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segunda-feira, 9 de abril de 2018

A fragilidade dos jovens


Um dos aspectos mais visíveis nos jovens da “geração millennials”, é a facilidade que possuem em argumentar e até mesmo apontar problemas quando estão diante de alguma situação que represente o risco de prejudicá-los diretamente. Esse é um talento que resulta em grande parte, da “super-nutrição de informações” que eles estão submetidos nas mídias sociais.

Essa condição não esta restrita ao jovem, afinal todos os indivíduos, independente da idade, podem usufruir dessa evolução social provocada pela internet e suas infinitas possibilidades. Contudo, é inegável que são os jovens que melhor sabem, como acessar o infinito universo de dados que permitem estabelecer referenciais de comparação muito eficazes, por isso a extraordinária capacidade de crítica e retórica que observamos nos “millennials”.

Tal cenário é tão evidente, que as empresas e seus gestores já não consideram o jovem, apenas uma força de trabalho novata e portanto, mais barata. Tudo está se transformando, contudo ainda não está muito claro, quais são os novos pilares que sustentarão a nova realidade de gestão.

A busca por engajamento e a retenção de jovens profissionais agora é tão prioritária quando a gestão do negócio e o foco nos resultados, mas mesmo assim, esse fator não representa ainda, ações práticas e eficazes no aproveitamento de todo potencial de inovação e produção que os jovens podem realizar.

Chega a ser um paradoxo que a maior quantidade de indivíduos desocupados ou desempregados estão justamente na faixa de 18 a 24 anos – ( 25,9%  em 2017 – IBGE) , quando justamente deveríamos estar observando o pleno emprego de todo potencial produtivo que a geração mais preparada da atualidade deveria representar.

Isso significa que há um desafio educacional sem precedentes.

Como veteranos, erramos nas últimas duas décadas, ao dedicar muita energia apenas em qualificar os mais jovens em competências, fornecendo todo tipo de acesso a informações, treinamentos e formações teóricas. O erro foi justamente negligenciar o desenvolvimento das atitudes, provocando o surgimento de uma geração frágil e completamente dependente da mesma tecnologia que deveria ajudar a ampliar, de forma exponencial, todo potencial dos jovens millennials.

O resultado é que hoje, sem muito esforço, encontramos jovens ambiciosos, declarando seus sonhos e expectativas nas redes sociais, mas que agem de forma indiferente ou omissos diante dos desafios, aguardando algum tipo de solução colaborativa que alguém deveria estar apresentando.

Não há mais dúvidas de que os jovens estão alterando e irão continuar transformando completamente o mundo, mas precisamos entender que isso está acontecendo justamente  por causa dos comportamentos e expectativas deles, por isso não se pode mais, negligenciar o desenvolvimento das atitudes dessa geração.

Aprender a lidar com as frustrações, desenvolvendo a resiliência necessária nesse mundo em transformação, deve ser uma das principais buscas que o jovem deve promover em sua vida, pois assim alcançará a maturidade e autonomia para lidar com suas escolhas e seus propósitos.





Sidnei Oliveira - Mentor, escritor e consultor de carreira, expert em conflitos de gerações. Autor de oito livros sobre liderança e best-sellers da série Geração Y. É idealizador e fundador da Escola de Mentores, espaço para formação mentores com metodologia exclusiva para elevar a maturidade do jovem. Foi executivo e diretor em instituições Financeiras e fundador dos sites Achei!! e Zeek! Também articulista e colunista na Exame.com, onde reflete sobre carreira, Relacionamentos e estilo de vida dos Jovens talentos de todas as gerações


 

O que os pais precisam saber sobre sexting?


Embora a prevalência do sexting seja maior entre adolescentes, com mais idade, e em dispositivos móveis, versus computadores, o estudo coloca uma questão à qual se deve prestar especial atenção: a entrada de pré-adolescentes entre 10 e 12 anos nas práticas de sexting


Sexting é a prática de enviar ou receber imagens de pessoas nuas ou seminuas ou mensagens de texto sexualmente explícitas. O ato pode acontecer por livre e espontânea vontade ou quando uma pessoa pressiona outra para enviar uma foto nua ou seminua.

