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quarta-feira, 23 de junho de 2021

A importância de um projeto sólido para captação de crédito

 

Apesar de o Brasil ser um país empreendedor, empresas ainda enfrentam entraves na busca por capital para investimentos

 

De acordo com dados divulgados recentemente pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada em 55 países, o brasileiro é o quarto povo mais empreendedor e o primeiro entre os BRICS. Estima-se que 38,7% da população adulta no país tenha um negócio próprio. Porém, os empreendedores ainda encontram grandes entraves: burocracia, falta de uma cultura de planejamento e alta carga tributária são algumas delas. Para a fundadora da Quare Negócios, empresa especialista em captação de crédito, Carolina Valle Schrubbe, uma das maiores dificuldades das empresas brasileiras é a falta de um projeto sólido ao buscar apoio financeiro para investimentos, expansão e modernização.

“Encontrar uma forma de buscar capital - necessário para compra de insumos, locação de espaço físico, aquisição de equipamentos, pesquisa e inovação ou qualquer outro tipo de investimento - é uma das maiores dificuldades que observamos nas empresas atualmente. E essa etapa é fundamental para a concessão de crédito. Os bancos irão avaliar o passado, o presente e o futuro da empresa. O passado e o presente são analisados com base nos dados econômico-financeiros das organizações, já o futuro é avaliado com base no projeto”, explica.

Segundo Carolina, a combinação desses fatores é que demonstrará se o projeto de investimento, expansão ou modernização é viável ou não. "Projetos mal elaborados dificultam a liberação de recursos e podem colocar o futuro da empresa em risco”, aponta a especialista. Ela traça um paralelo com uma casa: “Você construiria uma casa sem um projeto?”, questiona.

Para facilitar na hora de iniciar um projeto de captação de recursos, Carolina explica para que serve um projeto sob o ponto de vista do banco e do próprio empresário.


Do ponto de vista do banco, para que serve um projeto?

         Para explicar qual a linha de crédito que a empresa busca;

         As garantias que serão oferecidas;

         As condições de financiamento pretendidas, como prazo e carência;

         A destinação do dinheiro captado;

         Como a empresa gera valor e agrega valor aos seus clientes através do investimento;

         Como é a produção da empresa, em qual mercado ela colocará seus produtos, qual o público alvo;

         Demonstração de que o negócio proposto é sustentável do ponto de vista econômico, ambiental e social;

         Demonstração de que vai gerar recurso suficiente para pagar o empréstimo feito.


Do ponto de vista do empresário, o projeto de negócios serve para:

         Mensurar todos os fatores críticos de um negócio antes que ele seja implantado, com possibilidade de superação dos desafios antes que eles ocorram;

         Alinhar a visão estratégica entre os sócios da empresa, discutir questões sobre o modelo do negócio, como ele irá funcionar;

         Medir e otimizar os recursos aportados;

         Elaborar cronograma de aplicação dos investimentos;

         Elaborar indicadores de desempenho de resultado para que o empresário tenha o comparativo antes e após o projeto;

         Pensar e planejar aspectos tributários, de produção, receitas, despesas, custos, marketing e recursos humanos;

         Mensurar endividamento e capacidade de pagamento para ter certeza que poderá pagar o crédito.

Ainda de acordo com Carolina, ter um projeto bem elaborado traz maior tranquilidade tanto para e empresa quanto para os bancos, pois ampara decisões com base nos diversos cenários, a fim de que se escolha a solução que traga maior segurança em relação à sustentabilidade financeira, social e ambiental.

 


QUARE Organizações

https://quareorg.com

 

Duas toneladas de cabelo aguardam por mãos habilidosas para devolver a autoestima a pacientes com câncer

 CABELEGRIA, que recebeu o selo melhores ONGS 2020, entra em ação para arrecadação de verba e ampliar a produção de perucas a pacientes com câncer

 

Com a chegada da pandemia diversas atividades precisaram ser interrompidas, e a ONG CABELEGRIA, que ajuda os pacientes oncológicos a recuperar a autoestima e o bem estar, não ficou de fora. As doações em dinheiro reduziram, mas as doações de cabelos não pararam de chegar. Atualmente, são 2 (duas) toneladas de cabelo, que aguardam por mãos de fadas para fazer a magia acontecer, trazendo a pacientes oncológicos de todo Brasil mais calor na alma e careca. 

Diante desse cenário, a CABELEGRIA em conjunto com a OUT OF THE MUG - empresa de consultoria em e-sports, coordena uma série de ações até o mês de setembro, que visam arrecadar doações em dinheiro e ampliar a produção de perucas. Para isso, sob o mote “fazer o bem, traz o bem”, recrutaram um time de influenciadores de ponta e empresas de renome nacional para apoiar essa causa. Em um movimento cronometrado, todos se mobilizarão em prol da ONG durante os meses de campanha. 

