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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Fim de ano tem alta nos acidentes de trânsito e sobrecarga nos pronto-socorros

Freepik
Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico alerta para os principais riscos nas estradas e reforça medidas de prevenção

 

O fim do ano é uma época típica de maior movimentação nas ruas e estradas, e, também, período em que se registra um aumento nos acidentes de trânsito. Muitos deles poderiam ser evitados com atitudes simples, como respeitar os limites de velocidade, usar a seta e manter distância segura do veículo à frente.

Segundo dados do Detran-SP, só nos meses de novembro e dezembro de 2024, período em que muitas pessoas pegam a estrada para aproveitar as férias ou as festas de fim de ano, foram registradas 981 mortes em acidentes de trânsito no estado de São Paulo. Desse total, 467 ocorreram em novembro e 514 em dezembro, envolvendo as cidades do interior de São Paulo e da região metropolitana. 

Os acidentes de trânsito são a principal causa de politraumatismo, condição caracterizada por múltiplas lesões graves em diferentes partes do corpo, e representam uma das principais causas de sobrecarga nos prontos-socorros e hospitais do país, lembra o presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), Dr. Robinson Esteves. “Cada acidente grave que chega ao hospital representa muito mais do que números: são famílias que sofrem, vidas que podem mudar para sempre, em razão de sequelas, e uma sobrecarga enorme para os profissionais de saúde”, fala. “É uma situação que não afeta apenas os pacientes, mas toda a sociedade. Politraumatismos podem gerar sequelas permanentes, afastamento do trabalho e impactos emocionais profundos”, completa. 

Para reduzir o risco de acidentes de trânsito, é fundamental adotar atitudes simples no dia a dia. Evitar o consumo de bebida alcoólica antes de dirigir, respeitar os limites de velocidade e manter distância segura dos outros veículos são medidas que fazem toda a diferença. “Pequenas atitudes podem salvar vidas. Dirigir com atenção e responsabilidade é cuidar de si e de quem está ao seu redor”, reforça o médico. 

Mesmo com atenção, acidentes podem acontecer, e o uso correto do cinto de segurança e do capacete, nos casos dos motociclistas, é essencial para reduzir a gravidade das lesões. Esses cuidados podem evitar fraturas mais graves, que muitas vezes exigem cirurgias e longos períodos de recuperação. “Grande parte das fraturas poderia ser evitada se as pessoas usassem os itens de proteção corretamente e tivessem mais cuidado com atitudes de risco. A imprudência, infelizmente, ainda é uma das principais causas de mortes por acidentes de trânsito”, conclui.

 

Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico - SBTO


FDA reavalia Terapia Hormonal e pede remoção de alerta sobre risco de câncer de mama; "Isso vai diminuir o medo das pacientes", diz especialista

Dr. José Carlos Sadalla explica o impacto da decisão da agência americana, que revisou dados científicos das últimas duas décadas e não exigirá mais o aviso de "caixa preta" em medicamentos para menopausa. 


A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, anunciou uma mudança histórica que promete revolucionar o tratamento dos sintomas da menopausa. A agência não exigirá mais o "aviso de caixa preta" – o alerta de segurança mais grave emitido nos EUA – das embalagens de terapias de reposição hormonal (TRH). Desde 2003, esses medicamentos carregavam um aviso severo indicando que poderiam aumentar o risco de ataques cardíacos, derrames, coágulos sanguíneos e certos tipos de câncer. 

A decisão da FDA de pedir aos fabricantes a remoção do alerta sobre riscos de doenças cardiovasculares, câncer de mama e provável demência é baseada na reavaliação das evidências científicas das últimas duas décadas, que modularam os achados iniciais de um grande estudo (Women's Health Initiative) que gerou pânico no início dos anos 2000. 

Para o Prof. Dr. José Carlos Sadalla, especialista em Mastologia e Oncoginecologia, a medida é uma vitória da ciência e um alívio para milhões de mulheres que sofrem com os sintomas da menopausa. 

"Finalmente, o FDA americano reviu a situação do estrogênio, mostrando que ele não aumenta o risco de câncer de mama e modificando as orientações na bula", afirma o Dr. Sadalla. "Isso vai diminuir o medo de muitas pacientes em usar a reposição hormonal com o estrogênio e beneficiar as mulheres que sofrem tanto com os sintomas da menopausa, principalmente fogachos, ondas de calor, secura vaginal."
 

O fim de uma era de medo 
 

O alerta de "caixa preta" era considerado um "enorme impedimento" e uma "barreira desnecessária" por importantes sociedades médicas, como o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas. Esse aviso criou um "enorme medo" que impedia muitas mulheres de buscar o tratamento mais eficaz para sintomas clássicos da menopausa.

Pesquisas mais recentes mostram que, para mulheres saudáveis e recém-menopáusicas, a terapia com estrogênio é geralmente segura e eficaz. A nova orientação da FDA favorece uma "discussão nuançada" entre médico e paciente, substituindo o alerta de risco generalizado.
 

