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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Qual a relação entre economia digital e mudança de mindset?

Diferente do que se pensa, a premissa central para uma economia digital não é a tecnologia, mas o foco no cliente


Falar em economia digital é como entregar um passaporte para as pessoas viajarem ao mundo d’Os Jetsons, famosa série de animação dos anos 1960, com carros autônomos e voadores, robôs, Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT). Essa ideia não é equivocada sobre uma economia digital, mas ela reflete o fim do processo, sem considerar o meio, essencial para se alcançar o fim. Não adianta as organizações almejarem uma economia digital, cheia de tecnologias de ponta e inovação, sem antes conhecerem muito bem seus objetivos, a forma como atuam e, principalmente, pensarem no seu consumidor e no que ele precisa.

Nos setores de marketing das empresas, o digital, os dados e a automação já contribuem nos processos de transformação digital. No varejo, o e-commerce vem crescendo e ganhou um boom com a pandemia de Covid-19. Mas o que se pode aprender com o setor de marketing, que está além da automação e catalogação de dados importantes? A atenção à experiência do cliente!

Como mostra um estudo que fizemos no começo do ano passado para uma marca de produtos e serviços animais, de nada adianta montar o e-commerce de um pequeno Pet Shop a toque de caixa para sobreviver à situação de distanciamento social e fechamento de lojas presenciais, por exemplo. Este comércio pode quebrar dependendo do tempo que levará para desenvolver o site, ou se decidir competir com grandes empresas que já contam com ampla experiência em vendas online. O caminho mais sábio é investir na experiência do consumidor, colocando-o como protagonista nesta interação.

Usar a lista de contatos do WhatsApp, contatar os clientes e oferecer um serviço personalizado, mostrar que está disponível e treinar os funcionários para atendê-los bem, independentemente do canal, são exemplos de como se transformar para a economia digital. Mais do que a utilização de novas tecnologias, ela se baseia na mudança de mindset de toda a empresa. Conhecer e saber usar as ferramentas gratuitas que estão à nossa disposição também é transformação digital. Educar o cliente, dar dicas e estar presente por meio de redes sociais, marketplaces e aplicativos de mensagens são atitudes práticas e simples de serem transformadas em realidade.

O atendimento ao cliente é e continuará sendo divisor de águas para o sucesso da empresa, tanto no físico quanto no virtual. O consumidor atual está mais exigente: busca conteúdo de qualidade e um propósito. Por isso, fica atento aos valores da empresa para avaliar se estão em sinergia com o que pensa e acredita. Se tiver uma dúvida e o chatbot da empresa não solucionar a questão, é fundamental que o atendimento humano entre em cena para transformar a interação numa experiência memorável. Quando isso acontece, viramos a “chave” para a economia digital, que prioriza a omnicanalidade, ou seja,  o atendimento deve ser o mesmo via aplicativo, chat, e-mail ou telefone.

Também falando em pessoas, precisamos estimular a cultura de inovação. É o que chamo de ‘pensar como uma startup’, mais ágil na solução e na capacidade de corrigir a rota rapidamente, em casos de erro. Além disso, transformar o ambiente em um espaço mais propício para a inovação. Não tem como falar em economia digital sem citar o 5G, que serve para empresas, pessoas e indústrias. A tecnologia de quinta geração está chegando para permitir tudo aquilo que já se anuncia há pelo menos dez anos: a comunicação máquina-máquina, em que você utiliza o smartphone para enviar comando ao seu forno, que deixará o jantar pronto antes mesmo de chegar em casa.



A desburocratização dos processos

Considerada uma tecnologia disruptiva, o Blockchain chega para quebrar paradigmas. Embora ainda gere resistências – até mesmo pelo desconhecimento de como funciona -, o Blockchain é um método de verificação de dados, que busca  comprovar a autenticidade e a procedência das informações para validar a transação.

Com a transferência de dados via Blockchain, todo o conteúdo é criptografado de ponta a ponta, mantendo um histórico salvo em nuvem. Isso é muito seguro e pode ajudar na desburocratização de muitos processos que hoje demandam tempo e dinheiro.

A minha aposta de futuro para a transformação digital está no 5G e na tecnologia Blockchain. Até que as novas tecnologias ganhem corpo e se consolidem no mercado brasileiro, a melhor estratégia é investir na experiência do cliente. Acompanhar a jornada completa do consumidor e entender o que ele realmente deseja são dicas importantes para as empresas que apostam na mudança de mindset como uma grande oportunidade para se posicionarem como líderes da economia digital.




 Flávio Horta - CEO do Digitalks.


Brasil atinge meio milhão de conexões de energia solar em telhados e pequenos terrenos, aponta ABSOLAR

Segundo a entidade, geração própria de energia solar trouxe R$ 29 bilhões em investimentos e gerou mais de 174 mil empregos acumulados no País
 
Para a associação, o Projeto de Lei nº 5.829/2019, que cria o marco legal da modalidade, fortalecerá a segurança de suprimento elétrico em tempos de crise hídrica e bandeira vermelha na conta de luz

 

 

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil acaba de ultrapassar a marca de meio milhão de conexões de geração própria de energia a partir da fonte solar fotovoltaica. Desde 2012, a modalidade instalou cerca de 5,8 gigawatts (GW) de potência operacional, sendo responsável pela atração de mais de R$ 29 bilhões em novos investimentos ao País e agregando mais de 174 mil empregos acumulados no período, espalhados pelas cinco regiões nacionais.

Embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua atrasado no uso da geração própria de energia solar. Dos mais de 87 milhões de consumidores de energia elétrica do País, menos de 0,7% já faz uso do sol para produzir eletricidade, limpa, renovável e competitiva.
 
