentos: “Quando identificamos o problema cedo, conseguimos orientar, tratar e evitar que o desconforto se torne parte da rotina”, finaliza a Dra. Marcia Ferrari, oftalmologista e Diretora Clínica do H.Olhos, Hospital de Olhos da Vision One.

 

Diálise em trânsito amplia acesso, autonomia e qualidade de vida do paciente

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Pelo fim dos desafios logísticos aos pacientes em diálise, Clínica DaVita assegura mobilidade e qualidade do tratamento em diversas regiões do país e do mundo
 

 

Quando a vida depende de uma máquina três vezes na semana por horas a fio, as limitações são muitas. Qualquer mudança, viagem ou imprevisto é praticamente impensável na agenda do paciente em diálise, que gira em torno desse compromisso vital. Para garantir a continuidade no tratamento e evitar prejuízos à qualidade de vida desse paciente, a Clínica DaVita oferece a diálise em trânsito, que permite que o paciente siga com o seu tratamento em qualquer cidade ou estado no Brasil ou exterior, onde a clínica multinacional possui unidades. 

“A possibilidade de manter o tratamento fora da sua origem representa um ganho real na qualidade de vida. O paciente passa a ter mais liberdade para viajar, trabalhar ou visitar familiares, sem comprometer sua segurança clínica”, explica Delainy Clemente, Coordenadora Nacional do Serviço Social da Clínica DaVita. 

Nos últimos 10 anos, o número de pacientes em hemodiálise no Brasil cresceu 55%. Em 2024, a estimativa aponta 172.585 pessoas vivendo nessa condição.1 Frente a esse cenário em ascensão, é fundamental reforçar e garantir o direito de ir e vir de pessoas que dependem da diálise. 

Ao permitir que o paciente realize as sessões em qualquer unidade da rede, o serviço quebra barreiras presentes nesse tipo de tratamento, como a falta de vagas, dificuldade de comunicação entre diferentes clínicas ou possíveis entraves entre convênios e SUS.
 

Como funciona a diálise em trânsito

No Brasil, a solicitação é feita com antecedência de 30 dias junto ao Serviço Social da unidade de origem. A equipe avalia o quadro clínico e organiza a transferência das informações médicas, garantindo que o tratamento seja realizado com segurança na unidade de destino. O protocolo também inclui pacientes atendidos pelo SUS.

E antes de planejar o compromisso ou viagem, a recomendação é que o paciente consulte seu nefrologista para avaliar sua condição clínica e garanta a segurança no deslocamento. 

“Proporcionar a continuidade do tratamento em outro local significa oferecer ao paciente a oportunidade de vivenciar experiências que renovam o sentido de vida e ampliam sua percepção de que o tratamento não precisa ser um limite, mas sim um cuidado que o acompanha enquanto ele vive plenamente”, observa a especialista.



Clínica DaVita

Referência:
1. Divulgado Censo Brasileiro de Diálise de 2024. Fundação Pró-Rim. [Internet] Disponível em: Link


Tirzepatida falsificada expõe mercado bilionário em torno das “canetas emagrecedoras”, alerta médico da SBEMO

Envato
A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro®, tornou-se um dos medicamentos mais potentes para emagrecimento e controle do diabetes, mas também gerou um mercado clandestino bilionário no Brasil. Investigações da Anvisa e da Polícia Federal revelaram produção e venda de produtos falsificados, enquanto a indústria original domina o mercado global, sem concorrentes à altura, com cifras e influência inéditas.

 

A tirzepatida foi aprovada pelo FDA (agência americana de medicamentos) em 2022 e rapidamente reconhecida por sua eficácia no controle do diabetes tipo 2 e na redução de peso. 

Estudos clínicos de fase 3 demonstraram perda de peso média de até 20% em pacientes com obesidade, quando usada em protocolos rigorosos, combinada com dieta e exercícios.

Além disso, pesquisas indicam efeitos positivos em metabolismo, controle de glicemia e redução de inflamação sistêmica.

 

O monopólio absoluto da tirzepatida

Globalmente, a tirzepatida (Mounjaro® e marcas relacionadas) representa uma parcela significativa da receita da fabricante, com vendas de cerca de 10 bilhões de dólares em apenas três meses. Em um post do Dr. Adriano Faustino em suas redes sociais, ele menciona que a indústria por trás do Mounjaro teria atingido 1 trilhão de dólares em valor de mercado, reforçando a dimensão econômica e o poder da franquia. Sem concorrentes diretos atualmente, a tirzepatida mantém controle absoluto sobre o setor, consolidando um monopólio que influencia preços, estratégias comerciais e distribuição. 

