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terça-feira, 11 de julho de 2017

Vacina HPV: mitos e preconceitos provocam sua subutilização



 O apoio parental para crianças de 11 e 12 anos de idade vacinadas contra o HPV tem sido muito pequeno


Quando os pais são informados de uma vacina que pode prevenir futuros cânceres em seus filhos, eles aproveitam a chance de protegê-los? Certo? Infelizmente, esse não é o caso de uma vacina que previne infecções com o vírus do papiloma humano, causador de câncer ou HPV. A vacina, que tem sua melhor indicação aos 11-12 anos, é atualmente a imunização mais subutilizada disponível para crianças e adolescentes.

O HPV é, de longe, a infecção sexual de transmissão mais comum, nos Estados Unidos, e quase todas as pessoas sexualmente ativas são infectadas em algum momento da vida. O vírus em uma ou outra das suas variantes causa mais de 90% dos cânceres cervicais, bem como a maioria dos cânceres da vulva, da vagina, do ânus, do pênis e da orofaringe, que inclui a parte de trás da garganta, a base da língua e as amígdalas. Também causa verrugas genitais.

Todos os anos, segundo os relatórios do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, cerca de 14 milhões de americanos são infectados com o HPV, a maioria de adolescentes ou de adultos jovens. O câncer causado pelo HPV é diagnosticado em cerca de 17.600 mulheres e 9.300 homens.

Mas no EUA, desde 2014, apenas 40% das meninas e 21% dos meninos de 13-17 anos receberam as três doses da vacina contra o HPV, enquanto 88% dos meninos e meninas haviam sido vacinados contra o tétano-difteria-coqueluche e 79% tinham recebido a vacina meningocócica.

No Brasil

Segundo o INCA, a infecção genital, causada pelo HPV, é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer. Estas alterações das células são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou) e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso é importante a  realização periódica deste exame.

É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva, ou seja, o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada.  

O Ministério da Saúde anunciou alterações no esquema de vacinação contra HPV. A partir de agora, essa imunização será oferecida a meninos de 11 a 15 anos incompletos. Desde janeiro, a vacina em questão passou ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos de 12 a 13 anos. Até então, era aplicada somente em meninas com menos de 15 anos.

Também têm direito à imunização, os portadores do vírus HIV de 9 a 26 anos ou pessoas com câncer em uso de quimioterapia e radioterapia (ambos os sexos), além de quem já foi submetido a algum transplante de órgão. No primeiro caso (HIV/Aids), são necessárias três doses — com intervalo de dois e seis meses. Para os demais, permanece o esquema atual: duas injeções com um espaço de seis meses entre uma e outra.

A adesão a essa vacina também é pequena no Brasil. 9,6% dos meninos de 12 e 13 anos tomaram a primeira dose da vacina de janeiro a março de 2017 (346,7 mil). A imunização de meninos começou neste ano; a segunda dose ocorrerá a partir de julho.


Baixas taxas de vacinação

“Existem várias explicações para a baixa taxa de vacinação contra HPV entre adolescentes. Uma delas é que a vacina é relativamente nova - foi aprovada pela primeira vez em 2006. A mudança no público-alvo da vacina também precisa ser disseminada por mais tempo e com mais clareza. O efeito da idade no momento da imunização, encontrando uma diminuição da eficácia com a idade ressalta a importância da vacinação precoce”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Se a vacina for administrada às pessoas aos 22 ou 26 anos, os médicos devem informar aos pacientes que a eficácia é menor. Ainda assim, não é tarde demais para imunizar estudantes universitários que não receberam a vacina quando eram mais jovens.

Para o médico, que é membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo, “outro obstáculo para a imunização mais ampla do HPV é a crença errônea de que a vacinação promova a promiscuidade adolescente, um argumento mais comumente usado para rebater os conselhos de controle de natalidade para adolescentes. Não há conexão direta entre a vacina e a atividade sexual e nenhuma razão para sugerir uma. Se questionado, o responsável ou o médico pode simplesmente dizer que a vacina previne a infecção por um vírus muito comum que pode causar câncer”, destaca.

Embora alguma publicidade precoce da vacina tenha sido focada na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, é preciso esclarecer que em primeiro lugar, trata-se de uma vacina contra o câncer. Estudos múltiplos não mostraram impacto negativo em qualquer medida na atividade sexual entre garotas que receberam a vacina contra o HPV.

“O apoio parental para crianças de 11 e 12 anos de idade vacinadas contra o HPV tem sido muito pequeno. O argumento mais pernicioso em relação à vacinação contra o HPV envolve postagens na web de histórias de terrorismo indocumentadas que alguns pais atribuem à vacina, não muito diferentes das que são atribuídas às vacinas que ‘causam autismo’. Nenhum dos relatos dos efeitos adversos graves relacionados à vacina contra o HPV foi confirmado por pesquisas sólidas”, destaca Chencinski.

Os efeitos colaterais mais comuns são dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção intramuscular. Tal como acontece com outras vacinas administradas aos adolescentes, ocorrem desmaios, e os pacientes devem ser aconselhados a sentar ou deitar-se durante 15 minutos após a vacina.

A vacina pode ser administrada com segurança, ao mesmo tempo em que outras, como a vacina dTpa, meningocócica ou influenza. Embora a vacina contra o HPV não seja administrada durante a gravidez, nenhum dano fetal ainda foi demonstrado quando a gravidez foi descoberta depois de uma ou mais doses da vacina serem administradas.