Para a entidade, o maior incentivo à geração própria de energia renovável, como proposto no Projeto de Lei (PL) nº 5.829/2019, que cria um marco legal para a modalidade, fortalecerá a segurança de suprimento elétrico em tempos de crise hídrica, bandeira vermelha na conta de luz pelo uso de termelétricas fósseis e risco de racionamento.
 
O PL 5.829/2019, de autoria do deputado federal Silas Câmara e relatoria do deputado federal Lafayette de Andrada, garantirá em lei o direito do consumidor de gerar e utilizar a própria eletricidade, a partir de fontes limpas e renováveis.
 
A geração própria de energia solar já está presente em 5.257 municípios e em todos os estados brasileiros. Entre os cinco municípios líderes estão Cuiabá (MT), Brasília (DF), Teresina (PI), Uberlândia (MG) e Rio de Janeiro (RJ), respectivamente.
 
“Com 5,8 GW em operação nos telhados e fechadas de residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos do Brasil, a geração própria de energia solar já equivale a mais de um terço da potência instalada de Itaipu. São investimentos feitos diretamente pelos consumidores, sem depender de recursos do Governo. Os sistemas fornecem eletricidade limpa, renovável e competitiva justamente nos horários de maior demanda da sociedade, entre 11h e 18h. Isso ajuda a aliviar e desafogar a operação do sistema elétrico”, esclarece Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR.
 
Em número de unidades consumidoras usando geração própria de energia solar, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 75,0% do total. Em seguida, aparecem consumidores dos setores de comércio e serviços (15,4%), produtores rurais (7,0%), indústrias (2,3%), poder público (0,4%) e outros tipos, como serviços públicos (0,02%) e iluminação pública (0,01%).
 
“A energia solar na geração própria ajuda a economizar água dos reservatórios das hidrelétricas do País e reduz o uso de termelétricas fósseis, caras, poluentes e responsáveis pela terrível bandeira vermelha. Com isso, ajuda a diminuir a conta de luz de todos os brasileiros. Também reduz as perdas elétricas e os gastos com infraestrutura elétrica, que seriam rateados e cobrados nas contas de luz dos consumidores. Por isso, é fundamental fortalecer e incentivar o uso desta tecnologia no Brasil”, comenta Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da entidade.


Conta de luz: 4 dicas para economizar energia com a iluminação da casa

Em tempos de bandeira vermelha, confira alternativas para contribuir na redução dos gastos da conta de luz


Começou a valer neste mês a bandeira tarifária vermelha patamar 2 nas contas de luz, considerada a mais cara das tarifas extras. Durante esse período em que as pessoas passam mais tempo em casa, o ideal é usar a energia de forma eficiente e evitar desperdícios. O que poucas pessoas sabem é que existem formas de gastar menos energia com a iluminação.

Pensando nisso, Kirla Vieira, coordenadora de mercado de iluminação da Telhanorte, selecionou quatro dicas práticas de como reduzir o consumo de energia elétrica, explorando melhor a iluminação da casa.


Escolha o tipo de lâmpada mais econômica. Opte por trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes ou LED, que consomem de 60% a 80% menos energia. As lâmpadas incandescentes têm como característica converter a energia em luz e calor. Em números, 95% da energia transforma-se em calor e apenas 5% em luz. Por outro lado, as lâmpadas fluorescentes e de LED têm uma eficiência luminosa maior, vida útil mais longa e redução do consumo de energia, uma vez que não geram calor.


Aposte em iluminação portátil e sensorial. Utilizar luminárias e abajures é uma boa alternativa que evita manter as luzes da casa todas acesas. “Estas alternativas podem ser utilizadas como iluminação pontual em ambientes integrados, por exemplo. Já nos corredores ou nas escadas, onde há uma rápida circulação de pessoas, é possível instalar sensores de presença embutidos nas lâmpadas”, pontua Kirla.


Utilize cores claras. Quanto mais clara for a cor das paredes e tetos, menos iluminação elétrica será utilizada. Afinal, tons como branco, off-white e nude tendem a refletir melhor a luminosidade, seja artificial ou natural.


Aproveite a iluminação natural. Nada como a luz do dia para clarear os ambientes. “Portanto, a dica é manter as janelas e cortinas abertas para diminuir o uso das lâmpadas, minimizando os futuros gastos”, finaliza Kirla.

 


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Saiba mais sobre a nova fase do cronograma do eSocial que tem dificultado a vida de contadores

Especialistas da Express CTB selecionam dicas para empresários fugirem de multas por atraso de entrega de informações.


Do dia 10 de maio a 15 de junho ocorreu a terceira fase do eSocial para empresas do grupo 3, relativo aos eventos da folha de pagamento, também chamados de eventos periódicos.

Os empresários que deixaram de entregar as informações solicitadas no período estipulado pela Portaria Conjunta da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho poderão ser multados pela Receita Federal. No entanto, nesse tempo, foram muitos os prejudicados pelas instabilidades que anda sofrendo o sistema.

Na fase 3 do eSocial, as empresas que já entregaram as obrigações referentes as fases 1 e 2, precisam enviar os eventos da folha de pagamento que incluem as informações sobre remuneração e pagamento de colaboradores.

Fazem parte desse grupo os Microempreendedores Individuais (MEI), as micro e pequenas empresas que fazem parte do Simples Nacional, entidades sem fins lucrativos, pessoa física atuante como produtor rural e os empregadores de pessoas físicas.

De acordo com Cristiane Machado, Coordenadora do Departamento Pessoal da Express CTB – accountech de contabilidade “Vale destacar que o envio referente aos eventos periódicos da folha de pagamento dos empregadores pessoa física, que começaria em maio, foi adiado. A nova data ainda será definida e, posteriormente, publicada. Para as empresas (pessoas jurídicas) não houve alteração nos prazos”.

