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segunda-feira, 9 de março de 2026

São Paulo lidera números de casos e Saúde pública intensifica ações após aumento dos casos de mpox no Brasil

Crescimento acelerado das notificações mobiliza autoridades de saúde e especialistas 

 

O Ministério da Saúde registrou, em 2026, 129 casos confirmados de mpox no Brasil, além de sete ocorrências consideradas prováveis e centenas de notificações ainda em investigação. Os números mais recentes mostram que os casos mais que dobraram em cerca de 20 dias, com o estado de São Paulo concentrando a maior parte das confirmações. A expansão da doença para novos estados também reforça a necessidade de atenção redobrada das autoridades de saúde.

Embora o volume atual ainda esteja abaixo de picos registrados em anos anteriores, especialistas destacam que o avanço acelerado e a dispersão geográfica exigem monitoramento constante. A vigilância epidemiológica tem intensificado o rastreamento de casos, a testagem e a orientação de profissionais de saúde para conter possíveis cadeias de transmissão.

Para a infectologista pediátrica Dra. Carolina Brites, o aumento recente reforça a importância da detecção rápida e da resposta coordenada. “A mpox continua sendo uma infecção que exige atenção das equipes de saúde. Quando observamos um crescimento acelerado no número de casos em um intervalo curto de tempo, isso acende um sinal de alerta para reforçar diagnóstico precoce, isolamento adequado e notificação imediata”, explica.

A especialista ressalta que, apesar de a maioria dos quadros registrados em 2026 ser leve ou moderada, a prevenção segue fundamental. “A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados. Medidas simples, como evitar contato direto com pessoas sintomáticas, não compartilhar itens pessoais e procurar atendimento ao perceber sinais suspeitos, fazem diferença no controle da doença”, orienta Carolina.

As autoridades de saúde mantêm as recomendações de vigilância contínua, fortalecimento da rede de diagnóstico e ampliação das ações educativas para a população. A atuação integrada entre municípios, estados e governo federal é considerada essencial para conter o avanço dos casos e reduzir impactos à saúde pública.

 

 

Carolina Brites - CRM-SP: 115624 | RQE: 122965 - graduada em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Posteriormente, especializou-se em Infectologia infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e completou uma pós-graduação em Neonatologia pelo IBCMED em 2020. Em 2021, concluiu o mestrado em Ciências Interdisciplinares em Saúde pela UNIFESP. Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora.



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