O problema não é a tirzepatida, é o uso irresponsável. O que estamos vendo é um medicamento extremamente potente sendo transformado em atalho. Isso é perigoso. A tirzepatida não é, e nunca foi, um recurso para ser usado sem critérios”, esclarece Dr. Adriano Faustino - médico nutrólogo, especialista em medicina integrativa e funcional e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO).

 

Mercado clandestino no Brasil

Operações policiais identificaram laboratórios improvisados, clínicas estéticas e influenciadores digitais envolvidos na produção e venda de tirzepatida falsificada. Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em quatro estados, incluindo a apreensão de jatinho, carros de luxo e relógios de alto valor, evidenciando a dimensão do negócio paralelo. Produtos clandestinos podem conter doses incorretas, contaminantes microbianos ou ausência total do princípio ativo, oferecendo risco grave à saúde. 

A pessoa que recebe um produto fora da cadeia regulada está literalmente submetendo seu corpo a um experimento sem controle”, alerta Dr. Adriano Faustino.

 

Impactos clínicos do uso inadequado

Pacientes que utilizam tirzepatida sem acompanhamento médico enfrentam riscos clínicos sérios. Estudos e relatos indicam que até 82% podem perder massa muscular significativa, e ao interromper o tratamento, recuperar predominantemente gordura corporal. A ausência de protocolo médico adequado aumenta também o risco de hipoglicemia, alterações digestivas e falha terapêutica. 

O médico enfatiza: “a tirzepatida abre uma janela metabólica; se o paciente não a atravessa com dieta, sono e exercício, o remédio vira paliativo temporário”.

 

Potencial terapêutico e limitações

Além do emagrecimento, a tirzepatida apresenta efeitos promissores: melhora metabólica, redução de inflamação, impacto positivo em doenças hepáticas, diabetes, lipedema e potencial em alguns tipos de câncer. Estudos científicos indicam que o medicamento atua em múltiplas vias hormonais e metabólicas, reforçando sua eficácia quando associado a mudanças de estilo de vida. Contudo, nenhum efeito é pleno sem acompanhamento médico e hábitos saudáveis.

Há potencial terapêutico real, mas não é solução mágica — e tem riscos quando mal usado”, esclarece Dr. Adriano Faustino.


Alerta de especialistas

O crescimento do mercado paralelo e a ausência de concorrentes reforçam a necessidade de supervisão médica rigorosa. Influenciadores digitais que promovem uso sem protocolo aumentam o risco de efeitos adversos e perpetuam a desinformação.

Quando há tanto dinheiro em jogo, aumenta a pressão para monopólio de mercado e para práticas que não priorizam a saúde pública”, reforça Dr. Adriano Faustino

 

Impactos econômicos e sociais

A tirzepatida, ao criar um mercado bilionário, impacta não apenas pacientes, mas toda a cadeia farmacêutica. O monopólio permite controle de preços e distribuição, enquanto a alta demanda e o marketing digital agressivo criam vulnerabilidade para consumidores leigos. O mercado clandestino expõe riscos sociais e sanitários, desde golpes digitais a acidentes de saúde decorrentes de produtos falsificados.

 

Recomendações práticas

·       Verificar a procedência do produto, exigindo nota fiscal de farmácias ou clínicas credenciadas.

·       Desconfiar de ofertas “baratas” em redes sociais.

·       Priorizar acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida para qualquer tratamento com tirzepatida.

 

Com monopólio consolidado e ausência de concorrentes, a tirzepatida se mantém como a única opção potente desse tipo no mercado, reforçando a importância de cautela, supervisão médica e segurança do paciente. 

O paciente deve entender que não existe atalho seguro: acompanhamento médico, estilo de vida adequado e atenção à procedência do medicamento são fundamentais para qualquer resultado efetivo e seguro", conclui Dr. Faustino.

 

Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Formação em Geriatria, Nutrologia, Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim/MG; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; Pregador e professor de Escola Bíblica Dominical desde 2001; Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.

