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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Pesquisas mostram os cinco principais desafios que o RH leva para o segundo semestre

Levantamentos realizados pelo Pandapé ao longo de 2025 e 2026 revelam que empresas ainda enfrentam lacunas em gestão de talentos, comportamento, IA e adequação à NR-1 


O segundo semestre começa com novos desafios para o RH, mas muitos deles não são exatamente novos. Ao longo dos últimos meses, diferentes pesquisas realizadas pelo Pandapé mostraram que boa parte das empresas brasileiras ainda enfrenta dificuldades em áreas estratégicas da gestão de pessoas, como identificação de talentos, contratação por competências, preparação para o uso da inteligência artificial e adequação às novas exigências da NR-1. 

Embora tratem de temas distintos, os levantamentos apontam para uma mesma conclusão: o RH ainda toma muitas decisões com base na percepção, quando poderia usar dados para ganhar mais previsibilidade e eficiência. 

Confira os cinco principais alertas que as pesquisas acendem para este segundo semestre.

 

1. Poucas empresas sabem quem são seus talentos de maior potencial 

Segundo pesquisa do Pandapé feita em 2025, apenas 23% das empresas afirmam ter mapeado com clareza as características comportamentais presentes entre seus profissionais de alta performance. Sem esse diagnóstico, decisões sobre desenvolvimento, sucessão e retenção tendem a acontecer com base em percepção, e não em evidências.
 

2. O comportamento pesa cada vez mais na contratação, mas ainda é avaliado de forma subjetiva 

Outro levantamento mostra que 88% dos profissionais de RH já deixaram de contratar um candidato por questões comportamentais. Ao mesmo tempo, 57% das empresas afirmam avaliar esse aspecto apenas por meio de entrevistas, observação ou fit cultural, sem metodologias estruturadas. 

"As empresas reconhecem que comportamento influencia diretamente os resultados. O desafio é transformar essa percepção em um processo consistente, baseado em critérios claros e dados objetivos", afirma Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé.
 

3. A inteligência artificial aumenta a importância das competências humanas 

Para 72% dos profissionais de RH, o avanço da inteligência artificial tornará as competências comportamentais ainda mais relevantes nos processos seletivos. O dado reforça que investir apenas em tecnologia não é suficiente. Será cada vez mais importante identificar características como adaptabilidade, pensamento crítico, inteligência emocional e capacidade de aprendizagem.
 

4. A adequação à NR-1 ainda não foi concluída pela maioria das empresas 

Às vésperas da entrada em vigor da fase punitiva da NR-1, pesquisa realizada pelo Pandapé mostrou que apenas 27% das empresas se consideravam totalmente preparadas para atender às exigências relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho. O levantamento já indicava que a maioria das organizações chegaria ao segundo semestre sem concluir a adequação. 

O cenário acabou sendo confirmado pouco mais de um mês depois. Embora a fiscalização punitiva tenha entrado em vigor em 26 de maio de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu por 90 dias a aplicação das multas relacionadas aos riscos psicossociais, reconhecendo a necessidade de mais tempo para adaptação das empresas. A decisão não altera a obrigatoriedade de cumprimento da norma, mas reforça um diagnóstico que o levantamento do Pandapé já apontava: boa parte das organizações ainda não estava preparada para atender às exigências da NR-1.
 

5. O RH ainda tem espaço para tomar decisões mais orientadas por dados 

Apesar dos avanços observados nos últimos anos, as pesquisas do Pandapé apontam um padrão: muitas empresas reconhecem a importância de temas como comportamento, saúde mental, inteligência artificial e desenvolvimento de pessoas, mas ainda enfrentam dificuldades para transformar essas prioridades em processos estruturados e indicadores consistentes. 

"O pode ser o momento de revisar prioridades e transformar diagnósticos em ações concretas. As empresas que conseguem tomar decisões orientadas por dados ganham mais previsibilidade, reduzem riscos e constroem equipes mais preparadas para os desafios do negócio", conclui Patricia Suzuki.


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