Queda de temperatura, ar seco e ambientes fechados aumentam a circulação de vírus como gripe e VSR; especialista orienta sobre sinais de alerta, prevenção e grupos mais vulneráveis
Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, cresce também a preocupação com o aumento dos casos de doenças respiratórias, como gripe, resfriados, bronquite e crises de asma. A combinação entre ar seco, maior circulação viral, poluição e permanência prolongada em ambientes fechados favorece a transmissão de vírus como influenza e vírus sincicial respiratório (VSR), impactando especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Segundo Mosiah Heydrich Machado, médico de Família e Comunidade e docente da disciplina de Saúde Digital do Centro Universitário Cesuca, a mudança de estação cria um cenário propício para o avanço desses quadros.
“A queda da temperatura, associada ao ar seco e à poluição, resseca as vias aéreas, reduz as defesas naturais do organismo e favorece a circulação de vírus respiratórios, principalmente em ambientes fechados e com pouca ventilação.”
O especialista ressalta a importância de diferenciar um resfriado comum de quadros mais graves. Enquanto sintomas leves, como coriza, dor de garganta discreta e mal-estar, tendem a melhorar em até sete dias, sinais como febre alta persistente, tosse intensa, falta de ar, fadiga acentuada e piora após melhora inicial merecem atenção médica.
“Quando os sintomas ultrapassam sete a dez dias, pioram progressivamente ou surgem sinais como falta de ar e dor no peito, é fundamental procurar avaliação médica para evitar complicações, inclusive infecções bacterianas secundárias.”
Entre os grupos mais vulneráveis neste período estão crianças
pequenas, idosos, gestantes, pessoas com asma, doenças pulmonares crônicas,
cardiopatias e diabetes.
A principal orientação preventiva inclui:
- higiene frequente das mãos;
- hidratação adequada;
- evitar aglomerações e locais fechados;
- controle rigoroso de doenças crônicas;
- vacinação contra a gripe.
“A vacinação é uma das medidas mais importantes nesta época, porque prepara o sistema imunológico para a maior circulação viral característica do outono.”
O médico também alerta para sinais de gravidade que exigem
atendimento imediato, como respiração difícil, lábios arroxeados, sonolência
excessiva, confusão mental e retração das costelas em crianças durante a
respiração.
Centro Universitário
www.cesuca.edu.br
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