Para se prevenir de multas, o planejamento é fundamental. Por isso, a Express CTB separou algumas dicas de como se manter em dia com os envios:

1 – Atenção aos prazos

Primeiramente, a atenção aos prazos é essencial. O envio da terceira fase só é possível se os dados da primeira e segunda fase foram entregues. Se planejar para os lançamentos é o primeiro passo para não acontecer imprevistos no dia 15, que é a data limite mensal das entregas.


2 – Buscar conhecimento

Buscar conhecimento na área, seja na legislação ou no sistema do eSocial, é outro passo importante. Para o envio correto dos eventos periódicos, é necessária a correlação entre a tabela das rubricas da empresa com a tabela 3 do eSocial.


3 – Revisar os dados

Antes de enviar os dados referentes aos eventos da folha de pagamento, conferir os valores e as incidências pode fazer toda a diferença para prevenir erros.


 

Express CTB

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3 dicas para autores independentes terem sucesso

Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, destaca pontos importantes para ter êxito nas vendas de uma obra

 

Mudança de comportamento durante a pandemia fez com que o número de escritores e novos títulos crescesse exponencialmente. A praticidade que plataformas de autopublicação trazem também é um fator que contribui para esse aumento. Só no Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação da América Latina, são cerca de mil exemplares sendo publicados mensalmente e  57 mil autores em sua comunidade. 

Para Ricardo Almeida, escrever uma boa história, nos tempos de hoje, não basta mais. “Não que o conteúdo não seja mais importante, pelo contrário, continua sendo absolutamente fundamental que um livro tenha uma boa narrativa construída e que engaje o leitor de alguma maneira. Mas existem outros fatores que ajudam a conquistar mais leitores”, comenta. 

Ricardo separou algumas dicas. Confira:

 

1 - Conteúdo de qualidade 

Um livro de qualidade não é um livro que agrade todo mundo – até porque isso é essencialmente impossível - mas é aquele que reúne, em sua narrativa, todos os elementos necessários para agradar o seu próprio público-alvo, a fatia de leitores que goste do tipo de literatura em que ele se encaixa. Para os que estão começando, buscar dicas de como escrever um bom livro também ajuda. Além disso, é recomendado que haja uma leitura crítica e revisão ortográfica antes da publicação. 

 

2 - Acabamento profissional 

Sim, um livro vende pela capa. E se deixar cada página com uma fonte minúscula, o leitor terá preguiça de continuar além das primeiras páginas. Cabe ao autor garantir que seu “produto” fique bem acabado. Ou seja:

  • Ter uma capa bem feita, capaz de seduzir qualquer leitor;
  • Ter uma boa diagramação para proporcionar uma experiência de leitura interessante;
  • Estar disponível em formatos diferentes para consumo, como ter as versões impresso e também em e-book;
  • O preço deve ser bem pensado, bem estruturado;
  • Ter o ISBN, que é um sistema internacional padronizado de identificação de livros. Desta forma é possível garantir a distribuição pelas maiores livrarias do país, grande vantagem oferecida pelo Clube de Autores. 

 

3 - Divulgação 

Ter uma história excelente em um produto perfeito é apenas parte do processo para publicação. Criar uma boa estratégia de divulgação também é fundamental e isso fica a cargo de cada um. Entre as mais relevantes delas estão:

  • Fazer um evento de lançamento;
  • Organizar uma LIVE de divulgação nas redes sociais;
  • Criar um Book Trailer;
  • Utilizar períodos estratégicos para o lançamento.

 

 

Clube de Autores

Fronteiras digitais: como o protagonismo dos dados pode impor nova convergência entre máquinas e pessoas


A transformação digital de empresas em todos os setores é um fenômeno. As empresas são desafiadas a ter sucesso ao abraçar a transformação por meio da inovação digital para alcançar vantagens competitivas. O negócio digital envolve a criação de novos modelos que confundem as fronteiras entre mundo digital e físico, devido à convergência de pessoas, negócios, coisas, máquinas e serviços inteligentes.

Este é um momento crítico para a transformação dos negócios digitais na história do desenvolvimento e adoção de inteligência artificial (IA). Hoje em dia, as tecnologias de IA impactam a maioria das categorias de aplicativos e muitos desafios de negócios. A IA torna-se útil quando enriquece a tomada de decisão que é aprimorada pela aplicação do Big Data (BD) e Advanced Analytics (AA). 

As empresas precisam considerar os dados como matéria-prima para a tomada de decisões. Os dados e análises precisam ser pensados em termos de processamento de plataformas de negócio digitais corporativas, assumindo assim um papel mais ativo e dinâmico no fortalecimento das atividades de toda a organização.

A tomada de decisão de negócios contemporânea deve direcionar o compartilhamento de diferentes recursos para exploração, descoberta, construção ou teste de ideias e ser baseada em dados que, quando estruturados e processados, criam informações e conhecimento. Dessa forma, podemos pensar em como os dados podem ser coorganizados e gerenciados em uma estrutura conceitual multidimensional estratégica para a tomada de decisões, com níveis relacionados de melhoria nas cadeias de valor da inovação.

Para avaliar o provável crescimento da automação baseada em IA, é importante avaliar a interação de humanos e máquinas nesses níveis e entender quem analisa os dados, quem decide com base nos resultados da análise e quem age com base na decisão.

Lembre-se: na atual Era Digital, quando os ativos intangíveis estão se tornando cruciais para o desempenho das empresas, as novas dimensões de valor de IA baseadas no BD e AA podem apoiar os líderes de negócios e suas equipes de gestão e fornecer medição e gerenciamento mais eficazes de seus ativos de capital intelectual e informativo.