Novas diretrizes para o tratamento  

A FDA reforça que a decisão sobre a terapia hormonal deve ser individualizada. A recomendação é que, para terapias sistêmicas (como pílulas, adesivos ou géis), o tratamento seja idealmente iniciado dentro de 10 anos após o início da menopausa ou antes dos 60 anos de idade. 

A agência manterá, no entanto, o aviso sobre o risco de câncer endometrial para produtos que contêm apenas estrogênio (sem progesterona) , o que reforça a importância do acompanhamento médico para a prescrição correta da terapia combinada em mulheres que possuem útero.

Clínica Andrade & Sadalla 


Dores nas costas, assaduras e baixa autoestima: Quando a cirurgia das mamas é uma questão de saúde

Todos os dias, milhares de mulheres convivem em silêncio com o peso – não só físico, mas também emocional de seios caídos, flácidos ou desproporcionais. É a dor nas costas ao final do dia. É a marca do sutiã cravada nos ombros. É a roupa que não veste bem. A vergonha de se olhar no espelho. A sensação constante de desconforto com o próprio corpo.

Mais do que uma questão de aparência, essa é uma realidade que impacta a saúde, a postura, a liberdade de movimento e a autoestima. E muitas dessas mulheres não sabem que existe um caminho seguro, ético e responsável para mudar essa história: a mastopexia.

"A mastopexia é muito mais do que levantar os seios. É aliviar o peso que essas mulheres carregam há anos, no corpo e na alma", explica o Dr. Marco Aurélio Guidugli, cirurgião plástico especialista em mamas e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Com mais de 20 anos de experiência e uma trajetória dedicada à saúde da mulher, o Dr. Guidugli tem acompanhado de perto histórias de mulheres que chegam ao consultório exaustas, com dores constantes, autoestima fragilizada e a sensação de não se reconhecerem mais no espelho.


Sintomas frequentes em mulheres que precisam de mastopexia:

  • Dores crônicas nas costas, pescoço e ombros, causadas pelo peso e posicionamento das mamas;
  • Postura comprometida, com sobrecarga muscular e desalinhamento da coluna;
  • Assaduras na região abaixo dos seios, especialmente em climas quentes;
  • Dificuldade de usar roupas, sutiãs ou praticar atividades físicas;
  • Sensação de vergonha ou rejeição do próprio corpo;
  • Isolamento social e queda da autoestima.

“A mulher não deve normalizar a dor. Se vestir com desconforto, evitar se olhar ou se esconder no próprio corpo não é normal. A mastopexia é uma cirurgia reparadora que devolve dignidade, liberdade e bem-estar a quem precisa”, afirma Dr. Marco Aurélio. 

 

O que é a mastopexia?

É uma cirurgia que levanta e reposiciona os seios caídos, removendo o excesso de pele e, quando necessário, utilizando prótese de silicone para restaurar volume e sustentação.

A técnica é indicada para mulheres com ptose mamária (queda) de graus variados,  seja após gestações, amamentação, envelhecimento ou perda de peso.


Benefícios que vão muito além da estética:

  • Alívio das dores e da sobrecarga muscular;
  • Melhora da postura e da respiração;
  • Redução de assaduras e incômodos na pele;
  • Liberdade para usar roupas que antes eram evitadas;
  • Retomada da prática de exercícios e movimentação corporal com conforto;
  • Resgate da autoestima e da segurança pessoal.


Informação de qualidade salva vidas e autoestima 

Referência em cirurgia das mamas, o Dr. Marco Aurélio Guidugli atua com ética, escuta ativa e total comprometimento com a saúde da mulher. Cada caso é avaliado de forma individual, respeitando o corpo, a história e os limites de cada paciente. Ele também é atuante nas redes sociais e em seu blog, onde informa a população com clareza, empatia e responsabilidade médica.

Instagram: @dr.marcoaurelioguidugli
Site oficial: www.marcoaurelioguidugli.com.br

Mudanças climáticas agravam doenças respiratórias e infecciosas, alerta infectologista da Faseh

Especialista destaca que a COP 30 é oportunidade para integrar políticas de clima e saúde 

 

O aumento das temperaturas e a intensificação de eventos climáticos extremos, como queimadas e secas prolongadas, estão impactando diretamente a saúde humana. A avaliação é da médica infectologista Tânia Marcial, professora de Práticas Médicas do SUS na Faseh. 

Segundo a especialista, o aquecimento global intensifica ondas de calor, aumenta a ocorrência de queimadas e compromete a qualidade do ar, favorecendo o surgimento e o agravamento de doenças respiratórias. “Partículas finas suspensas no ar, formadas pela combustão incompleta de biomassa, veículos, indústrias e queimadas, além do ozônio e do gás carbônico, causam doenças respiratórias e pioram quadros em pessoas com asma e DPOC, por exemplo”, explica Tânia. Ela destaca que as secas e o calor extremo também concentram alérgenos, ampliando crises respiratórias e impactando especialmente populações vulneráveis. 