Os influenciadores, parceiros da empresa de consultoria, receberão perucas emprestadas para produção de conteúdo em seus canais, a ideia é alcançar o maior número de internautas possível, sendo a soma de seguidores, entre todos os recrutados, de 10 milhões em potencial. 

São 14 influenciadoras, de diversos setores como games, turismo, beleza, moda e marketing, que, por meio de Stories, Lives e Posts falarão sobre como a ONG ajuda os pacientes oncológicos a recuperar a autoestima e o bem-estar, mesmo diante dos desafios do tratamento. Entre os nomes estão Nicolle Merhy, Mariana Nery, Isis Vasconcellos, Brenda, Vittoria Hollt, Yuni Duda, Maíra Gomes, Lívia Brasil, Bia Dias Coutos, Tainá Rodrigues, Mariana Teixeira, Indira Castillo entre outras. 

Além disso, instituições de saúde, de música e restaurantes também participarão da campanha voluntariamente oferecendo eventos pontuais, que terão a verba revertida para a causa, ou percentual de venda de produtos doados à CABELEGRIA. A rede de restaurantes Outback, Bobô, a escola de música School of Rock e a Prevent Senior estão entre as empresas voluntárias da campanha. 

A CABELEGRIA já ajudou mais de 9 mil pacientes de câncer e outras enfermidades. Dentre esses pacientes, estão cerca de 3 mil crianças, 5 mil mulheres e mais de 500 doações a hospitais e casas de apoio. A ONG conta com quatro bancos de perucas em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Em 2016, inaugurou o primeiro e único banco de perucas móvel do mundo. Porém, mesmo tendo material para confeccionar mais de 100 mil perucas, não há verba suficiente para contratar mais costureiras e aumentar a produção.

 

Sobre a CABELEGRIA 

Fundada em outubro de 2013 pelas amigas Mariana Robrahn e Mylene Duarte, a CABELEGRIA (https://www.cabelegria.org/) é uma ONG que arrecada cabelos, confecciona e distribui perucas para pacientes com câncer via Correios e por meio de Bancos de Perucas (itinerante e fixos). Todo o processo é gratuito: em nenhum momento os pacientes que recorrem a ONG

são onerados. Não é exigido comprovação de renda nem nenhum tipo de pagamento pelas perucas. 

A CABELEGRIA acredita que a autoestima pode fazer toda a diferença durante o tratamento. Por isso, busca aumentar cada vez mais as doações de perucas para pacientes e expandir o Banco de Perucas para os maiores centros de tratamento oncológico do Brasil.

Em 2020, a instituição recebeu o selo MELHORES ONGS 2020.

 

Sobre a OUT OF THE MUG

Há apenas um ano no mercado, atuando no segmento de e-sport, Luiza Helena Costa, especializada em games, junto de suas sócias Mônica Bertin e Camila Moretti, ambas com experiência em planejamento e novos negócios, deram início a OUT OF THE MUG. 

Start Up conecta empresas não endêmicas com projetos de sucesso do ecossistema de e-sport e tem a missão de ajudar estas empresas a encontrar os melhores formatos de comunicação e relacionamento com este público. Hoje possuem contratos com clientes e com as maiores empresas do setor, sendo cerca de 14 organizações parceiras, inclusive internacionais entre times, plataformas, organizadoras e influencers.


Banco RCI Brasil aumenta a taxa de seu CDB de liquidez diária para 116% do CDI

 - O produto é uma das melhores opções para reserva de emergência

- Recentemente, o banco também ampliou a taxa dos CDBs de liquidez no vencimento


O Banco RCI Brasil, braço financeiro das montadoras Renault e Nissan, decidiu aumentar a taxa do seu Certificado de Depósito Bancário (CDB) de liquidez diária de 112% para 116% do CDI, tornando-se uma das melhores taxas do mercado.

Em uma simulação, se for investido R$ 10 mil nesse produto com a nova taxa, no prazo de dois anos, ele vai atingir R$ 10.665,41, o que significa um rendimento 38,1 % superior ao da poupança, que no período totalizará R$ 10.481,66.

“Esse produto é excelente para quem sabe que pode precisar do valor no curto prazo e ideal para despesas de emergência mais imprevisíveis”, destaca o gerente-executivo de Tesouraria do Banco RCI Brasil, Rosano Ouriques.

A instituição também tem entre os produtos um CDB escalonado na modalidade de liquidez diária. Esse produto permite que o ganho do investimento aumente periodicamente até o vencimento do prazo da aplicação, que é de dois anos. 

O Banco também conta com três CDBs pós-fixados com liquidez no vencimento. O CDB com prazo de três anos tem taxa de 140% do CDI, uma das melhores do mercado. O produto com prazo de dois anos tem taxa de 135% do CDI.  Já o CDB com prazo de um ano é de 121% do CDI. “Para momentos de adversidades como o que atravessamos, esses produtos podem ser uma boa alternativa frente às oscilações do mercado. Com essas rentabilidades, os produtos do Banco RCI Brasil se posicionam entre as melhores rentabilidades nessa modalidade”, afirma Ouriques.