 


Débora Morales - mestra em Engenharia de Produção (UFPR) na área de Pesquisa Operacional com ênfase a métodos estatísticos aplicados à engenharia e inovação e tecnologia, especialista em Engenharia de Confiabilidade (UTFPR), graduada em Estatística e em Economia. Atua como Estatística no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).


Mais de 90 milhões de vacinas Covid-19 já foram aplicadas em todo Brasil

Campanha segue em ritmo acelerado e mais de 40% do público-alvo recebeu a primeira dose

 

Nesta quarta-feira (23), o Brasil atingiu mais uma marca importante na corrida pela imunização contra a Covid-19: mais de 90 milhões de doses de vacinas já foram aplicadas em todo o país. A campanha segue em ritmo acelerado e mais de 65,3 milhões de pessoas receberam a primeira dose. Isso significa que a vacina já chegou para 40% do público-alvo, que tem mais de 160 milhões de brasileiros acima de 18 anos.

A vacinação é prioridade do Ministério da Saúde para superar a pandemia da Covid-19. Entre os brasileiros que tomaram a primeira dose, 24,7 milhões já completaram o ciclo vacinal com a segunda dose e estão completamente protegidos da doença. É importante reforçar: se você já tomou a vacina, fique atento ao prazo para a segunda dose, que deve ser tomada mesmo se estiver atrasada.

“Pelo ritmo que nossa campanha vem adquirindo nas últimas semanas e no último mês, já é possível antever que toda a população brasileira acima de 18 anos pode ser imunizada com pelo menos uma dose da vacina até o mês de setembro”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 123,2 milhões de doses de diferentes laboratórios contratados para estados e Distrito Federal desde o início da campanha de vacinação, em janeiro. Vários grupos prioritários, definidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), já foram contemplados, como idosos acima de 60 anos, profissionais de saúde, população ribeirinha, entre outros.

Neste momento, a vacinação está focada na proteção dos grupos de forças de salvamento e segurança, pessoas com comorbidades, com deficiência permanente, gestantes e puérperas com comorbidades, trabalhadores portuários, trabalhadores do transporte aéreo e da educação.

MAIS VACINAS

Até o fim de junho, serão recebidas mais de 38 milhões de vacinas. Em julho, a previsão chega a 42 milhões de imunizantes. Ao todo, já foram encomendadas pela pasta mais de 660 milhões de doses até o fim deste ano, número suficiente para imunizar toda a população brasileira.


Ministério da Saúde

 

Intensificação do combate às fraudes praticadas nas pirâmides financeiras


A ‘Operação Black Monday’, ação do Ministério Público de Minas Gerais (MP/MG) que visa à prisão de líderes e integrantes de organização criminosa que fizeram milhares de vítimas com fraudes praticadas por meio de pirâmides financeiras em vários estados do Brasil foi intensificada e segue empenhada em prender mentores de um esquema que até agora causou prejuízo estimado em R$ 100 milhões. Na última terça, 22, dois supostos líderes foram presos.

O passo inicial e fundamental para que a operação fosse iniciada de maneira bem sucedida é a rica troca de informações e de dados entre polícia, MP e advogados que representam centenas de vítimas que os procuram na tentativa de buscar justiça e retomar o que foi investido. Ao terem compartilhadas com as vítimas os detalhes das ações praticadas pelos criminosos, os atores do Direito, de fato, se tornam importantes fomentadores de elementos para que MP e polícias consigam executar de maneira mais assertiva possível suas operações.

Contudo, para que essa intensificação de esforço nas operações se concretize em um potente freio de tal prática criminosa, é preciso intensificar, igualmente, a aplicabilidade da lei de organizações criminosas nos esquemas de pirâmide financeira.

Equiparado a uma grande nuvem de gafanhotos, os esquemas de pirâmide financeira e Ponzi não param de crescer no Brasil. De todas as fraudes identificadas no país, 55% são esquemas dessa natureza, que já lesaram 11% da população brasileira. Somente em 2019, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu 10 vezes mais reclamações do que nos últimos sete anos. Com o advento da internet e, principalmente, com a popularidade das criptomoedas, os golpistas encontraram um solo fértil para fisgar vítimas desavisadas.

Primeiramente, vale diferenciar as pirâmides financeiras do esquema Ponzi, que têm como uma das similaridades o fato de ambos serem fraudes financeiras. Os esquemas de pirâmides são baseados em construção de rede e necessitam que os participantes recrutem novos membros para ganhar dinheiro. Portanto, cada participante recebe uma comissão antes de entregar o dinheiro para o topo da pirâmide. Já o esquema Ponzi é apresentado como serviço de gestão financeira, fazendo os participantes acreditar que o retorno é resultado de um investimento real. O criminoso basicamente utiliza o dinheiro de um investidor para pagar ao outro.

Nos esquemas dessa natureza, existe sempre uma figura central, um grande líder, que muitas vezes é tratado com devoção messiânica enquanto todos estão se beneficiando do dinheiro. Muitas vezes, a tiracolo há um ou mais comparsas associados, que são tratados como deuses ante a devoção dos incautos. Essa devoção, vale ressaltar, tem tempo determinado no roteiro desses crimes e vai até a suspensão dos saques, quando a devoção transforma-se numa mescla de sentimentos que beiram o desespero, o ódio e, em algumas vítimas, a subserviência, pois diversas vítimas se colocam em uma posição de vassalo desses criminosos, com objetivo de serem os primeiros a receber em uma eventual devolução do dinheiro para os investidores.

Nesse momento, é possível e qualificar os atores da organização, em que pese seja difícil identificar se a figura central é o denominado Faraó, milionários que atuam internacionalmente plantando pirâmides nos países, ou se são sócios laranjas, pessoas que residem no país alvo e investem para ter um retorno percentual com o sucesso do golpe.

