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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Chegada da TV 3.0: cinco dicas para preparar anunciantes

 Executivos apresentam pontos que vão do investimento na segmentação de públicos à integração com tecnologias emergentes; TV aberta alcança 50% da população brasileira diariamente

 

O padrão da TV 3.0 será definido até o final de 2024. Isso representa a próxima etapa na evolução do sinal público de televisão e que promete oferecer melhor qualidade de imagem e de som para os telespectadores, devendo entregar resolução de 4K/8K, HDR (High Dynamic Range), áudio 3D e suporte a transmissão via streaming de banda larga. Essa atualização é algo que tem a capacidade de alcançar os usuários em proporção nacional, de forma gradual, visto que a TV aberta alcança 50% da população diariamente com média de tempo que ultrapassa 5 horas de acordo com um levantamento do Kantar IBOPE Media.  

É fato que as mudanças na TV aberta têm relação com os hábitos de consumo da população, que está cada vez mais adepta ao streaming e tem preferência por uma publicidade mais segmentada e menos interruptiva. “O poder de escolha está nas mãos das pessoas. Essa transição representa um avanço na transmissão de informações através da TV pois, além de permitir que o público consuma conteúdo de uma forma semelhante ao streaming, mostra que as marcas devem fazer um novo movimento para promover uma publicidade mais personalizada e menos interruptiva, que conversa diretamente com as necessidades das pessoas, no ambiente”, comenta Caio Machado, Diretor Executivo da Curious, agência de publicidade que articula dados e criatividade para impulsionar os negócios.  

Para Gustavo Franco, Country Manager da Labelium, empresa de origem francesa que desenvolve soluções para a otimização de performance digital, “a TV 3.0 irá trazer não somente benefícios para os consumidores, que terão a sua disponibilidade uma qualidade muito superior de som e imagem, mas também para os anunciantes, que poderão segmentar ainda mais suas estratégias por meio dos dados disponíveis e coletados de navegação das programações. Isso implicará para a indústria de mídia um novo momento de integração entre táticas de mídia”. 

Pensando nisso, os executivos reuniram cinco dicas para garantir a efetividade das campanhas digitais na TV 3.0 elencando os fatores que devem ser considerados para que o mercado se prepare para a novidade: 

1.   Investimento na segmentação de públicos

Com a chegada da TV 3.0 no Brasil, um novo desafio se impõe, visto que a tendência da tecnologia é gerar uma audiência cada vez mais pulverizada. Dessa forma, uma publicidade direcionada e segmentada será premissa.  

1.   Foco em regionalização

Isso é algo que já existe na TV tradicional, mas que vai ganhar escala com a transição. Se apropriar de temas levando em consideração a presença regional de cada público é uma premissa para marcas que desejam se conectar com os consumidores e sair na frente da concorrência.  

1.   Fortalecimento da cultura de dados

A tecnologia vai demandar uma nova relação dos anunciantes com os dados, pois há novas possibilidades de metrificação na TV 3.0. É importante que as marcas estejam alinhadas com a agência parceira para entender os planos de medir os impactos da publicidade no ambiente.  

1.   Entendimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Com maior poder de decisão e acesso à publicidade segmentada, os usuários têm total liberdade para compartilhar ou não os seus dados. É uma oportunidade de gerar confiança a partir do aprofundamento na Lei Geral de Proteção de Dados para garantir a transparência sobre como os dados dos telespectadores estão sendo utilizados. 

1.   Integração com tecnologias emergentes

Para criar campanhas de impacto e aumentar o potencial de engajamento, o aprofundamento em tecnologias emergentes, como a inteligência artificial, se mostra um ponto importante para construir projetos relevantes e diversificar os formatos da publicidade na TV 3.0. 


CIC Leste leva serviços de documentação à população de Guaianases

No próximo sábado (26), das 10h às 15h, o Centro de Integração da Cidadania (CIC) Leste, da Secretaria da Justiça e Cidadania, estará em Guaianases oferecendo serviços à população numa ação promovida pela Associação Olhar Amigo em Guaianases, zona leste da capital.

No evento a equipe do CIC Leste realizará a 2.ª via de certidões (nascimento, casamento e óbito) e o agendamento de RG, além de informar a população sobre os outros serviços e atendimentos oferecidos pela unidade diariamente em sua sede no Itaim Paulista.

 

Data: Sábado, 26 de agosto de 2023

Horário: 10h às 15h

Local: Estrada Dom João Nery, 4483 - Vila Lourdes, São Paulo

Localização: https://goo.gl/maps/5BzaPv6W9tsNUeUv7


Renovação do Visto Americano: o que você precisa saber?

 A obtenção e renovação do visto americano são processos cruciais para aqueles que desejam viajar ou viver nos Estados Unidos. 

 

O tempo de espera para uma entrevista do visto de turismo e negócios para os Estados Unidos no posto consular de São Paulo diminuiu e as filas são praticamente inexistentes, tendo, inclusive, algumas datas disponíveis para o mês de novembro. A advogada especialista em imigração, Ingrid Baracchini, observa que o interessado em obter o visto americano deve se preparar e seguir o passo a passo para otimizar a renovação do documento. 

De acordo com Baracchini, o visto americano possui uma validade padrão de 10 anos. Ela explica que tanto quem está solicitando o visto pela primeira vez quanto quem está renovando-o receberá um visto com essa duração. Entretanto, a advogada ressalta que a renovação pode ser solicitada somente quando o visto anterior expirou há menos de 48 meses, e desde que não haja nenhum impedimento, como deportação, descumprimento das regras ou exceder o prazo de estadia nos Estados Unidos. 

Quanto ao processo de renovação, Baracchini informa que difere do pedido de visto original. No caso da renovação, o solicitante comparece apenas ao Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) para a retirada de digitais e fotografia, além de entregar o passaporte. “O passaporte será enviado para o consulado, podendo resultar em uma entrevista, mas isso é raro, a menos que existam problemas ou questões pendentes relacionadas ao solicitante”, ressalta a advogada. 

