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quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Estresse em números: confira causas, impactos e dicas para alívio diário

Especialista do CEJAM destaca cuidados essenciais para garantir o bem-estar e evitar agravamento do quadro


Com impacto em mais de 85% da população brasileira, o estresse já alcançou patamares preocupantes para toda a sociedade. O problema é tão comum que as pessoas, sobretudo aquelas que vivem nos grandes centros, já consideram “normal” ter sintomas de estresse, compreendendo como algo que é inerente à vida urbana.

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 40% dos brasileiros relatam altos níveis de estresse diário. E esse índice reflete uma tendência crescente, com 30% da população apresentando sintomas de ansiedade e 20% diagnosticados com transtornos relacionados ao estresse.

Ainda, quando pensamos globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já indicou que 1 em cada 5 pessoas sofre de estresse crônico, uma condição que pode levar a problemas graves como depressão e doenças cardiovasculares, bem como favorecer o avanço de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, e demais quadros que reduzem significativamente a qualidade de vida da população.

Para reforçar a necessidade de ações concretas e contínuas em prol da saúde mental dessa grande parcela da população, foi escolhida a data de 23 de setembro para celebrar o Dia Mundial de Combate ao Estresse.

De acordo com Ana Paula Ribeiro, psicóloga do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, este é um momento importante para conscientizar as pessoas e alertar para os sinais que indicam o surgimento do problema.

“O estresse tem causas variadas, incluindo sobrecarga de trabalho, responsabilidades familiares, preocupações financeiras e questões interpessoais. No contexto atual, o ritmo acelerado da vida moderna e a constante pressão por produtividade causam um profundo impacto na saúde mental e física das pessoas”, destaca.


Impactos do estresse em longo prazo

A especialista explica que o estresse prolongado pode levar a sérios problemas de saúde. Fisicamente, ele pode contribuir para o surgimento de doenças cardiovasculares, problemas digestivos e enfraquecimento do sistema imunológico.

“Mentalmente, o estresse crônico é um fator significativo no desenvolvimento de ansiedade, depressão e esgotamento emocional”, alerta.

Segundo Ana Paula, os sinais de estresse excessivo incluem irritabilidade, fadiga, dificuldade para dormir, alterações de apetite, dores musculares, dores de cabeça e problemas digestivos.

Além disso, conforme pontua a psicóloga, pessoas que sofrem de estresse costumam apresentar uma sensação de sobrecarga, dificuldade de concentração e crises de ansiedade.

A especialista do CEJAM traz algumas orientações simples e práticas que podem ajudar a aliviar o estresse e melhorar o bem-estar diário. Confira!


  1. Autoconhecimento e Identificação de Fontes de Estresse

"Entender de onde vem o estresse é o primeiro passo para gerenciá-lo", afirma Ana Paula. Identifique as fontes de estresse e avalie o que pode ser controlado ou modificado. Organizar o tempo e estabelecer prioridades são passos fundamentais.


  1. Pratique Técnicas de Relaxamento

Respiração profunda, meditação e mindfulness são eficazes para reduzir a tensão. "Dedicar alguns minutos diariamente a essas práticas pode aliviar o estresse acumulado", sugere. Alongamento e yoga também são recomendados para liberar a tensão corporal.


  1. Mantenha uma Alimentação Balanceada e Exercite-se Regularmente

"Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes, e a prática regular de exercícios são essenciais para uma boa gestão do estresse", explica a psicóloga. A alimentação adequada e o exercício físico não só melhoram a saúde geral, mas também promovem a liberação de endorfinas, hormônios que ajudam a melhorar o bem-estar emocional.


  1. Crie um Ambiente Menos Estressante

Organização e comunicação clara podem reduzir o estresse em ambientes de trabalho e em casa. "Estabeleça uma rotina equilibrada e certifique-se de que todos contribuam para uma divisão justa de responsabilidades", recomenda. Criar espaços para descanso e atividades relaxantes é crucial para um ambiente mais harmonioso.


  1. Priorize o Autocuidado e Tempo para Atividades Prazerosas

“Reserve tempo para atividades que lhe tragam prazer e relaxamento", diz Ana Paula. O autocuidado é vital para manter o equilíbrio emocional e reduzir a sensação de sobrecarga. Além dessas práticas, a recomendação da especialista é realizar acompanhamento médico para mapear qualquer risco à saúde física, bem como o acompanhamento psicológico para auxiliar na redução do impacto à saúde mental.

 


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” 
@cejamoficial


Desvendado mecanismo que ativa produção de glicose no fígado em situação de estresse

Imagem tridimensional dos nervos hepáticos o
btida pela técnica 3DISCO
imagem: FMRP-USP
Além de detalhar a morfologia dos nervos hepáticos, pesquisa liderada por brasileiros mostra que aumento de açúcar é ativado por uma proteína chamada CREB

 

Uma pesquisa liderada por brasileiros descreveu detalhadamente a morfologia dos nervos no fígado e como eles controlam a produção de glicose em situação de estresse do organismo. Esse processo, conhecido como gliconeogênese hepática, é vital na manutenção da glicemia durante o jejum e em ocasiões de alta demanda energética.

Publicado na revista científica Metabolism, o estudo foi feito em camundongos. Mostrou que, em resposta ao frio, os nervos simpáticos que liberam noradrenalina no fígado ajudaram a aumentar o açúcar no sangue ao ativar o processo de produção de glicose. Essa ativação envolveu moléculas específicas – a proteína CREB e seu ativador CRTC2 –, pouco estudadas nesse contexto.

