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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Dezembro Laranja: alimentos fotoprotetores ajudam na prevenção do câncer de pele

 Nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, indica frutas e legumes que têm substâncias que minimizam efeitos nocivos de raios solares

 

O verão é um período propício para curtir dias ensolarados com a família. Entretanto, apesar de ser regada de alegria e vitamina D, a exposição ao sol pode ser danosa para a saúde da pele se feita de forma excessiva e sem os devidos cuidados. O câncer de pele é o tipo mais comum no mundo e para conscientizar sobre o risco da doença, o mês de dezembro carrega a fita laranja e é dedicado à campanha focada na prevenção. 

Estudos mostram que consumir alimentos que auxiliam na recomposição da estrutura da pele é um dos caminhos na prevenção da doença. “Alimentos com propriedade fotoprotetora, como vegetais roxos e amarelo-alaranjados, como cenoura, abóbora, mamão, manga, carambola, repolho roxo, ameixa, uvas roxas, mirtilos, amora, são ótimas opções porque são fontes ricas em betacaroteno e resveratrol, que têm eficácia antioxidante e fotoprotetora comprovada quanto à prevenção ao câncer”, afirma a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau. 

Potente antioxidante, o resveratrol age diretamente na fotoproteção da pele e minimiza os efeitos nocivos dos raios solares. A nutricionista explica que a substância está mais presente nas frutas roxas e avermelhadas, como amora, morango, framboesa e também no cacau. Renata destaca que a uva roxa é uma das que mais contêm resveratrol e, em conjunto com o pêssego, rico em betacaroteno, forma uma dupla eficiente no cuidado da pele. 

“Excelente fonte de fibras, magnésio, potássio e também de resveratrol, a uva faz bem para a saúde do sistema cardiovascular, muscular, imunológico, além de auxiliar na função intestinal e na saúde da pele. Já o pêssego é ótima fonte de fibras, potássio, vitamina C, manganês e betacaroteno. Os dois contêm nutrientes que atuam na saúde muscular, cardíaca, da visão, da pele e da imunidade”, diz Renata. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020 ocorreram mais de 18 mil novos casos de câncer de pele, tipo que mais acomete os brasileiros, com um total de 4.600 mortes decorrentes da doença. Esse tipo de câncer é classificado de duas formas:

● Câncer de pele melanoma: tem origem nas células produtoras da melanina, substância que determina a cor da pele, e é mais frequente em adultos brancos.

● Câncer de pele não melanoma: mais frequente no Brasil, responsável por 30% de todos os casos de tumores malignos registrados no país. Ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. 

Além das frutas, um estudo realizado pela PubMed em 2018 mostra que o consumo de selênio ajuda na prevenção ao câncer de pele. “Castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e feijões são os que apresentam mais selênio em sua composição. A pesquisa revela que consumir frequentemente ou até mesmo suplementar esse mineral é um fator poderoso no combate à doença”, diz a especialista. 

Para unir mais sabor e saúde na alimentação, Renata Guirau ensina quatro receitas fáceis de fazer com frutas ricas em substâncias que ajudam na prevenção do câncer.

 

Pêssego cozido com canela

 


1 xícara de água

2 colheres de suco de limão

1 pedaço de canela em pau

3 pêssegos médios, cortados ao meio e sem caroço

 

Modo de preparo:

Em uma panela, misture a água, o limão e a canela. Leve para ferver, em fogo baixo, mexendo sempre. Adicione os pêssegos, tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 15 a 20 minutos. Deixe descansando por mais 15 minutos, com a panela tampada antes de servir.

 


 Smoothie de amora e ameixa

 


200ml de água de coco

3 ameixas picadas com casca

½ xícara de chá de amoras congeladas

1 maçã cortada em cubos

Suco de 1 limão

 

Modo de preparo:

Bata tudo no liquidificador ou mixer e sirva em seguida, sem coar. Se desejar, pode bater com gelo ou congelar as ameixas antes de bater.

 

Salada de rúcula com carambola

 


½ maço de rúcula baby

2 carambolas fatiadas

1 xícara de tomates-cereja cortados ao meio

3 colheres de sopa de amêndoas laminadas

Suco de ½ limão

1 colher de sopa de azeite

½ colher de café de sal

 

Modo de preparo:

Monte a salada acomodando a rúcula em uma saladeira e tempere com o limão, o azeite e o sal. Complete a montagem com as carambolas, o tomate-cereja e, por último, as amêndoas. Sirva em seguida.

 

Sorvete cremoso de manga com maracujá

 


1 xícara de chá de manga picada e congelada

1 xícara de chá de polpa de maracujá congelada

100ml de água de coco

4 colheres de sopa de creme de leite fresco

 

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao freezer por 2 horas. Em seguida, bata novamente, formando um creme. Sirva em seguida


TDAH: conheça detalhes da doença que ganhou fama nas redes sociais

Especialistas explicam quais são os sintomas e a importância do diagnóstico correto para que crianças e adultos portadores do transtorno tenham mais qualidade de vida

 

Nas últimas semanas, o termo TDAH ganhou espaço nas redes sociais e muitas pessoas passaram a conhecer o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma condição neurológica que causa três sintomas principais: falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Mas, com base nesses indícios, os internautas começaram a se autodiagnosticar com o transtorno.   

A neurologista do Instituto de Neurologia de Goiânia, Louise Lobo, explica que, para ser de fato TDAH, esses sintomas devem ser intensos o suficiente ao ponto de prejudicar o desempenho escolar ou profissional do paciente. Ela explica que o diagnóstico deve ser feito por profissionais, pois são  múltiplos sintomas, frequência, intensidade e impactos importantes na vida de um indivíduo. 

“O diagnóstico é feito através da consulta com neurologista, psiquiatra ou pediatra. O médico irá excluir outras condições que podem se confundir com TDAH. É prudente que haja uma avaliação neuropsicológica também. Para fazer o diagnóstico de TDAH de maneira correta, é necessário realizar uma avaliação criteriosa em diferentes aspectos da vida do paciente”, diz Louise. 