O Banco RCI Brasil também aumentou recentemente as taxas dos seus CDBs prefixados. A rentabilidade do produto com vencimento de 24 meses passou para 8,10%. O produto com prazo de 36 meses tem agora uma taxa de 9,10%.

Os CDBs prefixados são ideais para o investidor que não quer ter o risco da variação das taxas, pois o investidor já sabe qual será o seu rendimento no momento da aplicação.


Indique e Ganhe

O cliente do Banco RCI Brasil pode ganhar ainda mais porque o Banco reativou a campanha Indique e Ganhe. Com a ação, o atual cliente terá direito a compartilhar seu código para cada novo investidor indicado. Para ganhar, o cliente, cuja soma dos valores aplicados pelos seus indicados, que validaram seu código no app, atingir um total de mais de R$ 5 mil em CDBs com liquidez no vencimento, receberá um bônus de R$ 50. O cliente pode indicar quantas pessoas quiser e se os indicados investirem um total de R$ 10 mil, por exemplo, receberá R$ 100.

O novo investidor do Banco RCI Brasil, cuja primeira aplicação for de no mínimo R$ 5 mil, também ganhará um bônus de R$ 50. Os valores de bônus do Indique e Ganhe são creditados na forma do produto de liquidez diária do Banco.


Baixo investimento inicial e segurança

Para começar a investir nos CDBs do Banco RCI Brasil, o valor mínimo de aplicação é de apenas R$ 50,00, o que torna o produto, que é isento de tarifas, acessível a um número maior de investidores.

Além de ter uma das taxas mais atrativas do mercado, os CDBs do Banco RCI Brasil têm um dos melhores ratings do Brasil, classificação de risco concedida pela agência Moody’s (Aa2.br). Ao mesmo tempo, os valores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Para investir é muito fácil. O Banco RCI Brasil conta com o aplicativo CDB Banco RCI, disponível nas lojas App Store e Google Play, especialmente desenvolvido para as pessoas físicas o que garante uma experiência fácil e segura aos clientes. Basta baixar o app, se cadastrar, aguardar a análise e começar a investir.

Fora do Brasil, os produtos de depósito do RCI Bank and Services, controlador do Banco RCI Brasil, têm sucesso em países como França, Alemanha, Áustria, Inglaterra e Espanha.

 


RCI Bank and Services

https://www.bancorci.com.br/

 

terça-feira, 22 de junho de 2021

Qual a idade certa para o bebê sentar sozinho?

 É preciso respeitar o ritmo e o desenvolvimento de cada criança, procurando orientação médica sempre que necessário


O primeiro ano de vida do bebê é repleto de marcos de desenvolvimento. Coisas que parecem simples para nós, adultos, para eles são verdadeiras conquistas.

Muitos pais e cuidadores procuram vídeos e tutoriais na internet para ajudar a preparar a criança para marcos como sustentar a cabeça, sentar, engatinhar etc., mas, a ortopedista pediátrica do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM/SP) Dra. Natasha Vogel, lembra que cada criança tem o seu ritmo.

"É importante lembrar que, para sentar, o bebê precisa desenvolver outras habilidades como: sustentar o pescoço e descolar o tronco do chão com a ajuda das mãos quando está de bruços; pois esses são sinais do quanto as musculaturas da coluna cervical, torácica e lombar já estão fortalecidas para essa nova fase", explica. Só a partir daí é que podemos estimular ele a sentar.

Dra. Natasha explica que esse marco pode ocorrer entre os 4 aos 7 meses e varia de bebê para bebê. "Sentar não só é um momento importante do desenvolvimento motor, como irá tornar o bebê mais independente e permitirá que ele explore cada vez mais o ambiente", diz a médica.

Pais e cuidadores podem estimular o bebê, sempre com a criança tranquila e no chão, para não criar um vínculo negativo com a atividade e evitar quedas. Depois é preciso entender que o treino de equilíbrio e fortalecimento de tronco são fundamentais e, para isso, pode-se fazer atividades como ficar de bruços. "Nós sabemos que para alguns pais isso é um desafio, mas precisamos treinar. Então uma boa conversa, uma distração, interagir com o seu bebê, pode facilitar as coisas nessa hora", ensina Dra. Natasha.

Quando o bebê estiver de bruços, estimule-o a olhar ao redor e, conforme for fortalecendo a musculatura, ele irá descolar a barriga do chão com a força dos bracinhos.

"Quando ele estiver deitado podemos também puxá-lo levemente pelos bracinhos, assim fará um movimento como se fosse um exercício de ‘abdominal’ e, conforme for ficando fácil e progredir com a elevação do tronco, podemos oferecer movimentos de vai e vêm", orienta.

No início, o bebê precisa do apoio de almofadas, boias, assentos específicos para treino ou até o cantinho do sofá. É essencial que ele esteja sempre sob a supervisão de um adulto e ao alcance das mãos, pois ainda não tem equilíbrio suficiente para ficar sozinho. "Deixar o bebê sentadinho assim também é um exercício e pode durar de 5 a 10 minutinhos, além de ser feito várias vezes ao dia."

