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quarta-feira, 25 de junho de 2025

Relatório global da TBWA revela como marcas podem evitar o 'culture rot'

Edges 2025 incentiva marcas a explorarem novos caminhos que contribuam para a cultura ao invés de copiá-la

 

A Backslash, unidade global de inteligência cultural do Omnicom Advertising Group (OAG), lançou o Glossário Edges 2025, uma análise aprofundada de 39 mudanças culturais relevantes para a indústria e a sociedade, que estão moldando o nosso mundo.

O relatório deste ano apresenta as manifestações mais recentes das principais tendências culturais ao redor do mundo em um momento em que muitas marcas buscam relevância ao imitar os termos da moda ou as microtendências virais do momento. No entanto, o documento argumenta que essa enxurrada incessante de conteúdo copiado e colado está contribuindo para a chamada “degradação cultural” e desafia as marcas a deixarem de tentar agradar algoritmos e começarem a agregar valor à experiência humana.

“Com termos como ‘brain rot’ (atrofia cerebral), ‘slop’ (conteúdo sem valor) e ‘enshittification’ (degradação digital) sendo usados para definir 2024, o chamado ‘ao Disruption®’ nunca foi tão claro. Em 2025, as marcas que se apoiarem nos valores humanos, e não apenas na viralidade, serão aquelas que realmente contribuirão para a cultura – e não apenas a imitarão.” – Jen Costello, Global Chief Strategy Officer da TBWA\Worldwide. 

Com a mesma perspectiva, Marco Sinatura, CSIO da iD\TBWA, principal agência de publicidade do Brasil que potencializa o crescimento de negócios com dados, criatividade e inovação, pontua que os Edges são mudanças culturais globais com escala e longevidade suficientes para ajudar as marcas a conquistarem uma fatia maior no futuro.

“Os Edges estão enraizados em valores humanos, que são reconhecíveis na cultura - seja aquela que se manifesta digitalmente ou nas nossas interações físicas e presenciais. Isso pode gerar oportunidades claras de negócios para grandes marcas, que se posicionam como aceleradoras das transformações em direção às novas demandas das pessoas”, aponta Marco. 

No Relatório Edges 2025, a Backslash também incluiu as manifestações mais recentes das maiores e mais relevantes conversas culturais ao redor do mundo – desde papéis de gênero até inteligência artificial generativa, sustentabilidade e sobrevivencialismo.

Com isso, três novos Edges foram introduzidos ao documento: Eco-Realismo, Paradoxo da Maturidade e Transparência Comprovada.

 

  1. Eco Realismo: reflete a mudança dos planos de ação ambiental para abordagens mais práticas. Esse movimento surge à medida que um número crescente de corporações reduz suas metas de sustentabilidade anteriores e que práticas comuns, como compensação de carbono e plantio de árvores, são expostas como distrações pouco eficazes. A Backslash prevê que, no futuro, ambições fantasiosas serão superadas por soluções mais acessíveis, escaláveis e prontamente disponíveis.
  2. Paradoxo da Maturidade: explora o rompimento entre idade e maturidade. Com crianças amadurecendo mais rápido e adultos se apegando à juventude por mais tempo, a Backslash antecipa que os comportamentos e expectativas tradicionalmente associados a faixas etárias específicas serão redefinidos ou eliminados por completo. Essa mudança terá grandes implicações para a forma como as marcas segmentam e projetam produtos para diferentes gerações—marcando o fim da estrutura de vida em três estágios e o início de uma abordagem mais fluida.
  3. Transparência Comprovada: aborda o aumento das expectativas em relação à transparência na cadeia de suprimentos, impulsionadas por consumidores céticos que exigem mais visibilidade nos bastidos. Com tecnologias como o blockchain e etiquetas RFID, esse rastreamento torna-se mais profundo, enquanto novas regulamentações como o Passaporte Digital de Produto da União Europeia, reforçam essa demanda. A Backslash aconselha as marcas a se anteciparem a essa tendência, fornecendo, de forma proativa, provas claras do impacto social e ambiental de seus produtos. 

“Em um mundo saturado de promessas vazias e modismos efêmeros, as marcas que realmente farão a diferença serão aquelas que trocarem a superficialidade pela vida real. Em 2025, não basta seguir a cultura, mas sim moldá-la com propósito e autenticidade”, finaliza Sinatura. 

Para conferir o glossário completo, a  iD\TBWA, uma das agências da TBWA no Brasil, disponibiliza o conteúdo nas versões em português ou inglês. O contato poderá ser feito diretamente pelo e-mail: contato@idtbwa.com.br

 


Backslash - unidade de inteligência cultural que atende às agências do Omnicom Advertising Group (OAG).

TBWA é The Disruption Company®. Somos um coletivo de mentes criativas com um espaço ilimitado para inovação. Criamos plataformas de marca que desafiam convenções e competem com a cultura. Graças à nossa metodologia exclusiva Disruption®, construímos algumas das marcas mais fortes do mundo—marcas que conquistam uma fatia desproporcional do futuro.

iD\TBWA - agência que combina dados, criatividade e inovação para desenvolver soluções que aceleram o crescimento de marcas e negócios. Pertencente ao grupo Omnicom, parte da rede TBWA, a agência entrega não apenas campanhas, mas experiências de marca data-driven ao longo de toda a jornada do consumidor.