Do ponto de vista das doenças infecciosas, a médica alerta para mudanças na ecologia de vetores, que favorecem a proliferação de mosquitos transmissores de dengue, Zika, Chikungunya e malária. “Eventos de enchente após períodos de seca também facilitam surtos de leptospirose, diarreias e hepatite A”, completa. 

Para Tânia Marcial, é fundamental adotar uma visão integrada da saúde, conforme propõe o conceito de Saúde Única (One Health), abordagem que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental. “Saúde não significa apenas ausência de doença. Está relacionada à qualidade de vida e ao bem-estar. Saúde Única é mais do que um conceito, é uma forma de pensar e agir em rede, buscando equilíbrio ecológico como base para o bem-estar humano”, ressalta. 

A professora destaca ainda que a COP 30, que começa nesta semana em Belém (PA), primeira conferência climática sediada na Amazônia, representa uma oportunidade histórica para colocar em prática políticas integradas entre clima e saúde. “A COP 30 pode ser um marco global na implementação dessa abordagem. É urgente que a humanidade desperte para essa questão, pois nosso planeta está doente. Consequentemente, os animais e os humanos sofrerão ao longo do tempo”, finaliza.

  

Faseh - integrante do Ecossistema Ânima


PLP nº 1.087/2025 e o fim da isenção sobre dividendos: o que muda para empresas e sócios a partir de 2026

A aprovação, em 5 de novembro de 2025, do texto final do PLP nº 1.087/2025 pelo Senado Federal marca o início de uma nova fase para o sistema tributário brasileiro. O projeto, que ainda aguarda sanção presidencial e posterior regulamentação, entra em vigor em 2026, transformando de forma significativa a relação entre pessoas físicas e jurídicas no país.

Mais do que instituir uma alíquota sobre dividendos, o PLP representa uma mudança estrutural na forma como as empresas gerenciam sua contabilidade e o planejamento tributário. O lucro contábil, que já serve de base para o IRPJ e a CSLL, passa a assumir papel estratégico também nas decisões societárias, integrando a apuração fiscal, a distribuição de resultados e o cálculo do fator redutor. A contabilidade deixa de ser apenas um registro formal e se consolida como instrumento essencial de gestão, governança e conformidade fiscal.

Pelas novas regras, lucros e dividendos pagos a pessoas físicas residentes no Brasil estarão sujeitos à retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte, conforme o artigo 6º-A do PLP nº 1.087/2025. A incidência ocorrerá sempre que o total mensal recebido de uma mesma empresa ultrapassar R$ 50 mil, aplicando-se a alíquota sobre o valor integral pago — e não apenas sobre o excedente. Caso haja mais de um pagamento no mesmo mês, os valores deverão ser somados para fins de cálculo.

Essa retenção não representa tributação definitiva, mas uma antecipação do imposto devido, que poderá ser compensada integralmente na declaração anual de ajuste da pessoa física. Caberá à empresa realizar a retenção, efetuar o recolhimento e informar o beneficiário no Informe de Rendimentos anual, conforme normas que ainda serão editadas pela Receita Federal.

A nova sistemática não altera a isenção das distribuições entre pessoas jurídicas domiciliadas no país. Quando uma empresa distribui lucros a outra — como ocorre em estruturas de holdings, controladoras ou coligadas — a operação permanece isenta, preservando a neutralidade tributária dentro dos grupos empresariais.

Por outro lado, os lucros e dividendos pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos ao exterior passam a estar sujeitos à retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte, a partir de janeiro de 2026, conforme a nova redação do artigo 10 da Lei nº 9.249/1995, introduzida pelo PLP nº 1.087/2025. O dispositivo não estabelece limites de valor nem distingue o tipo de beneficiário, o que leva à interpretação conservadora de que a tributação de 10% alcança todas as remessas de lucros e dividendos ao exterior, sejam destinadas a pessoas físicas ou jurídicas.

O PLP também institui a tributação mínima anual voltada às pessoas físicas de altas rendas — aquelas cuja soma de rendimentos ultrapasse R$ 600 mil no ano. A base de cálculo considera praticamente todos os rendimentos recebidos pela pessoa física, inclusive os tributados de forma exclusiva ou definitiva, deduzindo-se apenas as hipóteses expressamente excluídas pelo texto legal, como rendimentos de poupança, determinados títulos de crédito, ganhos de capital específicos e lucros apurados até 2025 cuja distribuição tenha sido formalmente aprovada. Essa soma definirá tanto o enquadramento do contribuinte no regime quanto a alíquota efetiva aplicável, que poderá chegar a 10% para rendas anuais acima de R$ 1,2 milhão.

Para evitar a bitributação, o PLP institui o Fator Redutor, mecanismo aplicado quando a soma da carga efetiva de tributos sobre o lucro da pessoa jurídica (IRPJ + CSLL) e da tributação mínima devida pela pessoa física ultrapassar o limite máximo combinado desses tributos. Nessa hipótese, será concedido um redutor da tributação mínima da pessoa física, calculado sobre os lucros e dividendos efetivamente pagos, creditados ou entregues pela empresa ao sócio.