Outra forma de estimular o bebê para que se fortaleça para sentar é deixar um brinquedo no campo de visão ou até um pouco acima. O objeto chamará a atenção do pequeno, ajudará a manter o foco, manter o tronco reto e auxiliará a treinar o equilíbrio.

"Lembre-se, nunca esteja distante nesses momentos, pois a criança ainda é instável e pode se machucar e, caso ele tenha mais de 9 meses e ainda não consiga sentar, converse com o seu pediatra", conclui a médica.

 

 

Dra. Natasha Vogel • Médica Assistente em Ortopedia e Traumatologia do HSPM-SP São Paulo, Brasil • Mestrado em Ciências do Sistema Muscoesquelético. Universidade de São Paulo, USP São Paulo, Brasil • Especialização - Residência Médica Universidade de São Paulo, USP São Paulo, Brasil Título: Ortopedia Pediátrica • Especialização - Residência Médica Hospital do Servidor Público Municipal, HSPM/SP São Paulo, Brasil Título: Ortopedia e Traumatologia • Graduação em Medicina Faculdade de Medicina de Jundiaí, FMJ Jundiai/SP, Brasil.


Consumo de medicamentos aumenta na pandemia

 

Especialista analisa os riscos da automedicação e faz alerta sobre a busca por orientações acerca dos medicamentos na internet

Um dos setores da economia que tem obtido bons resultados na pandemia é o farmacêutico. Segundo uma pesquisa do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o segmento cresceu 16,2% no Brasil nos últimos 12 meses. Ao apontarem para um aumento significativo do consumo de medicamentos no país, esses números acendem um alerta sobre o consumo excessivo e imprudente desses produtos por parte da população.

Com a pandemia, surgiram vários tratamentos alternativos que, mesmo sem nenhuma comprovação científica, foram difundidos nas redes como eficazes contra o vírus. Para a professora da disciplina de Farmacoterapia e Cuidado Farmacêutico no Centro Universitário Newton Paiva , Yone de Almeida Nascimento, a pandemia apenas acelerou um fenômeno que já estava em andamento.

"A internet tem se tornado uma fonte de pesquisas cada vez mais frequente sobre medicamentos e tratamentos. Existem bons conteúdos sobre o assunto, mas a grande maioria é de credibilidade duvidosa. O problema é que pessoas que recorrem a essa alternativa são leigas, portanto, têm dificuldade para filtrar tais informações", afirma ela.


Automedicação

Apesar da existência de um certo tabu em torno da automedicação, ela é considerada uma prática de autocuidado, que é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, sintomas leves como dor de cabeça eventual ou cólica menstrual podem ser tratados pelo paciente. Por isso existem os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), recomendados pelas autoridades sanitárias para tratar os sintomas associados a condições de saúde autolimitadas, como os citados acima.

No entanto, os especialistas alertam para a existência de riscos. Yone destaca três situações principais a que o paciente deve ficar atento: a persistência dos sintomas após a utilização dos MIPs; o consumo de um MIP e os medicamentos de uso habitual do paciente, de forma simultânea, pois existe o risco deles se anularem ou até mesmo prejudicar o paciente; e, por fim, o risco do MIP agravar outras doenças pré-existentes. Em todos esses casos, é importante consultar o farmacêutico ou o médico.


Consulta ao farmacêutico

Apesar de ser uma prática tradicional no Brasil, a prescrição de remédios por parte dos profissionais farmacêuticos só foi regulamentada em 2013, por meio da resolução 586 do conselho federal de farmácia. Todos os medicamentos que se enquadram na lista de grupos e indicações terapêuticas presentes no documento podem ser prescritos pelos farmacêuticos.

Yone diz que a consulta ao farmacêutico é válida, mas faz um alerta aos consumidores. "No Brasil, muitos atendentes de farmácia que não possuem formação adequada e trabalham por comissão. O que faz com que muitas vezes eles incentivem o consumo de medicamentos sem atentar para a real necessidade do paciente", explica a professora da Newton Paiva.

"A melhor forma de se resguardar é certificando de que o profissional que passa as orientações é de fato um farmacêutico que possui o conhecimento técnico para prescrever um medicamento adequado às necessidades do paciente, ou até mesmo direcioná-lo a um outro profissional de saúde", finaliza a especialista.

 


Centro Universitário Newton Paiva

https://www.newtonpaiva.br

Especialistas esclarecem os mitos e verdades sobre o bruxismo, problema que afeta 40% dos brasileiros

 Segundo médicos do Hospital Paulista, por conta do estresse e ansiedade trazidos pelo isolamento, é possível que os casos aumentem consideravelmente

 

O bruxismo afeta 30% da população mundial e 40% dos brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Incômodo e doloroso, o problema caracterizado pelo apertamento ou ranger dos dentes é uma desordem funcional marcada pelas atividades repetitivas dos músculos utilizados para a mastigação.