Ainda de acordo com Louise, os sintomas se iniciam na infância, por isso é mais comum ser diagnosticado nessa faixa etária, a partir dos 6 anos, mas podem ser diagnosticados na adolescência e até mesmo na vida adulta. Um TDAH leve pode passar despercebido por toda a infância e ser notado apenas na vida adulta. A neurologista conta como é feito o tratamento e quais podem ser os desafios. 


“Os prejuízos podem ir desde a vida no trabalho até a social: dificuldade de cumprir tarefas monótonas, dificuldade de organização e baixa autoestima. O tratamento necessita da combinação entre medicação e terapia cognitivo comportamental. Algumas crianças precisam de suporte de professor de reforço escolar. Não existe cura, mas existe uma tendência a melhorar ao longo dos anos e na fase adulta”, completa a especialista. 


Como lidar com a doença

O também neurologista do Instituto, Hélio van der Linden, reforça a importância de um diagnóstico sério, descartando a possibilidade de outras doenças. Segundo o neurologista, muitos adultos passaram a vida sendo rotulados de preguiçosos, lentos, quando na verdade viveram boa parte da vida com o transtorno.  

“É Importante salientar que é fundamental descartar problemas como déficit visual, auditivo, doenças como anemia, hipotireoidismo, dentre outros. Além disso deve ser avaliada a saúde do sono, pois muitas pessoas que têm distúrbios do sono e não dormem bem a noite, podem demonstrar sinais que simulam o TDAH, mas que são decorrentes de uma privação de sono e consequentemente um comprometimento do rendimento diurno”, conta o especialista.  

Dr. Hélio relata também que, crianças com problemas escolares podem necessitar de acompanhamento psicopedagógico de apoio ou intervenção com profissionais da psicologia e/ou fonoaudiologia, dependendo da necessidade individual de cada caso. Segundo ele, a orientação familiar e da escola são fundamentais. Além do apoio, alguns medicamentos podem ser utilizados, como conta o especialista. 

“As principais medicações usadas são os psicoestimulantes, que estimulam a atenção e reduzem a hiperatividade e impulsividade. Crianças que iniciam cedo o tratamento podem até parar a medicação com o tempo, dependendo da resposta clínica e da evolução”, conclui o neurologista. 

Conheça as curiosidades da homeopatia e os benefícios do seu uso na Odontologia

O Dia Nacional da Homeopatia é celebrado em 21 de novembro. A data marcou a chegada do médico francês Dr. Benoit-Jules Mure ao país, em 1840, responsável por inserir a prática da homeopatia no Brasil. Desde então, a especialidade se expandiu e ganhou destaque, inclusive na Odontologia. 

Utilizada como especialidade médica desde 1980, a homeopatia é uma ciência que busca entender e conhecer o binômio saúde-doença, levando também em consideração o equilíbrio e o desequilíbrio do organismo, a fim de tratá-lo com o uso de medicamentos homeopáticos que são preparados por meio de uma farmacotécnica própria. Da mesma forma, ela é pensada e aplicada também dentro da Odontologia.

A homeopatia pode ser considerada ainda jovem dentro da área da Odontologia, pois a Associação Nacional de Estudos Odontológicos (ANEO) aprovou por unanimidade, em 2014, a homeopatia como especialidade, em evento democrático consultivo no qual o Conselho Federal de Odontologia (CFO) ouve os segmentos da categoria envolvidos na normatização das especialidades. Em 2015 houve a publicação oficial e a terapêutica passa a ser amplamente utilizada, como relata a Cirurgiã-Dentista e presidente da Câmara Técnica de Homeopatia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dra. Jussara S. Jorge Giorgi.

“Nós, Cirurgiões-Dentistas com mais tempo de homeopatia, aprendemos a utilizá-la durante cursos realizados por médicos. Depois que conseguimos instituir a especialidade, seguimos regras e orientações do Conselho Federal de Odontologia (CFO) e, atualmente, temos cursos de especialização em que o professor é um Cirurgião-Dentista que ensina e destaca o que é importante na prática clínica. Isso nos dá maior segurança e facilidade para trabalhar com a homeopatia em relação ao que existia antes da especialidade”, diz a Dra. Jussara.

Segundo a Cirurgiã-Dentista, os medicamentos homeopáticos podem ser feitos de materiais provenientes dos três reinos da natureza: vegetal, mineral e animal. “A farmacotécnica homeopática tem muitas peculiaridades, é completamente diferente do preparo de qualquer outro tipo de medicamento. Ao todo, temos por volta de 3.500 medicamentos, sendo que o maior número deles é proveniente do reino vegetal”.


Emprego da homeopatia na Odontologia

De acordo com a Dra. Jussara, a homeopatia trabalha dentro da Odontologia junto às demais especialidades, uma vez que ela acompanha todo tipo de tratamento. A especialista explica que é possível numa cirurgia, por exemplo, realizar o pré, o trans e o pós-operatório com homeopatia e obter muito sucesso nessas prescrições.

Em alguns casos, como nos quadros de medo e ansiedade, também é possível utilizar a homeopatia como recurso. “Há, ainda, situações em que o paciente se queixa de náusea durante a realização de uma simples radiografia ou mesmo durante a moldagem dentro de qualquer uma das especialidades odontológicas. A homeopatia pode, por meio de seus medicamentos, diminuir essa sensação, esse reflexo nauseoso que tanto incomoda o paciente e dificulta o trabalho do profissional”, esclarece a especialista.

Em estomatologia, segundo a Dra. Jussara, é possível tratar com a homeopatia a grande maioria das lesões diagnosticadas, em especial aquelas de fundo psicogênico (distúrbios que não têm uma origem orgânica, e sim psíquica). “Toda vez que uma terapêutica puder ser utilizada em Odontologia, a homeopatia se fará presente e com ganhos muito importantes para o paciente e para o profissional”, explica.