A noradrenalina (ou norepinefrina) é um neurotransmissor fundamental na rápida resposta do corpo humano a situações de estresse ou perigo, aumentando a frequência cardíaca, a pressão arterial e a liberação de glicose a partir de reservas de energia. Atualmente, na literatura científica, a maior parte dos estudos sobre a regulação da produção de glicose pelo fígado tem como alvo a ação de hormônios do pâncreas e das glândulas adrenais.

A compreensão desses mecanismos é crucial para desvendar os processos fisiológicos desordenados que levam a doenças metabólicas, entre elas diabetes e obesidade. Por isso, os achados da pesquisa podem abrir caminhos para novos estudos focados no tema, especialmente em situações de alterações do sistema nervoso simpático, como a hipertensão e a esteatose (acúmulo de gordura) hepática.

“A originalidade do nosso trabalho foi mostrar que o sistema nervoso central, por meio de nervos simpáticos, pode controlar CREB e ativar de novo a produção hepática de glicose em uma situação de demanda energética. Descrevemos a anatomia da inervação que chega ao fígado usando uma metodologia inédita no Brasil”, explica à Agência FAPESP o professor Luiz Carlos Navegantes, do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), autor correspondente do artigo.

Os pesquisadores usaram uma técnica chamada 3DISCO (sigla em inglês para three-dimensional imaging of solvent-cleared organs) – um método histológico que torna as amostras biológicas mais transparentes usando uma série de solventes orgânicos, permitindo assim uma imagem tridimensional com os nervos em destaque.

O trabalho recebeu apoio da FAPESP por meio de um Projeto Temático e de bolsas de mestrado e doutorado (19/05900-619/26583-9 e 21/05848-4) concedidas ao biólogo Henrique Jorge Novaes Morgan, primeiro autor do artigo, que venceu o Prêmio Álvaro Osório de Almeida, concedido pela Sociedade Brasileira de Fisiologia em 2021.

Também participaram do estudo pesquisadores da Universidade de Oxford (Reino Unido), do Instituto Francis Crick (em Londres) e o professor Marc Montminy, do Salk Institute for Biological Studies (Estados Unidos), que “descobriu” CREB e elucidou seu papel como regulador do metabolismo energético, revelando potenciais alvos de medicamentos para resistência à insulina, diabetes e obesidade.


Metodologia

Usando o imunomapeamento em 3D, os cientistas analisaram a distribuição dos nervos simpáticos no fígado dos camundongos, observando-se uma densa inervação composta por fibras nervosas primárias espessas, que se ramificam, mas não alcançam diretamente o hepatócito (célula do fígado).

Para investigar o papel fisiológico da inervação, os animais foram expostos a baixas temperaturas (4°C) por até seis horas. O estresse pelo frio ativou CREB/CRTC2, por meio de um sinal de cálcio (Ca2+), para garantir o fornecimento de glicose para os músculos, ajudando a manter o corpo dos roedores aquecido.

“Dando continuidade aos estudos pioneiros do professor Renato Hélios Migliorini, fundador de nosso laboratório, que na década de 1980 demonstrou que o sistema nervoso era capaz de ativar a gliconeogênese, precisávamos entender o que acontecia em nível molecular. Por isso, analisamos animais dos quais tiramos essa inervação do fígado por meio de dois métodos diferentes – um químico e um cirúrgico – e em camundongos transgênicos sem o CRTC2. Nesses casos, não houve a gliconeogênese em resposta ao frio, ou seja, sem os nervos ou sem o coativador de CREB o roedor não consegue produzir a glicose em situação de estresse. Com esses resultados, estamos acrescentando um novo componente nas pesquisas”, completa Navegantes.

O artigo Hepatic noradrenergic innervation acts via CREB/CRTC2 to activate gluconeogenesis during cold pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0026049524001677.

 

Luciana Constantino
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/desvendado-mecanismo-que-ativa-producao-de-glicose-no-figado-em-situacao-de-estresse/52792


Dia do Ortopedista: a importância de cuidar dos ossos e articulações


No Dia do Ortopedista, celebrado nesta quinta-feira, 19 de setembro, é essencial reconhecer o papel crucial desse profissional na saúde musculoesquelética. O médico ortopedista é o responsável pela prevenção, diagnóstico e tratamento de patologias que afetam músculos, ossos e articulações. Um ortopedista deve ser sempre procurado ao sentir desconfortos persistentes nessas regiões, sejam decorrentes de traumas ou não. Como a ortopedia abrange diversas áreas de atuação, é recomendado buscar um especialista focado na região afetada, para um tratamento mais assertivo.

“Consultar um ortopedista logo nos primeiros sinais de dor ou desconforto é fundamental. Isso permite um diagnóstico precoce, que pode evitar a evolução de doenças mais graves. Além disso, o tratamento personalizado para cada região do corpo torna-se mais eficaz”, destaca o ortopedista e docente do IDOMED, Plínio Linhares.

Três doenças que afetam os ossos

Com aproximadamente 206 ossos no corpo, o esqueleto humano tem a função de proteger órgãos vitais e permitir nossa locomoção. No entanto, fatores como genética, deficiências nutricionais, uso de medicamentos e hábitos inadequados podem enfraquecer essa estrutura, tornando-a vulnerável a doenças como a osteoporose, artrite e artrose.