Comunidades de marca: como potencializar o engajamento e fidelidade dos consumidores

Diante de um mercado em constante expansão e competitividade, criar conexões autênticas com os consumidores é um tremendo desafio de todas as empresas. Muito além de ter um produto ou serviço de qualidade, o grande diferencial está na capacidade de engajar, ouvir e empoderar seus clientes – pilares que podem ser reforçados e sustentados através da construção de comunidades próprias das marcas, nas quais terão a oportunidade de construir uma confiança mútua e senso de pertencimento para fidelizar cada vez mais compradores.

Uma boa comunidade é muito mais do que um espaço de comunicação, onde só a empresa envia informações e não existe uma troca. É onde os clientes se sentem parte daquilo, contribuindo, trocando e construindo em conjunto com a marca. Ela deve ser construída sobre valores compartilhados, confiança mútua e senso de pertencimento, tendo um propósito claro e uma razão de existir, que pode ser a troca de experiências, aprendizado ou apoio mútuo que entregue valor real para quem está ali – conteúdos exclusivos, networking, oportunidades e novidades.

Nela, a ideia é que os membros sejam incentivados a contribuir, cocriar e compartilhar, não só consumir o que está sendo postado, seja pela marca administradora da comunidade ou pelos outros membros – gerando um engajamento muito mais rico e consistente. Afinal, o público que estará lá será por interesse genuíno em participar daquele ambiente, e já está segmentado para o que a marca deseja como público-alvo.

Muitos comparam o propósito e benefícios das comunidades com as redes sociais, as quais, de fato, são ótimas para atrair audiência e gerar awareness de marca. Porém, as comunidades servem para aprofundar o relacionamento e gerar uma maior lealdade/fidelidade do público. Isso porque, enquanto nas redes sociais ficamos dependentes do algoritmo ou de investimentos para conseguir que a mensagem chegue no público certo, nas comunidades é possível entregar a mensagem diretamente para o público desejado, sem dependência ou concorrência.

Além disso, o engajamento nas redes sociais é volátil, pois tem dependência de muitas variáveis como formato, linguagem e temática, enquanto nas comunidades acaba sendo mais consistente. Sem falar na parte de dados, que enquanto ficamos limitados a informações quantitativas fornecidos pelas plataformas, podemos ter dados qualitativos e valiosos para o negócio e marca no segundo caso. Isso foi comprovado em um estudo da Harvard Business Review, o qual identificou que empresas que investem em comunidades apresentam uma taxa de retenção de 35% maior em comparação àquelas que não adotam essa estratégia.

Qualquer empresa pode se beneficiar das propostas dessas comunidades. No entanto, alguns pontos devem ser analisados anteriormente, compreendendo se a sua marca está preparada para dar esse passo. Se questione: sua empresa tem uma cultura de relacionamento que vai além da venda, e está preparada para abrir esse canal e ter seu público cocriando com ela? Quais os seus objetivos com essa criação? Já existe uma base de clientes dispostos a colaborar com a marca e a interagir? E, acima de tudo, quais recursos pretende investir para manter a comunidade viva e o público engajado, com curadoria e moderação?

Para evitar a criação de um canal vazio e sem relevância para seus clientes, o propósito da comunidade deve ir muito além da marca em si – afinal, pessoas não se unem a empresas, mas sim a causas, temas, valores ou interesses em comum. Entenda os canais onde seu público prefere se comunicar e estimule o engajamento com conteúdos que mantenham dinamismo, como através de desafios, enquetes, lives ou bastidores, mantendo a comunidade viva.

O protagonismo dos membros também deve ser compartilhado, incentivando depoimentos, perguntas e até críticas construtivas. Criar rituais e reconhecimentos através de datas comemorativas, rankings ou benefícios exclusivos são ótimas estratégias para reforçar este senso de pertencimento. E, comece convidando as pessoas certas para este grupo, como embaixadores da marca, clientes fiéis ou especialistas que ajudem a dar o tom da conversa.

Tecnologicamente, a IA pode ser uma aliada poderosa nesse sentido. Além de ajudar a construir, entregar valor e ganhar escala com essa estratégia, ela pode fornecer ideias de conteúdo com base nos objetivos da comunidade e interesses dos membros. Mas, como com o uso dessa tecnologia, muitas pessoas têm acesso a milhares de informações a todo o momento, é necessário ir além do básico neste investimento, prezando pela relevância na criação e compartilhamento dos conteúdos.

Para contribuir com esse resultado, usar bots para enviar informações recorrentes, como boas-vindas, regras do grupo e dúvidas frequentes é uma decisão altamente vantajosa. Isso, além de monitorar sentimentos e conversas que possam gerar crises ou imagens negativas, e mapear membros mais ativos para fazer ações especificas de fidelização.

A comunidade é um organismo vivo. Por isso, é preciso estar atento, evoluir com o tempo e trazer sempre novidades para não perder relevância e fazer com que as pessoas a abandonem. Inove sempre, trazendo novos formatos, parcerias e experiências que mantenham o interesse, não deixando cair na mesmice. Existem milhares de informações disponíveis a todo o momento, por isso, encontre a sua vertical e se aprofunde nela, sendo relevante e agregando na vida da sua comunidade.

 


Márcia Assis - Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot e RCS.


Pontaltech


Wet’n Wild participa de Ação Global Contra Afogamentos: World’s Largest Swimming Lesson.