De acordo com uma meta-análise publicada na revista JAMA Pediatrics, um número considerável de jovens menores de 18 anos participa ou já participou de práticas de sexting em algum momento; especificamente um em cada sete (15%) enviando material sensível e um em cada quatro (27%), recebendo-o.

“Para os adolescentes, esse cenário pode acontecer entre pessoas que estão namorando ou com aqueles que apenas começaram a se gostar e um adolescente é solicitado a "provar" que ele gosta da outra pessoa. O sexting também pode acontecer quando uma pessoa envia uma foto nua ou seminua para outra sem pedir o consentimento primeiro. O sexting pode levar à propagação das fotos ou mensagens, de modo que outras pessoas as vejam ou as distribuam. Para adolescentes, isso pode acontecer se um namoro terminar, o casal briga ou um amigo empresta o telefone do adolescente, vê as fotos e as manda para outras pessoas”, explica o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Assim, pode não ser surpreendente saber que o sexting tem muitos riscos, que incluem sofrimento emocional, para aqueles que são pressionados a enviar essas fotos, bem como para os que as recebem. O sexting também pode causar danos morais se as fotos forem amplamente distribuídas, trazendo maior sofrimento ou embaraço. O sexting pode desencadear consequências legais. No entanto, a prática não é rara.


Por que os adolescentes se envolvem em sexting?

Esse é um momento de vida em que os adolescentes estão aprendendo sobre seus próprios corpos, como assumir riscos e sobre atrações românticas. Para alguns adolescentes, se envolver em sexting pode parecer uma maneira de explorar sua atração por alguém. “Recomenda-se que, em vez de ter uma grande conversa sobreo tema, os pais, responsáveis e professores tenham várias pequenas conversas, ao longo do tempo, para verificar o entendimento do adolescente, ver se há perguntas e reforçar as mensagens-chave”, explica Chencinski.


Dicas para falar com seu filho sobre o sexting


·         Comece a discussão cedo

Comece a conversa com seu filho, fazendo perguntas amplas como, "Você já ouviu falar de sexting? Diga-me o que você acha que é." Você pode enquadrar a conversa em torno de quanto seu filho sabe ou não. “Comentar sobre uma história veiculada na imprensa, na comunidade ou na escola é um bom momento para abordar a questão. Enfatize as consequências do sexting, como demonstrado por situações nas notícias onde houve problemas”, recomenda o pediatra.


·         Use exemplos apropriados para a idade do seu filho

“Para pré-adolescentes com telefones celulares, deixe-os saber que as mensagens de texto nunca devem incluir imagens de ninguém sem roupas. Para os adolescentes, seja específico sobre o que é sexting e que essa prática pode levar a sérias consequências. Para todas as idades, lembre-lhes que, uma vez que uma imagem é enviada, ela não está mais sob seu controle e não há como recuperá-la. O que está on-line ou enviado via texto pode existir para sempre e ser enviado para outros”, afirma o médico.


·         Lembre seu adolescente de seu próprio valor

Deixe seu filho saber que ser pressionado para enviar uma foto sem roupa não é legal, nem é uma maneira de "provar" o amor ou mostrar atração. “Deixe seu filho saber que você entende que é difícil ser pressionado ou desafiado a fazer algo, mas que ele tem o poder de se defender. Lembre-o de que ele merece respeito”, enfatiza Moises Chencinski.




Para maiores informações

·         Para os pais, o Manual de Sexting do Media Commons: https://www.commonsensemedia.org/sites/default/files/uploads/landing_pages/sexting_handbook_ce_1020_1_.pdf

·         Para adolescentes, para ajudar a resistir à pressão do cyber-par: https://www.thatsnotcool.com





Moises Chencinski

Site: http://www.drmoises.com.br

Email: fale_comigo@doutormoises.com.br



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