1. Osteoporose
Dados da Fundação Internacional de Osteoporose indicam que cerca de 10 milhões de brasileiros têm osteoporose, uma doença que afeta 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens acima dos 50 anos. A osteoporose é caracterizada pela perda acentuada de massa óssea, tornando os ossos porosos e mais propensos a fraturas. As mulheres, especialmente após a menopausa, são as mais afetadas.

A doença é silenciosa e muitas vezes só é percebida após a primeira fratura. “A osteoporose não tem cura, mas com diagnóstico precoce, o tratamento pode estabilizar o avanço da patologia, melhorando a qualidade de vida do paciente”, afirma Plínio Linhares.


2. Artrite
A artrite é um tipo de reumatismo que provoca inflamação nas articulações, afetando áreas como joelhos, tornozelos, mãos e pés. Com causas que variam desde inflamações até lesões, a artrite é mais comum em idosos.

Os sintomas incluem dor, vermelhidão e inchaço nas articulações, além de rigidez matinal e falta de disposição. “A artrite pode comprometer a mobilidade do paciente e pode ser secundária a alguma patologia reumática, por isso é importante procurar ajuda médica ao primeiro sinal de desconforto”, orienta Plínio.


3. Artrose  
A artrose, por outro lado, é caracterizada pelo desgaste das articulações devido ao atrito entre os ossos, causando deformações. Ela afeta principalmente quadril, coluna e joelhos, sendo mais comum a partir dos 45 anos.

“A artrose provoca dor ao movimento, que geralmente alivia com o repouso. Além disso, causa muita importância funcional, limitando o paciente nas suas atividades do dia a dia. Com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente”, conclui o ortopedista Plínio Linhares.


Setembro Lilás: como prevenir e conviver com o Alzheimer

 

Embora o Alzheimer tenha origem genética, existem cuidados que podem retardar ou reduzir os sintomas da doença  Divulgação

 

O Alzheimer - doença neurodegenerativa progressiva, que afeta principalmente pessoas com mais de 65 anos - é uma realidade para 1,2 milhão de brasileiros, com cerca de 100 mil novos casos diagnosticados a cada ano. Embora o Alzheimer esteja associado a fatores genéticos, a boa notícia é que até 48% dos casos podem ser evitados com mudanças no estilo de vida. A campanha Setembro Lilás visa trazer conscientização e ajudar as famílias a lidar com essa condição. 

O Alzheimer compromete funções como memória, raciocínio e linguagem, além de causar mudanças no comportamento e no humor. No Brasil, é a principal causa de demência em idosos. Globalmente, mais de 50 milhões de pessoas são afetadas, número que pode chegar a 131,5 milhões até 2050. 

Segundo o neurologista Igor Abrahim Nascimento, do Eco Medical Center, em Curitiba, os primeiros sinais de Alzheimer incluem “esquecimento de nomes de pessoas próximas, perda de objetos e repetição de histórias.” Outros sintomas comportamentais, como teimosia e irritabilidade, podem aparecer. Embora pareçam inofensivos no início, esses sinais progridem rapidamente.

 

Como reduzir o risco de Alzheimer?

Apesar de não haver cura, estudos mostram que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco de Alzheimer. “É essencial controlar a glicemia, o colesterol e a pressão arterial, além de evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool”, explica Igor. São cuidados que, na verdade, são importantes para evitar o surgimento de muitas outras doenças. 

Além disso, o neurologista ressalta a importância de “manter-se socialmente ativo, cuidar da saúde auditiva e visual e realizar exercícios físicos regulares.” Estas sim são dicas diretamente ligadas à prevenção do Alzheimer. 

Esses hábitos ajudam a manter o cérebro estimulado, retardando a progressão dos sintomas. “Quanto mais estímulos o cérebro recebe, menor é a chance de que a degeneração neuronal ocorra de forma acelerada”, completa Igor.

 

Tratamento do Alzheimer e apoio à família

O Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também toda a família. Cuidadores, sejam eles pessoas contratadas ou os próprios familiares, frequentemente sofrem com a “Síndrome do Cuidador”, marcada por ansiedade e depressão. 

“O cuidado multidisciplinar é essencial para controlar os sintomas comportamentais, que muitas vezes causam angústia tanto ao paciente quanto aos familiares”, afirma o neurologista. A compreensão da doença e o suporte operacional e psicológico ao cuidador adequado ajudam a aliviar o impacto emocional. 

Nos estágios avançados, o paciente pode esquecer entes queridos ou apresentar comportamentos agressivos. “Nesses casos, é importante lembrar que não é o paciente, mas sim a doença que está se manifestando”, aconselha o médico. O apoio emocional é fundamental para atravessar esses momentos difíceis.


Eco Medical Center
Para saber mais, acesse o site
Rua Goiás, 70 - bairro Água Verde - Curitiba


Depressão e psicose pós-parto: como identificar e tratar os sinais precoces

Crédito: Drazen Zigic
Psicóloga perinatal explica como a saúde mental materna pode ser preservada no período mais desafiador da maternidade


No Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, é essencial olhar com atenção para as mães no período perinatal, que podem enfrentar desafios emocionais e psicológicos severos. Depressão e psicose puerperal são transtornos que afetam muitas mulheres nessa fase e, se não tratados, podem levar a consequências graves. Identificar os sinais precoces e buscar tratamento adequado é crucial para proteger a saúde mental da mãe e do bebê.