Sobre os documentos necessários para a renovação, a especialista esclarece que não são exigidos documentos adicionais. O preenchimento do formulário DS, de forma completa e atualizada com informações sobre trabalho, cursos, graduações e salário, é o suficiente. Além disso, ela enfatiza que o passaporte anterior, contendo o visto vencido, é requisito para o processo de renovação. Quanto à taxa, esta é de 185 dólares.  

A advogada afirma que, na renovação, o visto não é negado, mas, “em casos em que possa haver algum problema é agendada uma entrevista para esclarecimento. Durante essa entrevista, o cliente pode apresentar evidências para solucionar qualquer empecilho. Se ainda assim for negada, e o solicitante atender aos requisitos, é possível reaplicar novamente após a negativa”, explica Baracchini. 

Tendo consciência da importância de tornar o seu processo otimizado, fica claro o quanto a orientação correta no processo de obtenção ou renovação do visto americano por meio da assessoria de um especialista em imigração, é decisivo para tornar o sonho de viajar ou viver nos Estados Unidos uma realidade concreta. “Todos nós podemos efetuar o pedido de visto, mas é sempre importante ter em mente os prazos e os possíveis problemas que podem ocorrer no andamento do processo”, finaliza Ingrid Baracchini.


Método desenvolvido na Unesp permite limpar água contaminada por glifosato

 

À esquerda, solução com a celulose extraída do bagaço
de cana-de-açúcar. À direita, as fibras em contato com material
 contaminado por glifosato e submetido ao método de determinação
de glifosato em diferentes pHs
(
foto: Maria Vitória Guimarães Leal)


Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma estratégia para remover da água resíduos de glifosato – um dos herbicidas mais vendidos no mundo. Idealizada de acordo com os conceitos da economia circular, a técnica usa como matéria-prima o bagaço da cana-de-açúcar, um detrito gerado nas usinas durante a produção de açúcar e de etanol.

“Isoladas e funcionalizadas quimicamente, as fibras de celulose do bagaço podem ser empregadas como material adsorvente [superfície sólida insolúvel, geralmente porosa, à qual moléculas dispersas em um meio líquido ou gasoso podem aderir], retendo em sua superfície as moléculas do glifosato. Dessa forma, é possível remover, por filtração, decantação ou centrifugação, o contaminante da água”, conta à Agência FAPESP Maria Vitória Guimarães Leal, primeira autora do artigo publicado na revista Pure and Applied Chemistry.

Devido ao baixo custo e alto potencial para intensificar a produtividade agrícola, o glifosato tem sido amplamente empregado no controle de ervas daninhas em diversas culturas agrícolas. Contudo, estudos apontam possíveis impactos à saúde humana, sobretudo aumento no risco de câncer. A aplicação de produtos contendo glifosato foi restringida ou banida em países como Alemanha, Áustria, Dinamarca, Bulgária, Grécia, Colômbia, Costa Rica e El Salvador, entre outros. No Brasil, porém, são usadas 173.150,75 toneladas ao ano – sendo parte desse montante carregada pelas chuvas, podendo contaminar rios, riachos, poços e outros ambientes aquáticos.

Com apoio da FAPESP por meio de três projetos (14/50869-620/06577-1 e 21/09773-9), pesquisadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp, em Presidente Prudente, buscaram uma forma para remover o produto do meio aquoso. O trabalho foi coordenado pelo pós-doutorando Guilherme Dognani e pelo professor da FCT-Unesp Aldo Eloizo Job.


Passo a passo

Dognani detalha o procedimento: “Depois de triturar o bagaço, é preciso isolar a celulose, separando-a da hemicelulose e da lignina, que também compõem o resíduo da cana-de-açúcar. Isolada a celulose, o passo seguinte é funcionalizar as fibras, agregando grupos de amônia quaternária em sua superfície, conferindo carga positiva ao material, e possibilitando assim obter microfibras catiônicas de celulose (cCMF, da expressão em inglês cationic cellulose microfibers), que se ligam facilmente ao glifosato”, relata.

Leal acrescenta que algumas condições podem favorecer o processo. É o caso da variação do pH, que foi o foco do estudo. “Ao variar o pH, tanto o material adsorvente quanto o glifosato apresentam diferentes configurações moleculares. O pH 14 é o mais eficiente para a interação entre eles, gerando uma maior adsorção e, consequentemente, melhor remoção”, afirma.

Para avaliar a capacidade de adsorção, a partir de uma solução única de glifosato, foram preparadas frações com pH 2, 6, 10 e 14, ajustadas com auxílio de pHmetro. Em seguida, foram adicionadas a cada fração quantidades idênticas de microfibras de celulose funcionalizadas. Os frascos com a solução contaminada por glifosato mais a celulose foram mantidos sob agitação por 24 horas. Seguindo o procedimento descrito na literatura, as soluções foram aquecidas em banho-maria para que a reação ocorresse, resfriadas à temperatura ambiente e então analisadas por espectrofotometria na região do espectro visível. A eficiência de remoção foi calculada de acordo com a relação entre a concentração final e a concentração inicial de glifosato em cada amostra. E a capacidade de adsorção em função do pH foi calculada em seguida.

O artigo pH dependence of glyphosate adsorption from aqueous solution using a cationic cellulose microfibers (cCMF) biosorbent pode ser acessado em: www.degruyter.com/document/doi/10.1515/pac-2022-1205/html.

 

José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/metodo-desenvolvido-na-unesp-permite-limpar-agua-contaminada-por-glifosato/42199/


Entenda o que é e como funciona o grupo de países emergentes chamado Brics

 

Freepik

Formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o grupo triplicou a sua participação na economia do planeta e hoje representa 26% do PIB global

 

O Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, reúne-se pela 15ª vez a partir desta terça-feira, 22/8, em Joanesburgo, África do Sul, com a expectativa de ganhar adesão de novos países.

Dos cinco membros originais, o encontro terá a presença de chefes de Estado de quatro países. Por causa da guerra na Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, enviou representantes.

A reunião ocorre sob a tensão da guerra e o plano da China de permitir a ampliação do grupo.

O bloco, no entanto, não divulgou a lista dos países que querem fazer parte do Brics. Apenas informou que cerca de 40 países manifestaram interesse e listas paralelas de 18 candidatos passaram a circular nos últimos dias.