O projeto estabelece três limites de referência: 34% para empresas em geral, 40% para o setor financeiro e 45% para bancos. Quando a soma da carga efetiva ultrapassar esses percentuais, a diferença servirá de base para o cálculo do redutor. A aplicação do benefício depende de demonstrações financeiras regulares e consistentes, elaboradas conforme a legislação societária e as normas contábeis em vigor.

O ponto mais sensível — e também o mais controverso — do projeto está no prazo para aprovação e registro das atas de deliberação de lucros. Permanecerão isentos apenas os lucros apurados até o exercício de 2025 cuja distribuição seja formalmente aprovada até 31 de dezembro de 2025, desde que o pagamento, crédito ou remessa ocorra nos anos-calendário de 2026, 2027 ou 2028, conforme previsto no ato societário.

Embora o artigo 16-A trate especificamente da tributação mínima aplicável às pessoas físicas, o artigo 10 da Lei nº 9.249/1995, alterado pelo mesmo projeto, também vincula a aplicação da isenção à aprovação e registro da ata de deliberação de lucros até 31 de dezembro de 2025. O texto não esclarece expressamente se essa exigência se aplica apenas a remessas destinadas a pessoas físicas ou também a pessoas jurídicas estrangeiras. Considerando que o artigo 10, em sua redação original, abrangia ambas as situações, a interpretação mais prudente é de que o mesmo procedimento deve ser observado para remessas de lucros ao exterior, independentemente da natureza do beneficiário.

O prazo, de natureza tributária e preclusiva, prevalece sobre o artigo 132 da Lei das S.A. (Lei nº 6.404/1976), que prevê a aprovação das contas até abril do ano seguinte. Na prática, se a ata não for aprovada e registrada até o fim de 2025, o direito à isenção pode ser perdido — mesmo que o lucro tenha sido apurado dentro do exercício.

Essa defasagem entre o calendário contábil e a exigência fiscal cria um desafio adicional para as empresas, já que a maioria ainda não terá o resultado de 2025 integralmente apurado em dezembro. A solução será antecipar o levantamento de resultados parciais e utilizar também lucros acumulados de exercícios anteriores, baseando-se em estimativas contábeis confiáveis. Dada a relevância do tema, é altamente recomendável que a elaboração e o registro do documento sejam acompanhados por assessoria jurídica e contábil especializada.

Além dos desafios técnicos e societários, a necessidade de aprovar e registrar a distribuição de lucros até o fim de 2025 pode gerar efeitos econômicos relevantes. A expectativa de mudança no regime tributário tende a acelerar a deliberação e o pagamento de dividendos, resultando em antecipação de fluxos financeiros e possível saída de capitais do país ainda neste exercício. Esse movimento pode pressionar o caixa das companhias e afetar o equilíbrio financeiro de diversos setores, exigindo planejamento criterioso de tesouraria e uma avaliação cuidadosa sobre o momento e a forma de distribuição dos resultados.

Mesmo diante desse cenário de transição, o novo modelo vai muito além da simples tributação de dividendos: ele redefine a forma como empresas e sócios organizam seus resultados e tomam decisões corporativas. A partir de 2026, pessoa jurídica e pessoa física estarão interligadas pelo mesmo sistema fiscal, e qualquer inconsistência contábil ou documental poderá gerar impactos diretos na tributação do sócio. O lucro passa a ser, definitivamente, um instrumento de gestão estratégica, governança e conformidade.

O prazo para agir é curto. As atas de deliberação devem ser aprovadas e registradas até 31 de dezembro de 2025, sem possibilidade de correção retroativa. A janela de planejamento ainda está aberta — mas se fecha rapidamente — exigindo ação coordenada entre empresários, contadores e advogados societários. Como o projeto ainda depende de sanção presidencial e de regulamentação, é fundamental acompanhar as publicações oficiais e ajustar os procedimentos internos conforme as orientações da Receita Federal. 



Lucas Leme - contador e sócio da PKF BSP.

Taís Baruchi - CEO na PKF BSP.


PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br

Erro médico em cirurgias registraram cerca de 75 mil processos na justiça apenas em 2024

Advogado especialista em direito de saúde explica quais são os direitos dos pacientes em caso de adversidades clínicas que causaram complicações em cirurgias

 

Entrar numa cirurgia plástica costuma ser movido por desejo de transformação. Seja corrigir um traço, recuperar a autoestima, reinventar o espelho ou até mesmo por uma condição de necessidade. Mas quando o resultado falha, ou pior, quando o procedimento causa mutilação ou sequelas estéticas, o impacto vai além do físico e atinge a identidade, a confiança e a vida emocional do paciente. No Brasil, o volume de cirurgias plásticas estéticas é expressivo e, paralelamente, vem crescendo de forma acentuada a judicialização de casos de erro médico.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que em 2024 foram registradas 74.358 ações relacionadas a falhas em procedimentos de saúde, um aumento de 506% em relação ao ano anterior.  Na esfera da cirurgia plástica, levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostra que cerca de 97% dos médicos processados nesse tipo de procedimento não eram especialistas na área, reforçando a vulnerabilidade dos pacientes.

