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segunda-feira, 9 de março de 2026

66% das mulheres dizem que a diversidade de gênero melhora a tomada de decisões das empresas


No Mês das Mulheres, o debate sobre equidade de gênero nas empresas ganha ainda mais relevância, especialmente quando se observa o impacto direto da diversidade na qualidade das decisões corporativas. Dados da pesquisa “Women in Fintech: Agora é a Nossa Vez”, de 2025, revelam que 6 em cada 10 mulheres acreditam que a diversidade de gênero melhora a tomada de decisões nas organizações. O levantamento mostra como ambientes diversos tendem a ser mais estratégicos, inovadores e alinhados às demandas reais da sociedade.

Apesar desse reconhecimento, a presença feminina em cargos de alta liderança ainda é limitada. Segundo o estudo, apenas 6,8% das mulheres ocupam posições de C-level nas empresas do setor financeiro e de tecnologia. O número evidencia um descompasso entre a consciência sobre a importância da diversidade e a efetiva ocupação de espaços de poder pelas mulheres. Ainda assim, os dados apresentados indicam que, mesmo em menor número, a atuação feminina já produz resultados significativos.

Os desafios, no entanto, permanecem estruturais. Em um segmento historicamente dominado por homens, como o das fintechs, as profissionais relatam dificuldades para validar suas ideias e conquistar reconhecimento equivalente ao de seus colegas homens. Quase 8% afirmam que suas contribuições não são valorizadas da mesma forma — um dado que aponta para barreiras culturais persistentes e para a necessidade de políticas internas mais efetivas de inclusão e equidade.

A presença feminina vai além de uma pauta de representatividade; trata-se também de uma estratégia de crescimento e inovação. A diversidade de gênero está associada a uma visão mais centrada no cliente, maior sensibilidade às transformações do mercado e ampliação do repertório de soluções. No cenário das fintechs, 71,8% das trabalhadoras afirmam que a participação de mulheres é crucial para impulsionar a inovação no setor, revelando a relação entre pluralidade de perspectivas e desenvolvimento tecnológico sustentável.

Uma das líderes na área de fintechs é Rebecca Fisher, co-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank. Com mais de 12 anos de experiência na indústria de marketing, ela decidiu empreender em um setor tipicamente dominado por homens. “Empreender em um setor predominantemente masculino tem seus desafios, mas também abre oportunidades para redefinir padrões e mostrar que diversidade gera inovação”, destaca.

A trajetória de líderes como Rebecca ilustra uma mudança gradual na estrutura corporativa das fintechs. O avanço da presença feminina depende não apenas da entrada de mais mulheres no setor, mas também da consolidação de políticas que garantam ascensão, escuta ativa e igualdade de oportunidades.


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