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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Estudo indica efeitos dos óculos com filtro de luz azul

Revisão de 17 estudos mostra que falta evidência científica de que o filtro preserve a visão, melhore a fadiga visual e o sono.

 

A maior exposição ao mau uso dos eletrônicos causa fadiga visual. Os sintomas são desconforto nos olhos, dor de cabeça, visão turva e olho seco.  Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, de Campinas, no Brasil atinge 30% das crianças e de 75% a 90% dos adultos conforme levantamentos realizados no hospital.  “Estes sintomas atraíram a atenção de pesquisadores do mundo todo sobre os efeitos nos olhos da exposição à luz azul emitida pelas telas”, afirma. Algumas iniciativas não tiveram comprovação científica até hoje.  Este é o caso das lentes com filtro de luz azul criadas com a proposta de bloquear os sintomas da fadiga visual, melhorar o sono e preservar a visão.

 

A pesquisa

É o que mostra uma revisão científica de 17 estudos realizados em seis diferentes países que acaba de ser publicada na Cochrane, plataforma mundialmente reconhecida. Cada estudo contou com 5 a 156 participantes que receberam acompanhamento de um dia a cinco semanas. A revisão também aponta que não houve melhora na qualidade do sono de três grupos que usaram lentes com filtro, enquanto outros três tiveram melhora. Por isso a pesquisa não reúne dados robustos para ser conclusiva quanto à melhora do sono.

A comparação dos participantes que usaram lentes com filtro e os que usaram lentes comuns, evidencia que o filtro não reduziu a fadiga visual provocada pelos eletrônicos. Queiroz Neto explica que o filtro é um cromóforo que reduz ou elimina a quantidade de luz azul que atinge os olhos. Outra opção é o  revestimento antirreflexo na superfície interna e externa que reduz parte da transmissão da luz azul.

 

Causas da fadiga ocular

Para o oftalmologista a melhora da fadiga visual nas telas não foi constatada por se tratar de uma questão multifatorial que pode estar relacionada a outras condições oculares, entre elas, estrabismo, disfunção da lágrima, erro refrativo ou presbiopia não corrigidos. Por isso, afirma, quando sua visão incomoda é melhor consultar um especialista para checar qual a melhor solução.

 

Como prevenir

As recomendações de Queiroz Neto para reduzir a fadiga visual diante das telas são:

·         Lembre-se de piscar voluntariamente. Normalmente piscamos 20 vezes/minuto e na frente dos eletrônicos de 6 a 7 vezes. Por isso a visão fica embaçada e perdemos produtividade.

·         Dê preferência aos óculos na frente das telas. Lentes de contato podem ressecar a lágrima e embaçar a visão.

·         A distância entre a tela e os olhos deve ser, em média, de 60 cm. Se estiver muito próxima, você corre o risco de sobrecarregar continuamente os músculos dos olhos.

·         Não use qualquer equipamento de frente à janela para a luminosidade não causar desconforto ocular.

·         Evite o excesso de luminosidade que contrai mais  as pupilas e aumenta o cansaço visual.

·         Regule sempre a tela com o máximo de contraste e ajuste o brilho de acordo com a luz do ambiente. Evite, por exemplo, manter a tela com muito brilho em uma sala escura.

·         Mantenha a tela sempre limpa.

·         A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, desviando o olho para um ponto distante.

 

Como regular o sono

Queiroz Neto explica que não existe lente capaz de melhorar o sono. Nossos olhos são a porta de entrada do ciclo circadiano ou relógio biológico que rege todas as funções biológicas, de acordo com a intensidade de luz que recebe. Este relógio está localizado em uma porção do cérebro, o núcleo supraquiasmático (NSQ) que fica dentro do hipotálamo. “Por isso, não adianta colocar o celular ou tablet no modo noturno. A tela vai continuar estimulando sua cognição e ‘enganando’ seu cérebro que é dia”, salienta.  O consenso na Oftalmologia é de que os equipamentos devem ser desligados, no mínimo, uma hora antes de ir dormir. Cuidado: “A falta de sono desregula o relógio biológico. Por isso, pode causar colesterol alto, cardiopatia, hipertensão arterial e diabetes.

 

Luz dos eletrônicos pode cegar?

Nenhum dos 17 estudos inclusos foi de longo prazo. Por isso, os cientistas afirmam que esta revisão não estabelece uma relação com a perda da visão de contraste que caracteriza a catarata, ou com a DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade) maior causa de cegueira definitiva. Queiroz Neto ressalta que 10 das 12 principais pesquisas populacionais que buscaram estabelecer uma correlação positiva entre a exposição à luz azul e a DMRI não associaram os dois fatores. “Por enquanto não há evidência de que a luz azul cause a perda da visão. Mais estudo de longo prazo precisam ser feitos para avaliar a conformidade da prescrição dessas lentes para preserva a saúde de seus olhos” finaliza.


Entenda como funciona a fila para um transplante de coração e outros órgãos no Brasil

 

Especialista explica como funciona fila de espera para receber um órgão transplantado


Recentemente, a mídia divulgou que o apresentador de televisão Fausto Silva entrou para a fila de espera para receber um transplante de coração. Com a notícia, vieram também dúvidas a respeito de como ocorre o alinhamento para determinar a ordem na qual os pacientes são enquadrados.

Tal dúvida soa ainda mais relevante caso calculado os números a respeito da transplantação no Brasil. Em março deste ano, conforme dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, mais de 50 mil pessoas aguardavam por um órgão. A maioria deste grupo, 29.690 pacientes, esperavam por um rim. 

Mais assustador que isto é o fato de que diariamente ao menos nove pacientes não resistem a espera e acabam perdendo a vida, segundo relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (Abto). “A fila por doação de órgãos no Brasil é um tema de grande importância, impactando diretamente a vida de milhares de pacientes que aguardam por transplantes. Com o objetivo de garantir um sistema mais justo e transparente, o Brasil possui uma legislação específica que regulamenta a fila de espera para transplantes de órgãos”, salienta o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados. 