Além da dor física, o estrago psicológico pode ser devastador. “O erro médico em cirurgia plástica não atinge apenas o corpo, atinge o projeto de vida, a autoestima, o direito de sentir‑se bem consigo mesmo e seguro. Entretanto, ainda que o paciente que busca um resultado estético esteja investindo, em tempo, dinheiro e expectativas, e, portanto, o padrão de cuidado exigido é ainda mais elevado. Quando o prestador assume não só a execução técnica, mas a promessa de transformação, ele passa a responder por obrigações mais intensas”, argumenta o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito público e direito de saúde, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados.

Sob a ótica jurídica, as cirurgias plásticas estéticas podem configurar obrigação de resultado, uma espécie de garantia de estética, ou de meio, que se dá a atenção e técnica adequada, conforme o caso. Em muitos julgados, os tribunais têm admitido responsabilidade civil e obrigação de indenização quando se demonstra negligência, imperícia ou imprudência. Falhas tais como falta de especialização do cirurgião, infração às boas práticas, consentimento inadequado ou pós‑operatório mal conduzido. 

“O paciente lesado tem direito à reparação não apenas do físico, mas também do dano existencial, moral e econômico que devem considerar os prejuízos à autoimagem, à sociabilidade, à autoestima. Não podemos esquecer que, além de cliente do cirurgião, o paciente é uma pessoa”, explica Thayan.

Caso o paciente se encontre diante de resultado errado, complica­ções como assimetria, necrose, infecção, deformação ou queda da prótese, o caminho inclui buscar o prontuário médico, verificar o termo de consentimento, solicitar laudos, imagens e periciar os danos. A ação pode ser proposta com base no Código de Defesa do Consumidor  ou no Código Civil. Ter um advogado especializado desde o início é essencial para avaliar se se trata de erro médico, complicação inevitável ou risco aceito, e definir valor de indenização, requisitos de prova e responsabilidade solidária da clínica, do cirurgião e dos insumos utilizados.  

“O resultado pode até parecer superficial, mas para o paciente que confia sua imagem e autonomia ao bisturi, o dano estético‑psíquico é real e duradouro. O Estado e o sistema jurídico precisam garantir que as transformações prometidas não gerem vulnerabilidades e que quem lucra com a estética arque também com o ônus quando falha”, finaliza o advogado especialista.


Como a IA vai capacitar a força de trabalho para o futuro

A transição para energia limpa está se acelerando, mas a força de trabalho industrial não está acompanhando o ritmo. Globalmente, os empregos em energias renováveis já ultrapassaram os 13,7 milhões de posições, e a previsão é de que cheguem a 38 milhões até 2030. No entanto, a oferta de mão de obra qualificada está ficando para trás. O Fórum Econômico Mundial relata que as vagas de emprego na área de energias verdes estão crescendo mais do que o dobro da velocidade com que se adquirem profissionais com habilidades nessa área. 

É importante destacar que esse desequilíbrio vai além de uma questão trabalhista. Ele ameaça desacelerar o ritmo da descarbonização nos setores fundamentas de economia global, incluindo energia, manufatura e indústrias pesadas. Se não capacitarmos a força de trabalho industrial com a combinação certa de habilidades digitais, técnicas e ambientais, corremos o risco de não alcançar a transição para a qual já temos as ferramentas necessárias. 

Entretanto, a solução para a falta de competências na área verde não se resume apenas a ter mais pessoas. Ela passa, necessariamente, por contar com sistemas mais inteligentes que possam ajudar as pessoas a fazerem mais. 

É aqui que entra a Inteligência Artificial. Ao contrário das revoluções tecnológicas anteriores, a IA está chegando mais rapidamente e com implicações mais profundas. Trata-se de uma mudança estratégica que otimiza as operações, permite que os trabalhadores tomem decisões melhores e acelera o treinamento. 

No setor industrial especificamente, a IA pode desempenhar um papel fundamental na redução da lacuna de habilidades verdes, não apenas tornando máquinas e processos mais eficientes, mas também capacitando as pessoas a se adaptarem com confiança.

 

Mas o que significa uma força de trabalho sustentável?

Frequentemente, medimos a sustentabilidade em termos de emissões ou consumo de energia. Mas, para realmente acelerar a transição energética, também precisamos repensar a forma como o trabalho é concebido e reinventado com o auxílio da tecnologia. 

