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As
canetas emagrecedoras ganham cada vez mais espaço e passam a ser utilizadas por
muitas pessoas em busca do emagrecimento rápido. No entanto, o uso desses
medicamentos sem indicação médica ou acompanhamento adequado pode trazer riscos
à saúde, especialmente entre jovens e adultos que recorrem às substâncias por
influência de tendências ou promessas de resultados imediatos.
Segundo
Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade
Anhanguera, embora esses medicamentos tenham indicação para situações
específicas, a automedicação e o uso indiscriminado podem causar efeitos
adversos e mascarar problemas que exigem uma abordagem mais ampla. "As
canetas emagrecedoras não devem ser vistas como uma solução rápida para a perda
de peso. Antes de iniciar qualquer tratamento, é fundamental que a pessoa passe
por uma avaliação clínica, para que sejam considerados seu estado de saúde,
histórico médico e reais necessidades", explica.
Além
disso, a especialista destaca que a educação em saúde é essencial para que a
população compreenda os benefícios, as limitações e os riscos desses
medicamentos, evitando decisões baseadas apenas em informações compartilhadas
nas redes sociais ou por pessoas sem qualificação.
A
seguir, confira alguns cuidados importantes.
1. Nem todas as pessoas têm indicação para usar esses medicamentos
As
canetas emagrecedoras foram desenvolvidas para atender situações clínicas
específicas e devem ser prescritas após avaliação individual.
Segundo
Sandra, utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos ou sem
critérios técnicos pode expor o organismo a riscos desnecessários. "O
tratamento precisa considerar fatores como doenças pré-existentes, índice de
massa corporal, uso de outros medicamentos e acompanhamento contínuo."
2. O uso sem acompanhamento pode aumentar o risco de efeitos adversos
Náuseas,
vômitos, diarreia, constipação, dores abdominais e desidratação estão entre os
efeitos que podem ocorrer durante o tratamento, principalmente quando não há
monitoramento adequado.
A
enfermeira explica que qualquer sintoma persistente ou intenso deve ser
avaliado por um profissional de saúde para evitar complicações.
3. Jovens também precisam de orientação antes de buscar o emagrecimento
A
crescente exposição a padrões estéticos nas redes sociais tem levado
adolescentes e adultos jovens a procurarem alternativas rápidas para perder
peso.
"A
pressão por resultados imediatos pode levar ao uso inadequado desses
medicamentos. Por isso, é importante investir em educação em saúde para que as
escolhas sejam baseadas em informações confiáveis e não em modismos",
afirma Sandra Demétrio Lara.
4. Os medicamentos não substituem hábitos saudáveis
Mesmo
quando existe indicação clínica, as canetas emagrecedoras costumam fazer parte
de um plano terapêutico que também envolve alimentação equilibrada, atividade
física e mudanças no estilo de vida.
Segundo
a especialista, concentrar toda a expectativa no medicamento pode comprometer
os resultados e favorecer o reganho de peso após a interrupção do tratamento.
5. Comprar medicamentos sem procedência aumenta os riscos
A
procura crescente por esses produtos também favoreceu a comercialização de
versões falsificadas ou adquiridas por canais não autorizados.
Além
de não oferecerem garantia sobre sua composição, esses produtos podem
representar um risco ainda maior à saúde. É imprescindível comprar de lugares
seguros, como farmácias regulamentadas.
6. A automedicação pode atrasar o diagnóstico de outros problemas
O
excesso de peso pode estar relacionado a diferentes condições clínicas, que
precisam ser identificadas antes da definição do tratamento.
De
acordo com a coordenadora, iniciar o uso de medicamentos por conta própria pode
retardar a investigação das causas do ganho de peso e comprometer o cuidado
integral do paciente.
7. Educação em saúde é uma das principais formas de prevenção
Informações
confiáveis ajudam a população a compreender que não existe solução única para o
emagrecimento e que todo tratamento deve ser individualizado.
"Promover
educação em saúde significa estimular decisões conscientes e seguras. O acesso
à informação de qualidade permite que as pessoas compreendam os benefícios e os
riscos de cada tratamento, reduzindo a automedicação e favorecendo escolhas
mais responsáveis", conclui Sandra Demétrio Lara.
Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.

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