Levantamento
da nstech mostra aumento na frequência de compras, queda no ticket médio e
maior sensibilidade ao frete e prazo de entrega
A Semana do Consumidor de 2026,
realizada entre 9 e 16 de março, impulsionou em 18% as vendas no e-commerce e
no varejo na comparação com a semana anterior,
mas, mais do que o crescimento, o período evidenciou uma mudança relevante no
comportamento de compra online: consumidores estão comprando com mais
frequência, porém com menor valor por pedido e maior sensibilidade ao frete e
ao prazo de entrega.
Os dados são de levantamento da Frete Rápido, plataforma de TMS para e-commerce da nstech, baseado em mais de 500 mil pedidos realizados por mais de
250 e-commerces e varejistas durante o período. O estudo aponta uma migração
consistente para compras mais recorrentes, planejadas e orientadas por
conveniência e necessidade imediata.
“Os dados mostram um consumidor mais
estratégico, que dilui o consumo ao longo do tempo e eleva o nível de exigência
em relação à experiência de entrega. Datas como a Semana do Consumidor deixam
de ser apenas picos de volume e passam a refletir a maturidade do varejo
digital e sua capacidade de adaptação”, afirma Helena Vito Costa, Diretora de
Varejo da nstech.
Nesse contexto, o frete se consolida
como um dos principais fatores de conversão no ambiente digital. O valor
médio nacional foi de R$ 34, com forte disparidade regional: enquanto o Norte
registrou o frete mais caro (R$ 66,98), o Sul apresentou os menores custos (R$
27,88).
Apesar da relevância estratégica,
apenas 6% dos pedidos contaram com frete grátis no país, índice que chega a 22%
no Norte e cai para 4% no Sudeste. O dado reforça que, quando bem calibrado,
o frete gratuito pode aumentar a conversão, elevar o volume de pedidos e diluir
custos operacionais.
“O frete deixou de ser uma despesa
logística para se tornar uma alavanca de vendas. Em um cenário de alta
competitividade e decisões de compra cada vez mais rápidas, ele pode ser
determinante para a conversão. Quem tratar o frete como estratégia de marketing
tende a ter vantagem competitiva, especialmente em períodos de alta demanda”,
explica a executiva.
A eficiência logística também se
reflete nos prazos de entrega. A média nacional foi de três dias, mas com
diferenças significativas: enquanto o Sudeste concentrou entregas mais
rápidas, em cerca de 48 horas, o Norte registrou prazos médios de até 11 dias.
Para Helena, essa dinâmica revela um
desafio estrutural do varejo brasileiro. “Onde a operação logística é
eficiente, o consumo cresce. Onde ela é cara e lenta, o consumidor se torna
mais seletivo e compra apenas quando o produto justifica o esforço. O desafio
do setor não é apenas escalar volume, mas ampliar o acesso”, afirma.
Entre as categorias, Casa &
Decoração liderou o maior ticket médio no período, seguida por Construção &
Ferramentas, Automotivo e Informática. Já os segmentos mais acessíveis foram
Telefonia, Saúde e Moda & Acessórios, reforçando a tendência de compras
mais táticas e orientadas por necessidade.
As diferenças logísticas entre
categorias também impactam diretamente os prazos. Casa & Decoração
registrou o maior tempo médio de entrega (9 dias), seguida por Perfumaria &
Cosméticos (7 dias) e por categorias como Eletrônicos e Construção &
Ferramentas (5 dias). Em contrapartida, Saúde e Informática apresentaram os
prazos mais curtos.
O levantamento mostra ainda que Eletrônicos
concentrou o maior ticket médio entre as categorias, seguido por Informática,
Automotivo e Construção & Ferramentas.
“Os resultados reforçam que a logística
se consolidou como um pilar central da experiência de compra. Comunicação
proativa, capacidade de resposta e automação impactam diretamente a satisfação
e a fidelização. No avanço do varejo digital, tende a se destacar quem
transforma eficiência operacional em estratégia de negócio”, conclui Helena.
nstech
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