Vantagens da homeopatia

De acordo com a Cirurgiã-Dentista, a homeopatia oferece algumas vantagens. No caso dos pacientes com medo e ansiedade, diferentemente do que acontece quando o paciente é tratado com medicamentos alopáticos, a homeopatia permite que durante o atendimento ele fique mais calmo, tranquilo, dono de suas funções, sem precisar de um acompanhante, inclusive.

Outra vantagem apontada pela especialista é o menor risco de efeitos colaterais e interações medicamentosas. “Efeitos colaterais ou reações adversas não são vistos com frequência na homeopatia e, caso aconteçam, com certeza será algo muito menor do que acontece na medicina convencional”.

Ela lembra, ainda, que pacientes idosos muitas vezes tomam um grande número de medicamentos convencionais. “Eles podem fazer uso de medicações homeopáticas que trarão o resultado esperado, sem o risco de interação entre os medicamentos. Trata-se de um grande ganho que nós, profissionais, temos - e o paciente também”.

Dra. Jussara acredita que os tratamentos homeopáticos são muito bem-vindos, independentemente da idade e da condição do paciente, e ressalta que o acompanhamento profissional é sempre necessário.

“A homeopatia, a exemplo de qualquer outra terapêutica que se use, não tira a necessidade de um procedimento clínico. No caso do paciente que está com pulpite, por exemplo, não vai adiantar medicá-lo, achando que com isso não será necessário o tratamento endodôntico. A homeopatia não veio para substituir procedimentos clínicos, ela veio para acompanhar, melhorar a qualidade da resposta do próprio organismo e facilitar todo e qualquer procedimento”, alerta.

 

Alcance da homeopatia na Odontologia

No Sistema Único de Saúde (SUS) a homeopatia e outras práticas foram introduzidas em 2006, com as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). No entanto, o SUS não contrata Cirurgião-Dentista homeopata para atuar especificamente com homeopatia. “O Cirurgião-Dentista que está no SUS, que já faz parte do quadro dos profissionais, pode fazer uso da homeopatia, no entanto, não são contratados profissionais da Odontologia especializados em homeopatia, como acontece na área da medicina, onde os profissionais homeopatas são contratados para exercer essa função. Na Odontologia, infelizmente, ainda não vemos isso, mas é um grande campo de trabalho”, afirma Dra. Jussara.

A especialista reforça que a homeopatia, além de ser uma terapêutica sem riscos e facilmente utilizada pelo paciente, é também mais barata em relação às formas convencionais.

A procura pela homeopatia por parte dos pacientes na área da Odontologia, segundo a Dra. Jussara, existe em grande porcentagem. Além disso, ela destaca um outro ponto que considera de grande importância: o médico homeopata dá preferência para que seu paciente seja atendido por um Cirurgião-Dentista homeopata, o que, segundo ela, já é um indicativo muito grande de que dentro da homeopatia trabalha-se com a multidisciplinaridade, tão buscada hoje dentro da Odontologia.

 

Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP


O ovo é um grande aliado na prevenção do câncer de próstata


Novembro Azul é um mês de conscientização do homem sobre a importância do autocuidado e diagnóstico precoce do câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ocorre, sobretudo, na faixa etária acima dos 65 anos e, por isso, é considerado um câncer da terceira idade. Ainda de acordo com o INCA, em 2020, foram 65.840 casos identificados apenas no Brasil (1). 

Além da idade, outros fatores são considerados de risco, como: histórico de câncer na família, com casos de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos; maus hábitos alimentares; excesso de peso, sedentarismo e exposição a substâncias como arsênico; utilização de produtos que contém em sua composição o petróleo; hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e a dioxina, que estão relacionados a trabalhos nas indústrias eletrônicas e de PVC (2). 

Situações em que o homem tem dificuldade para urinar, apresenta demora no início e no término da micção, tem diminuição do jato, apresenta sangue na urina e necessidade de urinar mais vezes merecem cuidados e a necessidade de realização de exames clínicos, toque retal e a avaliação do PSA, que são estratégias para detecção do tumor na sua fase inicial para investigar o câncer de próstata. Na prática, significa aumentar o sucesso do tratamento (3). 

A adoção de hábitos saudáveis com a manutenção de peso adequado, a prática de exercícios físicos, ter alimentação balanceada, não fumar e não beber são fundamentais para prevenir doenças nas quais o câncer de próstata está inserido. 

Quando o assunto é prevenção, é necessário reduzir alimentos ultra processados como embutidos, que são ricos em gordura saturada e aditivos. Por outro lado, alguns alimentos apresentam uma proteção especial e devem ser levados em consideração na hora de compor a alimentação. 

Alimentos como o tomate, especificamente o molho, a goiaba vermelha e a melancia são ricos em licopeno, um carotenoide que possui uma potente ação antioxidante e protege contra o desenvolvimento tumoral(4). Couve-flor, brócolis e repolho são alimentos que apresentam o composto indol-3-carbinol, que oferece uma ação muito antioxidante, que protege o DNA.(4) 

Nessa gama de alimentos benéficos, o ovo se apresenta com uma fonte de proteína, composto de vitaminas e a colina é o destaque, minerais como o selênio com elevada capacidade antioxidante e protetora, carotenoides luteína e zeaxantina, com uma ótima digestibilidade. O ovo favorece a manutenção da massa muscular, evitando a sarcopenia, que é a perda de massa e força muscular tão comum em idosos.

 



Lúcia Endriukaite - Formada pela Faculdade de Nutrição-Universidade de Mogi das Cruzes, especialista em Fitoterapia pela ASBRAN com Pós-graduação em Fitoterapia Clínica (Faculdade do Litoral Paranaense), Bases Nutricionais para Atividade física (FMU), em Administração de Serviço de Nutrição e Dietética (São Camilo).