Tensão, ansiedade, estresse e fatores genéticos estão entre os principais causadores desse mal, que pode levar ao amolecimento dos dentes, dores de cabeça, pescoço e músculos do rosto. Os cirurgiões buco-maxilo-faciais do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, Dr. Cristian Alexandre Correa e Dra. Juliana Mussi, tiram as dúvidas sobre esse problema, que pode afetar tantas pessoas.

O bruxismo conta com duas manifestações distintas: o bruxismo do sono, que ocorre durante o descanso; e o bruxismo em vigília, caracterizado como o apertamento dos dentes no decorrer do dia, enquanto o indivíduo está acordado.

De acordo com a Dra. Juliana, um dos pontos dessa disfunção é o acometimento da articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio, que pode causar dificuldade mastigatória e de abertura de boca, desgastes e fraturas dentárias, retração gengival, lesões na língua e mucosa oral, além de barulhos na articulação.

Além disso, é possível que estes pacientes sofram com os chamados sintomas otológicos - dores de ouvido, zumbidos e sensação de ouvido tapado - devido à proximidade de estruturas anatômicas.

Segundo o Dr. Cristian Alexandre, muitas são as dúvidas e os mitos acerca do assunto. Algumas pessoas acreditam que o bruxismo pode ser ocasionado por uma verminose durante a infância; que ele afeta mais adolescentes que adultos e, o principal, que a patologia não tem tratamento.

"O bruxismo pode acometer pessoas em qualquer idade, mas, de fato, é mais comum em pessoas com alto índice de estresse. Outra verdade pouco conhecida, é que as mulheres têm mais chances de desenvolver o bruxismo que homens, chegando a 90% dos casos", explica o especialista.

De acordo com o médico, todas as dores crônicas craniofaciais e disfunções da ATM são tratáveis e, para 95% dos casos, o tratamento clínico é recomendado. A indicação de tratamento clínico e cirúrgico atinge apenas 5% dos pacientes.


Bruxismo durante a pandemia

O bruxismo pode se manifestar na infância, adolescência e na vida adulta, e tem como principais causas a tensão, ansiedade e estresse, problemas bastante comuns durante o período do isolamento tanto nos pais, quanto nas crianças.

Segundo Dr. Cristian, as preocupações trazidas pela pandemia da Covid-19, como desemprego, ansiedades com relação à vacina, o medo de ficar doente e o próprio isolamento social, que tem deixado as pessoas mais estressadas e apreensivas, são os principais responsáveis pelo aumento dos casos recentes de bruxismo.

"O isolamento aumentou muito o estresse da população em geral e, como consequência, houve uma ampliação no índice de apertamento dental, gerando crescimento significativo dos casos de disfunções da ATM, síndrome dolorosa miofascial e cefaleia tensional", alerta o especialista.


Tratamento

Segundo a Dra. Juliana, o problema não tem cura, mas é possível controlar os sintomas e minimizar consideravelmente os danos causados por ele por meio de tratamentos específicos e da abordagem individualizada para o quadro de cada paciente.

Entre os tratamentos comuns, estão a placa oclusal (tipo aparelho dentário), uso de medicamentos, fisioterapia, terapias alternativas para minimizar o estresse e avaliação psicológica.

Como prevenção, a médica ressalta a importância do estilo de vida com hábitos saudáveis, pois eles são capazes de ajudar a evitar o problema, além do controle do estresse do dia a dia.

Há mais de 10 anos, o Hospital Paulista dispõe de todos os tratamentos necessários para atender da melhor forma os pacientes que sofrem com bruxismo e conta com uma competente equipe multidisciplinar, com muita experiência para atender estes casos.

 


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Mês da imunização: Vacina contra o HPV é importante para saúde feminina

 A atenção para ISTs devem começar ainda na adolescência, especialista ressalta que anticoncepcional não impede doenças


A saúde íntima é um elemento importante para a vida das mulheres, mas ainda possui muitos tabus. Com o início da vida sexual, várias meninas passam a fazer uso de medicamentos anticoncepcionais, mas a atenção também deve ser voltada para as Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os cuidados ainda na adolescência evitam que problemas surjam na vida adulta sendo importante manter rotina médica e, no mês em que se reforça a importância da vacinação, especialista chama atenção para a imunização contra o Papilomavírus (HPV).

Segundo a docente do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Ellen Leticia Moscardo, o cuidado deve ter início ao final da infância. "Achar que levar a filha ao médico para conversar sobre o assunto pode assustar alguns pais que acreditam que assim podem incentivar o início precoce da vida sexual, mas isso não é verdade, o profissional irá passar orientações para que o adolescente conheça o próprio corpo e como se proteger", explica Ellen. Ela ressalta especificamente o HPV, IST que é considerada a mais frequente no mundo e é a principal causadora o câncer do colo de útero.