 Acontece dia 26 de junho no Parque

Vista panorâmica do parque aquático Wet´n Wild. Crédito: Studi Wet

  

O Wet’n Wild confirma sua participação na edição 2025 do World’s Largest Swimming Lesson™ (WLSL), evento global criado pela World Waterpark Association em 2010, da qual o parque aquático é associado. O evento será realizado na manhã do dia 26 de junho, com a expectativa de reunir crianças e adultos para uma mega aula simultânea de natação com foco em prevenção de afogamentos.

A ação acontece em centenas de parques aquáticos e piscinas ao redor do mundo, de forma sincronizada, com o objetivo de conscientizar o público de que ensinar crianças a nadar é uma das formas mais eficazes de prevenir afogamentos, segundo os organizadores do evento.


Estatísticas alarmantes

De acordo com a página oficial do WLSL (www.wlsl.org), os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do CDC (Centers for Disease Control and Prevention, dos EUA) alertam para o cenário preocupante:

  • Afogamento é a principal causa de morte acidental entre crianças de 1 a 4 anos;
  • A segunda principal causa entre crianças de 5 a 14 anos;
  • Estima-se que afogamentos tiram a vida de mais de 236 mil pessoas por ano no mundo;
  • Para cada morte, há quatro ou cinco internações por quase-afogamentos com sequelas severas.

O Wet’n Wild, como referência em segurança aquática e lazer responsável, reforça que o evento tem como missão empoderar comunidades com conhecimento prático e preventivo. “Participar do WLSL é reafirmar nosso compromisso com a vida e com a educação preventiva. Acreditamos que diversão e segurança devem caminhar juntas, especialmente em ambientes aquáticos”, afirma o gerente geral do parque.


Programação local

No Wet’n Wild, a aula será conduzida por profissionais para profissionais, envolvendo a equipe de salva-vidas que atua regularmente no parque. Com a publicação de conteúdo direcionado ao público visitante nas redes sociais, o Wet busca amplificar  a repercussão das ações de conscientização sobre a importância de todos aprenderem nadar, a partir dos primeiros anos da infância.

 

Serviço

📍 Wet’n Wild – Estrada Municipal do Serra Azul, Km 72 – Itupeva/SP
🗓 26 de junho de 2025 – das 9h às 17h
https://x.com/wetnwildsp
https://www.facebook.com/wetnwildsaopaulo
https://www.instagram.com/wetnwildsp/
https://www.tiktok.com/@wetnwildsp


Com juros em alta, Unicred Porto Alegre oferece dicas financeiras para profissionais da saúde

Diante do aumento das taxas de juros, a Unicred Porto Alegre — instituição financeira da saúde — preparou orientações estratégicas para ajudar os profissionais da área a enfrentarem esse momento com mais segurança financeira.

 

Com múltiplos vínculos, agendas apertadas e grandes responsabilidades, é comum que esses profissionais tomem decisões financeiras rápidas, o que pode ser arriscado em um cenário econômico mais restritivo. Por isso, o foco das orientações é promover equilíbrio entre cuidados indispensáveis, boas oportunidades de rendimento e reorganização das finanças pessoais. 

“Sabemos que a rotina desses profissionais é intensa, mas cuidar da saúde financeira é tão importante quanto cuidar da saúde física e mental. A alta dos juros exige atenção redobrada, mas também pode ser uma oportunidade de reestruturar as finanças e investir melhor”, destaca Daniele Bresolin Zuchetto, da Unicred Porto Alegre. 

Cinco dicas essenciais da Unicred Porto Alegre

 

1. Evite o rotativo e o cheque especial

Com os juros mais altos, dívidas no cartão de crédito e no cheque especial se tornam mais caras. Negocie débitos existentes e priorize linhas de crédito com taxas mais acessíveis.

 

2. Planeje antes de tomar crédito

Antes de contratar qualquer empréstimo, pesquise alternativas como linhas de crédito com garantia de imóvel ou investimentos, que apresentam taxas mais atrativas.

 

3. Reavalie compras parceladas

Embora o parcelamento pareça vantajoso, ele pode conter juros embutidos que comprometem o orçamento por um período prolongado. Avalie sempre o custo total da compra.

Oportunidades no atual cenário

 

4. Aproveite o bom momento da renda fixa

Com a alta da Selic, investimentos conservadores como RDCs, Crédito privado e Tesouro Direto oferecem retornos atrativos. É uma boa alternativa para quem busca segurança e rentabilidade.

 

5. Valorize a reserva de emergência

Aplicações pós-fixadas que acompanham o CDI ganham destaque nesse contexto. O ideal é manter sua reserva em produtos seguros e com boa rentabilidade.

 

Investimentos de R$ 12,5 bi devem colocar o Porto de Santos entre os 20 maiores do mundo

Mesmo com desafios logísticos e tensões internacionais, reformas estruturantes, como o Túnel Santos-Guarujá, estão em andamento e devem ser concluídas até 2029, disse Anderson Pomini (à dir), presidente da Autoridade Portuária, na ACSP

 

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, passa por um momento de transformação histórica. Com programa de investimentos da ordem de R$ 12,5 bilhões até 2029, o plano inclui reformas estruturantes, como a do Túnel Santos-Guarujá, o aumento do canal de navegação de 15 metros para 17 metros, requalificação viária do entorno, integração do porto com a cidade e até um sistema de monitoramento de controle de tráfego marítimo.