Referências bibliográficas:

1 - INCA - Link Disponível em: acesso em 31/10/22
2 - INCA - infográfico -- câncer de próstata relacionado ao trabalho.
3 - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva -- Cartilha Câncer de Próstata -- vamos falar sobre isso? / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva -- 2º reimp. - Rio de Janeiro: Inca, 2019.
4 - Waitzberg, Dan L. Nutrição Oral, enteral e parenteral na prática clínica / Dan L. Waitzberg.- 5º ed. - Rio de Janeiro: Atheneu, 2017


Dia do Músico: entenda os cuidados necessários para manter saúde auditiva e da voz

Hospital Paulista alerta para perigos da exposição prolongada a sons em alto volume e destaca a importância de uma boa hidratação para diminuir os riscos de lesões nas cordas vocais

 

Celebrado em 22 de novembro, o Dia do Músico é uma homenagem aos artistas que interpretam melodias e harmonias que encantam e alegram a humanidade. Nesse ensejo, o Hospital Paulista faz um alerta sobre a exposição prolongada a volumes elevados, uma das grandes preocupações em se tratando da audição de músicos, além de destacar a importância de uma boa hidratação para diminuir os riscos de lesões nas cordas vocais.

Segundo estatísticas, a surdez está entre as principais deficiências presentes na população global. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que há mais de 500 milhões de pessoas com deficiência auditiva em todo o mundo. Já no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) aponta para mais de 10 milhões de deficientes auditivos, número que equivale a 5% de toda a população nacional.

Pesquisadores do Departamento de Música da Universidade de Carl von Ossietzky, na Alemanha, por sua vez, constataram que os musicistas apresentam uma propensão quatro vezes maior à perda gradual da audição.

Apenas o ouvido saudável é capaz de executar corretamente a audição e responder pelo adequado equilíbrio do corpo. Sintomas como tonturas, zumbidos, sensação de ouvido cheio e desequilíbrio geralmente dão indícios de que algo está errado com o sistema vestibular (estruturas do ouvido interno que são responsáveis pelo movimento e estão relacionadas ao Sistema Nervoso Central). 

Para o otorrinolaringologista do Hospital Paulista Dr. Alexandre Enoki, um ponto importante que deve ser observado é a necessidade de um bom retorno de som. “O músico precisa se ouvir de forma adequada, seja por meio de fones in ear ou caixas de som, não somente para garantir a afinação, mas também para diminuir o risco de um esforço abusivo”, alerta.

O fone in ear ou intra-auricular é um retorno de palco profissional e o seu uso contínuo é indicado para o monitoramento do som durante as apresentações ou ainda estudo e prática com instrumentos musicais ou com equipamentos de som que ultrapassem o nível de decibéis aceitável (85 dB).

Outra recomendação do Dr. Enoki para os profissionais músicos é a realização anual, no mínimo, do exame de audiometria, capaz de identificar possíveis alterações no sistema auditivo. De modo geral, o procedimento é feito em uma cabine de isolamento acústico. Do lado de fora, o fonoaudiólogo toca diferentes tons e o paciente sinaliza quando escuta o tom.


Caso o paciente não consiga ouvir determinados ruídos e tons sonoros, o profissional de saúde avalia o tipo de perda auditiva, de deficiência e se há ou não a necessidade de realizar medidas para corrigir essa perda auditiva.



Cuidados com a voz


Para os cantores, Dr. Enoki destaca a importância do acompanhamento com otorrinolaringologista para fazer os diagnósticos das alterações da voz e indicar os tratamentos mais adequados, além de seguimento com fonoaudiólogos e professores de canto.

“Uma boa hidratação e evitar tabagismo são cuidados importantes para diminuir os riscos de lesões nas cordas vocais”, afirma.

Conforme o especialista, o tabagismo é, sem dúvida, um dos maiores vilões da laringe. “Não somente na boca, mas o cigarro eleva, consideravelmente, o risco de o tabagista desenvolver câncer nas vias aéreas. Dependendo do tamanho e local de acometimento, o câncer pode levar a um comprometimento importante da qualidade vocal, dificultando ou até mesmo impossibilitando o canto.”

O médico reitera que o álcool também é um inimigo das cordas vocais. “O álcool pode levar à desidratação das cordas vocais, além de favorecer refluxo gastroesofágico, que leva a um processo inflamatório na laringe”, finaliza.

O Hospital Paulista conta com o Voice Center, que é um centro especializado não somente em exames endoscópicos da laringe, mas também com consultas na área de Laringologia, além de um grupo de Fonoaudiólogos, incluindo especialista na área, que é um profissional importante no preparo dos cantores e demais profissionais da voz.

Além disso, a unidade está na vanguarda na utilização de tecnologias avançadas para o tratamento clínico e cirúrgico das doenças associadas à audição e voz. E, no Dia do Músico, reforça que, além da celebração, se faz necessário conscientizar estes profissionais sobre a importância de ações preventivas que visam o diagnóstico prévio e o tratamento precoce de doenças associadas aos dois sentidos.



Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Quais os critérios, riscos e benefícios do parto domiciliar

Estima-se que sejam realizados 40 mil partos domiciliares por ano no país

 

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 3 milhões de nascimentos acontecem no Brasil, a cada ano, sendo 98% deles em ambientes hospitalares, sejam públicos ou privados. Apesar de não haver uma estatística oficial, estima-se que sejam realizados 40 mil partos domiciliares por ano no país. 

“O parto domiciliar tem como objetivo principal promover um nascimento mais natural e humano, em ambiente familiar, evitando intervenções que muitos julgam desnecessárias”, afirma Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, Membro da FEBRASGO e Especialista em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, e em Infertilidade e Ultrassom em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO, e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre. 

