Na semana da data em 2025, o faturamento do varejo cresceu 5,9%, segundo o ICVA, com o e-commerce (8,9%) avançando quase o dobro da loja física (5,2%)
Executiva da Cielo aponta como capturar volume com
o consumidor mais seletivo
O Dia dos Pais de 2026, celebrado em 9 de agosto, chega em um dos
semestres mais desafiadores para o comércio nos últimos anos. O Índice
Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostrou que o faturamento
do varejo brasileiro caiu 2,8% em termos reais em junho, o segundo mês
consecutivo de pior desempenho para o período desde a pandemia, num quadro de
renda pressionada pela inflação. Ainda assim, a data segue como uma das janelas
mais fortes do segundo semestre, e a leitura do ano anterior mostra por quê: na
semana do Dia
dos Pais de 2025, apurada entre 4 e 10 de agosto,
as vendas cresceram 5,9% ante o mesmo período de 2024, puxadas pelo e-commerce,
que avançou 8,9%, enquanto o varejo presencial subiu 5,2%.
O retrato de 2025 também revela que a data movimenta muito além da
caixa de presentes. Entre os setores tradicionalmente presenteáveis, Óticas e
Joalherias lideraram, com alta de 7,7%, seguidas por Móveis, Eletro e Depto
(3,6%) e Vestuário (2,9%). Mas o efeito da data transbordou para segmentos que
não são presenteáveis, e sim consumo de celebração: Drogarias e Farmácias
cresceram 12% e Supermercados e Hipermercados, 8%. Para o lojista, a mensagem é
que o Dia dos Pais é uma oportunidade de faturamento mesmo para quem não vende
o presente em si.
O desafio, em um ano em que o consumidor chega mais seletivo e
atento a preço, é converter a intenção de presentear em venda concluída. Para
Adriana Garbim, VP Comercial da Cielo, quem organiza a operação com
antecedência e reduz a fricção na hora de pagar sai na frente. "O cliente
do Dia dos Pais pesquisa cedo, compara em vários canais e decide rápido. Se
encontra uma jornada travada, com pagamento que não funciona ou fila no caixa,
ele troca de loja. Vender bem nessa data, ainda mais num ano apertado, é uma
questão de preparo e de sincronia", afirma.
Pensando nisso, a executiva aponta cinco movimentos para o lojista
aproveitar a data e sustentar o resultado além dela:
Antecipe o planejamento e dimensione a operação para o pico
da semana
As vendas se concentram nos dias que antecedem a data, e o
consumidor começa a pesquisar com antecedência, mas fecha a compra em uma
janela curta. Ajuste estoque, equipe e fluxo de caixa para esse pico,
garantindo que o esforço de venda esteja no lugar certo, na hora certa.
Ofereça a diversidade de pagamento que o consumidor já
procura
O comprador do Dia dos Pais costuma buscar praticidade e
flexibilidade na hora de pagar, alternando entre pagamentos com Pix à vista e
crédito parcelado em tíquetes mais altos. Aceitar Pix por aproximação e QR
Code, débito, carteiras digitais e o parcelamento no crédito reduz a
desistência e amplia o giro. "O meio de pagamento deixou de ser detalhe
operacional e virou parte da conversão. Quando o cliente decide comprar,
qualquer barreira para pagar é venda perdida", destaca Adriana.
Integre o digital e o físico, porque o online inspira e a
loja converte
Em 2025, o ICVA aponta que o e-commerce cresceu quase o dobro da
loja física na data, e o consumidor já não separa os canais. Ele pesquisa no
aplicativo, tira dúvida pelo WhatsApp e fecha a compra na loja ou pelo link que
chegou por mensagem. Soluções como o link de pagamento com autenticação 3DS encerram a venda dentro da própria
conversa, com a segurança de um e-commerce tradicional e sem direcionar o
cliente para um site à parte quando a compra já está decidida.
Trabalhe as categorias da data e os setores que ela
impulsiona
Além dos segmentos presenteáveis clássicos, como vestuário, óticas
e eletro, a data aquece farmácias, supermercados e alimentação, movidos pelas
celebrações em família. Montar kits, combos e sugestões de compra combinada por
faixa de preço ajuda a elevar o tíquete médio e a atender o consumidor que
busca custo e afeto na mesma compra.
Transforme o volume da data em recorrência e proteja o caixa
Em um semestre de consumo real em queda, o pico do Dia dos Pais
precisa gerar valor além de agosto. Aproveite o aumento do fluxo para captar
contatos e estimular futuras compras. Use os dados das vendas para ajustar mix de
produtos e preços nas próximas datas sazonais e reserve parte da receita gerada
no período para dar mais fôlego aos meses de menor demanda. "Quem entra na
data olhando histórico e curva de preço vende com mais margem. E quem usa o
pico para fidelizar, transforma uma venda sazonal em relacionamento",
conclui a executiva.
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