Atrelado ao esquema criminoso, ainda surgem figuras que se utilizam da sua capacidade de liderança para atrair novos investidores fazendo fortunas com isso, geralmente ostentando o resultado dos golpes em suas redes sociais, o que desperta o interesse de novas vítimas.

No que tange aos investidores, os mesmos são divididos em duas categorias. A primeira é formada por pessoas que acompanham os líderes com a ciência de que o esquema é fraudulento, mas se arriscam para fazer fortuna rapidamente dentro do golpe, naquilo que podemos denominar como participantes conscientes. A segunda categoria, composta pela maioria dos investidores, é formada por pessoas que não fizeram uma pesquisa prévia, que deduzem ter encontrado a fórmula para ficarem ricas. São as chamadas vítimas de primeira viagem.

Ante essa divisão de papéis e nível de consciência, convém conceituar o que é organização criminosa, conforme previsto no art. 1º, § 1º da seguinte forma: na lei 12.850 de 2013, que considera organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional.

Na redação do artigo, fica claro que o mesmo tem alguns destaques que são essenciais para a caracterização do delito, quais sejam a composição de quatro ou mais pessoas, de forma estruturada, com divisão de tarefas, obtendo vantagem de qualquer natureza com a prática de infrações com penas máximas superiores a quatro anos ou de caráter transnacional.

Ante toda a descrição dos atores na estrutura dos esquemas pirâmide e Ponzi, tanto o descrito como Faraó quanto seus comparsas, sócios e líderes se enquadram perfeitamente no descrito tipo legal. No que diz respeito às vítimas, os participantes conscientes não se enquadram, pois assumiram o risco da própria torpeza, e não podem figurar na mesma categoria daqueles que denominamos de vítimas de primeira viagem.

Por sua vez, na questão relacionada à pena máxima superior a quatro anos para configurar a organização criminosa, se faz necessário separar o joio do trigo, pois crimes dessa natureza podem tanto ser enquadrados como estelionato, ou como o crime previsto no artigo 2º da Lei dos Crimes contra a Economia Popular. No estelionato, que tem pena que permite o enquadramento no tipo da organização criminosa, a vontade do autor é dirigida para uma pessoa determinada. Já no crime contra a economia popular, o delito se dirige para uma universalidade de sujeitos indeterminados e sua pena é inferior para a configuração.

Dados colocados, mostra-se como essencial a identificação das vítimas e de suas histórias, de modo que se alcance o número determinado de pessoas para, assim realmente configurar a organização criminosa e não apenas um mero concurso de pessoas atrelado a um crime de baixo potencial ofensivo. Aqui, vale ressaltar o artigo 2º da lei que combate as organizações criminosas: Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa: Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas

Além de enquadrar esses criminosos na presente lei, se faz urgente a aprovação do Projeto de Lei 4.233/2019, de autoria do senador Flávio Arns (REDE/PR), que busca criar o tipo penal de pirâmide financeira, endurecendo a pena para quem for condenado neste esquema fraudulento.

Somente com o fim desse sentimento de impunidade, bem como o perdimento de bens e valores adquiridos com o proveito do crime, é que efetivamente serão combatidos esses esquemas fraudulentos que devassam as economias de milhões de brasileiros. Somadas, ações de compartilhamento de informações e elementos por parte dos advogados especializados no atendimento de vítimas desse tipo de crime, operações das polícias em conjunto com o Ministério Público e endurecimento da lei certamente deixarão o ambiente menos propício para que esse tipo de fraude siga acontecendo de maneira crescente em nosso país.

 


Jorge Calazans - advogado, especialista na área criminal, com atuação na defesa de vítimas de fraudes financeiras, Conselheiro Estadual da ANACRIM e sócio do escritório Calazans & Vieira Dias Advogados.


O corpo também fala. E deve ter toda atenção nas videoconferências

Especialista em comunicação faz alerta em relação a expressões corporais que 'falam mais do que muitas palavras' e podem ser desabonadoras no ambiente de trabalho; ela também destaca 7 dicas para melhorar o desempenho nas reuniões virtuais 

 

Que as videoconferências são extremamente fatigantes, isso todo mundo já sabe. Pesquisas recentes, aliás, apontam que essas reuniões virtuais provocam desconforto, irritabilidade e potencializam o estresse. Ou seja, coisas que a gente não gosta de demonstrar em público, sobretudo, por educação.

Mas o que fazer para não transparecer esse tipo de 'emoção', sobretudo, no ambiente corporativo, onde lidamos com pessoas que merecem toda a nossa gentileza e atenção?

A resposta, segundo a especialista em comunicação corporativa, Juliana Algodoal, está não apenas na expressão oral, mas principalmente na expressão corporal. "Afinal, o corpo também fala!", destaca ela, que é professora PhD em Análise do Discurso em Situação de Trabalho e tem mais de 30 anos de experiência na prestação de consultoria a executivos, políticos e gestores de grandes empresas.


Coisas que não podem ficar evidentes

Se até mesmo num papo informal, com velhos amigos, pega mal demonstrar impaciência, pressa ou qualquer outro tipo de incômodo, imagine então com um cliente, com um chefe ou uma autoridade?

"Geralmente, nesse tipo de situação, as pessoas instintivamente ficam atentas com a própria fala (ou seja, com o tom de voz, a eloquência) para não demonstrar sono, desinteresse, raiva etc. O que elas esquecem, contudo, é que o corpo também se comunica! - e, igualmente a voz, evidencia nossos sentimentos, mesmo quando queremos (ou temos que) escondê-los. Ou seja, assim como a fala, as expressões corporais também devem ser verificadas com atenção. Especialmente agora, que as relações estão cada vez mais digitais", explica a especialista.

Ela lembra que, diferentemente das reuniões presenciais, onde os participantes geralmente observam quem conduz o encontro e isso centraliza o público, nas reuniões virtuais as pessoas olham para você o tempo todo e, pior, você se enxerga o tempo todo, o que acaba provocando um excesso de autoavaliação e, consequentemente, estresse.