A infecção possui vacina gratuita oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas 9 a 13 anos e meninos de 11 a 14. "Os meninos entraram mais tarde no plano de imunização por serem uma peça importante, se não estão vacinados transmitem a doença para as meninas, o que chamamos de vetores da infecção. A aplicação dessa vacina é feita durante a puberdade, pois garante boa resposta imune e, além disso, a chance de um adolescente ter sido exposto ao vírus é baixa, fazendo com que a eficácia da vacina seja maior", diz.

A profissional ainda comenta que as adolescentes de hoje apresentam maior diálogo com as mães, quando se trata de anticoncepcionais. "Podemos ver que o tabu está mudando a cada dia e existe um pouco mais de liberdade para conversar sobre métodos contraceptivos, mas ainda é preciso frisar que o os métodos contraceptivos mais comuns inibem única e exclusivamente a gravidez e não as protegem contra doenças", completa.

A enfermeira explica também os benefícios que os cuidados com saúde feminina trazem na vida adulta, principalmente após a menopausa. A mudança hormonal que acontece após a menopausa, gera um aumento das chances de infarto ou acidentes vasculares cerebrais. "Pode-se dizer que quando a mulher para de ovular é como o fim de uma proteção hormonal, mas se houve cuidado, sendo físico, alimentar e rotina ginecológica, durante a vida menstrual, as chances da mulher acometer um AVC depois da menopausa é menor", finaliza.

 

 

Anhanguera

anhanguera.com e blog.anhanguera.com

 

Kroton

https://www.kroton.com.br

  

Cuidados com a respiração nasal ajudam a prevenir doenças respiratórias e irritações durante o inverno

 Meses mais secos do ano exigem cuidados com as vias nasais e importância da respiração correta


A chegada do inverno costuma agravar doenças respiratórias da população, em meio a temperatura e umidade mais baixa do ar. Essas características climáticas acabam criando um ambiente propício para a proliferação a circulação de vírus e bactérias1. Com isso, há um aumento de casos de casos de gripes e resfriados3. De acordo com a OMS, a gripe cause comprometimento grave em 3,5 milhões de pessoas todos os anos.

Em meio a esse quadro, é fundamental que a população, principalmente os grupos vulneráveis, como idosos e crianças, adotem medidas de prevenção e cuidados, para evitar o agravamento do quadro respiratório. O hábito de limpar e hidratar o nariz é uma das práticas que melhor ajudam a prevenir problemas nasais, e ajudam a reduzir doenças respiratórias. Essa prática diminui de 30% a 50% a frequência de uso de medicações, casos de gripes e resfriados4.

Para o médico Fabrizio Romano, otorrinolaringologista e presidente da Academia Brasileira de Rinologia, "os quadros mais comuns são as gripes e resfriados. A rinite alérgica também é bastante comum. Sinusites vem logo em seguida. Mas às vezes, a obstrução nasal pode indicar algum problema mais sério, inclusive tumores, por isso sempre é necessária a avaliação de um otorrinolaringologista".

O especialista destaca que a lavagem nasal é uma das formas mais eficientes de prevenir esses quadros nessa época do ano "No inverno aumenta a transmissão das doenças respiratórias. O ar frio e seco também piora os quadros alérgicos. Por isso, nesta época do ano devemos recobrar nossos cuidados com a respiração". No entanto, consultar um médico especialista caso haja algum problema com o sistema respiratório é fundamental: "Procure um otorrinolaringologista sempre que não estivermos conseguindo respirar de forma adequada pelo nariz, ou então com sintomas como perda de olfato, secreção nasal, espirros, coceira e dor. Além disso, a lavagem nasal com solução salina ajuda a manter as fossas nasais funcionando bem e previne doenças respiratórias", destaca Romano.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre os cuidados com o nariz para prevenção das doenças respiratórias e os benefícios da respiração feita pelo nariz de forma correta, a Academia Brasileira de Rinologia (ABR) e a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), com o apoio da Libbs Farmacêutica, promovem a 2a Semana da Respiração Nasal, que acontece de 21 a 25 de junho.

Saiba mais em: https://www.familiarespira.com.br/

 


Libbs Farmacêutica

 


Referências

1. Ministério da Saúde (BR). Exposição ao frio pode agravar doenças respiratórias [internet]. [acesso em 1 jun. 2020]. 2013. Disponível em: https://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/32729-exposicao-ao-frio-pode-agravar-doencas-respiratorias


2. Slapak, I. et al. Efficacy of isotonic nasal wash (seawater) in the treatment and prevention of rhinitis in children. Arch. Otolaryngol. Head Neck Surg. 2008; 134(1):67-74.

