Três
erros para evitar
1. Querer aprender tudo o que ficou para trás
A proximidade da
prova tende a gerar uma sensação de urgência, mas tentar recuperar todos os
conteúdos não aprendidos em pouquíssimos meses provavelmente só irá acirrar a
ansiedade e dificultar a consolidação dos conhecimentos essenciais.
2. Estudar apenas por leitura ou memorização
A revisão é
essencial, mas precisa ser acompanhada pela resolução de exercícios. Aplicar os
conceitos em diferentes situações contribui para fortalecer a aprendizagem e
recuperar informações com mais facilidade.
3. Ignorar o ritmo e o formato do exame
Além do conteúdo, o Enem exige uma boa administração do tempo.
Resolver edições anteriores e simulados levam o estudante a desenvolver
habilidades para lidar com questões extensas e tomar decisões mais rapidamente.
Segundo
o educador, este é o momento de priorizar a revisão e a resolução de
exercícios, em vez de tentar aprender uma grande quantidade de conteúdos
novos
Resolver
simulados e provas anteriores ajuda o candidato a ganhar rapidez de raciocínio
e administrar melhor o tempo durante o exame
O recesso escolar
é o momento em que muitos jovens buscam intensificar seus estudos para se
prepararem para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 8
e 15 de novembro. Nesse momento, porém, a principal estratégia não se refere a
tentar aprender uma grande quantidade de conteúdos novos, mas consolidar as
informações já adquiridas ao longo da Educação Básica e desenvolver mais
segurança para a realização da prova, destaca o professor de matemática do
Grupo Eureka, Valdir Carlos da Silva.
O especialista
defende que os últimos meses de preparação dos candidatos sejam dedicados
à revisão dos conteúdos essenciais, à identificação de pontos fracos e ao
fortalecimento daquilo que o aluno já sabe. Segundo ele, diversos candidatos se
veem obrigados a recuperar rapidamente todos os conteúdos que não dominaram ao
longo da trajetória escolar, mas essa estratégia pode aumentar a ansiedade e
comprometer o desempenho.
“A matemática, por
exemplo, é uma área cumulativa em que o estudante resolve os problemas a partir
dos conhecimentos que já construiu. Quando existem lacunas na aprendizagem, o
cérebro não encontra os elementos necessários para estabelecer essas
ligações", explica.
O matemático
recomenda ainda manter uma rotina frequente de resolução de exercícios. O
objetivo, no entanto, não é decorar fórmulas ou repetir mecanicamente os mesmos
problemas, mas aplicar os conceitos em diferentes situações e contextos. “É
importante que o jovem vivencie o que está aprendendo, porque, senão, cálculo
pelo cálculo é ‘decoreba’, e ‘decoreba’ a gente esquece em uma semana”, afirma.
Ganhar agilidade
Além do domínio
dos conteúdos, a reta final também requer o desenvolvimento de estratégias para
administrar o tempo de execução. No caso da matemática, um dos principais
desafios é o grande número de questões, alguns com enunciados extensos, o que
exige rapidez de raciocínio e tomada de decisão. Nesse cenário, o jovem que tem
as noções básicas consolidadas, como operações fundamentais, regras de potência
e radicais, tendem a solucionar problemas com mais segurança e fluidez.
“O cérebro vai
armazenar elementos daquilo que utilizamos com mais frequência. Portanto, é
válido resolver diferentes exercícios que tenham o mesmo objetivo de
aprendizagem, em vez de repetir mecanicamente o problema diversas vezes”,
afirma o professor. “O treino ajuda a manter a memória ativa para que, quando
chegar o momento do Enem, o aluno consiga acessar as informações de forma
rápida, quase como um reflexo muscular”.
“Porta dos sonhos”
O educador observa
que o exame costuma ser visto como uma oportunidade de mudança de vida, o que
aumenta o nervosismo tanto na preparação quanto no dia da prova. Para lidar com
esse cenário, ele sugere que a avaliação comece com o próprio candidato
reconhecendo seus pontos fortes e aquilo em que faz sentido evoluir. Isso o
ajuda a traçar uma rotina de estudos e estabelecer metas realistas para os
próximos meses.
“O Enem representa
a realização de muitos sonhos. Quando o candidato entende seus objetivos e
acredita que essa oportunidade pode transformar sua vida, ele encontra mais
disposição para estudar e enfrentar os desafios do processo", comenta.
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