No entanto, o ginecologista lembra que há cuidados a serem levados em conta antes de optar pelo parto em casa. Confira:

 

Critérios

- O parto deve ser realizado por uma equipe com enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica e/ou médico obstetra. Todos devem ter conhecimento de ações de emergência, caso seja necessário. O ideal é que haja, no mínimo, um profissional de saúde para cuidar da gestante e outro para cuidar do bebê, além de um terceiro para dar assistência aos dois. 

- O parto domiciliar é indicado somente em gestações de baixo risco (quando não há patologias maternas ou fetais). Ele não é recomendado nos seguintes casos: gravidez de gêmeos, quadro de diabetes gestacional, doenças cardíacas, doenças renais, hipertensão, pré-eclâmpsia, pneumopatias, malformação ou doença congênita do bebê e alterações anatômicas na bacia, como estreitamento.  

- É fundamental a monitorização constante de temperatura, pulso, pressão sanguínea e batimentos cardíacos do feto. Também deve haver fios de sutura, anestésico local, fórceps ou material de reanimação para o bebê, caso seja necessário. O material deve ser descartável, incluindo os lençóis. Já o ambiente precisa estar limpo e aquecido para receber o bebê.  

- As gestantes que optam por parto domiciliar devem ser informadas sobre os seus riscos e benefícios, e garantir transporte seguro e rápido para os hospitais mais próximos, caso seja necessário. O ideal é estar a uma distância máxima de 15 minutos de um centro hospitalar capaz de receber urgências maternas-infantis.

 

Benefícios

- Autonomia e protagonismo da mulher, estando ela em um ambiente seguro e confiável do ponto de vista emocional, com suas escolhas e decisões respeitadas. 

- Não ter intervenções farmacológicas, como analgesia e indução medicamentosa, ou instrumentais, como cesariana, já que são procedimentos realizados somente no hospital. 

- Não estar sujeita às infecções hospitalares. 

- Poder decidir quem irá assistir ao parto, já que no hospital só é permitido um acompanhante. 

- O bebê irá nascer no ambiente em que viverá depois, com todas as bactérias com as quais ele terá contato na vida, o que é importante para reforçar o seu sistema imunológico. 

- No pós-parto, a mulher pode tomar banho no seu chuveiro, deitar na sua cama, comer a comida de casa, receber as visitas que quiser, no momento que quiser, com a tranquilidade de estar no seu próprio ambiente.

 

Riscos

Quando o parto ocorre bem, sem intercorrências, o bebê pode até nascer sozinho, sem ajuda. “O problema é que nunca sabemos como irá se desenrolar um trabalho de parto. Mesmo em uma gestação de baixo risco, cujo pré-natal foi adequado, há situações imprevisíveis durante o parto que podem ser fatais”, diz Carlos Moraes. 

Os riscos são:

- Dificuldades na contração e na dilatação uterina (o ideal é, em média, um centímetro de dilatação por hora ou a cada duas horas). Caso contrário, pode ocorrer alguma dificuldade, como uma desproporção céfalo-pélvica, que vai demandar uma cesárea. 

- Nó verdadeiro no cordão umbilical, quando o cordão enrola em si mesmo e impede que o bebê receba oxigenação e nutrientes para sobreviver até o parto. Normalmente, a situação só é descoberta no momento do parto. 

- Alterações na placenta. 

- Sinais anormais da vitalidade, como variações do batimento cardíaco ou existência de mecônio, quando o bebê libera conteúdo intestinal durante o parto. 

- Hemorragia uterina pós-parto, uma das condições mais graves. Neste caso, é preciso que a paciente esteja no hospital dentro de 15 minutos, no máximo. 

- Diminuição da oxigenação do bebê na fase final do nascimento, precisando urgente de uma reanimação neonatal logo no primeiro minuto de vida. Outra grave complicação é a hipóxia intrauterina, quando o bebê tem perda de oxigenação ainda dentro do útero. 

O Ministério da Saúde publicou uma Nota Técnica nº 2/2021 que traz recomendações para a escolha consciente e segura do local adequado para o parto. A Pasta defende o ambiente hospitalar como o local de maior segurança para o nascimento, devido, principalmente, à disponibilidade de equipe assistencial completa, equipamentos para assistência emergencial, entre outros insumos tecnológicos. 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) também defendem o parto em ambiente hospitalar, justamente por oferecer mais segurança à mãe e ao recém-nascido. Isso porque o parto domiciliar está associado a um risco duas a três vezes maior de morte neonatal quando comparado com o parto hospitalar planejado. 

Para o especialista, é preciso ainda estabelecer uma série de diretrizes para a seleção adequada das candidatas ao parto domiciliar, com atendimento obstétrico seguro e de qualidade. 

“Há uma ampla discussão sobre esse assunto, visando estabelecer um consenso que garanta o respeito às escolhas da mulher (em acordo com as recomendações médicas). De qualquer forma, vale lembrar que a prioridade sempre deve ser a segurança e a saúde da mãe e do bebê”, finaliza Carlos Moraes.


Cinco cuidados que as mulheres devem ter com a saúde íntima no verão

Ginecologista e obstetra, Dra. Evelyn Prete elenca os cuidados femininos que são indispensáveis para aproveitar a estação com saúde e bem-estar 

 

A época mais quente do ano chegou e, com ela, as idas à praia e a piscina ficam mais frequentes e convidativas. Embora o verão seja sinônimo de diversão, para as mulheres, a estação requer uma atenção ainda maior com a saúde íntima. “Durante o calor, a transpiração corporal aumenta e a região íntima fica mais abafada pelo uso das roupas, o que aumenta as chances de proliferação de alguns fungos e bactérias. O crescimento destes microorganismos se agrava, também, ao utilizar peças íntimas molhadas e/ou muito justas”explica Dra. Evelyn Prete, ginecologista e obstetra. 