Em setores com alta emissão de carbono, estar preparado para o futuro não se resume apenas a redes inteligentes ou combustíveis mais limpos. Trata-se também de capacitar uma força de trabalho sustentável para ser:

  • Resiliente: Os profissionais devem contar com as ferramentas certas para lidar com a complexidade com confiança.
  • Requalificada: O conhecimento institucional não pode se perder quando alguém se aposenta ou deixa a organização; ele precisa ser compartilhado entre gerações.
  • Redesenhada: O trabalho precisa ser mais seguro e significativo, aprimorado pela IA e não substituído por ela.

O software e a inteligência industriais são ferramentas essenciais para a construção de uma força de trabalho sustentável. Eles apoiam a transferência de conhecimento de especialistas que se aposentam, personalizam os percursos de aprendizagem e automatizam tarefas repetitivas, permitindo que os trabalhadores se concentrem em atividades de maior valor agregado, como a resolução de problemas e a tomada de decisões estratégicas.

 

Como construir a força de trabalho do futuro

A Inteligência Artificial industrial já desempenha um papel fundamental nessa transição estrutural. Ela está ajudando os engenheiros a migrarem da solução manual de problemas para insights preditivos. Também está viabilizando a incorporação do conhecimento institucional em ferramentas e fluxos de trabalho do dia a dia. E, não menos importante, está criando maneiras para os trabalhadores colaborarem, aprenderem e liderarem. 

Mas a tecnologia é apenas parte da equação. A verdadeira transformação acontece quando as pessoas são capacitadas para usá-la, com sistemas projetados para construir confiança, acelerar o aprendizado e disseminar conhecimento especializado por toda a organização. E existem muitas formas de se fazer isso. Destaco aqui três maneiras pelas quais os líderes industriais podem começar a colocar isso em prática:

 

Elimine as barreiras entre as áreas para promover insights colaborativos

O verdadeiro valor da IA não reside apenas na automação, mas sim na compreensão. E a compreensão só tem valor se for compartilhada. A IA industrial pode ajudar a unificar dados entre equipes, departamentos e cadeias de valor. Ao transformar informações fragmentadas em insights enriquecidos por IA, as equipes podem colaborar com mais eficácia e responder mais rapidamente às mudanças de cenário, cada vez mais frequentes e com impactos globais.

Tomemos como exemplo a Dominion Energy. Ao utilizar o software AVEVA na nuvem, a líder do setor energético nos EUA agora coleta e compartilha com segurança dados de desempenho energético em toda a sua rede na América do Norte, proporcionando às equipes e às diferentes partes interessadas visibilidade em tempo real de seu progresso em direção às metas de baixo carbono. 

Na AVEVA, acreditamos que o sucesso sustentável se fundamenta nesta forma de colaboração radical: entre equipes, parceiros de negócio e fornecedores de tecnologia. É por isso que estamos construindo o maior ecossistema digital do mundo — para transformar dados dispersos em informações integradas e confiáveis que permitam uma melhor tomada de decisão para apoiar as metas de sustentabilidade.

 

Projete sistemas de IA que suportem o aprendizado contínuo

À medida que a IA industrial se torna parte da rotina, a valorização das capacidades humanas – desde o pensamento crítico ao discernimento ambiental – aumenta. As empresas que investirem nessas capacidades agora estarão mais bem preparadas para as incertezas futuras. 

Ocorre que a IA não pode — e não deve — substituir o conhecimento institucional. Ao contrário, ela deve ajudar a preservá-lo, compartilhá-lo e aprimorá-lo ao longo do tempo. As mesmas ferramentas que melhoram a segurança operacional e a conformidade também podem capacitar os trabalhadores a aprenderem mais rapidamente e a se adaptarem a formas de trabalho mais sustentáveis. 

Outro exemplo, desta vez local, é o da Vivix Glass, empresa 100% brasileira e que integra o Grupo Cornélio Grennand. Localizada em Goiana (PE), ela é hoje uma das maiores produtoras de vidro plano do mundo. Quando abriu sua primeira fábrica, em 2014, embora contasse com projeto de ponta, altos níveis de automação e tecnologia de primeira linha, a Vivix não possuía um projeto as-build da instalação, nenhuma documentação era em 3D e dependia de uma empresa externa para acompanhar seus dados de engenharia, inclusive os registros de melhorias pós-construção. 

Por meio das plataformas da AVEVA, conectou seu modelo 3D aos sistemas de documentação e manutenção, assumindo a propriedade de todos os dados e disponibilizando-os online na nuvem para toda a organização. Quando chegou o momento de projetar a segunda planta, em 2021, a Vivix já tinha catálogos e especificações em 3D à sua disposição, que tornaram a engenharia mais eficiente, econômica e sustentável. Como resultado, conseguiu uma economia de 15% nos custos do projeto de engenharia e reduziu em 80% a dependência da equipe de TI. A migração para a nuvem, com o AVEVA CONNECT, combinada com o uso do AVEVA Global, permitiu que a fase inicial do projeto fosse desenvolvida em ambiente unificado, com um catálogo único e um banco de dados compartilhado entre a engenharia da fábrica e a engenharia dos projetistas, o que levou a uma eficiência maior na engenharia e a um CAPEX menor.

