Especialista explica riscos do avanço
da obesidade infantil e destaca papel da atividade física na prevenção
O Brasil está entre os dez países com maior número de crianças e
adolescentes vivendo com excesso de peso no mundo. Dados do Atlas Mundial da
Obesidade 2026, da Federação Mundial de Obesidade, indicam que cerca de 17
milhões de brasileiros entre 5 e 19 anos apresentam IMC elevado, indicador
populacional de sobrepeso e obesidade. Para o treinador físico e fisiologista
do esporte Diego Leite de Barros, formado pela Universidade Estadual Paulista
(UNESP), o dado mostra a dimensão de um problema que já afeta a saúde das novas
gerações e exige maior atenção de famílias, escolas e políticas públicas.
Do total de jovens brasileiros com IMC elevado, aproximadamente 7
milhões já vivem com obesidade, condição associada ao aumento do risco de
doenças crônicas ainda na juventude. O relatório também aponta sinais precoces
de complicações metabólicas em parte dessa população, incluindo hipertensão,
alterações glicêmicas e níveis elevados de triglicerídeos, fatores que podem
comprometer a saúde cardiovascular ao longo da vida.
Segundo Diego Leite de Barros, a obesidade infantil deve ser
compreendida como uma condição multifatorial, relacionada tanto a hábitos
individuais quanto ao ambiente em que crianças e adolescentes estão inseridos.
“Hoje vemos uma combinação de fatores que favorece o ganho de peso: menos
movimento no dia a dia, mais tempo diante de telas e maior acesso a alimentos
ultraprocessados. Esse conjunto cria um cenário que facilita o avanço da
obesidade já nas primeiras fases da vida”, afirma.
O especialista destaca que a atividade física regular é um dos
principais pilares para prevenir o problema. “Estimular o movimento desde cedo
ajuda a melhorar o metabolismo, reduzir o risco de doenças crônicas e criar
hábitos que podem acompanhar a pessoa por toda a vida. A prática de exercícios,
combinada com alimentação equilibrada e redução do tempo sedentário, é uma
estratégia fundamental para conter o avanço da obesidade entre crianças e
adolescentes”, explica.
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