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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Estados Unidos e Brasil aprovam novos tratamentos para o câncer de pâncreas metastático

O FDA liberou o daraxonrasib, primeira terapia-alvo oral contra a proteína RAS; a Anvisa autorizou o esquema NALIRIFOX na primeira linha de tratamento 

 

Em um intervalo de poucas semanas, duas agências reguladoras aprovaram medicamentos para o câncer de pâncreas metastático, um dos tumores de maior necessidade médica. As decisões, porém, tratam de drogas de naturezas diferentes. 

Nos Estados Unidos, o FDA aprovou em 26 de agosto o daraxonrasib, primeiro medicamento capaz de bloquear a proteína RAS, alterada em mais de 90% dos tumores de pâncreas. É um comprimido de uso diário, indicado para adultos com doença metastática que já passaram por uma primeira linha de quimioterapia. No Brasil, ainda não há registro na Anvisa nem prazo definido para análise. No mesmo período, a Anvisa ampliou a indicação do irinotecano lipossomal peguilado, quimioterapia venosa já registrada no país, que agora pode ser usada logo na primeira linha, como parte do esquema NALIRIFOX. 

"São coisas bem diferentes. O daraxonrasib é uma droga nova, oral, uma terapia-alvo que age no KRAS, uma alteração muito comum no câncer de pâncreas. O irinotecano lipossomal já era aprovado no Brasil, mas para uso depois de uma primeira linha de tratamento, e o que a Anvisa fez foi permitir o uso mais cedo", explica o Dr. Tiago Felismino, oncologista clínico do Centro de Referência de Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center. "No primeiro caso, temos uma nova terapia-alvo. No segundo, uma quimioterapia que já existia e que agora chega antes."

  

A.C.Camargo Cancer Center


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