 

Transforme conhecimento especializado em infraestrutura compartilhada

Um operador experiente consegue identificar um problema em segundos, mas o que acontece quando ele se aposenta? Esse é o risco da expertise não documentada. A IA industrial oferece uma maneira de incorporar esse conhecimento institucional em ferramentas e fluxos de trabalho do dia a dia, tornando as melhores práticas comprovadas mais fáceis de acessar, aplicar e aprimorar. 

Fazer isso por meio de um assistente de IA Industrial ajuda a transformar décadas de conhecimento em software em orientações contextuais e pesquisáveis. Contar cum um ferramenta que foi treinada com base em mais de 50 anos de experiência no setor, permite que obter respostar a perguntas complexas, preservando a propriedade intelectual e a segurança dos dados, para que os trabalhadores operem com maior autonomia e confiança. 

O resultado é a integração mais rápida, uma melhor tomada de decisões e uma força de trabalho resiliente que não precisa começar do zero.

 

Capacitar a força de trabalho industrial é um imperativo climático.

Para levar a descarbonização a sério, não podemos nos ignorar a infraestrutura humana que a sustenta. A transição para uma energia de baixo carbono dependerá não apenas de novas tecnologias, mas também da nossa capacidade de treinar as pessoas com as habilidades necessárias para implementar e gerenciar as soluções que já estão ao nosso alcance. 

Reconhecendo a urgência de construir uma força de trabalho preparada para o futuro, convido a todos a colaborarem com o grupo de trabalho Green Skills and Jobs no âmbito da Conferência de Negócios Sustentáveis da COP30, e que é liderado por Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric América do Sul. 

Com sistemas de IA criados para gerar confiança, ferramentas que apoiam o aprendizado contínuo e líderes que veem a IA não como uma substituta da força de laboral, tenho certeza de que estaremos no caminho certo para capacitar nossos colaboradores a realizarem melhor o seu trabalho, com impacto e de forma sustentável.

 

Rob McGreevy - Chief Product Officer da AVEVA


Vínculo com o professor é importante para que o estudante desenvolva um propósito de vida, diz estudo

Avaliação elaborada pelo Laboratório de Inovação de Políticas Públicas Educacionais, do Instituto Ânima, em parceria com o LEPES, da USP, foi elaborado a partir de 500 mil respostas de professores e alunos 

 

O propósito de vida é medido pela capacidade de os estudantes estabelecerem objetivos e trabalhar em direção a eles  

Estudantes que possuem vínculos com professores e familiares apresentam, em média, maiores indicadores de propósito de vida


Uma pesquisa inédita apontou que o vínculo entre professor e aluno exerce forte influência no desenvolvimento do propósito de vida do estudante, além de favorecer o engajamento do adolescente em sala de aula. O relatório foi conduzido pelo Instituto Ânima em parceria com o LEPES (Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social) da Universidade de São Paulo (USP).

 

A “Pesquisa diagnóstica de competências socioemocionais e propósito de vida” reuniu mais de 500 mil respostas de profissionais de educação e estudantes de cinco redes públicas. A iniciativa teve origem nas experiências do LIPPE (Laboratório de Inovação em Políticas Públicas Educacionais) do Instituto Ânima, junto com o programa Papo de Cabeça, uma parceria com a Z Zurich Foundation.

 

O estudo também mostra que fatores internos e externos alteram significativamente os níveis de propósito de vida do estudante, que representa a capacidade destes de estabelecerem objetivos e trabalharem em direção a eles. Os jovens que podem contar com seus responsáveis para falar sobre suas emoções apresentaram índices de propósito de vida 20% maiores do que aqueles que não contam com esse fator dentro de casa (de 5,6 para 6,6 em uma escala de zero a dez, conforme gráfico abaixo).



O mesmo ocorre com educandos que afirmam poder falar com os professores sobre seus sentimentos. Esses possuem, em média, índices de propósito de vida 16% maiores do que os que afirmam não poder falar com os professores (de 5,8 para 6,7). 

 

“Entre os principais fatores identificados pela pesquisa estão a construção de vínculos positivos com adultos de referência, como familiares e professores, e o fortalecimento das competências socioemocionais, que ajudam crianças e adolescentes a lidar melhor com situações adversas dentro e fora da escola”, analisa a presidente do Instituto Ânima, Daniele Paz.

 

Outro cenário que chama a atenção é que uma boa relação com o professor é capaz de influenciar significativamente o desenvolvimento do propósito de vida mesmo quando a saúde mental dos estudantes está prejudicada. Segundo o relatório, para estudantes com mesmos níveis de saúde mental, aqueles que declaram ter vínculo com o docente possuem propósito de vida até 30% maior em comparação àqueles que consideram não possuir vínculo (de 5,3 para 6,9).

 


“O dado mostra que um forte vínculo com o professor resulta em uma diferença significativa no senso de propósito do estudante. Mesmo que ele esteja passando por dificuldades emocionais, uma boa relação com seu professor pode atuar como fator protetivo e contribuir com o seu engajamento no futuro”, explica Daniele.

