Pesquisar no Blog

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Chocolate dá espinha? Especialista explica os efeitos do doce no organismo

banco de imagens
Consumo excessivo e escolhas inadequadas, como o chocolate ao leite, podem estimular inflamações e favorecer o surgimento da acne

  

Com a chegada da Páscoa, o aumento no consumo de chocolate reacende dúvidas sobre os efeitos do alimento no organismo e um dos pontos mais discutidos, principalmente entre jovens, é a relação entre chocolate e a acne. Entre mitos e verdades, a especialista aponta que o impacto está diretamente relacionado ao tipo escolhido, à quantidade ingerida e ao contexto alimentar de cada pessoa.

 

De acordo com a endocrinologista do Hospital Paulistano, Aline Azevedo Benincasa Borges Costa, há evidências que associam o consumo de chocolate ao leite ao agravamento do quadro da acne. “Esse efeito está ligado ao aumento de processos inflamatórios na pele, com participação de picos de glicose e elevação de IGF-1, que atua como mediador do hormônio do crescimento. Em adolescentes, esse cenário pode intensificar o surgimento de acne”, explica. 

Segundo a médica, o chocolate não precisa ser excluído da rotina, mas exige atenção. “O consumo pode fazer parte de uma alimentação equilibrada desde que haja moderação e escolha por versões com maior teor de cacau, que apresentam melhor perfil nutricional”, afirma. 

O impacto metabólico também varia conforme a composição. Chocolates ao leite, com menor teor de cacau e maior quantidade de açúcar, tendem a provocar respostas glicêmicas mais acentuadas. Já as versões meio amargas e amargas concentram maior quantidade de flavonoides, que são compostos associados à ação antioxidante, e apresentam menor impacto nos níveis de glicose no sangue. “A recomendação, quando se busca algum benefício à saúde, é priorizar chocolates com mais de 70% de cacau, em quantidades moderadas, entre 30 e 50 gramas por dia ou algumas porções ao longo da semana”, orienta. 

Para pessoas com diabetes, o consumo não precisa ser eliminado, mas deve ser planejado. “O ponto central não é a proibição, e sim a escolha adequada e o controle da quantidade. O excesso, independentemente do alimento, é o que traz impacto negativo”, destaca Aline. 

Outro aspecto associado ao chocolate é a influência no humor e a explicação passa por mecanismos neurológicos. “O consumo ativo áreas de recompensa no cérebro, com liberação de neurotransmissores como a dopamina. Chocolates mais ricos em açúcar tendem a estimular esse sistema de forma mais intensa, o que pode levar a um consumo maior”, conclui. 

 

Hospital Paulistano


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados