Inteligência artificial transforma a gestão da informação e acelera a tomada de decisão nas organizações
Por muitos anos,
dashboards e relatórios foram a principal interface entre gestores e os dados
de suas organizações. Embora ainda sejam usados, especialmente para fins
operacionais e regulatórios, uma nova transformação começa a ganhar espaço na
tomada de decisão: a possibilidade de conversar diretamente com os dados.
Impulsionada pelos
avanços da inteligência artificial generativa, essa mudança altera a forma como
líderes acessam informações estratégicas. Em vez de navegar por múltiplas
telas, solicitar relatórios ou depender de equipes técnicas para realizar
cruzamentos específicos, gestores passam a obter respostas por meio de
perguntas feitas em linguagem natural.
Há uma mudança no
uso corporativo dos dados. Enquanto ferramentas tradicionais exigem que o
usuário saiba previamente quais indicadores acompanhar, a IA permite
investigações mais dinâmicas, contextualizadas e estratégicas, reduzindo
barreiras de acesso à informação e ampliando a autonomia dos tomadores de
decisão.
É nesse cenário
que a Gennera, empresa especializada em tecnologia para gestão educacional,
aposta em uma nova experiência de relacionamento entre gestores e seus dados. A
companhia lançou em junho o Gennera GPT com seu primeiro Agente, para Gestores,
sendo a primeira solução baseada em inteligência artificial voltada para a
gestão nas instituições de ensino, que permite a obtenção de informações
estratégicas por meio de conversas em linguagem natural.
Um caso em
aplicação
"A grande
mudança não está no dado, mas na forma como ele chega ao gestor. Durante
décadas, os sistemas de gestão foram construídos para registrar informações e
automatizar processos operacionais. Agora, estamos entrando em uma era em que
as pessoas podem conversar com seus dados, fazer perguntas complexas e obter
respostas contextualizadas, que muitas vezes até nos surpreendem, inclusive com
indicações de novas interações, ou seja, saímos da era de “qual minha
inadimplência” para “analisar minha inadimplência e vamos investigá-la” sempre
com base nas suas regras de negócio mas com toda a inteligência existente na
IA", afirma Paulo Sponchiado, CEO da Gennera.
Segundo o
executivo, a substituição de relatórios ou dashboards por chats não deve
acontecer em um médio prazo, mas as possibilidades de análise e tomada de
decisão serão ampliadas. Questões que antes exigiam a criação de consultas
específicas ou o apoio de equipes técnicas passam a ser respondidas diretamente
pelo sistema.
Entre os exemplos
estão dentro da solução da Gennera estão perguntas relacionadas à
inadimplência, desempenho acadêmico, retenção de alunos, indicadores
financeiros e comparações históricas. A tecnologia permite que gestores
investiguem cenários, realizem cruzamentos de informações e obtenham insights
sem a necessidade de navegar por múltiplas telas ou relatórios.
Para Gabriel Barreto, vice-presidente da Gennera, a principal transformação promovida pela inteligência artificial é a facilidade na leitura da informação. "Os dados sempre estiveram disponíveis dentro dos sistemas de gestão, mas transformá-los em informação estratégica dependia de relatórios, conhecimentos técnicos muito específicos. Com a inteligência artificial, o gestor ganha autonomia para explorar o negócio a partir das perguntas que precisa responder, sem depender de estruturas pré-definidas e sem limites para os cruzamentos de informação que deseja realizar".
Gennera
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