 

O ambiente também pode ser um fator de risco, pois estudantes que relataram sentir-se sozinhos, ou que vivenciaram alguma forma de exclusão social durante seus anos escolares, tendem a ter menores indicadores de propósito de vida, comparado com aqueles que não se sentem solitários (de 6,1 para 5,5).



Propósito de vida


A pesquisa identificou quais fatores contribuem para que os estudantes desenvolvam seu propósito de vida e como cada um deles influencia nesse processo. Entre eles, a qualidade da relação com o docente aparece como o segundo fator mais relevante, respondendo por 14,7%. Ele fica atrás apenas das competências socioemocionais, com 54,9%, que envolvem a convivência respeitosa, a tomada de decisões conscientes e o gerenciamento das próprias emoções. Outros fatores incluem a saúde mental (14,5%), o apoio da família (11%) e as características individuais (4,7%).

 


Professores


A pesquisa também avaliou os educadores de maneira semelhante, mas focando em sua atuação docente e seu propósito no trabalho. Segundo o relatório, esse elemento é influenciado, em especial, pela saúde mental e a autoeficácia, que é a crença que o professor tem em sua própria capacidade de organizar e executar as ações necessárias para alcançar os resultados desejados com os alunos.

 

Além disso, professores que sentem que podem contar com seus colegas apresentam indicadores mais altos de propósito no trabalho e de saúde mental: 8,1 e 7,5, respectivamente, em comparação a 7,7 e 6,8 entre aqueles que não têm uma boa relação dentro da unidade.

 


Riscos à saúde mental


O relatório buscou compreender, em nível individual, um pouco mais sobre o contexto de vida dos estudantes que participaram do levantamento. A partir dessa análise, foram identificados alguns fatores de risco à saúde mental vivenciados dentro e fora da escola, que podem influenciar o desenvolvimento do propósito de vida dos alunos. Confira alguns destaques: 

  • 26% já sofreram bullying; 
  • 29% acreditam que sua saúde mental é afetada pelos estudos; 
  • 24% se sentem pressionados a atender um padrão de beleza; 
  • 21% se dizem angustiados com a situação financeira do lar; 
  • 16% se sentiram sozinhos no último ano; 
  • 13% se sentem compelidos a seguir algum comportamento visto nas redes sociais.

 

Sobre o programa


A parceria entre o Instituto Ânima com a Z Zurich Foundation, por meio do Programa Papo de Cabeça, foi renovada até 2027. A iniciativa, firmada em 2022, já alcançou a marca de mais de 3,3 milhões de pessoas alcançadas. 

 

Com a nova fase, o projeto deverá alcançar novas redes estaduais e municipais. Também estão previstos a ampliação de conteúdos na plataforma Papo de Cabeça - eixo público do projeto, em que, mediante cadastro, qualquer pessoa pode ter acesso a trilhas formativas, podcasts, e-books e vídeos aplicados ao contexto escolar. Os conteúdos são dedicados aos jovens, público em geral e com um canal exclusivo para educadores, com propostas formativas diferenciadas para o desenvolvimento de competências socioemocionais.

 

“Acreditamos que a educação é a maior alavanca de empoderamento econômico na sociedade. E as competências socioemocionais incentivadas no projeto são essenciais para a formação integral do indivíduo. Por isso, essa parceria contribui diretamente para que jovens em escolas públicas tenham mais oportunidades de prosperar no futuro”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich Seguros. “É esse impacto que nos motivou a renovar a parceria entre a Z Zurich Foundation e o Instituto Ânima e ampliar ainda mais nossa atuação nos próximos três anos”.

 


Sobre o Papo Cabeça


O projeto promove o desenvolvimento de competências socioemocionais, apoiando o desenvolvimento de projeto de vida, com potencial para impulsionar a qualidade das relações dentro das escolas e o fortalecimento da comunidade escolar. 

 

A iniciativa promove parceria com secretarias estaduais de educação, oferecendo gratuitamente aos profissionais cursos de pós-graduação e de extensão sobre educação socioemocional. Também são realizadas campanhas, parcerias com o poder público e mobilização social, buscando melhorar a qualidade da aprendizagem, do clima escolar, e das habilidades exigidas para o mercado de trabalho dos estudantes. 

 


Jogos que Cuidam


Um dos desdobramentos da pesquisa é o jogo “Conexões que Cuidam”. O material, organizado em formato de livro, é gratuito e será oferecido às famílias dos estudantes das redes estaduais de educação e ao público em geral. O documento reúne sugestões de brincadeiras, dinâmicas e recursos digitais para estimular autoconhecimento e autorregulação emocional de crianças – com foco principal no público dos anos finais do Ensino Fundamental – e adolescentes.

 


Instituto Ânima
https://www.institutoanima.org.br/
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Z Zurich Foundation,
https://zurich.foundation
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