O investimento promete colocar Santos entre os 20 principais portos do mundo, diz Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária, além de garantir infraestrutura para atender ao crescimento médio de 10% ao ano na movimentação de cargas nos segmentos contêineres e granéis sólidos.

Pomini palestrou nesta segunda-feira, 23/06, sobre os "Investimentos em andamento e programados no Porto de Santos" durante reunião do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), da São Paulo Chamber of Commerce da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Em meio a desafios logísticos e tensões internacionais, como a recém-iniciada guerra Irã-Israel, a expansão não é só resposta ao aumento da demanda, mas um esforço para corrigir décadas de investimentos insuficientes, agravados pelos anos em que se discutiu sua privatização.

"Passamos 12 meses indo a Brasília para retirar o Porto do programa, pois a intenção de venda impedia investimentos e planejamentos futuros. Com a retirada e a delegação de competência pelo governo federal, ganhamos autonomia para conduzir projetos de longo prazo." 

Pomini afirmou também que o plano de investimentos em infraestrutura foi elaborado após seis meses de debates, levando em consideração o crescimento de cada uma das cargas, as necessidades que foram apresentadas pelo setor produtivo, pelo setor portuário e por toda a comunidade local, sem prejuízo para o dia a dia da operação, para "entregar um porto preparado para o futuro e de acordo com os gráficos crescentes de movimentação de todas as cargas."

Hoje, Santos movimenta 30% da corrente comercial brasileira, segundo Pomini. No ano passado, o porto movimentou 180 milhões de toneladas e a previsão para 2025 é de movimentar 200 milhões de toneladas. Essa meta para 2025 estava originalmente prevista para 2040 - o que indica um crescimento muito mais rápido do que o esperado, destacou.  

Citando a construção da Via Anchieta, projetada há 80 anos, período em que o porto movimentava 4 milhões de toneladas, o presidente da Autoridade Portuária lembrou que hoje movimenta 50 vezes mais. E com a mesma infraestrutura de oito décadas atrás.

"Nós avançamos com o modal ferroviário, que hoje representa 34,5%, e estamos estudando o modal hidroviário, mas ainda estamos muito aquém", disse. "O porto cresce, o mercado avança, a infraestrutura se desenvolve, mas os modais, a Terceira Pista (da Rodovia dos Imigrantes), têm de acompanhar esse crescimento, pois o porto é apenas um elo da cadeia logística." 

Embora a principal carga movimentada seja do agronegócio, Santos é um hub multipropósito onde "cargas competem por espaço", e a falta de janelas de atracação de navios é um desses desafios logísticos, conforme já relatado pelo Diário do Comércio.  

Atualmente, o Porto de Santos opera próximo ao seu limite de 6,2 milhões de contêineres, movimentando cerca de 5,5 milhões. Com o leilão do terminal Tecon-10, a maior área de movimentação de contêineres da América do Sul, a capacidade saltará para aproximadamente 10 milhões de TEUs (medida padrão de contêineres de 20 pés) - o que deve elevar o porto da 39ª para a 20ª posição no ranking mundial de movimentação. 

"Se fosse em tonelagem, já estaríamos entre os 10 maiores", disse Pomini.  


Mudanças estruturantes

Apesar de ser uma empresa superavitária e com boa governança, o Porto de Santos precisa lidar com "o desafio da ineficiência burocrática, que limita a execução orçamentária." Em 2024, executou apenas 15% do orçamento previsto, ainda assim, um recorde para os últimos 10 anos de portos públicos (média entre 6% e 7%). Mas este ano será diferente, disse Pomini. "A execução de obras será 40% do que previmos no ano passado."

Após um período de cinco anos (2019-2023) com apenas R$ 71 milhões investidos, o novo plano da Autoridade Portuária prevê um investimento de R$ 12,5 bilhões em uma janela de cinco anos, o maior investimento da história do porto. O porto possui R$ 3,6 bilhões em caixa, um aumento ante os R$ 2,2 bilhões do início da nova gestão.

De olho na expansão física, também há estudos para incluir 12,6 milhões de m² de novas áreas, aumentando a poligonal do porto de 8 milhões para 20 milhões de m², pensando nos próximos 20 anos. "Essas áreas propostas são públicas, projetadas para o futuro e serão implementadas e entregues no prazo de 3,5 anos a 4 anos, no máximo", afirmou Pomini. 


Confira as principais obras previstas para o Porto de Santos

Dragagem de aprofundamento - Dividida em três etapas, inclui a remoção de pedras no canal e o seu aprofundamento de 15 para 16 metros e, posteriormente, de 16 para 17 metros. O aprofundamento deve ser concluído até o segundo semestre de 2026. Este serviço, crucial para a previsibilidade da operação de navios maiores (incluindo porta-contêineres), será concedido ao mercado por 30 anos.

Expansão da área do porto - Deve passar de 7,8 milhões para 20 milhões de m², incorporando áreas públicas subutilizadas, inclusive com projetos sociais para reassentamento de 5 mil famílias que vivem em ocupações irregulares e combate ao crime organizado.

Perimetrais - Reforma da Avenida Perimetral Margem Direita (trecho Alemoa), uma obra de R$ 30 milhões que será concluída até julho de 2026 e viabilizará a construção de viadutos para amenizar gargalos logísticos. A segunda fase da Perimetral Margem Esquerda (Guarujá), uma obra de R$ 800 milhões, com novos acessos e uma ponte estaiada, conectará com o projeto do túnel e o aeroporto.