O especialista ainda explica qual a lei que dispõe e também como é a escalação para a fila. “A Lei 9.434, de fevereiro de 1997, foi o que determinou a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. Porém, não é essa lei que instaurou a graduação para criação e ordem da fila de espera. Na verdade, o processo inicia com a inscrição do paciente em uma lista única, administrada pela Central de Transplantes”. 

De acordo com o especialista, os médicos realizam uma avaliação do quadro clínico do paciente para determinar sua elegibilidade e a urgência do transplante. “Em seguida, o médico inclui o paciente numa lista única que inicia por ordem de chegada. Depois deste primeiro momento, a fila de doação de órgãos é regida por critérios objetivos e transparentes. Os pacientes são classificados com base na gravidade da condição de saúde e em critérios de compatibilidade. Quanto mais crítico for o quadro do paciente, maior será sua prioridade na lista. Isso visa garantir que os órgãos sejam alocados de forma eficaz, maximizando as chances de sucesso do transplante”. 

Outro fator importante é referente as atualizações pelas quais pode passar a fila de espera. “O tempo de espera pode variar de acordo com a disponibilidade de órgãos e a urgência de cada caso. A fila é dinâmica e constantemente atualizada, refletindo as mudanças no estado de saúde dos pacientes. À medida que surgem órgãos compatíveis, a Central de Transplantes notifica os hospitais e inicia o processo de alocação”, acrescenta o advogado.

Os órgãos responsáveis entendem a transparência como um pilar fundamental do sistema de fila por doação de órgãos. Os pacientes e seus familiares têm o direito de saber sua posição na fila e os critérios utilizados para a priorização. As informações são disponibilizadas de forma acessível, permitindo que todos compreendam o funcionamento do sistema e se sintam seguros de que a alocação é feita de maneira justa.

Thayan ainda explica que há a doação em vida. “Alguns órgãos, como fígado e rim, e ainda a medula, podem ser doados em vida. Daí a história é um pouco diferente devido o paciente não carece de entrar para a fila. Isso porque esse transplante segue um esquema voluntário e os próprios familiares do paciente que carece da doação pode fazer alguns testes que identificam se o órgão pode ser doado. Caso positivo, o receptor sequer entra para a fila. Caso negativo, não tem jeito. Ele vai ser submetido a espera”. 

Apesar dos avanços conquistados, a escassez de órgãos disponíveis ainda é um desafio persistente. Campanhas de conscientização sobre a doação de órgãos têm sido realizadas para aumentar a disponibilidade de doadores. Além disso, a contínua melhoria da logística de transporte e aperfeiçoamento dos processos de alocação são áreas que estão sendo aprimoradas para otimizar o sistema.


Cardiomiopatia hipertrófica é a principal causa de morte súbita em jovens no esporte

Conheça a condição que causou o ataque cardíaco em Bronny James, no último mês de julho


Notícias sobre infartos envolvendo jovens têm se tornado cada vez mais comuns. Este aumento, entretanto, não é recente: de acordo com o Ministério da Saúde, o número de infartos em pessoas com menos de 30 anos aumentou 13% entre 2013 e 2019. Várias podem ser as causas de doenças cardíacas em jovens, como, por exemplo, a cardiomiopatia hipertrófica, um defeito genético hereditário que afeta o coração. Mesmo assim, especialistas apontam que, no quadro geral, estes casos ainda são considerados raros, e por isso acabam ganhando mais destaque. Um exemplo recente que ganhou a mídia envolveu o jovem atleta americano Bronny James, filho da estrela do basquete Lebron James, que teve um incidente cardíaco que, embora não tenha tido nenhuma confirmação oficial, pode estar relacionado a um quadro de cardiomiopatia hipertrófica.

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que aconteçam de 300 a 400 mil ocorrências anuais de infarto no Brasil. Ainda segundo a estatística, na média, a cada cinco ou sete casos acontece um óbito, tornando as doenças cardiovasculares a maior causa de mortes no País. Segundo o Dr. Luziel Andrei Kirchner (CRM-PR 28.311), cardiologista credenciado da Paraná Clínicas, esses casos são mais raros em jovens, mas ainda assim acontecem com alguma frequência. “Arritmias cardíacas, traumas ou mesmo abuso de substâncias podem ser responsáveis por uma parada cardíaca em qualquer idade, mas em pacientes mais jovens são as principais causas de morte súbita”, comenta.

Bronny James, de 18 anos, sofreu uma parada cardíaca durante um treino de basquete no último mês de julho e apareceu em diversas manchetes pelo mundo. A causa mais provável apontada pelos médicos, neste caso, é a cardiomiopatia hipertrófica, um crescimento da espessura do ventrículo esquerdo que aumenta o risco de arritmias. De acordo com o cardiologista, apesar da baixa incidência de óbito na população geral, a cardiomiopatia hipertrófica é a principal causa de morte súbita abaixo dos 35 anos no esporte, e corresponde a 25% a 35% do total de óbitos neste segmento.

O jovem está se recuperando em casa, mas seu futuro no basquete ainda é incerto. Fontes próximas disseram ao jornal britânico “DailyMail” que ele pode nunca mais voltar às quadras. Segundo o médico cardiologista, esses acidentes podem ser definitivos para atletas: “dependendo da gravidade e da legislação do país em que joga, o paciente pode ser vetado para o esporte de alto rendimento”, comenta. O fato tem gerado acalorados debates ao redor do mundo sobre a incidência de paradas cardíacas em jovens esportistas.


Principais causas de infarto em jovens e atletas

Algumas condições pré-existentes podem aumentar o risco de uma arritmia cardíaca potencialmente grave. Kirchner detalha que, além da cardiomiopatia hipertrófica, existem outras condições clínicas que configuram fatores de risco: “Displasia arritmogênica de ventrículo direito, Síndrome de Brugada, Síndrome do QT longo, Miocardite e Distúrbio eletrolítico”, lista.