De acordo com a médica, o calor também pode influenciar na alteração da acidez da vagina e na redução dos bacilos de defesa da microbiota vaginal, que são responsáveis pela proteção da flora. “Uma das patologias mais comuns nesta época é a candidíase. Provocada pela fungo Cândida, que possui diferentes subtipos, esse micro- organismo tende a se desenvolver mais em ambientes quentes e úmidos. Por isso, a atenção deve ficar redobrada nos dias de praia e piscina”, aconselha Evelyn. Dentre os principais sintomas da candidíase estão: corrimento vaginal esbranquiçado, dor, coceira na região íntima e inflamação. 

Outro ponto de atenção que gera desconforto para muitas mulheres no verão e, principalmente, no uso de roupas de banho, é a menstruação. Para quem estiver “naqueles dias”, a ginecologista faz um alerta para redobrar, ainda mais, os cuidados íntimos. “Neste caso, tanto o absorvente interno como o externo podem ser prejudiciais para a saúde vaginal nos dias mais quentes e, sobretudo, para quem for à praia ou piscina em decorrência do abafamento e retenção da umidade”, aconselha. Segundo ela, optar por coletores menstruais e biquínis absorventes, que possuem o material adequado, são as melhores opções para aproveitar os dias de sol sem crise. 

A seguir, a Dra. Evelyn elenca os principais cuidados íntimos para as mulheres aproveitarem o verão com saúde e bem-estar. Confira, abaixo:

 

1. Hidrate-se

Benéfica para o organismo como um todo, a água tem papel importante na prevenção de algumas doenças e infecções. “Além da hidratação, a água ajuda a expelir as bactérias presentes na uretra e na bexiga. Sendo uma ótima aliada para evitar algumas patologias como infecção urinária e cistite”, conta a médica que é especialista em medicina fetal.

 

2. Roupas molhadas

Como abordado acima, ambientes e tecidos úmidos favorecem a proliferação de fungos e algumas bactérias. “Quando estiver na praia ou na piscina, procure ficar o menor tempo possível com as peças molhadas. Isso vale também para calcinha que, às vezes, pode ficar úmida devido ao um corrimento ou menstruação”. Segundo a ginecologista, nesses casos, o recomendável é fazer a higiene íntima e trocar a peça de roupa.

 

3. Higiene adequada

“Cuidar bem da higiene íntima é fundamental para manter a região limpa e livre de microorganismos indesejados. Sabonetes neutros e próprios para a região íntima são mais mais recomendados durante o banho”, aconselha a médica. Segundo ela, os produtos utilizados para lavar calcinhas e biquínis também devem seguir alguns cuidados, como evitar o uso de alvejantes e amaciantes e deixar secar em local seco e arejado.

 

4. Tecidos leves e frescos

Para os dias mais quentes, a médica recomenda optar por peças íntimas de algodão e evitar tecidos sintéticos como náilon e renda, visto que esses materiais dificultam ainda mais a transpiração. “Além das peças íntimas, durante o verão opte por roupas que ajudam a arejar a região íntima, como vestidos e saias”, recomenda Prete.

 

5. Dormir sem calcinha

De acordo com a médica, além de todos os cuidados citados acima, abandonar a calcinha na hora de dormir é um poderoso hábito para ser colocado em prática não só no verão, mas em todas as estações do ano. “Aproveite a hora de dormir para arejar a região íntima, essa é uma ótima forma de melhorar a saúde e evitar possíveis intercorrências", finaliza.

 


Evelyn Prete
@draevelynprete

95% dos médicos brasileiros se preocupam com a falta de acesso a cuidados médicos para os pacientes

 40% dos entrevistados afirmaram que a dificuldade dos pacientes no acesso a cuidados de saúde tem impacto em suas vidas privadas e 2 em cada 10 participantes do estudo observaram situações de desigualdade racial em seu local de trabalho no que diz respeito ao tratamento dos funcionários.


Com a divisão do país em relação a muitos temas fundamentais para o futuro, e buscando contribuir para o debate sobre os desafios sociais que atualmente surgem no Brasil, o Medscape em português realizou um levantamento para identificar as questões sociais que mais preocupam a comunidade médica brasileira. A pesquisa, realizada entre 9 de agosto e 15 de junho de 2022, contou com a participação de 652 médicos, de 41 especialidades, ativos no Brasil.

 A pesquisa discutiu tópicos desde violência doméstica até mudança climática, direitos reprodutivos, desigualdades raciais, direitos LGBTQIA+, acesso à saúde, controle de armas e dependência química. Para 95% dos médicos brasileiros, a falta de acesso a cuidados médicos para os pacientes é uma das principais questões sociais.  A pandemia de covid-19 tem sobrecarregado ainda mais os sistemas de saúde, que já estavam sob forte pressão. Para 81% dos entrevistados, a violência doméstica é também uma das questões que preocupam. "O reconhecimento da importância deste problema muito grave é um progresso muito importante que ecoa as mudanças que vêm ocorrendo na sociedade brasileira", disse ao Medscape o Dr. Gonzalo Vecina, professor da Fundação Getúlio Vargas e da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

 A pesquisa Medscape também investigou o impacto das questões sociais abordadas na vida privada dos médicos e 40% disseram que a dificuldade de acesso a cuidados de saúde tem um impacto em suas vidas pessoais. Entre as razões apresentadas para a dificuldade crescente no acesso, a falta de investimento público veio em primeiro lugar, com 59%, seguida pela deterioração da gestão dos cuidados com (25%) e pela escassez de médicos e profissionais de saúde em geral (4%). A maioria dos entrevistados, 62%, também apontou uma redução na qualidade dos cuidados médicos. Entre todos os participantes do estudo, 2 em cada 10 observaram situações de desigualdade racial em seu local de trabalho no que diz respeito ao tratamento dos funcionários. A proporção foi semelhante em relação ao tratamento dado aos pacientes, no qual 17% das manifestações de racismo foram identificadas. Cerca de 10% disseram não ter certeza se testemunharam ou não alguma circunstância associada a desigualdades raciais. Entre os participantes da pesquisa, 11% se declararam negros ou pardos, 82% brancos, 1% indígenas, 2% asiáticos, 3% outros e 2% não quiseram responder.

