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segunda-feira, 13 de julho de 2026

60% das habilidades exigidas na hora da contratação são comportamentais, aponta pesquisa da PUCPR

divulgação
 PUCPR
Levantamento mostra que empresas valorizam cada vez mais profissionais com capacidade de adaptação e aprendizagem contínua

 

As competências comportamentais passaram a liderar as exigências das empresas nos processos de contratação, é o que aponta a 7ª edição do Observatório de Carreiras e Mercado de Trabalho, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Conduzida pelo PUCPR Carreiras, a pesquisa contou com mais de 7 mil respondentes, incluindo estudantes, alumni (egressos) e empresas parceiras, o estudo revelou que 60% dos atributos mais valorizados pelas organizações estão relacionados ao comportamental.

 

O cenário compara com os dados levantados em 2021 e 2022, durante o período pandêmico. Na época, as competências técnicas predominavam entre as exigências do mercado, representando 56% e 68% das demandas das empresas, respectivamente. Já as competências comportamentais correspondiam a percentuais entre 31% e 44%.

 

De acordo com a coordenadora do PUCPR Carreiras, Luciana Mariano, os resultados refletem uma transformação nas expectativas do mercado de trabalho. "Hoje, as empresas buscam profissionais capazes de aprender continuamente e atuar de forma colaborativa em contextos cada vez mais dinâmicos. Nesse cenário, o desenvolvimento profissional exige atualização constante, seja por meio de cursos, especializações, experiências práticas ou novas formas de aprendizagem ao longo da carreira", afirma.

 

Aprendizado contínuo como diferencial

Os dados do Observatório mostram que o desenvolvimento contínuo e o potencial de evolução profissional estão entre os atributos mais valorizados pelas organizações. Os resultados indicam que o mercado busca profissionais capazes de se adaptar a novos contextos, acompanhar as transformações do mundo do trabalho e ampliar continuamente suas competências ao longo da carreira.

 

Nesse cenário, o aprendizado contínuo fortalece tanto as competências técnicas quanto as comportamentais, favorecendo a atualização constante, a capacidade de responder às demandas do mercado e o desenvolvimento profissional ao longo da trajetória de carreira.

 

Estagiabilidade e desenvolvimento de competências


A crescente valorização das competências comportamentais reforça a importância das experiências práticas durante a formação acadêmica. Nesse contexto, ganha relevância o conceito de estagiabilidade, desenvolvido por pesquisadores da PUCPR, que compreende a capacidade de vivenciar experiências práticas capazes de promover o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, ampliando a preparação para a inserção e o desenvolvimento no mundo do trabalho. 

Os dados do Observatório evidenciam essa relação ao indicar que as vivências práticas contribuem para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, capacidade de adaptação, autonomia e visão profissional, além de possibilitarem a aplicação dos conhecimentos técnicos em contextos reais de trabalho.

 

Atualmente, mais de 70% dos estudantes da PUCPR já estão inseridos no mercado de trabalho. Entre os alunos dos períodos finais da graduação, aproximadamente 90% exercem atividades alinhadas à área de formação, demonstrando que a aproximação com o mercado se fortalece ao longo da trajetória universitária e favorece a construção de competências essenciais para o desenvolvimento da carreira.


O estudo completo da 7ª edição do Observatório de Carreiras e Mercado de Trabalho da PUCPR está disponível para consulta pública: https://heyzine.com/flip-book/observatoriopucpr7.html#page/44

 


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