 

No mês de chegada do verão e de combate ao câncer de pele, alerta máximo à importância do uso correto do protetor solar

Dra. Paula Sian explica como proteger a pele durante todo o ano, especialmente no verão 

 

Com a chegada do período mais quente do ano, os cuidados com a exposição solar ganham ainda mais relevância. No Brasil, país com alta incidência de radiação ultravioleta (UV), a atenção redobrada é fundamental para prevenir queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e, principalmente, o câncer de pele, o mais comum entre os brasileiros, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

A dermatologista Paula Sian, especialista em dermatologia clínica e estética, alerta que a radiação solar não ameaça a pele apenas em dias ensolarados. “Mesmo em dias nublados, até 80% da radiação UV consegue atravessar as nuvens. Por isso, o uso diário de protetor solar não é opcional é um hábito de saúde indispensável”, afirma. A especialista explica que existem dois principais tipos de radiação solar que atingem a pele:

UVB: responsável pelas queimaduras solares e mais intenso entre 10h e 16h. É o maior risco para câncer de pele;

UVA: é o sol do dia todo. Desde o nascer até o pôr do sol, penetra camadas mais profundas da pele, contribuindo para o fotoenvelhecimento e manchas na pele.

“Quando o paciente entende que cada tipo de raio provoca um dano diferente, ele percebe por que é tão importante escolher um protetor de amplo espectro aquele que protege contra UVA e UVB”, detalha a dermatologista.

Dra. Paula Sian orienta que a escolha deve considerar o tipo de pele, estilo de vida e tempo de exposição:

  • FPS 30 ou superior para uso diário;
  • FPS 50+ para peles claras, melasma ou exposição intensa;
  • Texturas variadas conforme o tipo de pele;
  • Fórmulas com cor para reforçar a proteção contra a luz visível.

A dermatologista destaca que muitos danos poderiam ser evitados se as pessoas aplicassem o produto de forma correta. Entre os erros mais frequentes, ela cita:

  • Aplicar quantidade insuficiente (cerca de uma colher de chá para rosto, orelhas e pescoço).
  • Esquecer áreas como orelhas, nuca, dorso das mãos e pés.
  • Não reaplicar após suor, banho de mar ou piscina.
  • Utilizar produtos vencidos ou que ficaram expostos ao calor.

Além do protetor solar, a Dra. Paula Sian reforça que pequenos hábitos do dia a dia fazem grande diferença para manter a pele saudável:

  • Hidratação constante, já que a pele hidratada tem melhor capacidade de defesa e regeneração.
  • Consumo de alimentos ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas, cenoura, tomate e folhas verdes, que ajudam a combater os radicais livres formados pela exposição solar.
  • Evitar o uso de perfumes e produtos com álcool quando houver exposição solar direta, pois podem causar manchas.
  • Aplicar Vitamina C pela manhã, quando indicado, potencializando a ação do filtro e protegendo contra danos oxidativos.
  • Preferir ambientes sombreados sempre que possível em atividades ao ar livre.
  • Usar acessórios de proteção, como sombrinhas UV, chapéus de aba larga e roupas com proteção solar.
  • Acompanhar o índice UV do dia, que está disponível em aplicativos e previsões meteorológicas, para ajustar o tempo de exposição.
  • Manter uma rotina de cuidados à noite, com limpeza e produtos regeneradores que ajudam a reparar os danos causados pela radiação. 

Para a dermatologista, a proteção solar não deve ser vista apenas como cuidado estético, mas como investimento em saúde. “A prevenção ainda é a melhor forma de evitar problemas sérios. Quando protegemos a pele, estamos protegendo o nosso futuro”, finaliza.  



Dra. Paula Sian - Dermatologista desde 2007, Paula Sian Lopes é formada pela Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), onde também fez residência em Clínica Médica e Dermatologia. Especializou-se em Farmacodermia e Dermatoses Imuno Ambientais na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em Medicina Chinesa e Acupuntura na Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA). Desde 2011, Paula atende em seu consultório próprio com o viés em Dermatologia clínica, estética e cirúrgica, tanto para adultos como para crianças. Além disso, a especialista realizou serviços voluntários no ambulatório de alergias da UNIFESP, de 2013 a 2017. A médica também é escritora e acaba de lançar o “Um burnout para chamar de seu”, um livro que relata, pelo ponto de vista do paciente, como é conviver com o burnout.
CRM: 111963-SP RQE Nº: 38348
https://www.instagram.com/pelecomalma/

 

Almoço nas férias: Escolas estaduais estarão abertas em janeiro para oferecer refeições aos estudantes



Familiares devem registrar interesse no almoço até o dia 12 de dezembro, por meio da Secretaria Escolar Digital (SED) ou na secretaria da escola de seus filhos

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) vai abrir as portas de suas escolas estaduais em janeiro para o almoço nas férias. As refeições serão oferecidas para estudantes da rede estadual entre os dias 5 e 30 de janeiro. Para isso, os responsáveis devem registrar, até o dia 12 de dezembro, o interesse na alimentação destinada aos alunos.

