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quinta-feira, 16 de março de 2017

Dicas para evitar acidentes de consumo com crianças




Na semana que se comemora o Dia Mundial do Consumidor, a Criança Segura oferece algumas recomendações para garantir a segurança dos pequenos


O Dia Mundial do Consumidor, a data foi instituída para lembrar os direitos dos consumidores e as responsabilidades das empresas com a segurança e qualidade de seus produtos e serviços, evitando, assim, acidentes de consumo, que são acidentes que ocorrem quando um produto ou serviço prestado provoca dano ao consumidor mesmo quando utilizado ou manuseado de acordo com as instruções de uso do fornecedor.

No Brasil, muitos dos acidentes que podem acontecer com crianças de zero a 14 anos são acidentes de consumo. Por isso, familiares e responsáveis devem estar sempre atentos para evitá-los. “Crianças são muito criativas e curiosas. Isso é natural e deve ser até incentivado, pois é muito positivo para o desenvolvimento infantil. Então, é muito importante que os adultos sempre supervisionem suas brincadeiras, pois é muito comum que elas descubram algum modo não convencional de utilizar qualquer objeto para sua diversão, o que pode resultar em alguma lesão ou  algo mais grave”, explica Gabriela Guida de Freitas, coordenadora da Criança Segura.

Para garantir a segurança de meninos e meninas, a Criança Segura preparou algumas dicas que ajudarão os responsáveis a ficar atentos a possíveis riscos. Confira:


Brinquedos
Ao escolher um brinquedo para uma criança, é muito importante verificar se ele possui o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Essa certificação demonstra que o produto foi testado e segue as normas de segurança em sua fabricação.

Siga também a recomendação de faixa etária e as instruções de uso do brinquedo fornecidas pelo fabricante.

Além disso, faça regularmente uma inspeção nos brinquedos à procura de danos que podem resultar em algum acidente enquanto a criança os manuseia. Observe se alguma parte pequena pode se soltar, se existem pontas afiadas ou arestas. Caso encontre algum problema, conserte o brinquedo imediatamente ou mantenha-o fora do alcance da criança.


Roupas
Assim como brinquedos e outros produtos de uso geral, as roupas infantis também possuem normas descritas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para serem fabricadas e garantirem a segurança das crianças.

Cordões e fitas não devem ter mais de 5 centímetros de comprimento, para evitar que se enrolem no pescoço das crianças, a façam tropeçar ou que fiquem enganchadas em algum lugar.

Botões e pequenos ornamentos devem estar bem presos à roupa para evitar que se soltem e possam ser levados à boca, causando engasgamento.

Zíperes devem ser forrados com tecido por dentro, para não entrarem em contato direto com a pele da criança, evitando, assim, possíveis ferimentos no momento de abrir ou fechar a peça. Além disso, deve-se evitar puxadores que possuam uma abertura, pois essa fenda pode se prender no dente dos pequenos e causar acidentes.


Mobília e outros equipamentos
Berço, cadeira de alimentação, carrinhos de transporte, bebê conforto, cadeirinha e assentos de elevação. Todos esses produtos também devem possuir o selo do Inmetro e serem montados, instalados e utilizados conforme as recomendações do fabricante.

Móveis nos quais a criança pode ter a curiosidade de escalar – como cômodas, criados-mudo e estantes – podem ser fixados à parede para evitar possível tombamento em cima dos pequenos.





A Criança Segura
A Criança Segura é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, dedicada à prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos. A organização atua no Brasil desde 2001 e faz parte da rede internacional Safe Kids Worldwide, fundada em 1987, nos Estados Unidos, pelo cirurgião pediatra Martin Eichelberger.
Para cumprir sua missão, desenvolve ações de Políticas Públicas – incentivo ao debate e participação nas discussões sobre leis ligadas à criança, objetivando inserir a causa na agenda e orçamento público; Comunicação – geração de informação e desenvolvimento de campanhas de mídia para alertar e conscientizar a sociedade sobre a causa e Mobilização – cursos à distância, oficinas presenciais e sistematização de conteúdos para potenciais multiplicadores, como profissionais de educação, saúde, trânsito e outros ligados à infância, promovendo a adoção de comportamentos seguros.
www.criancasegura.org.br