"Essa questão foi alvo de um estudo recente da Universidade de Stanford, que concluiu que o usuário normalmente tem a sensação de prisão diante da tela e pouco se mexe ao longo das videoconferências. Trata-se de um problema vinculado diretamente à expressão corporal e que pode ser facilmente trabalhado a partir de técnicas simples, largamente utilizadas, além, claro, do descanso que é recomendável a todos - embora nem sempre possível".

Mesmo diante da tela e de tantos expectores, ela garante que é possível interagir de forma mais leve e natural, harmonizando a fala e o gestual, ainda que o cansaço e o estresse sejam latentes. Tudo, claro, em nome do profissionalismo e das boas relações corporativas.


Dicas

Para ajudar o público nessa difícil missão, Juliana Algodoal separou sete dicas que incluem cuidados com o corpo, com a fala e condutas mais aconselháveis para o ambiente corporativo, durante as reuniões virtuais. Veja aqui:

• Assim como a voz, o corpo também transmite nossas emoções, portanto, controle o seu gestual para usá-lo de forma suave e calma. Evite, por exemplo, ficar mexendo a cabeça, esfregar/coçar o rosto, olhar para os lados. Tente, na medida em que a tecnologia permitir, olhar nos olhos das pessoas com quem conversa virtualmente, para criar conexão. 

• As mãos também expressam muito dos nossos sentimentos. Mostrá-las não é algo ruim, mas sem exageros. Gestos suaves demonstram calma, confiança e engaja melhor quem assiste você. Do contrário, demonstram nervosismo. 

• Evite marcar uma reunião virtual se o assunto puder ser resolvido por e-mail ou com um telefonema, pois reuniões virtuais são mais cansativas. 

• Fazer reuniões de, no máximo, 30 a 40 minutos. Se forem mais longas, conciliar com pequenos intervalos 

• Buscar ter espaços de trabalho em casa confortáveis minimiza o estresse e ajuda na produtividade 

• Pausas sonorizadas como: ãhn e humm poluem sua fala e tiram o foco do conteúdo que está transmitindo. 

• Usar o headset ou fones de ouvido nas reuniões aumenta o foco e reduz o ruído ambiente. Experimente!

 

 

Juliana Algodoal  - Considerada uma das maiores especialistas em Comunicação Corporativa do país, Juliana Algodoal é PhD em Análise do Discurso em Situação de Trabalho - Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem e fundadora da empresa Linguagem Direta*. Acumula mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de projetos que buscam aprimorar a interlocução no ambiente empresarial - tendo como clientes grandes companhias, como Novartis, Pfizer, Aché, Itaú, Citibank, Unimed, SKY, Samsung, Souza Cruz, dentre outras. Também é presidente do conselho administrativo Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 

 

5 sinais de alerta sobre a saúde financeira da sua empresa

Brasil é o quarto país que mais empreende; especialista lista quais aspectos devem ser observados nas finanças do negócio


Uma pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) realizada em 55 países mostrou que o brasileiro é o quarto povo que mais empreende. A estimativa é que quase 40% dos adultos no Brasil tenham um negócio próprio. Neste contexto, a saúde financeira de uma empresa se torna um assunto fundamental para boa parte da população Hugo Mathecowitsch, CEO da a55, fintech que viabiliza crédito para empresas de tecnologia e receita recorrente, elencou cinco sinais de alerta que devem ser observados nas finanças de qualquer negócio. 

“Alguns sinais são bem claros para o empreendedor, como o faturamento abaixo do esperado e o acúmulo de dívidas, por exemplo. No entanto, existem outros pontos importantes para se atentar, incluindo a falta de processos automatizados, que também pode dificultar a visualização da saúde financeira da empresa”, explica Mathecowitsch. 

Veja abaixo os cinco aspectos que devem ser observados: 


Liquidez

A liquidez é a capacidade da empresa em arcar com todas as suas despesas e manter sua operação. Se a empresa tem mais despesas do que receita, significa que ela tem baixa liquidez. Para ficar alerta e calcular a liquidez da sua empresa de forma simples, é necessário relacionar tudo que você tem para receber no curto prazo, dividido pelas suas despesas (no mesmo período). Veja abaixo: 


De acordo com Mathecowitsch, se o resultado final for 1 ou mais, a liquidez da sua empresa está equilibrada. 


Fluxo de caixa irregular

O fluxo de caixa representa todas as entradas e saídas de valores da empresa, ou seja, é sua movimentação financeira em um determinado período, que pode ser diário, semanal ou mensal. Um dos fatores para garantir uma boa saúde financeira da empresa é justamente manter o fluxo de caixa regular e progressivo. Segundo Hugo, é um ponto importante de alerta, especialmente se o fluxo está irregular. 

O acompanhamento facilita a tomada de decisão, além do planejamento financeiro da empresa. Por isso, é importante registrar todas as contas, despesas, pagamentos, vendas, dívidas, valores a receber, enfim, toda a movimentação. 


Endividamento

Os atrasos são outro outro ponto de alerta que diz muito sobre a eficiência da sua saúde financeira. É importante saber se todos os pagamentos da empresa estão em dia. Ficar atento aos endividamentos é importante não só para evitar o acúmulo de dívidas, como para identificar quanto seu negócio está utilizando de recursos próprios para o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, por exemplo, e quanto é derivado de financiamentos (se utilizado para completar o capital de giro).


Faturamento abaixo do esperado

Por mais simples que seja o controle financeiro da sua empresa, é possível ter uma visão de quanto deve ser a sua média de faturamento mensal. Se a média está ficando abaixo do esperado com frequência, também é mais um sinal que faz com que seja importante você olhar com mais atenção para a saúde financeira do seu negócio. 