 

O registro da opção pelo almoço pode ser feito diretamente na secretaria das escolas, ou pela Secretaria Escolar Digital (SED), online. Durante o mês, os estudantes poderão frequentar as unidades de ensino entre as 11h e 13h30, horário estipulado para o almoço.

 

Estarão abertas em janeiro as escolas que oferecem a alimentação escolar de forma centralizada, ou seja, com contratos de cozinheiras e compras de insumos diretamente pela pasta. 

 

É preciso que a escola tenha conhecimento dos interessados na alimentação escolar com antecedência, para que o almoço seja preparado de acordo com a demanda, evitando desperdício de alimentos.

 

Cardápio especial

 

A equipe de nutricionistas da Seduc-SP prepara sugestões de cardápio para o período, para que seja mantida a oferta de refeições balanceadas também durante o mês de férias. 

 

As cozinheiras da rede estadual podem se inspirar nos preparos premiados no Concurso de Receitas das Cozinheiras Escolares. O e-book “Sabores Paulistas reúne as 83 receitas vencedoras da primeira edição do concurso e todas elas foram feitas com base nos ingredientes disponíveis na despensa das unidades de ensino. O material está disponível gratuitamente on-line e a versão impressa já começou a ser distribuída para as 91 unidades regionais de ensino e para as 5.000 escolas estaduais.


Enxaqueca: conheça os gatilhos inevitáveis de fim de ano

Neurologista explica que, ao tratar adequadamente a doença, os gatilhos perdem força e as chances de crise diminuem

 

Fim de ano é tempo de celebração, mas para quem sofre de enxaqueca - cerca de 15% da população total, segundo a Organização Mundial de Saúde - é neste período do ano que as crises costumam ser mais comuns, podendo até mesmo atrapalhar os planos de diversão ou viagem em família. 

A neurologista Thaís Villa, médica especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, explica que isso acontece porque situações inevitáveis como o estresse, o calor (ou as mudanças bruscas de temperatura) e até mesmo o deslocamento para os passeios podem desencadear crises. Entenda:

 

Estresse

Para a pessoa com enxaqueca, que já tem um cérebro mais excitado, passar por situações estressantes e preocupações vai piorar um quadro que ela já vive, deixando o cérebro ainda mais em sofrimento e, com isso, mais sintomático: apresentando mais dores de cabeça e outros sintomas associados que podem ser provocados pela doença, como fotofobia (sensibilidade à luz, especialmente as brilhantes); fonofobia (sensibilidade ao som, particularmente altos); osmofobia (sensibilidade ao cheiro); aura (alterações na visão); dormência; formigamento; fraqueza de um lado do corpo; dores no pescoço e ombros; sensação de tontura ou vertigem; zumbidos no ouvido; náusea com ou sem vômitos; pálpebras inchadas e olhos lacrimejantes; obstrução nasal ou nariz escorrendo; dor facial; bruxismo; taquicardia; pressão alta ou baixa; mal estar e cansaço; dificuldade de concentração e memória; e até alterações de humor.

 

Calor

As altas temperaturas típicas desse período do ano também são inevitáveis, afinal, é impossível controlarmos o clima. Imagina estar na praia para curtir momentos de descanso e com a cabeça doendo? Pois a dor de cabeça é o sintoma mais comum da enxaqueca.

Por falar em praia, a luz do sol e a areia branquinha também podem ser uma combinação muito desconfortável para quem tem enxaqueca. A fotofobia (sensibilidade à luz) é um dos sintomas da doença e a orientação é não se esquecer do óculos de sol para proteção dos olhos.

A desidratação é outro desencadeador de crises. Com o calor, o nosso corpo sofre e, com o cérebro, não é diferente. Por isso, é preciso ficar ainda mais atento à hidratação, lembrando-se de tomar muita água.


Cinetose

Para quem sofre de enxaqueca, o deslocamento pode ser o gatilho para terríveis crises de enxaqueca, seja qual for o meio de transporte até o destino. É que a cinetose, mais conhecida como “mal do movimento”, é um sintoma comum da enxaqueca, podendo ser também um gatilho de crises. Costuma começar já na infância, antes da dor de cabeça, sendo um sintoma precoce da enxaqueca.

Náuseas, vômitos, palidez e mal estar acontecem por essa sensibilidade excessiva ao movimento. Seja porque a pessoa esteja de fato se movimentando, ou em locais onde está parada, mas há sensação de movimento, como barcos, carros, ônibus, avião ou ainda em brinquedos que balançam e giram.

