Especialista explica como prevenir dores, desgastes e reduzir o risco de quedas com hábitos simples no dia a dia
É comum associarmos dores e comorbidades nas
costas ao envelhecimento. Afinal, durante a terceira idade, o corpo humano
perde massa muscular e densidade óssea, o que resulta em lesões e desgaste
desde as articulações até a cervical. Quando ignorados, os problemas na região
podem comprometer a mobilidade, provocar tonturas, reduzir o equilíbrio e
aumentar o risco de quedas.
Segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), problemas na coluna acometem principalmente pessoas acima dos 50
anos, mas muitas alterações começam por volta dos 35 e evoluem de forma
silenciosa. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostram que 18,5% da
população adulta brasileira sofre com dores cervicais, percentual ainda maior
entre idosos.
De acordo com a enfermeira da rede de
franquias Cuidare, Dulce dos Santos Silva, "manter o corpo ativo é uma das
formas mais eficazes de preservar a saúde da coluna e garantir mais autonomia
durante o envelhecimento”. Ela ainda pontua que os exercícios devem fazer parte
da rotina. Caminhada, pilates, musculação supervisionada, hidroginástica e
alongamentos são “opções muito bem-vindas”, completa.
Para
evitar essas e outras comorbidades, Santos listou 5 hábitos para preservar a
saúde da cervical.
Durma
com a coluna alinhada: utilize um colchão e um travesseiro adequados
para manter a coluna alinhada durante o sono.
Controle
o peso corporal: o excesso de peso aumenta a sobrecarga sobre
a coluna e favorece dores e desgastes.
Pratique
exercícios regularmente: fortaleça a musculatura que
sustenta a coluna e preserve a mobilidade.
Manter
uma boa postura no dia a dia: ao sentar, caminhar ou usar
celular e computador, mantenha a cabeça alinhada aos ombros.
Faça
pausas e alongamentos: levante-se periodicamente,
caminhe e alongue o pescoço e as costas para reduzir tensões musculares.
Santos ressalta
que, caso a dor persista por vários dias ou venha acompanhada de sintomas –
como dormência, perda de força ou tonturas –, é fundamental que haja a busca
pela assistência médica. Segundo ela, o diagnóstico precoce aumenta as chances
de um tratamento eficaz e ajuda a preservar a independência e a qualidade de
vida na terceira idade.
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