A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, autora de centenas de publicações científicas sobre saúde mental materna, diz que “a cada 100 mil mulheres nesse período, 4 podem cometer suicídio se não receberem tratamento adequado. Mulheres que apresentam depressão e psicose, têm 17 vezes mais chances de desenvolver esses pensamentos”

Para ajudar a esclarecer as principais dúvidas sobre esses transtornos, Rafaela Schiavo responde às questões mais frequentes abaixo:


O que é a depressão pós-parto?
É um transtorno mental que pode se manifestar após o nascimento do bebê. Ela varia em intensidade, sendo classificada como leve, moderada ou grave. Entre os sintomas estão tristeza constante, falta de energia e dificuldade em cuidar de si mesma e do bebê. 


Como a depressão pós-parto pode evoluir?
Se não tratada, pode se agravar. Na fase grave, a mulher pode perder a motivação para realizar atividades diárias, levando a comportamentos de risco.  O tratamento precoce é essencial para evitar complicações.


O que é a psicose puerperal?
É um transtorno mental raro, mas gravíssimo, que afeta o contato da mulher com a realidade. Mulheres com psicose puerperal podem ter alucinações ou ouvir vozes, e, em casos extremos, pode levar a comportamentos perigosos para a mãe e o bebê.


Quais são os sinais de alerta?
Sinais como isolamento social, choro frequente, falta de energia e dificuldade em realizar tarefas simples, cuidar do bebê, além de pensamentos recorrentes de tristeza, devem ser observados com atenção. Identificar esses sintomas cedo é crucial para buscar ajuda.


Como buscar ajuda?
Ao notar qualquer sinal de alerta, é fundamental procurar orientação de um profissional de saúde mental. Psicoterapia e, em alguns casos, tratamento medicamentoso ou internação, podem ser necessários para garantir a segurança da mãe e do bebê.


Quem está mais vulnerável?
Mulheres que enfrentaram violência doméstica ou que já têm histórico de transtornos mentais estão em maior risco de desenvolver depressão ou psicose no período perinatal. O acompanhamento psicológico é vital nesses casos.


Como prevenir?
A prevenção passa pelo acompanhamento psicológico contínuo e uma rede de apoio forte. Conversar abertamente sobre os desafios da maternidade e reconhecer os primeiros sinais de cansaço ou tristeza pode evitar que o quadro se agrave.


Qual o momento para a primeira consulta com o ginecologista?

22 de setembro é considerado o Dia Nacional
da Saúde de Adolescentes e Jovens
 Freepik
A vida sexual está começando mais cedo, por isso, no Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, questionamos uma médica sobre como definir este momento para as meninas. Urologista também foi consultado para falar sobre os meninos

 

O Ministério da Saúde segue a convenção elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e considera que a adolescência vai dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias. E esta turma está cada vez mais precoce quando se fala em vida sexual. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 28,5% dos escolares entre 13 e 15 anos já tiveram relações sexuais e, mesmo com amplo acesso à informação, o uso de preservativo caiu 22,3% nos 10 anos avaliados. 

Para destacar cuidados com pessoas nessa faixa etária, 22 de setembro é considerado o Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens. E é nesse período que acontece a troca do pediatra pelos especialistas que deverão acompanhá-los na vida adulta. Uma dúvida muito comum de pais e filhos é quando fazer essa troca. A ginecologista Rosane Figueiredo, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, esclarece sobre como deve ser feito o processo com as meninas. “Não há uma época definida para que se faça a primeira consulta ginecológica para adolescentes e jovens assintomáticas. De modo geral, pode ser realizada em torno dos 10 anos ou, ainda, após a primeira menstruação, que ocorre em torno dos 12 anos”, explica.

 

A primeira consulta

Rosane Figueiredo pontua ainda como deve ser essa consulta inicial. “A primeira consulta é uma ocasião importante para o estabelecimento de uma relação de confiança mútua com a adolescente e a adulta jovem. A abordagem deverá ser acolhedora, respeitando-se sempre a privacidade e a confidencialidade dos assuntos tratados. Muito importante enfatizar que comunicação deverá acontecer no nível de entendimento da faixa etária da paciente. A história clínica, o exame físico e o ginecológico deverão ser adaptados também à idade e às necessidades individuais de cada paciente, considerando sempre sua aceitação”. 

De acordo com ela, a partir da primeira consulta, é importante ir pelo menos uma vez ao ano ao especialista. “É importante poder avaliar o desenvolvimento físico, sexual e puberal; o cartão de vacinas, com enfoque especial na vacina contra o HPV, responsável pelo câncer de colo uterino; eventual necessidade de orientação contraceptiva e de rastreio de infecções de transmissão sexual; além de dúvidas relacionadas ao ciclo menstrual e suas irregularidades. Evidentemente a adolescente ou jovem deve procurar um ginecologista também quando apresentar sintomas que apontem possíveis alterações ginecológicas”.

 

Garotos também precisam

O urologista Pedro Henrique Lemos Moreira, que também atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, salienta que para os garotos a relevância de se consultar com o especialista corretamente é a mesma. “A importância de ir ao urologista na hora certa é fazer diagnósticos que podem atrapalhar, por exemplo, a fertilidade, tirar dúvidas em geral e iniciar o tratamento o mais breve possível, quando necessário”, pontua. “A primeira consulta com o urologista deve ser feita no início da puberdade e o ideal é que ela se repita anualmente, sendo que em alguns pacientes esse retorno pode ser antes”, completa. 