Mesmo que, em sua maioria, sejam doenças congênitas e raras, algumas dessas condições podem ser adquiridas a partir do uso de algumas substâncias, como Síndrome do QT longo, ou até mesmo efeitos colaterais de vírus e bactérias específicas como a Miocardite.

De acordo com o cardiologista, há ainda outras causas que podem causar morte súbita em jovens, como o um fenômeno conhecido como Commotio Cordis, que pode ocorrer quando um impacto súbito e contundente no tórax acontece em um momento específico da repolarização ventricular, levando a perturbação elétrica e arritmias graves. Outro fator de risco é conhecido como origem anômala de coronárias, uma malformação no coração ainda intra-útero, que é a segunda maior causa de morte súbita em atletas jovens.

Apesar dos casos envolvendo jovens atletas, especialistas lembram que casos como esses são raros e que a importância da prática esportiva em qualquer idade deve ser exaltada. “É importante ressaltar que a atividade física moderada é fator de prevenção para doenças cardiovasculares da maioria das pessoas. De qualquer forma, é sempre recomendado o acompanhamento médico de um cardiologista para garantir a integridade e a saúde de atletas de alto rendimento de todas as idades”, finaliza Dr. Kirchner.


Paraná Clínicas
panaclinicas.com.br


Fumo origina câncer em pelo menos 17 órgãos humanos

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29/8, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) alerta sobre os danos do tabagismo. Cigarro eletrônico também causa tumores

 

O tabagismo é um dos principais fatores que contribuem para originar câncer em pelo menos 17 órgãos do corpo humano. O dia 29 de agosto é considerado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, a  data foi criada em 1986 pela Lei Federal 7.488 e nasceu para conscientizar a população sobre os danos que o cigarro pode causar à saúde e reforçar ações para prevenção à essas doenças. 

Entre os cânceres causados pelo fumo, estão o câncer de pulmão, leucemia mielóide aguda, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de fígado, câncer do colo do útero, câncer de esôfago, câncer de rim e ureter, câncer de laringe (cordas vocais), câncer na cavidade oral (boca), câncer de faringe (pescoço), câncer de estômago, câncer de cólon e reto, câncer de traqueia e brônquios.  

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Clovis Klock, o cigarro é o fator de risco mais importante, seja pelo hábito de fumar ou pela exposição passiva ao tabaco. “Após ingestão da nicotina (substância extraída do tabaco), ela se introduz em todos os tecidos do corpo, como pulmão, cérebro e outros. Também é possível encontrá-la na saliva, no suco gástrico, leite materno, músculo esquelético e no líquido amniótico”, afirma.

Além do cigarro tradicional, o tabaco pode ser encontrado no charuto, cachimbo, cigarro de palha, cigarrilha, bidi, tabaco para narguilé, rapé, fumo-de-rolo e também dispositivos eletrônicos para fumar. Além do tabaco, o fumo de maconha também é causador de câncer.

Como já foi provado, os cigarros eletrônicos não isentam a população dos riscos. Ao contrário, são responsáveis por introduzir no organismo uma variedade de elementos químicos gerados de formas diferentes, como pelo próprio dispositivo (nanopartículas de metal) e também pelo processo direto de aquecimento ou vaporização, já que alguns produtos contidos no vapor de cigarros eletrônicos incluem carcinógenos conhecidos e substâncias citotóxicas, causadoras de patologias pulmonares e cardiovasculares. Além disso, o uso de cigarro eletrônico aumenta em mais de quatro vezes o risco de uso do cigarro.

Segundo as informações publicadas na Estimativa 2023, pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 704 mil casos novos de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025. As regiões Sul e Sudeste do país têm o maior destaque na incidência da doença, já que concentram cerca de 70% dos casos.

A SBP alerta sobre a importância do diagnóstico precoce para a aplicação de tratamentos menos agressivos, além da maior possibilidade de sucesso no tratamento e para aumentar a sobrevida do paciente. “Os sintomas podem aparecer de diferentes maneiras. Visitar o médico e fazer os exames de rotina podem ajudar a identificar o câncer em um estágio inicial, o que vai fazer toda a diferença nas chances que o paciente terá para conseguir a cura da doença”, finaliza Klock, médico patologista, profissional responsável pelo diagnóstico definitivo do câncer e indicação de tratamentos para a doença. 



Sociedade Brasileira de Patologia - SBP


Uso do Cordão de Girassol beneficia pessoas com ostomia, colite ulcerosa e doença de Crohn

 

O estigma em torno de condições como a ostomia muitas
vezes resulta em um sofrimento silencioso.
Por isso a conscientização e a educação são vitais
 para romper o ciclo de desconhecimento e preconceito

Agência Senado

 

O acessório é símbolo de identificação e apoio para pessoas com deficiências ocultas

  

Foi aprovado recentemente o Projeto de Lei 5.486/2020, que formaliza o uso do Cordão de Girassol como símbolo de identificação para pessoas com deficiências ocultas. Na busca por conscientização e compreensão das realidades enfrentadas por pessoas com condições como ostomia, colite ulcerosa e doença de Crohn, o Cordão de Girassol se torna um símbolo discreto e útil.

Essas condições, que afetam diretamente a saúde gastrointestinal, podem trazer desafios emocionais e sociais - não apenas nos sintomas físicos, mas também na incompreensão social sobre as necessidades associadas a elas.

Um dos principais sintomas da doença de Crohn são a cólica abdominal e a diarreia, que podem começar de forma súbita ou gradual. Pessoas com ostomia, por sua vez, enfrentam o desafio de lidar com a necessidade de uma bolsa externa para a eliminação de resíduos corporais. 

“Essa bolsa precisa ser esvaziada ou corre o risco de vazar. Então, é excelente que o ostomizado ou quem tem Crohn possa usar um serviço preferencial sem precisar expor essa condição, apenas utilizando um acessório indicativo”, comenta Thiago Moreschi, CEO da Vuelo Pharma, marca dedicada ao desenvolvimento de produtos para esses grupos.