A decisão sobre a inclusão de novos membros e uma eventual ampliação do bloco precisa ser tomada por consenso dos cinco integrantes atuais.


FILIAÇÃO

Com 26% do Produto Interno Bruto (PIB) global, o Brics não tem um critério formal de filiação. O grupo funciona mais ou menos nos moldes do G7 (grupo das sete maiores economias do planeta), que periodicamente se reúne para discutir políticas externas.

Nos últimos anos, o Brics tem ganhado força ao promover acordos de cooperação mútua e constituir um banco de desenvolvimento, atualmente presidido pela ex-presidenta Dilma Rousseff.

Nascido de um acrônimo (palavra formada por iniciais) cunhado em 2001 por Jim O’Neil, então economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, o Brics nasceu como Bric, que também significa tijolo em inglês.

Na época, o economista tentava designar economias emergentes com alto potencial de crescimento no século 21.

Somente em 2006, os quatro países constituíram um fórum formal de discussões, na Reunião de Chanceleres organizada à margem da 61ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro daquele ano.

Após um período em que apenas ministros de Relações Exteriores se encontravam, o Bric promoveu a primeira reunião de chefes de Estado em 2009, na Cúpula de Ecaterimburgo, na Rússia.

Em 2010, foi realizado o segundo encontro, em Brasília. Em 2011, na terceira reunião de cúpula, em Sanya (China), a África do Sul foi incluída, e a sigla ganhou a letra s.


BANCO

Em 2014, a integração aumentou, com o anúncio da criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do Brics, na reunião de cúpula em Fortaleza, em julho daquele ano.

Fundada formalmente em 2015, a instituição financia projetos de infraestrutura e crescimento sustentável nos países-membros.

Em oito anos, o NDB emprestou US$ 33 bilhões para 100 projetos de infraestrutura, energia renovável, transporte, entre outras iniciativas.

Também em 2014, foi formado o Fundo de Reservas do Brics para preservar a estabilidade financeira dos países membros em tempos de crise.

Reserva de recursos para ser usada como socorro em caso de necessidade, o fundo nasceu com US$ 100 bilhões. Desse total, US$ 41 bilhões vieram da China.

Brasil, Índia e Rússia contribuíram com US$ 18 bilhões cada, e a África do Sul entrou com os US$ 5 bilhões restantes.

No caso do Brasil, os recursos vieram de uma parte das reservas internacionais do Banco Central alocadas no fundo.

Nos últimos três anos, o NDB expandiu-se e passou a permitir a adesão de países em desenvolvimento ou do chamado “sul global”. Bangladesh, Egito e Emirados Árabes Unidos ingressaram no banco. O Uruguai passará a integrar a instituição em breve.


PERSPECTIVAS

De 8% do PIB global em 2001, o Brics mais que triplicou a participação na economia do planeta de lá para cá.

No mesmo período, a participação do G7 recuou de 57% para 43%, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

No entanto, esse crescimento não é homogêneo. Nos últimos dez anos, as economias da China e da Índia cresceram 6% anuais em média, enquanto o PIB do Brasil, da Rússia e da África do Sul aumentou 1% anualmente.

Além da integração financeira, o Brics traz oportunidades para a ampliação do comércio entre os países membros.

O Brasil exporta comida, minérios e tecnologia para a extração de petróleo. Em contrapartida, uma política de integração aumenta o acesso do país a minérios raros e a tecnologias emergentes desenvolvidas pela China (como painéis solares, baterias de longo armazenamento, carros elétricos, 5G e inteligência artificial).

O Brasil também pode se beneficiar dos recursos naturais e energéticos da Rússia, dos produtos farmacêuticos e dos serviços de tecnologia de informação da Índia e dos minérios tradicionais (ouro, platina e diamante) da África do Sul.

 

Agência Brasil

 

Cibersegurança segue como forte tendência para a indústria 4.0

Ataques cibernéticos na área da indústria podem trazer grandes prejuízos operacionais e financeiros

 

 

Na área industrial, recursos de automação e da integração das mais importantes tecnologias emergentes, incluindo conceitos como Internet das Coisas, Inteligência Artificial (IA), Big Data e Computação em Nuvem, entre outros, compõem a chamada “Indústria 4.0”. Nessa nova fase, além da modernização dos processos, é necessário tomar cuidado quanto à proteção dos dados que transitam dentro do sistema. E é aí que o tema da ema da cibersegurança têm aparecido como forte tendência para os próximos anos. 

Os investimentos na área devem aumentar bastante no ciclo que virá. O mercado global de segurança cibernética industrial deve movimentar US 42,96 bilhões até 2029, segundo a Meticulous Research. 

Mas qual seria o motivo de tanto preparo e tanta precaução? A resposta está nas frequentes ameaças e incursões de hackers. Pesquisas do Gartner indicam que 88% dos líderes de negócios de empresas da área industrial veem o risco relacionado à segurança cibernética como um risco comercial, e não apenas um risco tecnológico. Além disso, 51% dos entrevistados sofreram um incidente de risco de segurança cibernética nos últimos dois anos – número que vem aumentando paulatinamente, à medida que as fábricas ganham escala em seus projetos de automação e integração tecnológica. 

“Malwares, como vírus, worms e ransomware, representam uma grande ameaça para a indústria. Esses ataques podem paralisar operações, roubar informações confidenciais ou exigir resgate financeiro para restaurar o acesso aos sistemas”, explica Rogério Tarelho, Líder da Plataforma de Cibersegurança da Flowti, empresa de Blumenau completamente fluente em soluções de tecnologia e inovação, desenvolveu, em seus mais de 25 anos, um portfólio amplo que também oferece soluções de cibersegurança. 

Muitas empresas industriais operam com sistemas legados que podem não receber atualizações regulares de segurança. Isso deixa esses sistemas vulneráveis a ataques, pois as correções de segurança não são aplicadas. 

Falhas de segurança em dispositivos e sistemas IoT também podem ser uma porta de entrada, que podem ser exploradas por invasores para obter acesso não autorizado a sistemas industriais.