3 Instituto Nacional da Mulher, da Criança e do Adolescente. Infecções respiratórias, como gripes e resfriados, aumentam no inverno [internet]. [acesso em 9 jun. 2021]. Disponível em https://www.iff.fiocruz.br/index.php/8-noticias/43-infeccoes

4 National Library of Medicine. Efficacy of isotonic nasal wash (seawater) in the treatment and prevention of rhinitis in children [internet]. [acesso em 9 jun. 2021]. Disponível em https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18209140/

 

Pacientes assintomáticos ou com sintomas leves de COVID podem desenvolver a Síndrome Pós Covid

Foto de Furknsaglam no Pexels
Independente da gravidade da doença, é recomendável acompanhamento médico após no mínimo 15 dias da cura


Segundo dados do Ministério da Saúde, o mês de junho atingiu a marca de 500 mil mortes por COVID no Brasil e mais de 16 milhões de casos recuperados da doença. Estima-se que desses, em torno de 80% apresentam alguma sequela, que ainda não se tem o conhecimento se são permanentes ou temporárias.

Segundo a médica clínica geral e nefrologista e voluntária do Projeto COM.VIDA, Luciana Moreira Alves, independente da gravidade da doença, os pacientes podem apresentar sequelas. “A pessoa pode ter um quadro bem leve, ou de hospitalização grave, e podem acabar fazendo a síndrome pós covid, que são desde fadiga, perda de força muscular, falta de ar, cefaleia, ansiedade e depressão, queda de cabelo, perda do olfato ou do paladar, alteração da memória e déficit de concentração, principalmente em estudos e trabalhos”, explica.

É importante salientar que todo o paciente diagnosticado por COVID, seja quadro leve ou não, necessita realizar um check-up após a alta. “De forma geral, o ideal é procurar um médico após quinze, no máximo trinta dias da alta, para avaliar a recuperação e a necessidade de manter algum acompanhamento”, enfatiza Luciana. Segundo a médica, toda essa avaliação é individualizada, pois depende da existência de comorbidades de cada paciente, e como ficou e qual órgão foi mais afetado, avaliando como foi o desenvolvimento da doença. “Por isso não existe uma regra no tratamento após a covid, e isso é importante que todos recuperados entendam”, alerta Luciana.

“Os pacientes que recebem alta hospitalar imediatamente são encaminhados para o ambulatório da especialidade que necessitam”, explica a médica. Já as pessoas com sintomas leves, e que não necessitaram de hospitalização, precisam ficar atentos se mantem algum sintoma ou se apresentam alguma ocorrência nova. “Por exemplo, se o paciente mantém o cansaço por um tempo prolongado ou começa a ter dor no peito ou palpitação, ou sintomas já conhecidos, como falta de memória, déficit de concentração, precisa imediatamente procurar o atendimento médico”, ressalta. Caso o paciente não tenha um médico de confiança, precisa buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, e se for um sintoma mais agudo, ir ao Pronto Atendimento. “Vejo hoje que as pessoas estão buscando alternativas, muita gente pagando por consultas populares, buscando projetos voluntários, correndo atrás do atendimento de alguma forma. Cada qual com seu recurso. Mas, particularmente acredito que as Unidades de Atendimento são a saída e se não conseguir, buscar o Pronto Atendimento hospitalar”, ressalta.

Mas a dúvida no pós covid é qual especialidade procurar. “O aconselhável é se dirigir ao clínico geral, que ele orientará os exames necessários e a indicação de especialidades, se for o caso”, orienta Luciana. No entanto, se os sintomas já são definidos, como por exemplo, falta de ar e cansaço, deve-se procurar um cardiologista ou pneumologista. Falta de memória ou dor de cabeça constante, um neurologista. Depressão ou ansiedade, psicólogo ou psiquiatra.

De regra, segundo Luciana, não existe uma relação de exames solicitados no pós covid, pois depende de cada paciente e de suas queixas, qual o órgão mais afetado e doenças pré-existentes. “Não podemos afirmar que todo o paciente necessita de exames, precisamos de fato, examiná-los e conversar individualmente para saber qual protocolo será aplicado”, enfatiza Luciana.

Em relação ao tempo de isolamento, a recomendação atual da Organização Mundial de Saúde é no mínimo 10 (dez) dias para assintomáticas a partir do dia que tiveram PCR positivo. Se a pessoa for sintomática, dez dias a partir do início dos sintomas e com pelo menos três dias sem sintomas. “Ou seja, durante três dias não pode sentir nada, nem febre e não pode tá com medicação pra febre pra não mascarar”, explica Luciana. Já a recomendação da Anvisa é um pouquinho mais complicada, pois diferenciam em quadro leve, quadro grave. “E faz sentido, porque parece que os pacientes que ficam mais graves tem uma carga viral maior e eles na maioria dos estudos transmitem a doença por mais tempo, então aí fala-se em vinte dias de isolamento”, salienta. O que é importante ressaltar que, o tempo de isolamento não interfere na cura, mas sim na transmissão do vírus. “Então, se a pessoa tá isolada e sai do isolamento antes, ela tá transmitindo vírus e nesse caso, ficamos com essa alta taxa de transmissibilidade”, afirma a médica.