“Isso pode acontecer por inadimplência dos clientes, poucas vendas, altos custos ou outros fatores. Neste caso, é necessário fazer uma análise detalhada para identificar a origem do baixo faturamento e traçar metas para mudar o cenário”, explica Mathecowitsch.


Processos não automatizados

Por último, um sinal de alerta sobre a saúde financeira da empresa que nem sempre é tão óbvio, mas é importante, é a falta de processos automatizados. A automatização de processos, especialmente financeiros, pode ajudar na redução de tarefas manuais e de erros, além de colaborar com a diminuição de custos. 

“A falta de automatização pode deixar passar informações importantes sobre a saúde financeira do negócio. O empreendedor pode usar a tecnologia a seu favor para aprimorar processos que ainda são feitos manualmente, como o próprio controle de fluxo, e direcionar os colaboradores para funções ainda mais estratégicas dentro da empresa”, finaliza Hugo. 


O uso da letra cursiva está com os dias contados?

A escrita é um processo simbólico, uma construção que revolucionou o pensamento e está inserida na formação do ser humano.


Escrever é um ato complexo e baseado em inúmeros processos neurológicos.

Ao longo da história da humanidade, a escrita das letras passou por mudanças consideráveis, desde a adoção das letras góticas nos anos 500 d.C. (uso da pena), permeando pela escrita escolar e caligráfica, até chegar à escrita contemporânea (escrita mais livre e com diversidade de materiais, como lápis, canetas esferográficas e papel), sem falar que, por muito tempo, uma boa caligrafia já foi associada a um alto nível de instrução.

No Colégio Presbiteriano Mackenzie, antiga Escola Americana, o uso da caligrafia mackenzista era uma marca registrada dos alunos e professores que passaram pelas suas salas de aula até os anos 90.

Com características peculiares da caligrafia americana - especialmente na grafia das iniciais maiúsculas do alfabeto -, a escrita cursiva mackenzista era facilmente reconhecida em diferentes contextos, atribuindo-lhes a singularidade de uma leve inclinação à direita, destacando a origem da caligrafia amplamente ensinada, com livros de autoria própria, para a execução correta dos movimentos.

Atualmente, porém, o valor da escrita à mão tem sido debatido nos círculos acadêmicos. Mais precisamente neste século 21, a discussão sobre o uso da letra cursiva tem reverberado de forma considerável no cenário educacional mundial.

Em 2015, países como a Finlândia e alguns estados americanos já se pronunciavam a respeito da possível exclusão desse "conteúdo" devido à expansão das ferramentas digitais presentes dentro das salas de aula, apontando o ensino da "letra de mão" como algo obsoleto para os tempos atuais.

Com a pandemia e a implantação do ensino remoto, o debate veio à tona novamente, reduzindo-se a caligrafia a um ato mecânico, que precisaria ceder espaço para o aprendizado de outras competências, como a navegação por meio de recursos digitais.

Alguns especialistas entendem que o ensinamento da letra cursiva pode ser ineficiente e segregador, e apresentam o fato de que muitas crianças com excelente aproveitamento acadêmico foram rotuladas por não apresentarem uma letra cursiva legível ou "bonita".

Outros profissionais afirmam que a caligrafia em letra cursiva é uma habilidade não mais essencial, já que, nos dias atuais, com a existência das teclas, a escrita com lápis, caneta e papel tornou-se anacrônica.

Diante das discussões acaloradas sobre o uso da letra cursiva, estudos e especialistas dividem opiniões, mas uma significativa parcela advoga em favor da continuidade do ensino da letra cursiva e do traçado das letras, apontando habilidades e benefícios especiais para as crianças.

Segundo os estudos da professora de Psicologia Educacional, da Universidade de Washington, Virginia Beringer, escrever à mão, formando letras, envolve a mente e isso pode ajudar as crianças a prestarem atenção à linguagem escrita. Ela também argumenta que "a caligrafia e a sequência dos traços envolvem a parte pensante do cérebro".

Berninger ainda registra que os estudos realizados com a caligrafia têm por objetivo defender a formação de crianças que sejam escritoras híbridas, ou seja, utilizando primeiramente a letra de forma para a leitura, auxiliando o reconhecimento das letras na educação infantil, depois com o uso da letra cursiva para a escrita e composição dos textos e, apenas ao final da séries iniciais do ensino fundamental, a digitação.

Recentemente, um estudo publicado na Revista Nature, em 26 de março deste ano, intitulado Hight performance brain to text communication via handwriting, abordou o impacto da caligrafia no cérebro e sua importância cognitiva como uma habilidade a ser desenvolvida ainda nos dias de hoje, mesmo com todo o aparato tecnológico.

A escrita em letra cursiva traz inúmeros benefícios, pois ela permite a continuidade do pensamento por meio do traçado uniforme e ligado, promovendo fluência e imprimindo velocidade ao ato de escrever. Há vantagens no aprendizado ortográfico e na composição das palavras, frases e textos, favorecendo a memorização, a concentração, o foco e auxiliando na produção de textos mais coesos, assim como constitui um componente importante no desenvolvimento de uma escrita pessoal.

Entende-se que, no atual cenário socioeducacional, há a necessidade de se repensar sobre o uso da escrita cursiva no que diz respeito aos extensos exercícios de cópias, sem nenhuma reflexão sobre o que está sendo feito, mas podemos otimizá-lo da melhor forma.

É compreensível o ajuste sobre qual tipo de letra usar para casos específicos, como por exemplo, os alunos com necessidades especiais, para quem a demanda do ensino e uso da letra manuscrita seria fator desagregador no processo de ensino-aprendizagem.