Até agora também não há indícios de que a proteção da vacina diminua com o tempo. Os indivíduos acompanhados por até 10 anos pós-imunização não apresentaram nenhum sinal de proteção diminuída e não são necessárias doses de reforço.






Moises Chencinski



Autoconhecimento: a chave para grandes mudanças



O cansaço, a ansiedade, a insegurança, a depressão e a desmotivação têm sido comum em sua vida? Essas sensações podem refletir negativamente na sua vida profissional e pessoal, proporcionando resultados que não esperados já que estes dependem única e exclusivamente das nossas decisões.

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Identifique seus principais talentos

Ao trabalharmos nossas forças, empregando as mesmas no nosso dia a dia, podemos ser mais eficazes, eficientes e felizes. Isso, por sua vez, ajuda a aumentar o bem-estar, a felicidade e o senso de realização.


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Mantenha o foco e entre em ação

A vida não comporta ociosidade e muito menos omissões. Há pessoas que ficam esperando que a vida possa oferecer algo de bom, mas não fazem nada para que isso realmente aconteça. Encarar a vida como um presente e uma oportunidade única é o início para agir com mais garra e vontade de vencer a cada dia.


Análise e melhoria contínua

Para concluir, o último passo consiste no reparo de eventuais erros de percurso, bem como na identificação de novos pontos de melhoria, estimulando assim o reinício de todo o ciclo, visto que sempre há algo que pode ser otimizado. Mas não se perca neste processo, se as metas foram atingidas, estipule outros novos objetivos que trarão impactos positivos em sua vida.








Douglas Maluf - presidente da IBRAIE – Instituto Brasileiro de Inteligência Emocional - uma das mais completas instituições de coaching da atualidade, e é especialista no comportamento humano. Master em PNL (Programação Neurolinguística), Personal & Professional Coaching pela SBCoaching , Hipnólogo e Hipnoterapeuta (Hipnose Clínica), é head trainer e palestrante e desde 2004, atua em treinamentos de autodesenvolvimento.





4 frases que os clientes detestam ouvir



O vendedor deve tomar muito cuidado com o que diz para não afastar seus clientes


Muitas frases envolvendo situações rotineiras na relação entre clientes e vendedores podem ser desastrosas se não forem ditas com bom-senso e cuidado. Quem nunca ficou irritado com um vendedor que tenta te convencer a pagar uma diferença considerável para ganhar um simples brinde do estabelecimento? Ou que insiste para você levar um produto totalmente diferente daquilo que buscava?

Estabelecimentos pecam sem se dar conta de que, ao se sentir intimidado, o consumidor pode deixar de voltar da próxima vez ou, até mesmo, abandonar os produtos e procurar outra loja. 

Neder Kassem, precursor da Escola de Vendas K.L.A, e fundador da Academia Brasileira de Vendas, que tem como objetivo formar profissionais especialistas em vendas, elencou 4  frases que os clientes mais detestam ouvir. “Além de se preparar tecnicamente e conhecer o produto, o vendedor precisa entender de gente, ter sensibilidade e percepção para saber a melhor forma de lidar com cada consumidor”, comenta Neder Kassem.

O especialista iniciou a carreira aos 14 anos como corretor de seguros porta a porta e assumiu cargos de direção em empresas como Purificadores de Água Europa, Nextel e Tim. Também é um dos principais responsáveis pela expansão da Ecoville, tradicional fabricante de produtos de limpeza, recém-chegada ao setor de franchising.


"Não temos o modelo que você quer, mas temos essas outras opções aqui"

Você chega a uma loja e pede para ver modelos de calças jeans clássicas. O vendedor, que já sabe que não tem o produto, retorna do estoque com uma série de peças descoladas, totalmente diferentes das pedidas. Desmotivador, não? Em situações como essas, a melhor alternativa é ser sincero e perguntar ao consumidor se ele está disposto a olhar outros itens. Assim, é possível encantá-lo pela sinceridade e, quem sabe, por oferecer um produto que ele nem imaginava gostar.


Que tal gastar mais e ganhar o nosso brinde?”

É preciso ter bom-senso no momento de perguntar ao consumidor se ele está disposto a gastar um pouco mais para ganhar um brinde do estabelecimento. Se a diferença for pequena, pode valer a tentativa. Porém, se ainda resta uma boa quantia para ter direito ao presente, é preciso refletir se será vantajoso se indispor com o cliente, principalmente se o valor (financeiro) for maior do que realmente vale o brinde.


“Não vai mesmo levar nada para você hoje?”

Quando o cliente vai a uma loja comprar um presente, é natural que o vendedor pergunte se não vai se presentear também.  O problema está na insistência. Muitas vezes o cliente está com o tempo escasso e o vendedor, em busca de convencê-lo a gastar mais, começa a retirar todas as peças das araras e das prateleiras. O consumidor que busca agilidade e rapidez em suas compras, certamente pensará duas vezes antes de entrar no mesmo estabelecimento.


"Tem certeza que não vai fazer o nosso cartão?"

Não há nada de errado oferecer o cartão da loja para o cliente. O problema está na abordagem e, claro, na insistência desenfreada. Se o vendedor já argumentou sobre as vantagens do cartão e, mesmo assim, o consumidor não quiser emiti-lo, melhor não insistir. É um fator que poderá desmotivá-lo a frequentar a loja das próximas vezes.  





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