 

Não tem cura, mas tem tratamento

“É muito importante entender que, ao tratar a enxaqueca, esses gatilhos perdem a força e a chance de crise diminui, permitindo desfrutar dos momentos de lazer e descanso”, explica Thais Villa. 

A médica orienta que a pessoa com enxaqueca procure um neurologista e inicie a jornada de tratamento da doença, que é complexa e tem muitas repercussões na vida do paciente, inclusive complicações vasculares (como risco aumentado para AVC e infarto), além de perdas na qualidade de vida, como alterações do sono e de humor, tendência à ansiedade e a problemas cognitivos, entre outras. 

“O tratamento integrado visa o controle dos sintomas e da doença e deve combinar terapias com medicamentos de ponta e ajustes no estilo de vida, com acompanhamento de uma equipe multiprofissional, oferecendo atendimento de forma individualizada com o objetivo de proporcionar bem-estar ao paciente por meio do controle da doença e dos sintomas que ela faz acontecer”, completa Thaís Villa.




Dra Thaís Villa - CRM 110217 - Neurologista com Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias em adultos e crianças. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.



Headache Center Brasil
www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: @headache_center_brasil


A evolução silenciosa das UTIs e o futuro do cuidado intensivo


Há três décadas, adentrar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) era sinônimo de ingressar em um ambiente de intervenções heroicas, mas muitas vezes limitadas pela tecnologia disponível. Pacientes com falência de múltiplos órgãos enfrentavam prognósticos difíceis, e o suporte à vida era, em grande parte, reativo e segmentado. Hoje, quando olhamos para a evolução do tratamento intensivo nos últimos anos, testemunhamos uma revolução silenciosa, impulsionada por avanços tecnológicos que transformaram as UTIs em centros de cuidado mais precisos, proativos e, acima de tudo, eficazes. 

Onde antes a falência renal significava partir para uma diálise convencional, com remoção rápida de fluidos que frequentemente desestabilizava pacientes críticos, hoje já é possível contar com sistemas capazes de oferecer terapias contínuas que, de forma muito mais gradual e fisiológica, permitem estabilidade ao paciente e, consequentemente, melhores desfechos clínicos. Ou seja, na prática, já é possível que o organismo do paciente se adapte sem quedas bruscas de pressão, um benefício inestimável para aqueles já em estado hemodinamicamente instáveis.

Mas a grande virada, e talvez a mais significativa, se refere à possibilidade de transição de um suporte focado em órgãos isolados para uma abordagem integrada. A tecnologia não parou nos rins. A abordagem multi-órgãos, possível graças aos novos sistemas e protocolos, permite que uma mesma plataforma ofereça ao mesmo tempo suporte renal contínuo aliado a cuidados respiratórios, hepáticos, de purificação sanguínea, dentre outros.

Toda essa versatilidade, fruto de uma engenharia sofisticada, foi fundamental no contexto da pandemia de covid-19, por exemplo, onde as unidades de terapia intensiva foram colocadas ao limite e precisaram utilizar de todas as ferramentas possíveis para suportarem a demanda e a pressão daquele momento. A pandemia escancarou a necessidade de aceleração da adesão tecnológica nas UTIs e a importância do olhar holístico ao paciente.

Contudo, a tecnologia, por mais avançada que seja, é apenas uma ferramenta. Seu verdadeiro potencial é liberado pelas mãos e mentes dos profissionais de saúde. Por isso, a evolução dos tratamentos de UTI exige também uma constante atualização das equipes médicas, a partir de um compromisso inabalável com a educação continuada. Além, é claro, do trabalho multidisciplinar, que contribui de forma integrada e conjunta para garantir o melhor prognóstico aos pacientes.

As últimas décadas foram transformadoras do ponto de vista tecnológico para os ambientes hospitalares, sobretudo aqueles de terapia intensiva. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. É imperativo pensar em estratégias para ampliar o acesso às ferramentas de ponta e garantir que a capacidade de oferecer um suporte integrado e abrangente não seja um privilégio de poucas instituições, mas uma realidade em todas as UTIs. 

Ao investir em equipamentos modernos e na capacitação das equipes, garantimos que mais pacientes críticos tenham a chance de recuperação, com menos sequelas e uma melhor qualidade de vida. É neste caminho que devemos mirar os próximos 30 anos. Para garantir que o futuro dos centros de cuidado possa contar com cada vez mais precisão, personalização e eficácia nos tratamentos. Com o objetivo final de salvar vidas e restaurar a saúde com a máxima dignidade.

 

Paulo Lins - nefrologista, intensivista e gerente médico da Vantive


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