Considerando-se os estudos e pareceres nos círculos acadêmicos, a constatação dos benefícios elencados e as prerrogativas sobre a importância da escrita à mão, compreende-se que a apresentação da letra cursiva e o ensino do traçado das letras à mão devem ser mantidos nas escolas, destacando seu valor cognitivo e educacional na vida acadêmica das crianças.




Andréa Fanton - coordenadora do 2º ao 5º ano do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré.

O futuro é analítico

Apesar de tantas incertezas que a pandemia trouxe no mundo inteiro, algo é certo: o mundo será cada vez mais dos dados. Sua utilização é estratégica em diferentes áreas de negócios e pode ser o grande diferencial competitivo das empresas, especialmente daquelas que atuam no comércio exterior. Não basta ter um grande volume de informações, mas saber extrair o que realmente interessa delas, ou seja, gerar insights a partir dos dados que são capturados por meio de ferramentas de Analytics e IA.

Se antes o foco principal das marcas era o produto, hoje a prioridade é a experiência do cliente. E para investir numa jornada que compreenda o que o cliente necessita e deseja, é fundamental ter acesso a dados que poderão ajudar no atendimento. Uma experiência diferenciada é capaz de encantar, fidelizar e gerar novos negócios.

Atualmente, existem empresas que não utilizam nem 3% dos dados que passam pelos seus sistemas. Imagine o potencial que está sendo desperdiçado sem analisá-los da maneira correta. O advento dos algoritmos, a utilização de regras extraídas de análises avançadas de dados e Machine Learning e as plataformas de Big Data permitem que as empresas tirem proveito da quantidade e variedade de dados que possuem em sua base e, também, das informações disponíveis em outras empresas, plataformas e Internet. Ignorar esse cenário é mais ou menos como ir na contramão das principais tendências de mercado.

Segundo o Gartner, até 2023, mais de 33% das grandes empresas terão analistas praticando inteligência de decisão (Decision Inteligence), que reúne várias disciplinas, incluindo gerenciamento e suporte à tomada de decisões. Ela fornece uma estrutura para ajudar os líderes de Data & Analytics a projetar, modelar, alinhar, executar, monitorar e ajustar modelos e processos de decisão no contexto de resultados e comportamento dos negócios.

O MIT Technology Review destaca que o movimento de transformação digital deverá circular, por ano, algo em torno de US$ 20 trilhões, o equivalente a mais de 20% do PIB global, sendo que os dados seguirão como um ativo de grande valor. Todas essas previsões contribuem para fortalecer dentro das empresas a cultura data-driven, capaz de gerar decisões mais assertivas, a partir da captação, extração e análise das informações capazes de transformar os negócios e a competitividade das empresas.

Já se tornou um mantra entre executivos e especialistas que os dados são o novo petróleo do mundo. E a importância deles tende a aumentar com a implementação de projetos de Internet das Coisas (IoT), que serão impulsionados pela tecnologia 5G. Com tudo conectado, a informação se tornará mais fluida, os processos mais inteligentes e o futuro mais analítico. Definitivamente, os dados são os protagonistas da vez.



Konstanz Winter - gerente de Data Strategy da Asia Shipping, a maior integradora de cargas da América Latina


Pedagoga destaca a importância do estudo em casa

A prática diária ajuda a desenvolver habilidades como: concentração, análise, interpretação de texto e elaboração de hipóteses. Também é uma boa oportunidade para ajudar a desenvolver a independência nos pequenos


É na primeira infância que a criança começa a registrar e a desenvolver diversas perspectivas da vida, como comportamento social, evolução cognitiva e até mesmo os aspectos físicos. Lições assimiladas neste período de crescimento serão levadas para vida inteira. Por isso, iniciar a alfabetização nesta fase tão especial ajuda a desenvolver habilidades necessárias como: coordenação motora, concentração, autonomia, independência, além de incentivar o gosto pelos estudos e pela leitura.

 

Infelizmente, com a pandemia, milhões de crianças foram e continuam sendo prejudicadas no desenvolvimento escolar por conta da falta de estrutura das instituições públicas para o estudo remoto. De acordo com um levantamento do Unicef, o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância, em novembro de 2020, quase 1,5 milhão de estudantes brasileiros de 6 a 17 anos não frequentavam a escola (remota ou presencialmente). Mas, o maior número de crianças sem educação se encontra na faixa etária de 6 a 10 anos de idade, mais de 40% dos pesquisados.

Os números mostram a importância do papel da Educação Infantil no desenvolvimento das crianças na Primeira Infância. A pedagoga Bruna Duarte Vitorino, com mais de 15 anos de atuação na área e atualmente coordenadora pedagógica do Kumon, ressalta que: “É fundamental que as famílias olhem com carinho para o processo de alfabetização. O incentivo e o interesse de todos são fundamentais nesta fase”, diz.

Elena tem 6 anos e estuda no Kumon as disciplinas de matemática, português e inglês. Além do desenvolvimento escolar, o método de estudo da rede também ajudou a melhorar o foco e atenção, que afetam positivamente todas as atividades de sua vida cotidiana. “O Kumon está sendo fundamental para minha filha neste momento de distanciamento social e estudo no lar”, diz Yonária Oliveira Cornélio, mãe da pequena Elena.

Entre as dicas práticas listadas pela pedagoga para promover com qualidade o estudo no lar, estão:


·      Promova um ambiente confortável e, de preferência, com luz natural;

·      Separe os materiais necessários para as atividades e retire do local tudo que puder distrair a criança. Estimular a concentração é fundamental para aumentar a eficiência;

·      Monte um cronograma de estudos e uma agenda diária de atividades;

·      Estabeleça uma rotina de leitura, todos os dias ler ao menos 1 livro ou ler por 10 a 20 minutos, fará toda a diferença no processo de alfabetização.


Kumon - www.kumon.com.br


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