Túnel Santos-Guarujá - Projetado há 97 anos, este túnel de R$ 7 bilhões conectará as duas margens do porto, com 50% dos recursos vindos do Porto de Santos e 50% do governo do estado. O leilão está marcado para o próximo dia 5 de setembro e a obra promete gerar 5 mil empregos diretos na região. O túnel promete trazer impactos positivos no comércio local, no meio ambiente (reduzindo 70 mil toneladas de CO² anuais de caminhões) e na logística (reduzindo o tempo de trânsito de uma hora e 30 minutos para um minuto e 30 segundos). 

Parque Valongo - Projeto de integração urbana que transforma áreas degradadas no entorno do porto em espaços de lazer e turismo, conectando o porto à cidade.

VTMIS - Sistema de Informação de Gestão de Tráfego de Embarcações, na sigla em inglês. Trata-se de um sistema que centralizará o controle do tráfego de navios, informações meteorológicas e outras operações portuárias, atualmente dependentes de setores privados, para a Autoridade Portuária. O investimento previsto é superior a R$ 100 milhões. 

 


Karina Lignelli
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/investimentos-de-r-12-5-bi-devem-colocar-o-porto-de-santos-entre-os-20-maiores-do-mundo



Futebol e violência doméstica: picos de agressão crescem nos dias de jogo, aponta levantamento

Créditos da foto: Banco de Imagens
 CO Assessoria
Advogado Davi Gebara alerta para omissão de clubes e defende ações estruturadas de prevenção: “Não basta cuidar da segurança nos estádios e ignorar o que acontece dentro de casa”

 

Enquanto o Campeonato Brasileiro movimenta torcidas por todo o país, uma estatística silenciosa chama atenção: em dias de jogos locais, os casos de violência doméstica contra mulheres aumentam de forma significativa. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, nessas datas, as ameaças sobem em média 23,7% e os casos de lesão corporal aumentam 20,8%, chegando a 25,9% quando a partida ocorre na mesma cidade do agressor.

O futebol não é a causa, mas cria um ambiente permissivo que pode potencializar comportamentos violentos já existentes, especialmente com o uso de álcool e a tensão emocional dos jogos”, afirma o advogado criminalista Davi Gebara, especialista em violência contra a mulher. “Se clubes conseguem se preparar para jogos com histórico de conflito entre torcidas, deveriam também se responsabilizar pelos riscos que recaem sobre as mulheres nos lares”, pontua.

Freepik
| CO Assessoria

 A pesquisa, realizada em parceria com o Instituto Avon, analisou mais de 13 mil boletins de ocorrência registrados entre 2019 e 2022 em nove estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

Em sete de cada dez casos, o agressor era o companheiro ou ex-companheiro da vítima. Os pesquisadores identificaram um padrão estatístico consistente: quando o futebol toma conta da agenda pública, o ambiente doméstico se torna mais hostil e arriscado para milhares de mulheres.

Além do Brasil, estudos internacionais reforçam esse fenômeno. No Reino Unido, dados da Warwick Business School mostram que os episódios de violência doméstica aumentam 26% nos dias em que a seleção inglesa joga e 38% quando perde. Mais surpreendente, após vitórias da equipe, os casos reportados também crescem. Em alguns torneios, o aumento chegou a 49%. Isso reforça que o problema não se limita à frustração com resultados negativos, mas envolve também o contexto emocional extremo e o consumo de álcool.

Diante dessas estatísticas, campanhas de conscientização começaram a surgir no Reino Unido para tentar alertar a população. Uma das mais marcantes foi criada pela ONG britânica Pathway Project, com o slogan “Show violence the red card” (“Mostre o cartão vermelho à violência”). A imagem, que mostra uma mulher segurando um cartão vermelho, afirma: “Ninguém quer que a Inglaterra vença mais do que as mulheres”, destacando que os casos de violência doméstica aumentam 38% quando a seleção perde. A ação ganhou repercussão durante a Eurocopa e evidencia o esforço de organizações civis para preencher o vácuo deixado por instituições oficiais.

“Ao ignorar esse padrão, clubes e federações perdem a oportunidade de usar o esporte como instrumento de proteção e conscientização”, observa Gebara. Para ele, falta uma política institucional clara por parte dos grandes torneios. “Nenhuma campanha estruturada foi incorporada, por exemplo, ao calendário atual do Campeonato Brasileiro, à Eurocopa ou à Copa América, que também estão em andamento. A omissão é coletiva e recorrente”, critica.

Mesmo diante de evidências tão robustas, poucas entidades esportivas realizam auditorias internas ou ações preventivas coordenadas sobre o impacto social de seus calendários. O debate sobre segurança nos estádios é recorrente, mas quando se trata da segurança dentro de casa, o silêncio institucional predomina. “A violência contra a mulher não pode continuar sendo invisível no calendário do futebol”, conclui Davi Gebara.


PPG oferece vagas de estágio para estudantes de cursos técnicos e de graduação

Programa contempla unidades em SP, RS e PR, e oferece trilha de desenvolvimento, benefícios e atuação em ambiente multinacional

 

Sumaré – A PPG (NYSE: PPG), fabricante global de tintas e revestimentos, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio 2025. Os interessados devem se inscrever até o dia 1º de julho pelo site da Companhia de Estágios. 