Ele explica como é a consulta inicial para os meninos. “Nessa primeira consulta o urologista vai ter um bate papo aberto sobre cinco pontos principais: orientações quanto a infecções sexualmente transmissíveis (IST’s); dúvidas sobre relações sexuais, distúrbios ejaculatórios e disfunção erétil que são muito comuns nessa faixa etária; investigação quanto a infertilidade, onde o urologista vai investigar através do exame físico se o paciente tem varicocele, que é a principal causa de infertilidade masculina; orientações quanto ao tamanho e crescimento do pênis e investigação como um todo da saúde geral”.


Ozempic pelo plano de saúde: especialista em Direito Médico indica como solicitar a cobertura do tratamento

Jurista do CEUB detalha critérios de saúde e financeiros para conveniado solicitar que o plano de saúde custeie o tratamento

 

O Ozempic, que tem como princípio ativo a semaglutida, é amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e recomendado para o controle da obesidade. Por ser um medicamento de alto custo, muitos pacientes recorrem aos planos de saúde em busca de cobertura. Professora de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e especialista em Direito Médico, Daniella Torres, descreve como solicitar a cobertura do Ozempic pelo convênio médico. 

Confira entrevista, na íntegra:

 

Quais são os direitos dos segurados com obesidade que receberam a prescrição de Ozempic, já que o medicamento é de alto custo?

DT: Segurados com obesidade ou sobrepeso e doenças relacionadas têm direito a solicitar medicamentos de alto custo, mas devem seguir um procedimento específico. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Estado e os planos de saúde podem ser obrigados a fornecer medicamentos de alto custo a pacientes com doenças graves que não podem arcar com os custos. Para isso, precisa comprovar a negativa do plano de saúde, a incapacidade financeira e que o medicamento é eficaz, seguro, imprescindível e insubstituível.

 

Como solicitar a cobertura do Ozempic para o meu plano de saúde?

DT: Para solicitar a cobertura, o paciente deve consultar um médico especialista que acompanhe seu tratamento e obtenha um relatório detalhado, explicando que outras tentativas de emagrecimento não foram eficazes e recomendando o uso do Ozempic. Com esse relatório e a receita médica, o paciente deve fazer uma solicitação formal ao plano de saúde, que avaliará a necessidade do medicamento. Cada plano de saúde tem um procedimento específico para esta solicitação.

 

O que o paciente deve fazer caso o plano de saúde negue a cobertura do Ozempic para tratamento de obesidade?

DT: Se o plano de saúde negar a cobertura, o paciente deve reunir os seguintes documentos: relatório médico, receita, a negativa do plano de saúde e comprovação de incapacidade financeira para adquirir o medicamento. Com esses documentos em mãos, o paciente deve procurar um advogado especializado para ingressar com ação judicial, buscando obrigar o plano de saúde a fornecer o medicamento.

 

A ANS excluiu a obrigatoriedade de cobertura de medicamentos para uso domiciliar. Nesse contexto, como os pacientes podem garantir o direito ao tratamento com Ozempic?

DT: Mesmo com a exclusão da cobertura de medicamentos de uso domiciliar pela Agência Nacional de Saúde (ANS), os pacientes podem seguir o procedimento mencionado: consultar o especialista, obter relatório médico, solicitar a cobertura ao plano e, em caso de negativa, buscar apoio jurídico. É possível entrar com ação judicial para garantir o fornecimento do Ozempic.

 

Existe jurisprudência que favoreça pacientes que necessitam do Ozempic para tratamento de obesidade, mesmo que o uso seja fora da bula aprovada pela Anvisa?

DT: Sim, já existem decisões judiciais favoráveis ao custeio do Ozempic, mesmo para uso "off-label". Desde meados de 2023, várias ações têm sido movidas e muitas resultaram em decisões definitivas favoráveis aos pacientes. Se o paciente cumprir os requisitos estabelecidos pelo STF, como os do tema 006, é possível obter decisões judiciais que obriguem o plano de saúde a fornecer o medicamento.


BOLETIM DAS RODOVIAS Rodovia Castello Branco com tráfego carregado no início desta tarde

A ARTESP — Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta quinta-feira (19). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 — Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Na Rodovia Anhanguera (SP-330), não há congestionamentos. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido interior, o tráfego é normal. Já no sentido capital há lentidão do km 15 ao km 16.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego normal nos dois sentidos. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), há lentidão do km 19 ao km 13+700 na pista marginal sentido capital, na pista expressa o tráfego está congestionado do km 18 ao km 14+500. No sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta lentidão no sentido capital do km 18 ao km 14, no sentido interior o tráfego é normal. 

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.

Em movimento nacional em prol do feminicídio zero, Instituto Banco Vermelho chega a São Paulo com instalação de equipamento gigante


Equipamento será fixado nesta sexta-feira (20), no Shopping Metrô Itaquera
 

 

Nesta sexta-feira (20), o Shopping Metrô Itaquera receberá intervenção educativa e de mobilização do Instituto Banco Vermelho (IBV), em iniciativa de enfrentamento à violência contra a mulher. Em parceria com a Universidade Guarulhos (UNG), o shopping abrigará um banco gigante, que será fixado próximo a entrada principal, simbolizando a luta contra a violência de gênero, em convite a todos para sentar, refletir e agir sobre o tema. A instalação ficará disponível no local até o 31 de outubro.