Um dos produtos fabricados pela Vuelo tem, entre outras funções, evitar o vazamento da bolsa, assim como amenizar a preocupação do ostomizado com odores. “Esse produto se chama Gelificador e ajuda a suprimir a insegurança com o uso da bolsa de ostomia”, descreve Moreschi. 

“É fundamental entender que as batalhas enfrentadas
por indivíduos com ostomia, colite ulcerosa, doença de Crohn
e outras deficiências ocultas vão além dos aspectos médicos
e físicos”, frisa o CEO da 
Agência Senado

O estigma em torno de condições como a ostomia muitas vezes resulta em um sofrimento silencioso. Por isso a conscientização e a educação são vitais para romper o ciclo de desconhecimento e preconceito. 

Campanhas e iniciativas como o uso do Cordão de Girassol buscam informar o público e desempenham um papel crucial em eliminar os estigmas e permitir que quem vive com essas condições se sinta compreendido e apoiado.

“É fundamental entender que as batalhas enfrentadas por indivíduos com ostomia, colite ulcerosa, doença de Crohn e outras deficiências ocultas vão além dos aspectos médicos e físicos”, frisa o CEO da Vuelo.

Ele acredita que o uso do Cordão de Girassol vai proporcionar maior autonomia, segurança e qualidade de vida para quem convive com doenças ocultas. É importante destacar que, conforme a PL, o uso do cordão é opcional e não substitui a apresentação do documento comprobatório de deficiência, quando solicitado. Assim como nenhum direito ou dever do cidadão está condicionado ao acessório.


Infarto no Brasil: internações pela doença aumentam mais 150%

Freepik
Cardiologista do Hospital São Vicente explica sedentarismo, tabagismo, estresse são algumas das principais causas do aumento da chance de infarto

 

Como uma das principais causas de morte entre homens e mulheres no Brasil, os riscos de ocorrência das doenças cardiovasculares chamam atenção, principalmente para o infarto. Dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) apontam que, entre 2008 e 2022, o número de internações por infarto no Brasil teve um crescimento. Entre as mulheres, a média foi de 1.930 para 4.973, 157% a mais. Já entre os homens ese crescimento foi ainda maior, a média mensal passou de 5.282 para 13.645, alta de 158%.

De acordo com o médico, o infarto pode ser definido como a morte de células de uma região do coração, normalmente por conta da formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são registradas cerca de 300 mil ocorrências de infarto agudo do miocárdio por ano, com óbito em 30% dos casos. Segundo a análise, a tendência é que até 2040 haja um aumento de 250% desses episódios.

A principal causa, como detalha Tosoni, é a aterosclerose, doença em que placas de gordura se acumulam no interior das artérias coronárias, provocando a obstrução desses vasos. “Na maioria dos casos, o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando à formação de um coágulo e à interrupção do fluxo sanguíneo”, detalha. Em casos raros, a condição pode ser causada pela contração da artéria ou pelo desprendimento de um coágulo originado dentro do coração, que se aloja no interior dos vasos.

Entre os fatores de risco, o especialista cita maus hábitos como o tabagismo e o sedentarismo, além de doenças pré-existentes como a hipercolesterolemia, a hipertensão arterial e a diabetes. Já no cenário de ocorrências nos períodos mais frios, a idade se torna um fator agravante, ainda mais quando for complementar às demais condições de risco.

Além desses fatores, o frio também aumenta ese risco. O estudo do INC mostra que a incidência de infartos pode aumentar em até 30%. Idosos com idade entre 75 e 84 anos e pessoas com doença coronariana prévia são citados como os grupos mais vulneráveis.

“Com o objetivo de regular a temperatura corporal, o organismo faz a contração dos vasos sanguíneos e gera o aumento da pressão para evitar a perda de calor. Como as artérias estão mais estreitas, os coágulos e as placas de gordura podem dificultar o fluxo sanguíneo para o coração. Para indivíduos que já têm uma propensão ou já tem doença coronária instalada, a vasoconstrição pode favorecer a ocorrência do infarto”, explica Daniel Reis Tosoni, cardiologista do Hospital São Vicente.

Por isso, cuidados diários são essenciais, especialmente durante o inverno. A utilização de roupas mais quentes e a manutenção de uma temperatura confortável dentro de casa são ações simples que podem evitar a exposição a baixas temperaturas. Enquanto a adoção de uma dieta equilibrada, a prática de exercícios físicos e a cessação do consumo excessivo de álcool e o tabagismo são medidas preventivas importantes em qualquer estação do ano.

Além dessas ações, também é importante manter os exames médicos em dia, bem como estabelecer uma rotina de consultas regulares com um cardiologista. “O infarto é uma emergência que exige cuidados médicos o mais rápido possível. O tratamento geralmente é medicamentoso e muitas vezes cirúrgico, através do cateterismo cardíaco e da angioplastia coronária”, finaliza Tosoni.


Unidades de Saúde oferecem grupo de apoio ao tabagismo para fumantes e ex-fumantes

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, instituições reforçam o compromisso em apoiar todos aqueles que necessitam de suporte para deixar o vício em cigarro


O tabagismo ainda é considerado um grave problema de saúde pública em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Essa doença crônica é decorrente da dependência à nicotina, uma substância presente em vários produtos que contêm tabaco em sua composição.

O uso excessivo e contínuo de cigarros pode acarretar vários sintomas prejudiciais ao organismo, tais como doenças respiratórias, disfunção erétil e diversos tipos de câncer. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), fumantes têm de 2 a 4 vezes mais chances de desenvolver acidente vascular cerebral (AVC) quando comparados a não fumantes. Em relação ao câncer de pulmão, homens aumentam suas chances em 23 vezes e mulheres em 13 vezes.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) estima que o tabagismo seja responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano, um número que gera grande preocupação.