As vagas são voltadas a estudantes de cursos técnicos e de graduação com previsão de conclusão a partir de janeiro de 2027, que tenham disponibilidade para estagiar por no mínimo um ano e meio, com jornada de 6 horas diárias. 

Podem se candidatar alunos dos cursos de Administração, Contabilidade, Economia, Comércio Exterior, Segurança do Trabalho, Química, Técnico em Química, Logística, Marketing, Relações Internacionais, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Comunicação Social, Processos Químicos e diversas Engenharias (Elétrica, de Produção, Ambiental, Química, Mecânica e de Automação). 

“O nosso programa tem como foco preparar os estagiários para os desafios do mercado. Para isso, oferecemos uma trilha de desenvolvimento com treinamentos e rodas de conversa ao longo do ano, que ajudam a ampliar o olhar e as competências dos participantes”, diz Patrícia Pires, diretora de Recursos Humanos da PPG. 

Além da formação prática no dia a dia das áreas, o programa também possibilita a vivência em um ambiente corporativo internacional, com oportunidade de interação entre diferentes equipes e realidades. “Por ser uma empresa global, a PPG oferece um ambiente rico em trocas e aprendizados. Nossos estagiários têm a chance de interagir com diferentes áreas, vivenciar a rotina de uma multinacional e ampliar sua visão sobre o mercado de trabalho”, completa diretora. 

Entre os pré-requisitos obrigatórios estão conhecimentos de Excel e inglês. Também são desejáveis habilidades em, , Outlook PowerPoint, Word e para algumas posições, espanhol, Autocad e Power BI Os estagiários selecionados atuarão nas unidades da PPG localizadas em Sumaré (SP), Gravataí (RS) e Pinhais (PR), com benefícios como assistência médica e odontológica, seguro de vida, auxílio transporte ou fretado, alimentação , acesso ao Wellhub, sessões de terapia on-line por meio da plataforma Wellz e recesso remunerado. 

Mais informações podem ser encontradas nas redes sociais da empresa:

• Facebook e LinkedIn: PPG Brasil;

• Instagram: @ppgbr.




PPG
www.ppg.com


Advogado orienta como a holding pode proteger o patrimônio e organizar a sucessão familiar

De acordo com o Mapa das Empresas, no Brasil há mais de 117 mil holdings ativas 

 

Com o aumento da carga tributária e as recentes mudanças na legislação fiscal brasileira, muitos empresários e famílias estão buscando alternativas para proteger seus bens e otimizar impostos. Uma das soluções mais procuradas é a constituição de uma holding. Segundo o Mapa de Empresas do Governo Federal, o Brasil já conta com cerca de 117 mil holdings ativas.

Holding é uma estrutura societária que busca otimização tributária, planejamento sucessório e/ou organização patrimonial e/ou empresarial”. O advogado Lucas Harles Ribeiro, especialista em proteção e planejamento patrimonial, explica os principais aspectos dessa estrutura.

“A principal diferença entre uma holding e uma empresa operacional tradicional está na finalidade.  A empresa operacional tradicional visa exclusivamente o lucro. Já a holding tem o objetivo de otimizar o recolhimento de impostos, planejar sucessão e organizar o patrimônio ou empresas de quem a constitui. Vale dizer que a finalidade não é somente o lucro, mas a diminuição de custos e simplificação de procedimentos, como os inventários (judiciais e extrajudiciais), que podem ter sua complexidade evitada.”


Tipos de holdings e quando são recomendadas 

O advogado explica que há diversos tipos de holdings, mas geralmente elas se dividem em familiares e patrimoniais /empresariais. “A recomendação de constituição de holding depende da complexidade do patrimônio de quem deseja formar o sistema. Em minha análise, deve ser sempre feita observação do ‘payback’ ao cliente, ou seja, do lapso temporal em que a estrutura da holding se pagará no cenário da reforma tributária”, afirma.

O especialista ressalta que o benefício sucessório pode reduzir esse tempo de retorno. “Já vislumbrei situações em que pessoas queriam constituir holdings, mas os benefícios não suportariam um payback em menos de cinco anos. Para aquela pessoa, não fazia sentido a constituição da holding, apesar do benefício na sucessão. Então tudo depende dos fatores: ‘payback’ e viabilidade conforme o caso de cada família ou empresário.”


Diferença entre holding patrimonial e holding familiar

“A holding patrimonial cuidará do patrimônio em geral, que pode envolver empresas, marcas, patentes e demais patrimônios materiais e imateriais do constituinte. Por outro lado, a holding familiar cuidará do patrimônio de uma família, planejando a sucessão para perpetuação do patrimônio ou otimização da carga tributária”, explica Lucas.

Ainda segundo o especialista, é possível mudar de holding, mas não é recomendável em razão dos custos envolvidos na transição e dos riscos inerentes a operações comerciais.

Entre os principais objetivos dos clientes que buscam uma holding, Harles destaca a redução de impostos e a organização da sucessão. “Os principais objetivos que vemos são a otimização de impostos sobre aluguéis, onde é possível reduzir a carga tributária pela metade, diminuir os custos do inventário (que são altíssimos) e fazer com que o procedimento de sucessão seja simplificado.”

