Dieta pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos,
sedentarismo e uso frequente de medicamentos estão entre os fatores que
contribuem para o quadro
A constipação
intestinal, considerada um problema de saúde pública no Brasil, afeta cerca de
20% da população adulta e idosa, segundo o Ministério da Saúde. Entre os
fatores que contribuem para sua alta incidência estão a dieta pobre em fibras,
baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e uso frequente de medicamentos. Nos
idosos, o quadro é agravado pela redução natural da motilidade intestinal,
tornando-os mais vulneráveis a distúrbios digestivos.
Nesse contexto, o
exame de microbiota intestinal surge como aliado importante. Disponível em
todas as 362 unidades do Sabin Diagnóstico e Saúde no país, o teste é indicado
para pacientes com queixas abdominais persistentes e sem diagnóstico definido,
como nos casos de doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino
irritável.
O procedimento é
simples e não-invasivo: o paciente coleta a amostra de fezes em casa, que é
submetida a sequenciamento genético para identificar e quantificar as bactérias
presentes no intestino. A análise permite compreender a diversidade e o
equilíbrio da microbiota, oferecendo informações valiosas para orientar
estratégias de tratamento.
“Um microbioma
variado está associado a um ambiente intestinal anti-inflamatório e menor risco
de adoecimento”, explica a médica clínica Josie Velani Scaranari, do Sabin. Já
a baixa diversidade ou predominância de bactérias nocivas pode resultar em
sintomas como dor abdominal, distensão, alterações do hábito intestinal e maior
predisposição a doenças crônicas.
Entre os idosos,
as alterações naturais do microbioma ao longo da vida contribuem para o aumento
de problemas digestivos e funcionais, impactando diretamente a qualidade de
vida. O bom funcionamento intestinal está ligado não apenas à digestão, mas
também à imunidade e ao metabolismo, fatores essenciais para a longevidade
saudável.
O resultado do
exame de microbiota pode auxiliar o médico na indicação de tratamentos como a
adoção de dietas ricas em fibras e alimentos fermentados, a suplementação
estratégica com probióticos e prebióticos, a prática de exercícios físicos
regulares e a redução de medicamentos agressivos à flora. Uma das dietas cada
vez mais populares é a mediterrânea, que prioriza o consumo de azeite, grãos
integrais, frutas, legumes e nozes.
Outras
intervenções amplas na microbiota intestinal em idosos, como o transplante de
microbiota Intestinal, ou transplante de fezes, exigem avaliação caso a caso.
“É preciso cautela em todos os aspectos. Devemos analisar o exame de maneira
individualizada. Isso vale para todos, mas especialmente para os idosos, que
tem processos diferentes para cada um. Cada idoso tem o seu processo de
envelhecimento”, ressalta a médica Josie.
Por ora, o exame
se consolida como ferramenta diagnóstica e de acompanhamento, ajudando médicos
e pacientes a compreenderem melhor os fatores que influenciam a saúde
intestinal. Ao lado de hábitos saudáveis — como alimentação rica em fibras,
hidratação adequada e prática regular de atividade física —, ele pode
contribuir para reduzir os impactos da constipação e promover mais qualidade de
vida na terceira idade.
Grupo Sabin
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