Entre os participantes, 39% veem desigualdades no atendimento de pacientes LGBTQIA+, 49% disseram ter testemunhado tais situações e 12% disseram não ter opinião sobre a questão da desigualdade no atendimento desta população. De acordo com o Dr. Sidney Glina, professor de urologia da Faculdade de Medicina do Centro Universitário de ABC (SP), a maioria dos médicos não tem a preparação necessária para tratar os pacientes LGBTQIA+. "A legislação brasileira evoluiu muito neste sentido, mas é necessário que os médicos se atualizem e estudem as especificidades da saúde desta população". Não estamos treinados na faculdade para trabalhar com sexualidade, e tivemos uma educação machista. Tudo isso precisa mudar e há um longo caminho a percorrer", disse o Dr. Glina, um dos criadores da clínica de medicina reprodutiva Pluris, focada na assistência à população LGBTQIA+.

Levantamento completo - https://portugues.medscape.com/questoessociais-2022

 

Mais dados 

Dos participantes, 97% são médicos e 3% são médicos residentes; 58% são homens, 28% têm entre 55 e 64 anos e 28% têm mais de 65 anos; 23% trabalham em um hospital e 21% têm uma prática individual de consultório.


Medscape


Zumbido no ouvido: com o tratamento correto é possível dar qualidade de vida a quem sofre com o sintoma

Segundo publicação americana, mais de 740 milhões de pessoas sofrem de zumbido no ouvido no mundo. Problema pode ser temporário ou permanente e afetar pessoas em várias idades

 

O zumbido no ouvido é uma percepção auditiva sem que haja uma fonte sonora externa. Ou seja, é um som produzido dentro do próprio organismo. Não é uma doença e sim um sintoma que pode estar associado a várias causas. Neste mês, a Campanha Nacional Novembro Laranja tem o objetivo de chamar a atenção sobre a importância da saúde auditiva, conscientizando sobre o zumbido e outras condições, assim como o diagnóstico precoce e tratamentos de problemas de perda de audição. O zumbido prejudica muito a qualidade de vida das pessoas.

Uma pesquisa publicada pela revista científica JAMA Neurology revela que o zumbido é uma condição que afeta mais de 740 milhões de pessoas pelo mundo. Desse total, mais de 120 milhões apresentam uma forma grave da doença. No Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o zumbido no ouvido afeta 28 milhões de pessoas.  


Causas

O zumbido é um dos problemas mais complexos do sistema auditivo. Por ter várias causas, é preciso fazer uma análise minuciosa do paciente para identificar a origem. “Cada indivíduo tem uma percepção de zumbido. Muitos relatam sons de chiado, assobios, sons de abelha, cigarra, que podem ser percebidos em um ou nos dois ouvidos e também na cabeça”, ressalta a otorrinolaringologista da Usisaúde, Gláucia Maria Vasconcelos Severiano.

A médica explica que o zumbido pode ser temporário ou permanente e também variar de intensidade, de acordo com o aumento de alterações no organismo. “A principal causa do problema é a perda auditiva que pode ser perceptiva ou não, leve ou não. Não necessariamente uma perda auditiva pode provocar zumbido. Existem outras causas como excesso de cera no ouvido, exposição prolongada a sons intensos, alterações na mandíbula, estresse e alterações no metabolismo como a glicose e o colesterol alto”.

Além disso, o zumbido pode se apresentar como um sintoma de uma infecção no ouvido ou até mesmo um efeito colateral do uso de medicamentos que podem ser tóxicos para o ouvido, como alguns antibióticos e anti-inflamatórios. “Por isso a importância de só usar remédios com prescrição médica”, alerta a otorrino.


Mito e tratamento

O zumbido não tem cura, mas é preciso desmistificar o senso comum de que o indivíduo com a condição precisa conviver com o problema. Segundo a otorrino, os tratamentos vão depender da origem do zumbido e podem melhorar a qualidade de vida.

“É preciso fazer um diagnóstico profundo do paciente, escutá-lo com calma. Entendê-lo na sua integralidade, de forma sistêmica, visto que o zumbido pode ter várias origens”. O tratamento pode ser desde o uso de medicamentos, passando por terapias ou até mesmo o uso de aparelho auditivo.

Quando o zumbido é causado por uma perda auditiva, o tratamento pode ser o uso de um aparelho. No entanto, se ele é causado, por exemplo, por estresse, ansiedade, é preciso tratar dessas causas com uma equipe multidisciplinar que envolve psicólogos. Em outros casos, o tratamento é realizado com medicamentos.

Outro tratamento que tem ajudado os pacientes é a terapia de habituação, realizada com um fonoaudiólogo. Ela consiste em uma forma de desviar a atenção do cérebro para não notar o zumbido e promover a habituação central ao zumbido.


Público-alvo

Segundo a pesquisa publicada na JAMA, a prevalência do zumbido não mostrou diferenças entre homens e mulheres. No entanto, o aumento foi associado ao avanço da idade: cerca de 24% dos idosos apresentaram sinais do problema.

Embora seja mais comum em pessoas idosas, o zumbido pode acontecer em qualquer idade. A médica alerta que, cada vez mais, o problema tem se apresentado em jovens e adolescentes. “O que temos percebido na prática é que o problema tem aumentado em jovens decorrentes de exposição prolongada a sons altos, principalmente devido ao excesso do uso de fones”, comenta.

Outro público que precisa de atenção são os de trabalhadores de profissões que demandam exposição prolongada a sons altos, como os da construção civil. “É indispensável que essas pessoas utilizem protetores de ouvido para evitar o zumbido ou a perda auditiva”, explica.