Pensando nisso, o CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” vem trabalhando em unidades de saúde sob sua administração, a fim de conscientizar e apoiar na luta contra o vício. A Unidade de Saúde da Família (USF) Jardim Aeroporto II de Mogi das Cruzes, administrada pela organização em parceria com a prefeitura local, é um exemplo.

“Em nosso grupo, pessoas que querem largar o cigarro passam a ter acesso a aconselhamentos de profissionais, além de métodos de tratamento, medicamentação e terapias para esse momento tão delicado”, afirma Eliane Pereira Da Silva, enfermeira da unidade e coordenadora do coletivo.

A partir de uma abordagem humanizada e dinâmica, desde 2019, a USF vem realizando o serviço para a população. Já foram cerca de 60 pessoas que receberam todo o apoio necessário durante os meses de tratamento e deixaram de vez o hábito.

“O serviço em Mogi das Cruzes começou por conta da identificação da alta taxa de fumantes na região. Com esse alerta, passamos a nos qualificar da melhor forma para dar assistência nesse sentido aos moradores”, explica a profissional.

Maria Auxiliadora Evangelista, 49, foi uma das participantes que conseguiu se libertar da dependência a partir do serviço, após mais de 20 anos com o vício. “Eu pedi ao médico clínico que me indicasse apenas um remédio, mas ele informou que o tratamento para tabagismo era mais amplo”, conta.

A decisão de buscar ajuda foi motivada pelo reconhecimento de que enfrentar o processo sozinha era bastante desafiador. "Eu tinha a meta de parar de fumar aos 30 anos, mas não consegui. Foi somente aos 47 que percebi a necessidade de fazer algo, de buscar apoio. Eu já estava hipertensa e fiquei com medo de desenvolver mais problemas de saúde", relata.

A paciente, agora ex-fumante, frequentou o grupo por um ano e usou medicação durante três meses. “Nesse tempo, recebi diferentes orientações para lidar com a ansiedade e sobre o que eu poderia fazer para enfrentar tudo da melhor forma. Durante o período, também pude dividir muitas experiências com pessoas que estavam vivendo a mesma situação que eu, nós acompanhamos a evolução um do outro ali”, reitera.

O grupo de apoio ao tabagismo é composto por uma equipe de profissionais como enfermeiros, médicos e dentistas, que realizam sessões com o objetivo de informar e auxiliar o paciente na redução gradual do tabagismo, até o fim da dependência completa. Quando necessário, também é utilizada a abordagem farmacológica, como a terapia de reposição de nicotina por intermédio de adesivos transdérmicos e medicamentos.

Aos interessados, o atendimento é realizado através da identificação de tabagistas por agentes comunitários ou por meio de solicitação na própria unidade de saúde.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial
cejam.org.br/noticias

DROGAS SINTÉTICAS: combate à expansão mundial do consumo mobiliza especialistas


O tema, que está na programação do XXVII Congresso da ABEAD, vai reunir pesquisadores nacionais e internacionais para o debate


A expansão das drogas sintéticas é, hoje, uma das maiores preocupações mundiais na área da saúde. Com efeitos muito mais potentes que as drogas “naturais”, elas são rápidas, baratas e fáceis de produzir, porém, mais difíceis de combater e tratar. O rastreamento da composição dos sintéticos, que está sendo feito em laboratório, no Brasil, é a informação mais aguardada atualmente pelos profissionais que atuam na área de transtornos por substâncias psicoativas no país.

Os canabinoides sintéticos, também conhecidos como “drogas K” - “K2, K4, K9” ou “Spice” -, são potentes agonistas (moléculas que podem se ligar e ativar um receptor para induzir uma reação biológica) dos receptores canabinoides no cérebro. No geral, o mecanismo de ação e os efeitos adversos das drogas sintéticas são semelhantes às drogas tradicionais de abuso.

No Brasil, a coordenadora do Levantamento de Cenas de Uso em Capitais (Lecuca) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Clarice Sandi Madruga, é um dos profissionais que aguardam ansiosamente a conclusão do rastreamento de substâncias. A expectativa dela é divulgar os dados inéditos no XXVII Congresso da ABEAD, que acontece de 03 a 06 de setembro, em São Paulo.

“A avaliação dos canabinoides do K9 ainda está no laboratório. Os dados de Fortaleza, Brasília e São Paulo vão ser liberados em breve e eu gostaria de apresentar em primeira mão, no Congresso da ABEAD, mas não depende de mim. É um trabalho técnico do laboratório para conseguir validar os padrões dessas novas drogas que até agora não foram identificados. Estamos esperando há mais de seis meses”, explica Clarice Madruga. 

O Lecuca monitora, desde 2016, as cenas de uso em São Paulo. Há sete anos, o estudo das dimensões e do perfil dos frequentadores foi feito na Cena de Uso da Luz, região que, até então, tinha a maior concentração de dependentes, e, em 2022, acompanhou a movimentação na Praça Princesa Isabel, antes da dispersão para outros pontos da capital paulista. O último Lecuca, que compreende os anos de 2021 e 2022, foi ampliado para Recife (PE) e Brasília (DF).


NBome: mais potente que LSD

Os efeitos de drogas sintéticas como o NBome (N-Benzilfenetilaminas), alucinógena derivada do grupo da fenetilamina, assustam a população dos grandes centros do Brasil, principalmente, na cidade de São Paulo.

Os dependentes químicos que antes se concentravam em um só local, conhecido como Cracolândia, hoje se espalham por vários pontos da cidade e transitam sob o efeito da droga como se fossem “zumbis”, definição de quem assiste a cenas impressionantes de degradação do ser humano.

A psiquiatra e escritora Fernanda de Paula Ramos explica que as drogas NBome têm efeitos similares ao LSD, sigla de dietilamida do ácido lisérgico, que tem ação estimulante e alucinógena. “No entanto, sua potência é cerca de 10 vezes maior do que a do LSD, sendo, portanto, mais tóxico. Os quadros de intoxicação são, geralmente, mais graves”, destaca a psiquiatra, uma das especialistas que vão participar do Congresso da ABEAD.

