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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Detecção precoce pode elevar índice de sucesso de tratamento a mais de 90% em leucemia rara

Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) tem alto potencial de cura quando identificada rapidamente e acompanhada de forma adequada

 

Considerada uma das formas mais agressivas de leucemia, a Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) também é um dos tipos que apresentam maior potencial de cura, desde que diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. O alerta ganha ainda mais relevância diante dos desafios no reconhecimento inicial da doença, que pode evoluir rapidamente e levar a complicações graves, especialmente relacionadas a sangramentos. 

A LPA é um subtipo da Leucemia Mieloide Aguda (LMA). A patologia hematológica representa entre 10% e 20% de todos os casos de LMA no Brasil¹ e se caracteriza por alterações genéticas específicas que impactam diretamente a coagulação do sangue. Entre os principais sintomas estão fadiga intensa, palidez, manchas roxas pelo corpo, sangramentos frequentes e infecções recorrentes. Os sinais clínicos muitas vezes podem ser confundidos com outras condições, atrasando o diagnóstico. 

Quando identificada rapidamente, a LPA pode ser tratada com terapias direcionadas, que têm revolucionado o prognóstico da doença, inclusive com opções terapêuticas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, as taxas de cura podem ultrapassar 90%, principalmente quando o tratamento é iniciado nas fases iniciais.2 

Apesar dos avanços na ciência e acesso, a Leucemia Promielocítica Aguda ainda é cercada por estigmas comuns associados ao câncer, como a percepção de que se trata de uma doença sempre fatal ou com baixa chance de recuperação, como explica Fábio Carvalho, Diretor Médico da Teva no Brasil. “O entendimento equivocado sobre esse tipo de leucemia pode gerar medo, atraso na busca por diagnóstico e até impacto emocional significativo para pacientes e familiares. Combater esses tabus, portanto, é fundamental para ampliar a conscientização, incentivar o diagnóstico e reforçar a importância do acesso à informação e ao tratamento correto.” 

Além do diagnóstico rápido, a condução adequada do tratamento e o acompanhamento especializado são essenciais para reduzir riscos e garantir a recuperação dos pacientes. Nesse contexto, ampliar o conhecimento sobre a doença entre profissionais de saúde e a população em geral é um passo importante para evitar atrasos e salvar vidas. 

“O diagnóstico precoce é determinante para melhores desfechos na LPA, uma emergência médica que, quando tratada adequadamente, apresenta altas taxas de cura. Com acesso, é possível não apenas alcançar a remissão, mas também retomar a qualidade de vida”, destaca Fábio Carvalho.

 

Agilidade é fundamental para o sucesso do tratamento 

O diagnóstico da Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) é realizado por meio de uma combinação de exames laboratoriais e análises especializadas. O hemograma permite identificar alterações nas células do sangue, enquanto os testes de coagulação avaliam o risco de sangramentos. A confirmação da doença ocorre com exames como o mielograma ou a biópsia da medula óssea, que detectam a presença de células leucêmicas. Além disso, testes genéticos e moleculares são fundamentais para identificar a alteração característica da doença. 

A orientação é buscar atendimento de saúde diante de sinais como sangramentos sem causa aparente ou de difícil controle, aparecimento frequente de hematomas, cansaço extremo associado a outros sintomas e febre persistente ou indícios de infecção. A Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) é considerada uma emergência médica, e o início rápido do tratamento é decisivo para aumentar significativamente as chances de cura.

 

Teva Pharmaceutical Industries Ltd.
www.tevapharm.com


Teva Brasil
www.tevabrasil.com.br.


Referências

  1. Rev. bras. hematol. hemoter. Leucemia promielocítica aguda: caracterização de alterações cromossômicas por citogenética tradicional e molecular (FISH). Disponível em: Link 
  2. JÁCOMO, Rafael Henrique e PONTES, Lorena Lobo de e REGO, Eduardo Magalhães. Do paradigma molecular ao impacto no prognóstico: uma visão da leucemia promielocítica aguda. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 54, n. 1, p. 82-89, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/s0104-42302008000100026.

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