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sexta-feira, 9 de março de 2018

Por que acordamos com mau hálito?



 Problema pode estar relacionado com a brusca diminuição de salivação que acontece durante o sono


Mesmo após realizar uma higienização completa, com a escovação dos dentes, língua e bochecha, uso do fio dental e do enxaguante bucal, é praticamente inevitável acordar com aquele desagradável mau hálito. Mas, afinal, por que isso acontece?

Segundo Rosane Menezes Faria, dentista da Odonto Empresas, do grupo Caixa Seguradora, o principal motivo está relacionado com a brusca diminuição da salivação que acontece durante o sono. “Esse processo, aliado ao ambiente úmido e com pouca movimentação, causa um aumento considerável da proliferação de bactérias presentes na boca. À medida que elas se alimentam de micropartículas de comida que, inevitavelmente, permanecem nos dentes em um passo natural do processo de digestão, resultam na halitose”, explica.

Outro fator agravante consiste no longo período de jejum que passamos quando estamos dormindo. “Quando o indivíduo fica muito tempo sem ingerir nenhum tipo de alimento, o organismo começa a liberar ácidos graxos, substâncias que, automaticamente, geram o mau hálito”, complementa a especialista.


Como amenizar o mau hálito matinal?

Mesmo que seja impossível acordar de manhã com um aroma de menta na boca, Rosane pontua que existem algumas práticas  que podem amenizar o mau hálito. “Nunca deixe de realizar a higienização completa da boca e língua antes de dormir e, em hipótese alguma, se esqueça do fio dental. Beber bastante água antes de dormir também é fundamental, uma vez que quando deixamos de ingerir o líquido, as glândulas salivares não produzem a quantidade de saliva adequada”, orienta.
Não deitar em jejum e consumir maior quantidade de frutas e verduras são outras recomendações da dentista. “Alimentos como maçã, cenoura e pepino, quando comidos crus e com casca, realizam uma espécie de raspagem dos dentes que complementa a ação de limpeza do fio dental. Assim, ocorre o impedimento do acúmulo de bactérias que causam odores indesejados, principalmente enquanto estamos dormindo”, explica.


Se o problema persistir, vá ao dentista

Por fim, a dentista destaca que, caso o problema persista mesmo após as escovações diárias, é imprescindível consultar o dentista. “Halitose é um problema que pode prejudicar a vida pessoal e até profissional de quem sofre com o distúrbio. É normal acordarmos com o odor ruim na boca, mas se o cheiro se prolongar durante o resto do dia, é necessário procurar um auxilio profissional para que a causa do problema seja descoberta e o devido tratamento seja iniciado”.





Odonto Empresas


Porque acordamos com ‘voz de sono’?



Quem nunca teve vergonha de atender o telefone logo ao abrir os olhos? Mesmo sem ver o rosto, a voz de sono entrega qualquer um. A fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, da Clínica Zambotti & Duran da capital paulista explica porque isso acontece.


É natural que todo o corpo amanheça ligeiramente inchado: os olhos, as mãos, o rosto e o mesmo acontece com as pregas vocais. “Com o inchaço das cordas vocais, a voz se apresenta rouca e com um tom mais grave", fala a fonoaudióloga que explica como driblar a situação.


Durante o café da manhã, ao mastigar e deglutir, essas movimentações da musculatura que envolvem a laringe (órgão onde se encontram as pregas vocais) além da movimentação dos órgãos articulatórios, como lábios, língua, mandíbula, bochechas vão colaborar para a melhora da articulação dos sons da fala e, consequentemente, na melhoria da qualidade da voz. “Mas, se precisar usar a voz com boa qualidade em curto espaço de tempo é importante fazer movimentos de rotação de língua e emissão de sons fricativos (contínuos) Z , J e V , sugere a especialista.


Ana lembra que o ideal é deixar que as pregas vocais desinchem naturalmente com o passar das primeiras horas após acordado. E ainda, ela alerta que é preciso ficar de olho se essa rouquidão não desaparecer rapidamente. “Isso não deve durar por muito tempo no decorrer do dia. Rouquidão por tempo prolongado é um forte indicativo de que algo não está bem com as pregas vocais, daí é preciso buscar ajuda médica".


 

FONTE: Ana Lúcia Duran - Fonoaudióloga clínica (graduada pela EPM/UNIFESP) e educacional (autora e atuante em Projeto de estimulação precoce e de prevenção de Distúrbios de Linguagem reconhecido e premiado em anos consecutivos).Pós graduada em Psicomotricidade. 

Pesquisa realizada pelo Instituto TIM revela influência dos pais na vida escolar dos filhos



Estudo foca no desempenho em matemática e ouviu mais de 1,5 mil crianças de escolas públicas e seus responsáveis em 20 cidades brasileiras


As habilidades matemáticas são moldadas muito cedo na vida escolar das crianças e a ansiedade ou um possível bloqueio no aprendizado pode tornar a disciplina um grande pesadelo até a vida adulta. E os pais tem papel fundamental nesse processo de aprendizagem. É o que comprova pesquisa feita pelo Instituto TIM, por meio do seu projeto "O Círculo da Matemática no Brasil", realizado no país desde 2013.

O estudo ouviu 1,5 mil crianças de escolas públicas, com idade média de nove anos, e seus responsáveis em 20 cidades de todas as regiões do país. Na ocasião, foi calculado o Índice de Competências Matemáticas (ICM) de cada indivíduo, metodologia para determinar o conhecimento da disciplina desenvolvida pelos professores Bob e Ellen Kaplan, criadores do Math Circle da Universidade de Harvard. O teste traz questões de porcentagem, média básica, frações, multiplicação e divisão, dentre outras.

Foi possível verificar que alunos cujos pais se envolvem na vida escolar têm 21,8% a mais de proficiência matemática em comparação aos que não contam com apoio da família. No entanto, alguns dados do estudo preocupam: 90% das crianças entrevistadas consideram que aprender a disciplina as ajudará a ter uma boa profissão, enquanto 45% dos responsáveis acham que não adianta estudar matemática. Para piorar, 38% dos filhos disseram que ninguém os ajuda com o estudo, enquanto 72% revelaram que gostariam de obter mais apoio dos responsáveis nesse sentido.

"Existe uma herança matemática nas famílias brasileiras que agrava de modo decisivo a baixa aprendizagem da disciplina no país. Na pesquisa, 43% dos pais disseram que essa era matéria que menos gostavam na escola, por exemplo. É como se existisse uma transmissão entre gerações de pobreza matemática que as escolas, infelizmente, não conseguem interromper. E isso agrava ainda mais o desenvolvimento da disciplina no Brasil e a busca por soluções para reverter o cenário no país", explica o economista Flavio Comim, professor da Universidade de Cambridge, responsável pela pesquisa e idealizador do projeto "O Círculo da Matemática no Brasil". O Brasil está, atualmente, no 131º lugar entre 137 países na qualidade do ensino de ciências e matemáticas, segundo estudo do Fórum Econômico Mundial. 

O estudo revela, entretanto, que os adultos não precisam ser craques em matemática para influenciar o desempenho das crianças: basta apenas estarem mais próximos. O envolvimento dos pais na vida escolar dos filhos – conhecer os professores, colegas de turma e dedicar tempo para ajudar nos estudos – produz um efeito positivo no aprendizado das crianças, similar aos benefícios de filhos com pais que entendem sobre matemática e estudam juntos.

O Instituto TIM realiza desde 2013 o projeto "O Círculo da Matemática do Brasil", que tem como objetivo estimular o gosto por essa disciplina por meio da abordagem já mencionada, criada na Universidade de Harvard. A iniciativa já beneficiou mais de 187 mil alunos de escolas públicas do ensino fundamental em 33 cidades brasileiras.





Instituto TIM

 

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