Fernanda Ramos ressalta que a droga sintética age por um período de 3h a 13h. “O consumo de NBome pode gerar alucinações, agitação psicomotora, comportamento violento, convulsões, pressão alta, coma e até morte. Não há ainda tratamentos específicos para a dependência dessa droga”, alerta.

O consumo tem sido crescente desde 2013 e, de acordo com o levantamento da UNODC  (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), publicado em junho deste ano, o grupo das fenetilaminas foi o segundo maior grupo de consumo entre as novas substâncias psicoativas. “Ficou atrás apenas dos canabinoides sintéticos”, aponta.

 

CONSUMO MUNDIAL

Os dados do Relatório Mundial sobre Drogas registram que o número acumulado de novas substâncias psicoativas identificadas nos últimos 15 anos atingiu 1.165 substâncias em 2021 e, segundo dados preliminares, 1.184 substâncias em 2022. Das 618 substâncias relatadas para estar no mercado global em 2021, 87 foram recentemente identificadas.

Mais de 296 milhões de pessoas usaram drogas, em 2021, um aumento de 23% em relação à década anterior. Já o número de pessoas que sofrem de Transtornos por Uso de Substâncias (TUS), enquanto isso, disparou para 39,5 milhões, um aumento de 45% em 10 anos.

Ainda de acordo com o relatório, “a produção de baixo custo, fácil e rápida de drogas sintéticas transformou radicalmente muitos mercados de drogas ilícitas. Os grupos criminosos que produzem metanfetamina - a droga sintética fabricada ilegalmente mais difundida do mundo - estão tentando descumprir as leis e as respostas regulatórias por meio de novas rotas de produção, bases de operação e precursores não controlados”.


ALUCINÓGENOS POTENTES NO CONGRESSO ABEAD

 A psiquiatra Fernanda de Paula Ramos apresentará, no congresso, o tema NOVOS ALUCINÓGENOS POTENTES DA FARMACOLOGIA, MÉTODOS ANALÍTICOS, TOXICIDADES, FATALIDADES”

A coordenadora do Lecuca, Clarice Madruga, além dos dados do estudo vai apresentar dados sobre a EPIDEMIOLOGIA DE DROGAS E GÊNERO: PERSPECTIVA NACIONAL E MUNDIAL EM DADOS E INFORMAÇÕES. Segundo a doutora em psiquiatria, as mulheres são mais vulneráveis e, além da dependência química, estão mais sujeitas às doenças mentais.

“Em uma cena de uso, as mulheres têm mais chances de estarem expostas a todos os fatores de riscos. Elas sempre estão em uma situação pior do que a dos homens, têm mais transtornos comórbidos, mais indicação de quadro psicótico, suicídio, tentativa de suicídio, além de doenças infecto contagiosas”, ressalta Madruga que vai apresentar números exclusivos para compreender o perfil das mulheres nas cenas de uso.

O XXVII Congresso da ABEAD será realizado no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, capital. A cerimônia de abertura e palestra magna acontecem na segunda-feira (04/09), a partir das 19h.

No total, no Congresso da ABEAD serão realizadas 176 palestras com profissionais especialistas e renomados de várias regiões do Brasil, referências dos setores público e privado, universidades, organizações não governamentais, organizações de assistência social, do direito, da educação e de saúde. Participam também palestrantes de organizações internacionais dos Estados Unidos, Canadá, Portugal, Argentina, México e Chile.

 



SOBRE A ABEAD

Com sede em Porto Alegre (RS), a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD) reúne psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, advogados, líderes comunitários, conselheiros, professores, entre outros profissionais, que trabalham com Transtornos por uso de substâncias e dependências comportamentais no Brasil e no exterior.
Criada oficialmente em 1989, a preocupação dos profissionais da área da saúde em relação ao álcool surgiu no final dos anos 1970, em São Paulo, como um grupo interdisciplinar. Já no início da década de 1980 realizou o primeiro encontro nacional e, em seguida, ampliou o foco de estudos para outras drogas e as dependências comportamentais. Hoje a ABEAD é referência na discussão e implementação de políticas de prevenção e tratamento do uso de drogas no Brasil e na América Latina. O Congresso, maior evento da associação, é realizado a cada dois anos.
https://abead.com.br/site


Saiba qual a importância do médico nutrólogo em uma dieta nutricional

Doutor Lucas Vanderlei explica a importância do profissional para acelerar o processo de emagrecimento e o tratamento de doenças como diabetes, SOP, dentre outras 

 

A preocupação com a alimentação faz parte da cultura dos brasileiros, e não é de hoje. Já em 2018 a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) publicavam um estudo que apontava que 8 em cada 10 pessoas faz um esforço diário para adotar hábitos saudáveis à mesa.

 

Esse cuidado aumentou ainda mais com a pandemia, como indicam os dados do estudo NutriNet Brasil, uma realização da Universidade de São Paulo (USP) que apontou que em 2020 a frequência de consumo de frutas, hortaliças e feijão cresceu de 40,2% para 44,6%.

 

Mas o estudo da Fiesp e da Ciesp apontou que, quando se trata de buscar informações a respeito das melhores alternativas, 40% procuram a internet, 24%, a televisão, e apenas 18% contactam médicos e nutricionistas.

 

O indicador dá uma ideia a importância de mudar práticas e consultar um médico nutrólogo para alcançar os melhores resultados em uma dieta nutricional.


 

Prevenção de doenças


“A Nutrologia é a especialidade médica que se dedica ao estudo e tratamento dos processos relacionados à nutrição, alimentação e metabolismo no organismo humano”, explica o médico nutrólogo Lucas Vanderlei.

 

“O objetivo principal da nutrologia é avaliar e promover a saúde a partir de uma abordagem integrativa, nutricional, considerando as necessidades específicas de cada indivíduo”, ele reforça.