Para Andrea Rodrigues, presidente do Instituto Banco Vermelho, a intervenção em São Paulo é um marco para o movimento. “Chegar a um Estado tão populoso e representativo, como São Paulo, e, especialmente em um shopping de grande circulação, é um avanço crucial na nossa luta pelo feminicídio zero. A parceria com o Shopping Metrô Itaquera só reforça o compromisso das empresas privadas com a pauta, que impacta diretamente a qualidade de vida de todos nós enquanto sociedade”, afirma.

A instalação, além de ser visualmente impactante, oferece conteúdo educativo sobre a Lei Maria da Penha e os diversos tipos de violência que as mulheres enfrentam. Um QR Code instalado no banco direcionará os visitantes para informações detalhadas sobre a lei e disponibilizará canais de ajuda para mulheres em situação de risco. O objetivo é proporcionar prevenção, educação e acesso a serviços de apoio.

Yuri Neiman, reitor da UNG, ressalta a importância da ação. "A parceria da Universidade Guarulhos com o Instituto Banco Vermelho reflete nossa preocupação em combater o feminicídio. E a instalação de um banco gigante, além de chamar a atenção para esta causa, é uma forma de  mobilizar e conscientizar a sociedade para promover o respeito, a igualdade e a dignidade de todas as mulheres, fortalecendo a luta contra a violência doméstica", pontua.

Ilton Nobrega, superintendente do Shopping Metrô Itaquera, também destaca o apoio à causa. “Apoiamos essa ação para dar visibilidade aos direitos das mulheres e reforçar a importância de campanhas como essa, que luta pelo feminicídio zero em todo o Brasil”, comenta.

A ação faz parte da parceria entre o Instituto Banco Vermelho, o centro de compras e UNG, e conta com o apoio do Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres.

IBV - O Instituto Banco Vermelho é uma entidade brasileira. Com fundação e início das suas atividades em novembro de 2023, seu propósito nasceu da inquietação de duas mulheres  pernambucanas, Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que, impactadas pela crueldade do feminicídio, transformaram o luto em luta.

Tendo como sua principal missão a luta pelo feminicídio zero, o IBV atua nacionalmente para engajar a sociedade civil e o poder público no enfrentamento à violência de gênero por meio de iniciativas de intervenção e ocupação urbana, projetos educativos, ações culturais e campanhas de mobilização, entre outras atividades e já está presente em 11 estados brasileiros.

O IBV conta com uma Lei Federal (Nº 14.942), sancionada pelo Presidente da República em 31 de julho de 2024; um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Ministério das Mulheres, assinado em agosto, que promove ações de enfrentamento à violência contra a mulher; além de Projetos de Lei aprovados em Recife-PE e Araguaína-TO e em tramitação no estado de Pernambuco.

 

INSTALAÇÃO INSTITUTO BANCO VERMELHO EM SÃO PAULO-SP

@bancovermelho

QUANDO: sexta-feira, 20 de setembro de 2024

ONDE:  Próximo a entrada principal

ENDEREÇO: Shopping Metrô Itaquera | Av. José Pinheiro Borges - Itaquera, São Paulo - SP.

 

Estação Santo André da CPTM recebe ação do NUBE Estágio na sexta-feira (20)

Estudantes entre 14 e 24 anos poderão se cadastrar em vagas de estágios das 09h às 17h

 

A Estação Santo André da CPTM oferece nesta sexta-feira (20/09) a oportunidade de cadastramento em vagas de estágio para estudantes entre 14 e 24 anos matriculados no ensino médio, técnico ou superior.

Durante a ação, em parceria com a NUBE Estágios, também serão oferecidas vagas em cursos de aprendizagem e atendimento pelos profissionais de forma gratuita. O evento acontece das 09h às 17h.

 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço

NUBE Estágios
Local: Estação Santo André - que atende a Linha 10-Turquesa
Data: Sexta-feira, 20 de setembro
Horário: das 9h às 17h


5 atitudes que podem levar a sua empresa à ruína

 Natal Pinto, fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios e CEO da VDPrev Advocacia, ensina a identificar e corrigir atitudes prejudiciais para garantir a estabilidade e o sucesso de um empreendimento

 

Abrir o próprio negócio não é mais uma tarefa tão burocrática. De acordo com o Mapa de Empresas do Governo Federal, em julho de 2024, 80% dos 347 mil empreendimentos registrados foram abertos em um único dia. No entanto, ter uma empresa para chamar de sua não é sinônimo de sucesso e prosperidade, pelo contrário: sem a postura certa como empresário, a falência pode vir mais cedo do que o esperado.

 

Para evitar as possíveis armadilhas que vêm com o empreendedorismo, os líderes devem promover uma cultura de melhoria e aprendizado contínuos. Ainda, é preciso manter uma gestão financeira rigorosa, com um planejamento que antecipe cenários adversos e permita uma rápida resposta a mudanças no mercado.

 

Em um cenário em que vemos um “boom” no empreendedorismo, quase 50% das empresas fecham três anos após sua abertura, conforme apontado pelo IBGE em 2023. O principal motivo para isso, de acordo com 25% dos empreendedores ouvidos em um levantamento do Mapa de Empresas, projeto conjunto entre Ministério do Desenvolvimento e Serpro, foi a má gestão. Contribuindo para esses números, em fevereiro de 2024, um estudo da Serasa Experian revelou que as falências de empresas aumentaram 80% nos últimos dois anos. 