 

Buscando uma solução 

A solução pode ter início a partir do reconhecimento do problema. É o que afirma Rogério Tarelho. “Antes de tudo é fundamental se conscientizar de que o risco é real. A percepção de que a segurança cibernética representa um risco comercial reflete a compreensão de que as violações de segurança podem ter um impacto financeiro substancial, incluindo perda de receita, danos à reputação da empresa, custos de recuperação e possíveis ações legais”, explica. 

Para ajudar no combate às ameaças na indústria, ferramentas como o “SOC as a service”, que opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, contribuem para a resolução. Ele integra dados relevantes de segurança, correlaciona eventos para identificar incidentes e retém dados para fins de conformidade ou potenciais análises e investigações forenses. 

“Além dele, o Firewall como Serviço possibilita que a empresa terceirize toda a gestão do firewall, com acesso a equipamentos e licenças necessários para melhorar a segurança de toda a operação, aumentando as barreiras de proteção com tecnologias inovadoras e precisas”, encerra Tarelho.


Dentro das torres de vidro: A solidão invisível do Mundo Corporativo"

Em plena era da hiperconexão, onde as redes sociais nos mantêm atualizados sobre o café da manhã do nosso colega de trabalho ou as férias daquela amiga da escola que você não vê há anos, um paradoxo se apresenta em meio aos arranha-céus e estações de trabalho: a solidão no ambiente corporativo.

Pode parecer estranho. Como pode alguém se sentir só em meio a um oceano de conversas por e-mail, reuniões via Zoom e bate-papos casuais na máquina de café? Mas, acredite, essa sensação é tão real quanto os números em uma planilha Excel.

O universo corporativo tem suas próprias normas, sua própria linguagem. As máscaras profissionais que vestimos todos os dias – de eficiência, assertividade e confiança – frequentemente ocultam sentimentos de inadequação, insegurança e, sim, solidão. Num mundo onde estamos constantemente correndo contra o relógio, competindo por reconhecimento ou simplesmente tentando nos manter à tona, às vezes esquecemos que por trás de cada crachá há um ser humano.

E então, os silêncios começam. Silêncio em não compartilhar o quanto você está se sentindo sobrecarregado. Silêncio sobre aquela crítica que te machucou. Silêncio sobre a sensação de estar sempre conectado, mas, de alguma forma, se sentindo mais desconectado do que nunca.

Claro, a tecnologia desempenha seu papel. Em vez de almoçarmos com um colega, muitos de nós optamos por comer rapidamente em nossas mesas enquanto checamos e-mails. As interações humanas reais estão sendo substituídas por mensagens instantâneas e curtidas nas redes sociais. E em meio a essa revolução digital, a empatia, o simples ato de olhar nos olhos de alguém e realmente ouvir, está se tornando uma arte perdida.

Contudo, a esperança reside em nós mesmos. Se você sente essa solidão, chances são de que alguém ao seu lado também sinta. Talvez seja hora de começarmos a desfazer essa teia invisível de isolamento. Comece com um simples "oi" ou um convite para um café. Tire um momento para se desconectar do virtual e se reconectar com o real.

Porque, no final das contas, por trás dos crachás, das metas e dos ternos bem cortados, todos nós buscamos a mesma coisa: conexão. E em um mundo dominado por algoritmos e métricas, talvez essa conexão humana seja o verdadeiro segredo para o sucesso.

Então, da próxima vez que você se encontrar em uma sala cheia, olhando para as luzes da cidade através de uma janela imensa, lembre-se: você não está sozinho. E a solução pode estar a apenas um "olá" de distância

Até a próxima!

 


Francisco Carlos
CEO Mundo RH

 

 

Raciocínio lógico: como desenvolvê-lo pode contribuir para uma vida mais consciente e bem-sucedida

 

Divulgação

Leitura, jogos de tabuleiro e até atividades físicas podem ser estímulos para um pensamento eficiente

 

O pensamento lógico se resume a capacidade de raciocinar de forma clara, coerente e consistente, que não se limita apenas ao âmbito acadêmico ou profissional, mas também como uma ferramenta valiosa para a resolução de problemas do cotidiano. Pequenas atividades como cozinhar, calcular o tempo de um trajeto, organizar materiais em uma mochila ou até mesmo fazer compras no supermercado, exigem dessa habilidade, que precisa ser treinada e estimulada constantemente. 

Mas como aprimorar essa capacidade? Mariana Bruno Chaves, formada em Letras pela USP, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, conta que há inúmeras formas de treinar o raciocínio lógico, que podem ser aplicadas no dia a dia das crianças e mantê-las por toda a vida. Uma delas é o estímulo à leitura, que contribui para a expansão do vocabulário e a assimilação da gramática. Livros são fontes ricas para fomentar a criatividade e a imaginação da criança, permitindo a construção da opinião, a aquisição de cultura e conhecimento do mundo. 

Uma estratégia que vale ser aplicada é a busca por atividades saudáveis, que contribuam para que o cérebro permaneça jovem por mais tempo e tenha um alto raciocínio. “Aqui valem os exercícios físicos, que melhoram o fluxo sanguíneo, uma dieta balanceada, que colabora para que os neurônios vivam mais e, por fim, ter uma boa noite de sono, para que o cérebro funcione com agilidade e mantenha a concentração e o raciocínio lógico”, detalha. 

Outra dica muito valiosa é introduzir, logo nos primeiros anos de vida das crianças, a prática de exercícios lógicos, seja por meio de jogos, como o xadrez, o aprendizado de uma nova língua, como o inglês, que hoje está muito presente na rotina de todos, ou até mesmo solucionar problemas matemáticos. “Se você quer desenvolver seus músculos, precisa exercitá-los. Com o cérebro acontece exatamente a mesma coisa. É a chamada “ginástica mental”, conclui Mariana. 

Uma atividade que também contribui muito é o Kumon, que oferece uma metodologia única, que permite ao aluno desenvolver habilidades essenciais para estimular o raciocínio lógico, proporcionando melhores resultados durante a vida acadêmica e profissional. Essas habilidades são desenvolvidas por meio do estudo das disciplinas de matemática, português, inglês e japonês para alunos de todas as idades e conta com material didático próprio e autoinstrutivo, além de orientação e planejamento individualizados, que desenvolvem a autonomia, disciplina e autoconfiança das crianças. 