Novembro Azul: câncer de pênis tem maior incidência em homens com 50 anos ou mais

O Instituto Lado a Lado pela Vida, criador da campanha Novembro Azul, alerta para os cuidados com a saúde do homem



De acordo com o Global Câncer Observatory (Globocan), da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de pênis tem maior incidência entre os homens com 50 anos ou mais, sendo mais comum nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Além disso, foram registrados 1600 novos casos no país em 2020.

 

Segundo o levantamento da OMS, o Brasil ocupa o primeiro lugar na posição dos países da América Latina e Caribe com a maior incidência em câncer de pênis. O relatório do Globocan 2020 aponta também que foram diagnosticados, em todo o país, mais do que o dobro de casos no México (696 registros), o segundo maior em ocorrências do carcinoma entre os países da América Latina e Caribe. A terceira posição no ranking é ocupada pela Colômbia, com 550 casos.

 

“Muitos homens desconhecem a importância de fazer a higiene íntima de forma correta. A desinformação faz com que haja o câncer de pênis com possível amputação do órgão genital masculino”, destaca Dr. Gustavo Guimarães, urologista e membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

 

Diante deste cenário, o Instituto Lado a Lado pela Vida, reforça a campanha “Novembro Azul”, que tem o compromisso de alertar e trabalhar temas transversais relacionados à saúde do homem. Já são 11 anos da instituição à frente de ações em prol da saúde masculina.


 

Medidas de prevenção


Os principais fatores de riscos para aumentar as chances de desenvolver esse tipo de câncer são a má higiene íntima, infecção pelo papiloma vírus humano (HPV) e fimose.

 

Como ação de prevenção, o mais adequado é fazer uma boa higienização: deve-se puxar a pele que cobre a extremidade do pênis para trás e lavá-la com água e sabão de pH neutro. No final do banho, é também importante voltar a puxar a pele do órgão sexual para trás e secar bem a região que fica por baixo do prepúcio.


 

Campanha 2022


Neste ano, a campanha Novembro Azul tem o tema: “Porque os homens morrem mais cedo”, idealizada pela agência GoodBrands Comunicação. Durante todo o mês de novembro são realizadas inúmeras ações para alertar os homens brasileiros sobre a importância de ter atitude e realizar periodicamente acompanhamento da saúde e buscar o diagnóstico precoce para detectar o câncer de próstata e outras enfermidades.

 

 

Instituto Lado a Lado Pela Vida 


Diagnóstico precoce é a melhor estratégia para prevenção do câncer de próstata

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Preconceito e desinformação fazem homens resistirem às visitas médicas e exames de rotina


O Câncer de próstata, segunda doença mais comum entre os homens, surge de forma silenciosa e em uma região que não costuma apresentar sintomas, atingindo um a cada seis indivíduos no Brasil. Frente a isso, todo ano, a sociedade se mobiliza com propósito de chamar a atenção para a importância do diagnóstico e tratamento precoce.

De acordo com Dr. Renato de Oliveira, ginecologista especialista em reprodução humana da Criogênesis, é através do exame de toque retal que o médico vai avaliar alterações na próstata, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos. “Aproximadamente 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração constatada neste exame. Por isso, é importante ampliar o acesso à informação para um número cada vez maior de pessoas”, alerta.

Outro fator que vem preocupando especialistas é o crescimento da doença em um público mais jovem. Dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Vencer o Câncer (IVOC), com patrocínio da Bayer, estimam que o número de casos passaria de 1.276.106 (2018) para 2.293.818 (2040), projetando um aumento de 80% no número de diagnósticos.

Diante deste cenário, o médico afirma que a idade ideal para iniciar o check up pode ter uma pequena variação. “Em geral, é recomendado que os homens comecem a fazer os exames a partir dos 50 anos. No entanto, caso haja histórico da doença na família, é aconselhável antecipar para 40-45 anos. Da mesma forma, indivíduos da raça negra devem se preocupar mais precocemente também", orienta.

Porém, a melhor prevenção, que é o acompanhamento médico, é motivo de obstáculo para muitos homens. “Infelizmente, a falta de acompanhamento e o preconceito, principalmente com o toque retal, por vezes, é a causa de mortes que poderiam ser evitadas pelo diagnóstico precoce”, diz.

Sérgio Moreira da Costa, Consultor Jurídico, Pesquisador e Professor Universitário do UNASP, enfatiza que, “apesar de muitos esforços no desenvolvimento de políticas públicas e estratégias, a mortalidade por câncer de próstata continua crescendo no decorrer dos anos, e isso não pode ser ignorado. Estamos no momento de rever tudo o que foi feito até agora e identificar o que precisa ser melhorado ou adaptado”, afirma.

Sendo assim, para desconstruir o tabu acerca dos cuidados masculinos, é necessária a criação de novas campanhas inerentes à saúde e à prevenção do homem. “Existem diversas campanhas e opções de tratamento. O avanço tecnológico e o melhor conhecimento da anatomia prostática, que resultaram em cirurgias menos mórbidas, com menores complicações e ótimos resultados oncológicos-funcionais. Hoje, também contamos com uma grande variedade de medicamentos eficientes, principalmente para doenças mais avançadas”, explica.

Segundo o pesquisador, deve ser salientado, mais uma vez, que a não procura de diagnóstico médico de natureza preventiva pelos homens tem origem em componentes culturais. “O motivo é cultural, uma construção que atribui ao homem a condição de superioridade, a ponto de compreender que, ir ao médico ou ter cuidados preventivos, demonstra fragilidade, fraqueza, vulnerabilidade”.

Por isso, ao postergar o check up, aumenta-se a chance de diagnosticar o câncer em estágio mais avançado. “O ideal é que os exames sejam realizados todos os anos, a partir da idade recomendada. Ao notar qualquer mudança é necessário procurar um médico para fazer os exames adequados e descobrir a causa. Quanto antes o problema for diagnosticado, maiores serão as chances de cura e menores serão os impactos na qualidade de vida”, finaliza.


Criogênesis
https://criogenesis.com.br/

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