 

“Investir em pesquisa e desenvolvimento para inovar, se adaptar às tendências emergentes, fomentar um ambiente de trabalho positivo e inclusivo e manter um diálogo aberto com os clientes para entender suas necessidades e superar suas expectativas são algumas das atitudes que ajudam na prospecção do negócio”, explica Natal Pinto, profissional com 20 anos de experiência em liderança, fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios e CEO da VDPrev Advocacia.

 


De olho nos sinais

 

Se não forem evitadas ou corrigidas, certas atitudes podem levar uma empresa ao fracasso em pouquíssimo tempo. Abaixo, o CEO da InMerc aponta cinco, que, em sua opinião, são as que mais colocam os negócios em risco. “É imperativo que os empresários estejam cientes e tomem medidas imediatas para corrigi-las, a fim de garantir um futuro mais estável e bem-sucedido para suas empresas”, reflete ele.

 

1. Ausência de plano de negócios e visão estratégica: “sem um plano de negócios bem estruturado e uma visão estratégica clara, uma empresa está fadada a navegar sem rumo em um mercado altamente competitivo. A falta de direção pode resultar em decisões reativas e perda de oportunidades valiosas”, começa.

 

2. Má gestão financeira: “investir inadequadamente e não controlar o fluxo de caixa são erros críticos que podem comprometer a saúde financeira de uma empresa. Essa conduta pode levar a problemas de liquidez que são difíceis, se não impossíveis, de superar”, continua.

 

3. Ignorar a importância da inovação e da adaptação: “empresas que não abraçam a inovação e a adaptação correm o risco de se tornarem obsoletas. Negócios que não acompanham a tendência do mercado perdem espaço para concorrentes mais bem preparados”, alerta.

 

4. Cultura corporativa tóxica: “um ambiente de trabalho desmotivador prejudica o moral dos funcionários e dificulta a retenção de talentos essenciais, o que também acaba respingando nos clientes. Dessa forma, é importante adotar uma cultura positiva que engaje os colaboradores”, ensina.

 

5. Negligência das necessidades e dos feedbacks dos clientes: “este é um erro fatal para qualquer empresa. Quando não se leva em consideração as particularidades e necessidades dos clientes, eles tendem a procurar outras empresas que estejam dispostas a ouvi-los e, dessa forma, seu negócio perde credibilidade no mercado”, conclui.

 

Natal Pinto - fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios, CEO da VDPrev Advocacia, profissional com 20 anos de experiência em liderança, vivenciados em empresas Nacionais e Multinacionais, como Ambev, Coca-Cola, Nestlé e Ultragaz. Possui MBA em Logística e Operações, graduação em Administração de Empresas, Especialista em análise de perfil comportamental Assessment e Coach Business.


Dia Nacional do Trânsito (25): plataforma de mobilidade urbana investe mais de R$ 400 mil em ações de segurança no trânsito

Treinamentos, cursos e programas são direcionados a motoristas e colaboradores para promover boas práticas 

 

A segurança no trânsito, dever cívico de todo condutor, é essencial nos grandes centros urbanos. No entanto, os dados mostram um aumento preocupante em infrações e acidentes. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 1.223 sinistros durante a “Operação Carnaval”, um aumento de 10% em relação ao ano passado. Um levantamento do Sistema de Informações Hospitalares também apontou um crescimento de 0,6% nos internamentos decorrentes de acidentes de trânsito entre 2022 e 2023. Além disso, segundo dados do Renainf, o ano de 2023 registrou mais de 21,1 milhões de infrações, sendo o excesso de velocidade a mais comum entre os brasileiros.

No Paraná, os números também são alarmantes: entre janeiro e início de maio deste ano, 18.365 pessoas foram encaminhadas aos hospitais do estado, vítimas de 15.755 ocorrências de trânsito registradas, conforme dados do Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência). Esse número representa um aumento de 10% em comparação ao mesmo período no ano passado. Além disso, segundo o Detran, 5 milhões de infrações foram registradas em 2023, um crescimento de 10% em relação a 2022.

 

Resultados de investir em Segurança no Trânsito 

Destacando-se por suas iniciativas e investimentos em conscientização e treinamento de colaboradores e motoristas, além de promover melhorias na mobilidade urbana, a plataforma V1 oferece uma variedade de programas, cursos e treinamentos voltados à segurança no trânsito, com um investimento anual superior a R$ 400 mil. O gerente do serviço V1 Viagem, Gilberto Rosa, cita alguns dos programas desenvolvidos pela empresa: “Um de nossos programas de capacitação é o Programa de Reciclagem para Motoristas e Operadores (PRMO), que reforça a importância da segurança e da excelência no atendimento ao cliente. O treinamento tem duração de duas horas e é realizado totalmente in-house”, explica. Além do PRMO, o V1 realiza acompanhamento de trajeto e avaliação da competência dos motoristas em lidar com adversidades e utilizar o GPS, por meio dos chamados Testes de Pista. Em 2024, mais de 500 testes de pista foram realizados para garantir que todos os motoristas estejam preparados para dirigir com segurança. A empresa também realizou mais de oito mil testes etílicos (bafômetro) neste ano, garantindo que os motoristas não estivessem dirigindo sob efeito de álcool.