DESARMAMENTO E MASSACRE DA POPULAÇÃO CIVIL



        O mundo do crime declarou guerra ao mundo do trabalho. Nós produzimos e eles tomam nosso ganho - o dinheiro do bolso, o automóvel, a carga do caminhão, o gado no pasto. Guerra na cidade e no campo.  Guerra sem dia ou hora de armistício. Não se trava contra o Estado de Direito, que bandido não é doido. Em muitos casos, formam um estado dito paralelo, mas não andam por aí atirando contra quartéis, porque sabem que lá dentro há bala e, de lá, vem bala. Não, eles querem o trabalhador da parada de ônibus, descendo do carro, entrando em casa, saindo do banco. E, não raro, tomam-lhe a vida.
        É uma guerra desigual, assimétrica. Enquanto o mundo do crime tem armas, o pessoal do trabalho árduo não dispõe de meios de defesa. Na tese oficial, esse seria encargo prioritário do Estado, mas ele, há muito tempo, jogou no tablado a toalha e a própria vergonha diante de sua impotência. O mesmo Estado, que tornou impeditiva a posse e o porte de armas pelos cidadãos, apresenta-se à sociedade como uma impotente, "mãos amarradas" pelas próprias leis, decisões judiciais, carência de recursos humanos e materiais.  Vendo e ouvindo o Estado, dá vontade de parafrasear João Bosco e cantarolar: "Tá lá o Estado estendido no chão... Em vez de reza uma praga de alguém". Estatisticamente está comprovado: esse Estado não consegue defender o mundo do trabalho.
        Em tais condições, quando um lado está armado e o outro indefeso, toda guerra vira massacre. É como ataque de força armada hostil contra população civil desarmada. Deu para perceber a semelhança com as ações do Estado Islâmico? Temos a mesma coisa aqui, de modo fragmentado, mas tão ou mais letal, com 60 mil homicídios anuais e um número várias vezes milionário de "expropriações" ou butins levados a cabo, todo ano, pelas forças vitoriosas do mundo do crime.
        Se você reclamar, se cobrar o direito ao uso e porte de armas,  imediatamente se insurgirão as falanges opiniáticas da esquerda, acusando-o de ser um sanguinário irresponsável, militante pró bancada da bala, uma espécie de Comando Vermelho com sinal trocado. O massacre das vítimas, a impossibilidade prática de promoverem a própria defesa, deveria ser objeto de escândalo como escandalizam as ações do ISIS. Mas aqui é o Brasil e estamos habituados aos necrológios da sociedade nas páginas policiais.
        Como escrevi outro dia, ao direito natural da pessoa humana à própria vida corresponde o direito de defendê-la. A proibição do Estado retira-lhe a efetividade, mas por ser ele natural, ele está ali, inerente à condição humana. É direito recusado, mas persiste sendo da pessoa. Se a legislação me permitisse ter e portar armas, eu até poderia, livremente, renunciar a isso.  Mas não digo o mesmo do dever de proteger a vida dos meus familiares! Eu, ao menos, não sinto que possa dele abrir mão. É um dever moral, que considero inerente à condição de homem de família, com mulher e filhos sob seu zelo.
        Por isso, em nome disso, mais e mais persistente deve ser o clamor nacional por um novo estatuto sobre a matéria. Danem-se as carpideiras de bandidos, os adversários de toda repressão sobre as práticas criminosas e as atitudes suspeitas, os sócios do clube da maconha e otras cositas mas; danem-se  os eternos fiscais da polícia, os censores das opiniões alheias, os esquerdinhas militantes de todas as causas erradas. Quem assina este artigo é pacífico mas não é pacifista, não está a soldo de nenhuma indústria de arma, não é homicida em potencial e está indignado, sim, com o que fizeram do Brasil.
N.A. - No próximo domingo, dia 19/03, às 15 horas, no Parcão, em Porto Alegre, ato pelo Direito de Defesa.




 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.




Homens e mulheres revelam diferenças comportamentais quando dirigem os seus automóveis



Não só as diferenças físicas entre o sexo masculino e feminino justificam o desequilíbrio comportamental. O metabolismo, a agilidade, os atos impensados, a pressa, a orientação espacial, a necessidade de impor condições e de se julgar o “dono do mundo” são alguns fatores que dissociam o comportamento do homem e da mulher. 

Diferenças comportamentais do universo masculino e feminino fizeram com que pesquisadores da University of Virginia atrelassem o fato a condições genéticas e a ação dos estrogênios. O hemisfério direito do cérebro é emotivo e o esquerdo, analítico. Na mulher, parece haver uma conexão maior entre estes hemisférios. Daí, talvez, atitudes mais seguras, mais bem direcionadas, melhor analisadas.

O cérebro masculino é cerca de 10% maior que o feminino, o que não significa melhor desempenho intelectual, já que os testes de QI (Coeficiente de Inteligência) são semelhantes. Os homens são mais rápidos no raciocínio matemático e espacial, enquanto as mulheres são melhores com as palavras, com as relações humanas. Não temos dúvida que isso é uma verdade.  Julgamos o homem mais genérico, pouco analítico e pouco emotivo nas atitudes e execução de tarefas. Já as mulheres, mais analíticas, detalhistas e emotivas, executando tarefas com prévio planejamento e segurança.  Na direção veicular, vemos esse comportamento presente. O homem ativo, austero, exigente, dominador, agressivo, imediatista, irritado; enquanto a mulher, passiva, cautelosa, paciente, tranquila.

A agilidade, a pressa, muitas vezes a compulsão para velocidade são fatores presentes no universo masculino. Daí podermos entender que o homem, na direção veicular, tem todos os componentes para a sinistralidade. Observe que os acidentes são de médio a graves, quase sempre com vítimas. Já com as mulheres, temos mais frequentemente os acidentes leves, sem vítimas, com pequenos danos materiais.

Quem seria o melhor motorista, o homem ou a mulher? Não tenho dúvida em afirmar que a mulher desenvolve essa atividade com melhor habilidade e qualidade que o homem. Afirmo isso tendo em vista a grande sintonia entre o hemisfério cerebral que é analítico e o que é emotivo. Daí, existir contenções para execução de tarefa com risco. Ela é portadora de todo o perfil ideal para execução dessa tarefa. Basta vermos os dados estatísticos de acidentes de trânsito que vamos concluir que a mulher é dotada de características próprias para enfrentar a direção veicular e o trânsito.

É ela que mais respeita a sinalização, raramente comete ato inseguro e se sai muito bem diante de condição insegura. Já o homem, de raciocínio rápido e com boa orientação espacial, é capaz de exageros com relação à agilidade, o respeito à sinalização, torna-se mais competitivo, detém uma direção ofensiva e chega ao acidente de média e grande proporção com muito mais facilidade.

A mulher, pelo que apresentamos, é realmente mais lenta com relação à orientação espacial, mas isso não desvaloriza a seguridade que ela porta e, por isso, a caracterizo como uma excelente operadora de máquina sobre rodas.





Dirceu Rodrigues Alves Júnior - médico especialista em Medicina de Tráfego e Diretor de Comunicação da Abramet – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego 





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