Mariana Chaves lembra que o equilíbrio é fundamental. Incluir essas atividades na rotina ajudam a manter o cérebro ativo e estimulado, mas também é necessário reservar um tempo para descanso e relaxamento.


Economia de combustível: algumas dicas que vão ajudar a diminuir o consumo


Em tempos de aumento nos valores nas bombas, pequenas atitudes podem refletir no bolso do motorista

 

Na última semana a Petrobras anunciou reajustes nos valores da gasolina e do diesel para as distribuidoras, com alta para a gasolina de R$ 0,41 e para o diesel de R$ 0,78. Muitas pessoas não sabem, mas pequenas atitudes no dia a dia ajudam, e muito, na redução do consumo do combustível, o que certamente reflete no bolso do motorista. 

 

Otimizar o consumo e gastar menos combustível pode ser uma questão de hábitos na condução e na correta manutenção do veículo. “O motorista pode estar contribuindo, por puro descuido, para que seu veículo consuma mais combustível do que o necessário para fazer seus trajetos diários”, explica Danilo Ribeiro, Coordenador do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação – CTTi da DPaschoal.

 

Um dos pontos que auxiliam na redução do consumo de combustível é a manutenção dos pneus calibrados, de acordo com as especificações do fabricante, pois rodar com os pneus murchos aumenta a resistência ao rolamento, o que eleva o consumo. Para evitar esse aumento no consumo, é importante saber a calibragem ideal dos pneus do automóvel, informação que pode ser encontrada no manual do proprietário e, na maioria dos modelos, na coluna da porta do motorista. Além disso, verificar a calibragem a cada 15 dias é muito importante e, se for necessário ajustar a calibragem, o mais indicado é que isso seja feito quando o pneu está frio.

 

Evitar trajetos com muitas paradas, principalmente pela manhã também é uma grande saída para economizar, pois o motor frio consome mais combustível do que quando está em temperatura de trabalho, ou seja, devidamente aquecido. Além disso, dar a partida e tirar o veículo da inércia também consome mais combustível do que quando se está rodando numa estrada. Muita gente tem o costume de sair com o carro pela manhã, rodar alguns minutos e logo parar, rodar mais alguns minutos e parar novamente, dar a partida e rodar mais alguns minutos, e logo parar em um outro ponto, isso é uma situação de extremo consumo de combustível. A dica é evitar ao máximo paradas desnecessárias, tentando fazer tudo apenas com um destino, programando o percurso com antecedência, evitando ruas congestionadas, que podem forçar a rodar apenas em 1ª e 2ª marchas.


Os engenheiros trabalham para maximizar a passagem do ar pelo veículo, de forma que haja o mínimo distúrbio possível, o que eles chamam de aerodinâmica. Quando se roda com os vidros abertos, provoca grandes turbulências durante a passagem do ar pelo “corpo” do veículo, e isso ajuda a aumentar o consumo de combustível. Por isso, sempre que possível, o indicado é dirigir com os vidros fechados. O ar-condicionado também tem grande relevância quando o assunto é a condução do veículo com os vidros fechados ou não. Em velocidades mais baixas ou em situações de trânsito mais intenso, o efeito do ar-condicionado ou das janelas abertas pode ser mais significativo em relação ao consumo de combustível. Já em velocidades mais altas, como na estrada, a resistência aerodinâmica desempenha um papel mais importante, então manter as janelas fechadas pode ser mais eficiente. Uma boa prática é fechar as janelas e usar o ar-condicionado com moderação, especialmente em situações que exijam mais potência do motor.

 

Quanto mais peso o veículo estiver carregando, certamente mais combustível ele gastará. Nem sempre é possível diminuir a quantidade de bagagem, mas, quando houver essa possibilidade, é importante pensar bem no que será carregado, especialmente na hora de pegar a estrada. “Tudo que puder ser evitado, pode contribuir para a redução do consumo e, consequentemente, de gastos. Um peso adicional de 50 quilos, por exemplo, pode elevar o consumo médio em até 2%, por isso é importante estar atento a objetos que ficam permanentemente no porta-malas, como caixas de ferramentas, carrinhos de bebê, galões d’água, dentre outros ", explica Danilo Ribeiro.

 

Nem sempre é possível evitar o processo de acelerar e em seguida frear o carro, especialmente na cidade, e quando o tráfego está intenso. Mas é importante saber que essa sequência de ações tende a consumir mais combustível. Por isso, seja em câmbio automático ou manual, a aceleração progressiva e contida é a melhor saída para aproveitar a eficiência no consumo de combustível. Ao arrancar, o motorista deve escalonar bem as marchas, sendo que a primeira é apenas para o sair da imobilidade, a segunda deve ser utilizada até 20 km/h, a terceira até 40 km/h e assim por diante. No câmbio automático é preciso manter o pé na mesma posição, para o aumento da rotação e velocidade, pois quanto mais trocas no câmbio, maior será o consumo, devido ao trabalho dos componentes internos.

 

Dirigir com o pé sobre o pedal da embreagem também é uma prática de muitos motoristas, porém ela é extremamente prejudicial ao consumo de combustível e acelera muito o desgaste deste componente. “Por mais leve que seja a pressão sobre o pedal, isso já gera um pré acionamento da embreagem, e desta forma há um desperdício de energia que não gera trabalho algum em prol do veículo, porém precisará de mais combustível”, indica o Coordenador do CTTi DPaschoal.

 

Os filtros de combustível, óleo e ar são simples de trocar e baratos, porém quando estão com excesso de sujeira e detritos, reduzem sua área de filtração, exigindo do motor um “esforço” adicional, o que gera aumento do consumo de combustível. Com isso, manter os filtros sempre em boas condições e trocá-los na frequência indicada pelo fabricante, no manual do proprietário, é de extrema importância.

 

O mau funcionamento de diversos componentes do veículo pode acarretar em maior consumo de combustível, por isso é importante realizar as revisões do carro conforme indicação do fabricante, antes de uma viagem longa, ou mesmo quando detectar algum problema. Essas revisões também são importantes para garantir a segurança e tranquilidade de quem utiliza o veículo. Manter o motor em dia, com as velas de ignição substituídas na frequência correta, só utilizar óleo lubrificante específico do motor e trocá-lo de acordo com o manual, pode evitar aumentos de 2% a 3% no consumo de combustível.