De acordo com o advogado, o maior erro é acreditar que apenas transferir os bens para a empresa é suficiente. “Mal sabem que a holding não é meramente sua constituição, mas a forma que você irá utilizá-la. Para isso, a assessoria jurídica é imprescindível. Será garantida a segurança jurídica necessária em cada ato realizado.”


Passo a passo para constituir uma holding

O processo começa com a análise de viabilidade. “Inicia-se com o estudo de ‘payback’ e viabilidade da constituição do sistema de holdings. Após isso, serão estudadas as formas de organização do patrimônio e organização da sucessão patrimonial, com a distribuição dos bens de acordo com a necessidade da família”, detalha Lucas Harles.

Ele acrescenta que, no caso da holding patrimonial voltada para proteção e controle empresarial, o processo pode ser mais complexo. “Depende da quantidade de empresas que o constituinte possui e suas finalidades, daí a necessidade de estudo de viabilidade.”


Tendência de crescimento nas constituições de holdings

Com as mudanças na tributação, o advogado acredita que a busca por holdings deve crescer ainda mais. “Acreditamos que a procura por holdings deve aumentar exponencialmente, uma vez que o fisco vem punindo as operações com CPFs com alíquotas mais altas”, destaca.

Lucas compara as alíquotas para ilustrar: “Vejamos o Imposto de Renda, com alíquota de 27,5%, ao passo que o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica fica em média de 11,33%. Sabendo disso, quem possui elevada renda de aluguéis, ou mesmo possui um patrimônio vultoso, sempre irá buscar alternativas cuja tributação seja menor e que venha a facilitar a vida de sua família.”


Impacto das mudanças na legislação tributária

Lucas Harles reforça que as recentes alterações na legislação tiveram impacto direto nas estratégias envolvendo holdings. “Com toda certeza, e a principal delas está no período de transição que finaliza em 31/12/2025, com a alíquota reduzida do IBS e CBS, onde estamos na corrida para registro de contratos de aluguel para garantir as alíquotas reduzidas”, conclui.

 

LD Comunicação


Lei Maria da Penha é reforçada com tornozeleira eletrônica para agressores e punição para violência digital

A advogada criminalista Suéllen Paulino fala sobre as novas previsões legais da lei

 

Em um avanço importante no combate à violência doméstica, foram sancionadas em abril duas novas leis que ampliam os instrumentos de proteção da Lei Maria da Penha, adequando a legislação aos desafios contemporâneos, como o uso da tecnologia para a prática de abusos.

 

Monitoramento eletrônico do agressor 

A Lei nº 15.125/2025 acrescenta ao artigo 22 da Lei Maria da Penha a possibilidade de o juiz, ao conceder medida protetiva de urgência, determinar o uso de monitoramento eletrônico pelo agressor. Além da tornozeleira, a vítima poderá ser equipada com dispositivo que a alerte caso o agressor se aproxime. 

De acordo com a advogada criminalista Suéllen Paulino, a nova previsão legal tem como principal objetivo evitar o descumprimento de medidas judiciais de afastamento, que, infelizmente, em muitos casos, não são respeitadas, resultando em episódios de feminicídio ou agressões ainda mais graves. 

"Com o uso da tornozeleira, a localização do agressor será controlada em tempo real e a polícia poderá agir imediatamente em caso de risco". 

Advogada afirma que essa medida, que antes dependia de iniciativas isoladas de alguns estados, passa agora a ter respaldo nacional e poderá ser aplicada sempre que o juiz entender necessário, o que representa um importante avanço na proteção da mulher em situação de vulnerabilidade.

 

Violência digital com inteligência artificial 

A segunda medida sancionada, a Lei nº 15.123/2025, altera o Código Penal para prever aumento de pena nos casos de violência psicológica contra a mulher praticada por meio de manipulações digitais, como vídeos falsos, deepfakes e conteúdos produzidos por inteligência artificial. 

"A pena, que era de 6 meses a 2 anos de detenção com multa, passa a ter um aumento de 50% se houver o uso dessas tecnologias para humilhar, intimidar ou expor a vítima", explica Suéllen Paulino. 

De acordo com a advogada, o Congresso reconheceu que, diante da sofisticação das ferramentas digitais, o dano psicológico provocado por montagens e conteúdos falsos tem potencial destrutivo e precisa ser combatido com maior rigor. 

"Essas práticas, muitas vezes disseminadas em redes sociais e grupos privados, violam a dignidade da mulher e podem gerar consequências gravíssimas para sua saúde mental e sua vida social e profissional", pontua.

 

Modernização necessária 

Suéllen destaca que as novas leis refletem uma tendência legislativa de modernização da proteção às vítimas de violência doméstica e familiar, respondendo a lacunas antes exploradas pelos agressores, inclusive no ambiente digital. 

"Ao reforçar as medidas protetivas com tecnologia e endurecer a punição para abusos virtuais, o Estado brasileiro dá um passo importante para assegurar que a Lei Maria da Penha continue sendo um instrumento eficaz de defesa da vida, da integridade e da liberdade das mulheres", conclui.


Gastronomia de Rua: Como começar no negócio

Com o crescimento do consumo informal e a busca por experiências gastronômicas autênticas e acessíveis, a gastronomia de rua se consolida como uma excelente oportunidade para empreendedores que desejam iniciar um negócio com investimento mais enxuto e grande potencial de retorno. No entanto, segundo o especialista em negócios gastronômicos, Marcelo Politi, para se destacar nesse mercado competitivo é preciso mais do que apenas boa comida.