cita alguns dos programas desenvolvidos pela empresa: “Um de nossos programas de capacitação é o Programa de Reciclagem para Motoristas e Operadores (PRMO), que reforça a importância da segurança e da excelência no atendimento ao cliente. O treinamento tem duração de duas horas e é realizado totalmente in-house”, explica. Além do PRMO, o V1 realiza acompanhamento de trajeto e avaliação da competência dos motoristas em lidar com adversidades e utilizar o GPS, por meio dos chamados Testes de Pista. Em 2024, mais de 500 testes de pista foram realizados para garantir que todos os motoristas estejam preparados para dirigir com segurança. A empresa também realizou mais de oito mil testes etílicos (bafômetro) neste ano, garantindo que os motoristas não estivessem dirigindo sob efeito de álcool.

Outro programa realizado pelo V1 é o Programa Desacelerar, um encontro periódico com grupos de motoristas para atualizá-los sobre as normas de trânsito e reforçar a importância de seu comportamento no dia a dia. “A forma como levamos nossas vidas pode interferir muito na vida dos outros, por isso é essencial adotarmos uma visão mais empática. Afinal, o trânsito é formado por pessoas, e as ações de cada uma repercutem nas demais outras”, afirma Gilberto. 

Além disso, a empresa investiu em uma ferramenta que analisa a condução dos motoristas, observando movimentos de risco, como acelerações bruscas, curvas em alta velocidade e frenagens súbitas. A ferramenta classifica os motoristas com base em uma nota de conduta. “Usamos esse feedback para incentivar os motoristas a se dedicarem mais às boas práticas no trânsito, promovendo a segurança no trânsito de forma orgânica”, explica o gerente.

O V1 também promove a segurança no trânsito por meio de ações como o Diálogo Diário de Segurança, que consiste em conversas com os motoristas, reforçando pontos importantes sobre saúde e segurança durante o trabalho; a Campanha de Direção Defensiva, uma iniciativa que oferece pequenas pílulas de conhecimento, destacando a importância da vida dos motoristas; e as ações do Maio Amarelo, com abordagens em ruas para conscientizar motoristas, além de um Quiz Educativo que trata das regras de trânsito de forma lúdica e atrativa.

Os índices positivos corroboram os investimentos em promover um trânsito mais seguro. Os marcos de aceleração rápida, curva em alta velocidade e freadas bruscas caíram 40%, 45% e 30%, respectivamente, entre janeiro e junho deste ano. Esses números estão diretamente relacionados à taxa de acidentes sem culpa, que reduziu em 49%, visto que os motoristas estão se responsabilizando mais pelo trânsito e seguindo a cartilha da direção defensiva.

Apesar dos números alarmantes de infrações, acidentes e internações decorrentes de imprudências, imperícias e negligências no trânsito, é possível criar um cenário mais seguro para motoristas e pedestres, por meio da conscientização e promoção de boas práticas no trânsito.

 


V1
https://v1.com.br/blog

 

A educação pública do Norte e Nordeste como exemplo para o Brasil


Os últimos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) revelam uma realidade encorajadora: todas as cem escolas públicas com melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste do país. O Ceará, mais uma vez, destaca-se com 68 unidades no topo, seguido por Alagoas, com 31, e Pernambuco, com uma escola. 

Entre as regiões, o Pará se sobressaiu. O estado, que ocupava a penúltima posição em 2021, registrou um salto notável no levantamento de 2023, alcançando a sexta colocação com um Ideb de 4,3 no ensino médio. Esse avanço impressionante é fruto de uma agenda estratégica e prioritária implementada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), focada em combater a evasão escolar, promover intervenções pedagógicas voltadas para a melhoria da aprendizagem e reforçar o uso de materiais didáticos físicos e digitais. Além disso, a inserção de novas disciplinas e o uso de tecnologias nos espaços educativos têm sido cruciais para esse avanço.

A experiência da educação pública no Norte, especialmente no Pará, demonstra que resultados expressivos podem ser alcançados com a inclusão de componentes curriculares inovadores, como educação ambiental e financeira, e projetos que conectam os alunos às soluções tecnológicas do século XXI estão preparando os estudantes para os desafios contemporâneos.

Apesar dos avanços, ainda há desafios a serem enfrentados. Os dados mostram que, mesmo com a maioria das redes estaduais de ensino apresentando melhora - 20 dos 27 estados tiveram aumento na média do Ideb -, há uma variação preocupante de 1,7 ponto no Ideb de acordo com o nível socioeconômico das escolas.

Essa disparidade evidencia as desigualdades estruturais que limitam as oportunidades dos alunos em contextos mais vulneráveis, tornando o investimento e o apoio dos governos municipais essenciais. As escolas necessitam de recursos adequados, materiais de qualidade e projetos pedagógicos transformadores que impulsionem o desenvolvimento e a aprendizagem de seus estudantes.

O sucesso observado no Ceará, o Pará e outros estados da região é um exemplo de que, com uma visão clara e investimentos adequados, a educação pública pode ser transformadora. É essencial que outras regiões sigam esse exemplo, garantindo que todos os estudantes brasileiros tenham acesso a uma educação que os prepare para um mercado de trabalho ainda mais moderno e inovador. 

 

Moacir Filho - CEO da e.ducar, solução educacional integral especializada em metodologias ativas e inovações pedagógicas e tecnológicas.


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