 

Respeitar os limites de velocidade é uma obrigação legal e reduzir a velocidade é economia. Mudar o patamar da velocidade numa rodovia de 130km/h, para 110km/h pode reduzir em até 25% o consumo do combustível, e diminuir a velocidade de 110km/h para 95km/h, a economia será de cerca de 10%. Oferecer ou ir de carona, é algo bem simples e não custa nada. A média de pessoas por veículo nas grandes cidades é de 1,4 passageiros, isto quer dizer que a grande maioria das pessoas viaja sozinha. Atualmente existem diversos aplicativos que ajudam a identificar pessoas interessadas em compartilhar seus carros e oferecer caronas.

 

“No geral, essas mudanças nos hábitos de condução e na manutenção do veículo resultam em economias significativas de combustível. Além de poupar dinheiro, o motorista também pode contribuir para um ambiente mais limpo, reduzindo as emissões do veículo. Importante lembrar de que a manutenção do veículo deve ser feita por profissionais e estabelecimentos sérios e de confiança. Recomendo a todos que adotem essas práticas e vejam os resultados por si próprios", finaliza Danilo Ribeiro. 




DPaschoal

https://www.dpaschoal.com.br  

 

 

 

Pensão pode ficar maior do que rendimentos do pagador

Caso corre em segredo de justiça em SP

 

As pensões milionárias são conhecidas especialmente no mundo dos astros e estrelas seja na música, nas artes ou no futebol. Embora não sejam maioria na realidade brasileira, em que mães acabam por criar sozinhas os filhos, as altas cifras das pensões alimentícias também permeiam uma parcela da população. 

A lei 5.478/1968 é a que regula a pensão alimentícia. O percentual médio que a Justiça estipula costuma ser em torno de 30% dos rendimentos de quem irá pagar, mas, esse percentual pode variar conforme as condições financeiras do pagador e, também, de quem recebe. 

“Existem casos em que se adota práticas desproporcionais”, explica o advogado Cleber José Rangel de Sá, que mantém um escritório atuante em Direito da Família há mais de 30 anos em São Paulo. Ele conta que, “em determinados processos, fica a impressão da adoção de entendimentos padronizados. O que mais tem me impressionado é o tratamento uniformizado, por assim dizer, daquelas situações diferenciadas como as que o pensionante é titular de um grande patrimônio, mesmo sendo visível, ano a ano, o declínio da sua renda”. 

Um desses exemplos, que tramita na Justiça de São Paulo, é de um pensionante (aqui não identificado porque o caso corre em segredo de Justiça), com patrimônio em torno de R$ 10 milhões e com rendimentos mensais de cerca de R$ 50 mil, que paga pensão mensal de R$ 55 mil a seus dois filhos. No ano passado o total de pensionamento foi de R$ 660 mil. “São meus filhos e eu quero o melhor para eles. Mas, o pagamento deve ser proporcional aos meus ganhos e à necessidade deles. Para se ter uma ideia, cada um recebe R$ 28 mil mensais, e a escola, que é a maior despesa, é de R$ 5 mil por mês”, considera. 

Ele está preocupado com o revés que já está enfrentando nos negócios. Com isso, a qualquer momento, pode não dar conta da alta pensão. “Meu patrimônio já está sendo consumido e daqui a pouco vou ter que vender propriedades. E vale lembrar que esse patrimônio será deles no futuro.” Diz ainda que a pensão paga não é submetida a prestação de contas. 

O advogado Cleber José Rangel de Sá considera “preocupante o conservadorismo exacerbado por parte da Justiça ao resistir a revisões, mesmo diante de fatos e provas novas, que podem sinalizar o desequilíbrio entre as realidades de pensionante e de pensionado”. 

O diretor secretário geral da OAB Subseção de Santo Amaro, em São Paulo, Gustavo Diaz Rosa, esclarece que a OAB defende o livre exercício da advocacia. “O ideal é sempre a busca de um acordo por meio da negociação entre os envolvidos evitando que o processo se prolongue, inclusive com novos recursos.”

 

Celebridades

A imprensa sempre noticia casos envolvendo pessoas públicas registrando situações como a de Mick Jagger (o terceiro maior patrimônio no mundo do rock), que paga uma pensão mensal aproximada de R$ 100 mil; do atleta Eder Militão, que paga cerca de R$ 7 mil para a filha e tem um rendimento de em torno de R$ 100 mil por dia; ou ainda do cantor Wesley Safadão, que paga 40 salários mínimos de pensão e ganha, em média, R$ 350 mil por show e chega a fazer 25 por mês. “Eu não fujo de minhas responsabilidades, mas, me sinto tratado pela Justiça de uma forma mais dura até mesmo do que celebridades, que têm ganhos e patrimônio muito maiores que o meu. Além do lado financeiro, me sinto afetado psicologicamente!”, diz o pai.


Agosto Laranja: diagnóstico de doenças progressivas alerta para necessidade de reflexão sobre autocuratela

Autocuratela
Banco de imagens

Manifestação de livre vontade formaliza os desejos patrimoniais do paciente para uma eventual curatela no futuro

 

Receber o diagnóstico de uma doença progressiva gera impactos significativos na vida do paciente. Pensar no futuro torna-se uma necessidade. E quando falamos na necessidade de cuidados no futuro, você já ouviu o termo autocuratela?

A medida consiste em um documento que formaliza os desejos de uma pessoa para uma eventual impossibilidade de manifestá-los no futuro, seja sobre quem ela deseja que fique responsável pelos seus cuidados, seja sobre como ela gostaria de que seu patrimônio fosse administrado. Ela pode ser alterada a desejo do paciente enquanto ele puder demonstrar sua vontade, mas é uma forma de reforçar a importância de que as vontades sejam respeitadas.