O primeiro passo para quem deseja ingressar nesse segmento é definir um nicho claro e autêntico. Seja comida regional, hambúrguer artesanal, comida vegana ou doces gourmet, o diferencial precisa estar alinhado com o público-alvo. Um cardápio enxuto, com foco em produtos de alta rotatividade, é essencial para otimizar os processos, reduzir desperdícios e garantir eficiência operacional. "Muitos iniciantes cometem o erro de querer agradar a todos com um cardápio extenso e variado, o que acaba prejudicando a identidade da marca e a eficiência da operação", explica Politi. "Focar em poucos itens bem executados é o segredo para atrair e fidelizar clientes", completa.

Outro ponto crucial é o planejamento financeiro. Ter controle sobre o Custo de Mercadoria Vendida (CMV), manter boas relações com fornecedores e utilizar fichas técnicas detalhadas para cada prato são práticas indispensáveis para garantir a rentabilidade. Evitar desperdícios e organizar as compras com inteligência pode representar uma economia significativa no fim do mês.

Além disso, muitos empreendedores esquecem de estudar a concorrência e a localização , ou seja, dois fatores determinantes para o sucesso de um ponto de venda na rua. Estar em locais de alto fluxo, com boa visibilidade e fácil acesso, pode ser o diferencial entre um negócio próspero e um que não decola.

Para aqueles que pensam em algo maior, escalar o negócio é uma possibilidade real. Isso pode ser feito por meio da replicação do modelo de negócio em novas unidades, food trucks ou até mesmo quiosques em centros comerciais. Mas, para isso, é fundamental investir em processos padronizados, equipe treinada e um marketing estratégico que fortaleça a marca e a experiência do cliente.

Em resumo, empreender na gastronomia de rua exige mais do que paixão pela culinária. “É preciso planejamento, estratégia e foco. Com os ingredientes certos, o sucesso pode estar logo ali, na próxima esquina”, conclui Politi.

 


Marcelo Politi - formado em hotelaria e gastronomia pela Ecole des Roches (Association Suisse d’Hôtellerie), na Suiça e pós-graduado em Gestão de Negócios pelo IBMEC. Aos 29 anos, foi o primeiro executivo contratado como diretor de Marketing pela rede de hotéis francesa Sofitel no Brasil. Foi responsável pela implantação e gestão das operações do Hard Rock Café no Brasil e gerenciou mais de 500 funcionários. O empresário é fundador da Politi Academy, uma empresa focada em trazer lucro, controle e crescimento para donos de negócios de alimentação, por meio de cursos de gestão, administração, marketing, planejamento, treinamento de equipe, entre outros que envolvam um negócio que tenha comida como serviço.


Politi Academy
https://politiacademy.com.br/


Interdição parcial de idosos com Alzheimer em fase inicial: desafios práticos e éticos

Personagem de novela das sete é diagnosticada com doença e chama a atenção para questões importantes ligadas à família; especialista explica caminhos jurídicos para proteger idoso e sucessão empresarial

 

A trajetória da personagem Rosa, vivida pela atriz Suely Franco na novela “Dona de Mim”, tem comovido telespectadores e colocou holofotes sobre uma questão importante e crucial na vida de inúmeros brasileiros: o que fazer com quem tem diagnóstico de Alzheimer? Fora os caminhos médicos, existem os caminhos judiciais, ligados à família, que precisam ser observados. Um deles é a interdição parcial.

A medida, diga-se, é legal e está prevista no Código Civil. E se trata de delimitar parcialmente as decisões de um idoso ou qualquer pessoa que não esteja apta a decidir por si.  Mas para casos como o trazido à tona em rede nacional, é preciso se observar a necessidade de uma curatela, conforme previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência. A especialista em Direito de Família, Vanessa Paiva, explica quando é juridicamente indicado iniciar um processo de interdição parcial em casos de Alzheimer em estágio inicial, como o da personagem Rosa.

“O processo de interdição parcial é indicado quando a pessoa, embora apresente limitações cognitivas, ainda mantém certa autonomia para atos simples do dia a dia. Nos casos de Alzheimer em estágio inicial, como o da personagem Rosa, o ideal é que a família busque uma curatela proporcional e limitada, para garantir proteção sem anular por completo a vontade e os direitos da pessoa”, aponta Vanessa Paiva, especialista de Direito de Família e Sucessão.

Na novela, Rosa, assim como a família, terão desafios práticos inclusive no seio empresarial. Neste âmbito, se torna ainda mais complicada a aplicação da interdição sem esbarrar em princípios éticos e jurídicos, já que a empresa é familiar.

"Quando há envolvimento em atividades empresariais, a curatela precisa ser ainda mais bem delineada. É fundamental que se preserve ao máximo a participação do interditando, mas que também se garantam os interesses da empresa e da coletividade envolvida. Por isso, o judiciário cada vez mais tem adotado cautela no momento de deferir e definir a curatela”, explica Vanessa Paiva.

 

Fonte: Vanessa Paiva - advogada especialista em Direito de Família e Sucessões; pós-graduada e mestre em direito; professora de Direito de Família; autora de obras jurídicas e sócia administradora do escritório Paiva & André Sociedade de Advogados.




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