 

Sobre o Projeto COM.VIDA

Os brasileiros que estão conseguindo vencer o vírus, acabam com sequelas permanentes irreversíveis. É o caso da dentista, e idealizadora do Projeto COM.VIDA, Raquel Trevisi, que teve COVID-19 de forma grave, necessitando de 30 dias de internação e 20 dias de UTI. “Tive 85% de comprometimento nos pulmões, duas intubações, trombose no braço e perna, infeção no sangue. Tive alta hospitalar apenas movimentando o pescoço, posso até dizer que saí com um quadro de tetraplegia temporária”, relembra.

Presenciando e sentindo os custos de arcar com as sequelas deixadas pela COVID, e nada sendo falado a respeito, em nenhuma cidade, Raquel criou o Projeto COM.VIDA onde diversos voluntários adotam pacientes que saem de hospitais para o tratamento pós hospitalização. “No projeto fornecemos todos os atendimentos que o paciente necessita, como fisioterapia, fonoaudiólogo, psicólogo, médico, enfermeiro, nutricionista, medicamentos, exames, tudo sem custos e de forma voluntária”, enaltece.

A ideia de Raquel veio após presenciar a desassistência de muitas pessoas, por não terem condições financeiras para a plena recuperação. “Desde que estava internada na UTI, em estado grave, pensava sobre os tratamentos após alta. E a partir de uma conversa com a chefe de enfermagem da UTI, em casa, a questionei e constatei que muitas pessoas realmente não recebem a assistência necessária pós Covid”, reforça. Com o projeto não são apenas os pacientes ajudados, mas sim as famílias.

Para os interessados no atendimento do Projeto COM.VIDA, ou em ser voluntário dessas ações, as informações para adesão estão na página do instagram @projeto.com.vida.


Pandemia tem gerado mais dores musculares nas pessoas

Dra. Aliceana Menezes, professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa, relata que problema tem relação com transtornos psicológicos trazidos pela crise sanitária

 

Não é incomum que as pessoas tenham ficado mais sedentárias ao longo da pandemia. Muitas se queixam de torcicolo, dores nas costas, nas mãos, nos braços e nas pernas. Tudo isso em função do tempo em casa, sem se movimentarem tanto no home office. Nesse sentido, a ciência aponta até outro fator ligado ao aumento das tensões musculares durante epidemias e pandemias: há relação com transtornos psicológicos.

A Profa. Dra. Aliceana Menezes, do curso de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), explica algumas causas para essas tensões. Com a Covid-19, nossos hábitos pessoais, de lazer e trabalho mudaram bastante: usamos ferramentas tecnológicas por horas a fio no dia a dia, ficamos muito tempo sentados e o home office se tornou, em vários casos, a única opção para trabalhar, com os espaços de casa adaptados, muitas vezes, fora dos padrões ergonômicos. “Esses aspectos trouxeram um aumento de trabalho muscular estático com potenciais sobrecargas musculares, que possibilita a diminuição da mobilidade corporal e consequente surgimento de fadiga e dor”, pontua.

Afora os fatores ambientais e físicos, Aliceana lembra de um estudo sobre as emoções da Covid-19 que mostrou uma mudança no nosso estado emocional a partir do início da pandemia, passando por situações de medo, entre outras. “Fomos mergulhados em uma situação de insegurança, monotonia, desmotivação, catastrofização, solidão, incerteza sobre o futuro e tantos outros que interferiram no sono, na alimentação, nas atividades físicas, laborais e de lazer”, exemplifica.

Aliceana cita pesquisadores e a própria OMS para dizer que as epidemias geram um aumento de transtornos psicológicos, que seriam maiores do que a própria contaminação pelo agente pandêmico. Isso amplia as tensões musculares e reflete em dores crônicas por conta do estresse pós-traumático das crises sanitárias.

Como minimizar as tensões?

Primeiro, precisamos entender em quais situações cotidianas as dores surgem ou aumentam e em quais locais do corpo aparecem. “Esse entendimento será uma importante informação para o profissional de saúde no momento da avaliação, pois algumas doenças podem estar relacionadas a dores musculares, que vão desde alguns traumas agudos ou decorrentes da própria repetitividade de movimentos, posturas inadequadas e até doenças sistêmicas e psicológicas, como depressão, ansiedade, estresses emocionais diversos”, cita Aliceana.

Reconhecer isso é válido para quem está trabalhando fora de casa também. Para aliviar as tensões, um primeiro passo é priorizar um tempo do dia para cuidar um pouco do corpo e da mente com atividades prazerosas. “Manter-se ativo é muito importante, pois nosso corpo foi programado para se movimentar e quando ficamos parados, acabamos por comprometer nossas estruturas e as tornamos menos funcionais”, indica a especialista.

Ajudam também os exercícios de alongamento muscular, de mobilidade articular, de força e de resistência, mesmo de curto tempo. E mudar de posição é essencial: se trabalha em pé, sente um pouco; se sentado, levante-se e caminhe um pouco. “Isso melhora nosso metabolismo e ajuda no bom funcionamento de todo o corpo”, conclui.

 


Centro Universitário de João Pessoa – Unipê 

 www.unipe.edu.br 

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