A autocuratela não necessita de laudo médico, tampouco é levada à Justiça. Ela passa a ter efeito prático apenas quando, e se, a pessoa ficar efetivamente incapaz. Neste caso, é necessário um processo de curatela no qual os desejos dela podem ser levados em consideração para a sua proteção. É nesse processo que haverá prova médica.

“O documento da autocuratela traz, por exemplo, quem eu gostaria que fosse meu curador, quem eu não gostaria de forma alguma. Ele não tem eficácia imediata, mas, se for realmente necessário, uma pessoa próxima vai fazer o processo de curatela perante o Juiz e, havendo boa-fé, vai apresentar esse documento de quando o paciente era plenamente capaz. Desta forma, a pessoa próxima poderá pedir que as vontades sejam cumpridas dentro do possível”, explica a advogada Laura Brito, especialista em Família e Sucessões.


Esclerose Múltipla pode ser progressiva

O mês de agosto marca a campanha de conscientização sobre a Esclerose Múltipla, que atinge cerca de 40 mil brasileiros, conforme estimativa da Associação Brasileira de EM (ABEM). A doença neurológica, crônica e autoimune tem três tipos, sendo dois deles progressivos.

Para além das diretrizes acerca de eventual curatela, pacientes também podem manifestar sua vontade sobre tratamentos médicos. Isto é, a quais procedimentos aceitam ou não serem submetidos. Este processo é feito por meio de diretivas antecipadas de vontade, como o mandato duradouro e o testamento vital.

“Seja qual for a vontade do paciente, é fundamental conhecermos essas medidas. Por isso, quando uma pessoa ou alguém que é querido para ela recebe o diagnóstico de uma doença progressiva, que pode levar a um quadro de dependência de cuidados, é muito importante buscar conhecer sobre a sobre diretivas antecipadas de vontade, inclusive a autocuratela que é pouco conhecida”, orienta a advogada.

 

Laura Brito Advocacia – Com atuação em Direito de Família e Sucessões, a Laura Brito Advocacia foi fundada em 2015, em Belo Horizonte (MG), e tem como foco a seriedade e o comprometimento na apresentação de soluções aos problemas jurídicos provenientes das relações familiares e da transmissão de patrimônio. O atendimento é liderado pela advogada Laura Brito, que tem quase duas décadas de experiência profissional e acadêmica, além de expertise na pesquisa científica, sendo autora de artigos sobre Sucessões e Direito de Família e integrante do corpo editorial de diversos periódicos jurídicos.

  

 

Prevenção é importante: Apenas um único processo pode levar uma empresa à falência

Advogado Samuel Rodrigues, especialista em Direito Empresarial e Trabalhista, fala sobre a importância de contratar uma assessoria especializada

 

Existem diversos motivos que levam uma empresa à falência. Entre eles estão as ações judiciais. Há inúmeros casos de empresas, especificamente de pequeno e médio porte, que a ocorrência de um único processo causou a fragilidade financeira, migrando para o índice de falência. 

Conforme levantamento da Serasa Experian, entre janeiro de 2021 e o mesmo mês de 2023, o número de empresas em dificuldades financeiras que se encaminharam para a falência saltou 80%. 

De acordo com o advogado Samuel Rodrigues especialista em Direito Empresarial e do Trabalhista, isso não ocorre por um fato isolado e sim pela ocorrência de fatores que não estão no radar e na gestão do empresário, o qual despreza à implantação de uma assessoria que possa atuar de forma preventiva na redução de passivo trabalhista e tributário, a fim de obter saúde financeira perene. "A falta de procedimentos e normas legais são as principais causas que incidem em passivo trabalhista e tributário, ocasionando ruptura financeira irreversível", completa.  

Samuel Rodrigues Epitácio, www.instagram.com/samuelrodriguesadvogados/ do escritório Samuel Rodrigues Advogados Associados e sua Equipe, especializados em Empresarial e Trabalhista, listou os principais pontos a serem observados. 

"- Conformidade Legal: Manter-se atualizado sobre legislação trabalhistas e tributárias possibilitando que a empresa esteja em conformidade com todas as regulamentações e bem como prevendo adequações legais".

"- Planejamento Tributário: Analisar opções legais de redução de carga tributária, possibilitando deduções, incentivos fiscais e regimes especiais disponíveis para as Pequenas e Médias Empresas".

"- Gestão de Pessoal: Implantar práticas de gestão de recursos humanos consistentes e adequada a cada modelo de negócio, com contratação adequada, elaboração de contratos de trabalho objetivos, tendo regulamento interno e gestão de pessoas, além de obter uma política de treinamento e conscientização desenhada a necessidade específica da empresa".

"- Gestão de Horas e Férias: Efetividade no acompanhamento das horas trabalhadas, folgas e férias dos empregados, com estudo do Acordo e ou Convenção Coletiva a fim de implantar Banco de Horas, com redução de custo além de aumentar a satisfação da empresa e a flexibilidade da carga horária mensal".

"- Políticas de Saúde e Segurança: Praticar medidas de segurança no local de trabalho para reduzir acidentes e problemas de saúde, analisando com especificidade cada cargo a fim de identificar a ocorrência de eventual insalubridade e periculosidade, implantando medidas para redução de tais fatores". 

Dentre outras práticas a serem implementadas, tais como Cultura Organizacional, Ambiência, Consciência Social, Conformidade, é imprescindível que as empresas mantenham práticas de gestão trabalhista consistentes, transparentes e alinhadas com a legislação.  

"O investimento consecutivo na construção de uma cultura de respeito pelos empregados e na resolução de potenciais conflitos de forma proativa pode ajudar a mitigar riscos futuros e a proteger a reputação da empresa. Há inúmeros casos, dentro do aspecto tributário, que uma atuação preventiva possibilita reduzir a carga tributária de forma legal sem gerar inconformidades", diz Samuel Rodrigues; 

A prevenção não pode ser enxergada como um custo e sim um investimento que possibilitará à empresa atuar de forma contínua, segura e estável. 

 



Samuel Rodrigues Epitácio - advogado e fundador do escritório Samuel Rodrigues Advogados Associados. Especialista em Direito Empresarial e com Pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho.



