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terça-feira, 10 de março de 2026

Idosos sedentários são os que mais sofrem com perda de autonomia

  

Especialista aponta que exercícios leves já ajudam a preservar mobilidade e reduzir o risco de dor crônica  

 

Celebrado no dia 10 de março, o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo traz um alerta sobre os riscos da falta de atividade física. Com o avanço da idade, especialistas apontam que a redução do movimento é um risco, já que compromete a capacidade funcional e também desencadeia um efeito dominó que intensifica dores musculares e articulares já existentes. 

Segundo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), idosos devem realizar de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada a vigorosa por semana. No entanto, apesar dessa recomendação, estima-se, segundo o sistema Vigitel, que a inatividade total em idosos permanece alta, em cerca de 32,2%. O reflexo aparece nos consultórios. Dados do Ministério da Saúde de 2023 revelaram que quase 37% dos brasileiros acima de 50 anos sofrem de dores crônicas. O cenário, de acordo com Dr Lúcio Gusmão, especialista em dor e CEO da Rede CADE, poderia ser revertido mesmo com a prática de exercícios mais leves. 

“Na terceira idade, manter-se ativo é uma estratégia essencial para preservar movimentos e controlar a dor. Exercícios orientados, como caminhadas frequentes, exercícios de alongamento e fortalecimento com baixa sobrecarga, contribuem para dar mais sustentação à coluna e diminuir tensões que se acumulam ao longo do tempo. Cuidar da postura, evitar o excesso de peso e contar com adaptações ergonômicas nas atividades rotineiras também são medidas importantes.
 

Quando a dor impede o envelhecer ativo  

No dia a dia de atendimentos da Rede CADE, primeira rede de franquias clínicas médicas especializadas em dor crônica e aguda pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), o profissional conta que já se deparou com idosos com diversos contextos de saúde, mas observa que todos buscam atendimento especializado quando percebem a possibilidade de perda de autonomia por problemas motores. 

“Observo no dia a dia tanto pacientes que chegam com quadros de dor já avançados, buscando controle e reabilitação para, então, conseguirem iniciar uma rotina de exercícios com segurança, quanto idosos que já são ativos e querem tratar ou prevenir dores para continuar praticando as atividades que gostam. Apesar dos contextos diferentes, a meta converge para o mesmo ponto de garantir a manutenção do corpo em movimento”, explica o Dr. Lúcio Gusmão. 

O profissional conta o exemplo de uma paciente de 60 anos que recorreu a clínica após sofrer um trauma na região da sola do pé esquerdo. Foi identificada a persistência de uma dor crônica no contato da cartilagem com o solo, o que dificultava sua locomoção. No consultório, ela passou por um tratamento por choque de ondas sonoras, que auxilia na regeneração dos tecidos e a diminuição dos processos inflamatórios. 

“Esse é um exemplo de como um trauma aparentemente simples pode comprometer muito a mobilidade na terceira idade. Mesmo sem fratura óssea, a dor ao apoiar o pé no chão faz o paciente evitar caminhar e reduz ainda mais o movimento no dia a dia. Mas é possível fazer com que o paciente volte a caminhar com mais conforto com o tratamento adequado”, explica o especialista.
 

Com o envelhecer, traumas se tornam mais comuns  

Dr. Lúcio explica que, com o envelhecimento, ocorre a perda da chamada “reserva funcional”, uma espécie de margem de segurança do organismo diante de impactos e lesões. Isso significa que traumas antes considerados simples passam a exigir mais tempo de recuperação e aumentam o risco de evolução para quadros crônicos. 

“É justamente nesse contexto que a atividade física assume um papel preventivo. Alongamento, treinos de flexibilidade e musculação com ajudam ampliam a consciência corporal e o equilíbrio. Com isso, o idoso reduz o risco de lesões e ganha mais capacidade de o que evita a ocorrência de traumas ou quedas no dia a dia”, conta. 

Segundo o médico, não é necessário iniciar com treinos intensos para obter benefícios. A regularidade é mais importante do que a intensidade. “O primeiro passo é afastar o sedentarismo com segurança e acompanhamento adequado. O excesso de peso corporal aumenta o a carga nos ossos de sustentação como quadris e joelhos, o que prejudica a funções articulares e estabilidade principalmente nos idosos. Por isso é tão importante começar a se movimentar, e isso pode ser feito em qualquer fase da vida.”, conclui Dr. Lúcio.

  

Centro Avançado da Dor e Especialidade - Rede CADE


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