 

Com graduação em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas e pela Australian National University e especialização em Nutrologia concluída no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE), Vanderlei explica que os nutrólogos trabalham na prevenção de doenças através de mudança de estilo de vida, no diagnóstico e no tratamento de doenças como sobrepeso, obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, distúrbios alimentares e alergias alimentares, entre outras, além de trabalhar auxiliando performance física, ganho de massa muscular e tratamento de gordura localizada.

 

“Nutrólogos também podem prescrever abordagens nutricionais como suplementos, manipulados, terapias injetáveis (soroterapia) e hormonais e medicações específicas para auxiliar no controle e na melhoria dessas condições”, explica Dr. Lucas Vanderlei


 

Nutrologia: Uma especialização recente


A Nutrologia como especialidade médica surgiu no Brasil e é relativamente recente em comparação a outras disciplinas médicas. A Associação Médica Brasileira (AMB) reconheceu oficialmente a especialidade de Nutrologia em 1993. Portanto, desde então, a Nutrologia é uma área médica reconhecida e regulamentada no país.

 


Afinal qual a diferença entre nutrólogo e nutricionista?


“Os nutricionistas possuem formação em Nutrição, uma área das ciências da saúde. Eles completam uma graduação em Nutrição e Dietética, que abrange estudos sobre alimentos, nutrição, fisiologia, dietética e educação alimentar”, responde o médico.

 

“Já os nutrólogos são médicos que se especializaram em Nutrologia. Eles têm formação em medicina, concluem a graduação em medicina e, posteriormente, passam por uma residência ou pós-graduação em Nutrologia para se tornarem especialistas na área”, explica.

 

Por serem médicos, os nutrólogos também têm autorização para prescrever medicamentos relacionados às condições de saúde de seus pacientes. Além disso, nutrólogos têm uma abordagem médica voltada para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças relacionadas à nutrição e ao metabolismo, além de fornecer orientações sobre nutrição e saúde em geral.


 

Diferentes enfoques


Nutricionistas têm uma abordagem mais voltada para a promoção da saúde e a educação alimentar, explica Lucas Vanderlei. “Eles ajudam as pessoas a fazer escolhas alimentares adequadas para atingir metas específicas, como perda de peso, ganho de massa muscular, controle de doenças crônicas, entre outros”. Por isso, estão qualificados para elaborar planos alimentares personalizados de acordo com as necessidades e objetivos individuais de cada paciente.

 

Já o nutrólogo olha para as causas e as condições clínicas de cada pessoa, especialmente através de alterações de vitaminas, de nutrientes e hormonais.

 

“Além de entender quais desses nutrientes e suplementos serão importantes para o objetivo do paciente, seja estético ou esportivo, como performance e ganho de massa muscular. Dessa forma é capaz de orientar as quantidades dos nutrientes e calorias necessárias na dieta”, detalha o especialista.

 

Para o processo de emagrecimento, o nutrólogo vai ser capaz de investigar e detectar as possíveis causas do ganho de peso do paciente, seja por maus hábitos ou através de alterações em exames laboratoriais, como os hormônios. Também é o profissional capacitado e autorizado a fazer diagnóstico de transtornos alimentares como compulsão alimentar.

 

“Além disso poderá prescrever medicações para emagrecimento e redução de apetite e ativos e compostos que possam acelerar o processo de emagrecimento” afirma Vanderlei.


 

Saúde no longo prazo


Ou seja: todas as doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, câncer, síndrome metabólica, gordura no fígado, celulite, osteoporose, obesidade e sobrepeso, podem ser prevenidas com mudança de estilo de vida, alimentação e atividade física.

Essas condições também estão relacionadas com casos de inflamação, de forma que o acompanhamento com o médico nutrólogo pode fazer com que o paciente consiga reduzir as medicações usadas para tratar essas doenças ou até eliminá-las em alguns casos.

 



Dr. Lucas Alexandre Vanderlei - Médico Nutrólogo do IAMSPE e titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia, o Doutor Lucas Alexandre Vanderlei é formado pela Universidade Federal de Alagoas e pela Australian National University e especialista em emagrecimento, performance esportiva e Medicina Canabinóide. Ele atende na clínica Esporte e Nutro localizada em Moema-São Paulo.
https://esporteenutro.com.br/
@dr.lucasvanderlei.nutrologo @esporteenutro


Para avançar no combate à tuberculose, SUS adquiriu 52 mil testes IGRA

 

Recomendado pela OMS para identificar a doença em fase assintomática, exame é fornecido pela multinacional QIAGEN desde 2021


A luta travada contra a tuberculose ganha um novo capítulo no Brasil. Com o objetivo de diagnosticar e tratar os infectados de maneira precisa e efetiva, o Sistema Único de Saúde (SUS), adquiriu cerca de 52 mil testes Interferon Gamma Release Assay (IGRA), como um meio de testagem complementar e avançado, capaz de identificar a presença da doença em pessoas que ainda não apresentam sintomas. A solução, conhecida como QuantiFERON-TB Gold Plus, é fornecida pela multinacional QIAGEN desde 2021.

A medida faz parte dos planos do governo para eliminar a doença até 2035. “A tuberculose é responsável por uma epidemia um tanto quanto silenciosa, mas que segue fazendo vítimas no país. Em 2021 o Brasil bateu o recorde de cinco mil mortes pela doença e, no ano passado, 78 mil novos casos foram identificados, um aumento de quase 5% em relação ao ano anterior”, lembra Raphael Oliveira, Gerente de Marketing Regional LATAM para Diagnósticos Moleculares da QIAGEN.


O que é o novo teste de tuberculose do SUS

No IGRA, já presente em unidades de saúde pública e privada, o sangue do paciente é coletado em quatro tubos e levado para análises laboratoriais que levam até 24h para dar o resultado. Anteriormente, o SUS oferecia apenas o PPD, onde se aplica uma injeção administrada de forma subcutânea, e a reação do organismo é observada dentro do período de até 72 horas após a aplicação, formando uma espécie de caroço que deve ser medido na régua. Se for formada qualquer reação superior a 5 mm, o exame é considerado positivo — mas o paciente precisa voltar ao hospital para as medições. 

Já no caso do IGRA, ao apresentar um diagnóstico rápido e seguro, com a precisão de testes laboratoriais, está entre os mais recomendados pela OMS para identificar a tuberculose em sua fase latente, quando a contaminação já existe, mas sem sintomas no indivíduo. Essa fase assintomática pode se estender por anos, até que a pessoa tenha uma queda de imunidade e a doença se manifeste. Por isso, é essencial que se faça o diagnóstico de maneira precoce e se inicie o tratamento o quanto antes. Estima-se que cada paciente contaminado seja capaz de transmitir a tuberculose para outras 15 pessoas. Portanto, é para conter esse gargalo que precisamos agir”, explica Oliveira.  


Quem tem direito ao teste IGRA


A testagem da Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) é essencial para pessoas do grupo de risco, devido à fase inicial assintomática da doença, que pode durar muito tempo até que a imunidade do paciente seja afetada. No SUS, o IGRA está disponível para crianças maiores de dois anos e menores de dez, que tiveram contato com pessoas com tuberculose ativa, candidatos a transplantes de órgãos, pacientes com HIV – algumas das maiores vítimas dessa enfermidade - e pessoas com doenças inflamatórias imunomediadas, incluindo a psoríase, doença de crohn e artrite reumatoide. 

Considerada uma doença bacteriana, causada pelo bacilo de Koch, a tuberculose ataca principalmente os pulmões. Seus principais sintomas são tosse crônica, febre, perda de peso inexplicada e sudorese noturna em casos graves. É fundamental procurar ajuda médica rapidamente, pois a doença é tratável e curável, mas a cura depende do diagnóstico e tratamento precoce. 

“Após sua fase latente, a doença pode evoluir de forma grave e rápida, portanto, se agora temos ferramentas mais eficazes, continuaremos trabalhando para que uma doença tratável e curável, deixe de fazer tantas vítimas todos os anos. Lembrando que o tratamento pode ser longo, mas é de extrema importância que as pessoas o façam até o final para que a bactéria possa ser combatida e não crie resistência”, conclui o executivo da QIAGEN.  

 

Implante e prótese dentária são a mesma coisa?

 

Imagem de senivpetro no Freepik
 Descubra os mitos e verdades sobre o tema


De suma importância para a reabilitação oral e recuperação da autoestima, o implante dentário é um dos tratamentos mais modernos da odontologia. No entanto, ainda gera muitas dúvidas nos pacientes, pensando nisso a dentista e consultora da Oral Sin, Fernanda Oliani, esclarece mitos e verdades sobre o tema:


Implante e prótese dentária são a mesma coisa

Mito: O implante dentário é um dispositivo que dá suporte para a prótese. “O dente é composto por coroa/raiz e o implante vem para substituir a raiz perdida, ele é fixado no osso da mandíbula ou maxila, comumente feito de titânio. Já a prótese, é a parte visível, o dente que vai ser colocado sobre este dispositivo, devolvendo a capacidade de mastigatória e a harmonia estética para o sorriso. Também vale lembrar que as próteses não precisam estar associadas sempre a um implante, existem outras opções fixas e removíveis”, explica a dentista Fernanda Oliani e consultora técnica da Oral Sin.


O implante dentário só pode ser realizado por pessoas maiores de 18 anos 

Verdade: A indicação é que o procedimento seja realizado a partir dos 18 anos, quando a dentição e desenvolvimento ósseo estão completos e o paciente conta com maturidade para passar pelo procedimento cirúrgico. “Se é uma perda precoce, a criança ou o adolescente vai precisar aguardar este período de crescimento ósseo, no entanto, o dentista usa técnicas para preservar aquele espaço, possibilitando assim que no futuro ele faça o implante, mas também resolvendo imediatamente o incômodo estético causado pela falha através de procedimentos restauradores e aparelhos”, comenta a Oliani. 


Quem faz implante não precisa manter os cuidados com a higiene bucal

Mito: A higienização bucal feita de maneira inadequada pode comprometer os dentes saudáveis e também afetar a estabilidade e manutenção do implante, mesmo não sendo um dente natural é possível desenvolver processo inflamatório e infeccioso nos tecidos ao redor, levando inclusive a perda. “Para a longevidade do implante é importante que o paciente mantenha uma higienização eficiente e que vá ao dentista pelo menos uma vez por ano”, ressalta Dra.Fernanda.  


O corpo pode ter rejeição ao implante dentário
Mito: Não há risco de rejeição. Por se tratar de uma estrutura feita com um material biocombustível. “É preciso entender que rejeição só acontece quando não há compatibilidade do material usado com o corpo, no caso do implante, a peça geralmente colocada é de titânio, que é um material biocompatível. O que pode ocasionar uma perda é a influência de outros fatores, como a escolha de um mau profissional, não seguir corretamente as recomendações no pós-cirúrgico ou a higienização ineficiente realizada pelo paciente”, esclarece a dentista. 


Antes da colocação dos implantes é necessário que o paciente passe por uma bateria de exames

Verdade: Os exames fornecem ao dentista informações imprescindíveis para que a cirurgia seja realizada com sucesso. Por meio deles é possível fazer uma análise da condição sistêmica, da saúde bucal, disponibilidade óssea do paciente, guiando assim o profissional na escolha do tratamento mais adequado. Para a realização do tratamento é necessário fazer avaliação clínica com um especialista na área, exames de imagem tais como a radiografia panorâmica e a radiografia periapical; a primeira permite uma visualização abrangente das principais estruturas bucais em uma só imagem e a segunda traz uma imagem mais minuciosa de uma área específica, mostrando com maior detalhe as estruturas dentinárias e tecido ósseo de suporte, além da relação com demais estruturas adjacentes. Já o exame de tomografia computadorizada mostra, com maior precisão, qual a altura e largura do osso que receberá o implante, minimizando a chances de erros e complicações; e os exames laboratoriais para avaliar o estado geral de saúde do paciente. 


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