Tecnologia para a educação: não são só telas, é mudança intencional de mentalidade

              O período de pandemia que vivenciamos intensificou o uso das telas e tecnologias, pois, por medidas de saúde, se tornou o meio de contato das crianças e adolescentes com as escolas e única forma de socialização por um longo momento. É de se entender que, a partir dessa visão, as famílias possam ter um certo receio de que a retomada às salas esteja ocorrendo exatamente como se via dentro de casa, em que estudantes ficavam 100% do tempo de aula conectados a uma tela.

            Mas é importante destacar que o uso da tecnologia hoje nas escolas vai muito além da exposição a telas e de um uso intensivo do digital. Ela aparece como uma ferramenta pedagógica de apoio e potencialização ao processo de aprendizagem e, vale ressaltar, com uma intensidade menor, em comparação ao que aconteceu naquele período.

            Ao nos depararmos com receios familiares do uso da tecnologia em sala de aula, ou até refletirmos sobre a questão, vale nos provocarmos sobre o quanto a tecnologia é usada no nosso dia a dia. O quanto as famílias a utilizam? E vale questionar, também, o quanto esse uso é feito de forma consciente, influenciando de maneira positiva as ações das crianças e adolescentes. Sabemos que esses são recursos dos quais não podemos mais dissociar da nossa vida. E, a partir disso, vale refletir de maneira conjunta entre famílias, escolas e estudantes se a preocupação é apenas com a proibição de algo que já está inserido de uma maneira sem volta ou se diz respeito ao uso consciente e moderado da tecnologia na educação.

            Acreditamos que o uso da tecnologia na educação traz inúmeros benefícios. Mas, para isso, é importante que ela seja implementada conscientemente e com intencionalidade pedagógica, de modo a potencializar a jornada de cada estudante, melhorar o processo de aprendizagem coletivo e facilitar rotinas, de forma balanceada com as relações, interações e dinâmicas em classe. Não basta inserir a tecnologia pela tecnologia, pois tal movimento não irá causar inovação ou evolução no processo de aprendizagem e poderá surtir outros tipos de efeitos e abordagens. Tal qual em nossas vidas pessoais, é preciso um uso moderado, consciente e não prejudicial desses recursos.

            Na educação, não se trata, portanto, de substituir integralmente papéis, canetas, trabalhos manuais e atividades “mão na massa” por um dispositivo. Mas, sim, de fazer a inserção gradual e consciente de ferramentas digitais em sala de aula que possam servir de suporte a tais práticas e dosar os recursos com o propósito de promover o desenvolvimento de múltiplas linguagens, habilidades e competências. É nesse contexto, intencional e focado no desenvolvimento personalizado de cada estudante, que se propõe um ensino híbrido.

            Se bem implementado, ele pode ser um caminho viável e produtivo para a educação, pois tem como benefícios otimizar o tempo de sala de aula, potencializar o processo de ensino e aprendizagem e desenvolver a autonomia dos estudantes. E essa integração de tecnologia e educação não partiu da experiência com a pandemia, mas já é tema debatido e estudado há muito tempo no cenário educacional. Anos antes, docentes e pesquisadores já escreviam sobre o ensino híbrido e suas potencialidades para a educação (Lilian Bacich, Adolfo Neto e Fernando Trevisani).

            Por mais que quiséssemos associar o termo ensino híbrido ao que vivemos durante a pandemia, é preciso esclarecer que o que ocorreu, na verdade, não pode ser considerado como ensino híbrido, mas, sim, uma adaptação diante do desafio que estávamos passando. E que por uma questão de necessidade e segurança neste contexto em que não tínhamos a possibilidade de realizar interações presenciais, construções e dinâmicas em grupos nem podíamos aproximar o docente com a turma, a tecnologia foi utilizada de modo muito mais intensivo do que propomos habitualmente em sala de aula.

            E mesmo no momento seguinte de retomada gradual às escolas, com uma parte da turma em casa e outra parcela na escola, o ensino híbrido foi aplicado de maneira adaptada, sem representar realmente o que ele é. Para além da potencialização da aprendizagem, o ensino híbrido é, também, uma nova forma de pensar a educação, uma mudança de mentalidade, em que se integram tecnologia e intenção pedagógica para possibilitar que cada estudante alcance seu potencial.

            E foi pensando justamente em evoluir para a aprendizagem híbrida da maneira que acreditamos ser a mais eficiente e que traz melhores resultados no ensino que nós, da Geekie, desenvolvemos o Geekie One. Seguindo o nosso DNA de inovação e pioneirismo no uso da tecnologia para a educação, nós desenvolvemos e integramos uma plataforma digital com momentos práticos de vivências e experiências de construção do conhecimento pelos estudantes. Aliando a intencionalidade pedagógica aos objetivos de aprendizagem planejados para serem alcançados pelos docentes, nossa tecnologia integra o processo para gerar visibilidade, conexão e uma aprendizagem ativa e personalizada.

            Mas, reforçamos, que a adoção do Geekie One por uma escola não representa que as aulas serão 100% diante das telas e que estudantes estarão simplesmente trocando livros e cadernos por um dispositivo. Pelo contrário, nossa proposta pedagógica incentiva os educadores a alcançarem uma nova era da educação promovendo uma aprendizagem ativa, conectada, visível e personalizada.

            Assim, combinamos um material didático digital e físico (na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental) com o uso de dados para dar visibilidade à aprendizagem de cada estudante, com propostas de práticas ativas, diálogos, rodas de conversa, experimentos, rotinas de pensamento e atividades “mão na massa”. Dessa forma, podemos apoiar nossos docentes e direcionar os estudantes para que eles possam trilhar seus próprios caminhos rumo ao conhecimento e preparação para o futuro.

 

Carolina Brant - Diretora Pedagógica da Geekie (www.geekie.com.br). Fundada em 2011, a empresa de educação é referência em inovação e tecnologia e já alcançou mais de cinco mil escolas públicas e privadas e 12 milhões de estudantes de todo o país. A especialista foi professora de Educação Digital e idealizou e implementou a disciplina de Educação Digital no Geekie One. Formada em Direito, Carolina também cursou o programa de Social-Emotional Learning pela Rutgers School e certificou-se em Instrução Diferenciada pela Escola de Educação de Harvard.


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