No Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, especialista do Banco Mercantil orienta sobre cuidados para preservar a segurança patrimonial da população 60+
Com o aumento da
expectativa de vida e da participação das pessoas acima de 60 anos na economia,
ganha relevância o debate sobre a preservação do patrimônio e da independência
desse público. Celebrado em 15 de junho, o Dia Mundial de Conscientização da
Violência contra a Pessoa Idosa convida a sociedade a refletir sobre práticas
que comprometem direitos, bem-estar e qualidade de vida dessa parcela da
população.
Entre os casos que
mais preocupam especialistas está a violência patrimonial, caracterizada pelo
uso indevido de recursos, bens ou benefícios da pessoa idosa. O problema pode
ocorrer tanto dentro do círculo de convivência quanto por meio da ação de
criminosos que se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas.
Dados do Disque
100, canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, mostram que, em 2025,
foram contabilizadas 59.134 denúncias de violência patrimonial contra pessoas
idosas em todo o país. As mulheres representaram 66% das vítimas, enquanto a
faixa etária de 70 a 79 anos concentrou o maior número de ocorrências.
Para Sérgio
Batista, gerente de Análise e Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, a
preservação da autonomia financeira é um fator importante para a qualidade de
vida e a independência da população idosa. "Falar sobre violência patrimonial
é uma forma de ampliar a conscientização e incentivar atitudes que contribuam
para um envelhecimento mais seguro. A informação ajuda as pessoas a reconhecer
riscos e a proteger seu patrimônio ao longo da vida", afirma.
Segundo o
especialista, esse tipo de violência costuma ocorrer de forma silenciosa e,
muitas vezes, é praticado por pessoas próximas à vítima. Entre os sinais de
alerta estão mudanças repentinas na administração do patrimônio, solicitações
frequentes de dinheiro, pressão para a tomada de decisões financeiras e
dificuldades da pessoa idosa em acessar ou compreender informações sobre seus
próprios recursos. Alterações incomuns na rotina financeira também devem ser
observadas e acompanhadas.
Além dessas
situações, a atuação de golpistas representa um risco crescente para a
população idosa. Falsas centrais de atendimento, mensagens com links
fraudulentos, pedidos de atualização cadastral e ofertas enganosas de crédito
figuram entre as práticas mais recorrentes. "Criminosos costumam criar situações
de urgência para pressionar a vítima a fornecer informações ou realizar
transações. Sempre que houver dúvida, a recomendação é interromper o contato e
procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira",
orienta Sérgio.
Entre os cuidados
recomendados estão o acompanhamento frequente da conta bancária, a proteção de
senhas e códigos de autenticação, a verificação da procedência de contatos
recebidos por telefone ou aplicativos de mensagens e a busca por
esclarecimentos antes da contratação de qualquer produto financeiro. Em caso de
atividade suspeita, a instituição financeira deve ser comunicada imediatamente.
"A
preservação do patrimônio também significa preservar a liberdade de escolha e a
dignidade das pessoas. Família, sociedade e instituições têm um papel
importante na construção de um ambiente mais seguro para o
envelhecimento", conclui o especialista do Banco Mercantil.

Nenhum comentário:
Postar um comentário