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Dormir bem vai muito além de descansar o corpo. Trata-se de um pilar essencial para o bem-estar físico, mental e emocional, já que é durante o sono que o organismo regula as funções fundamentais. “Não à toa, o sono influencia o humor, o metabolismo, a imunidade e até a forma como tomamos decisões no dia a dia”, explica o médico Nataniel Viuniski, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.
Apesar disso, ainda é comum encontrar pessoas que abrem mão das horas de descanso acreditando que seus efeitos negativos são exagero — ou até mito. Para esclarecer o que realmente procede, reunimos os principais mitos e verdades sobre como o sono impacta o bem-estar e o funcionamento do corpo no dia a dia. Confira!
1.
Dormir pouco durante a semana pode ser compensado no fim de semana.
Mito.
Estudos
indicam que a chamada “dívida de sono” não é facilmente revertida. Dormir mais
aos fins de semana até reduz a sensação imediata de cansaço, mas não reverte
por completo os impactos metabólicos, cognitivos e hormonais acumulados ao
longo da semana.
Evidências científicas indicam, por exemplo, que a
restrição crônica de sono está associada a prejuízos na atenção e a alterações
no controle glicêmico e no equilíbrio metabólico. Um estudo publicado na
revista Current Biology mostra que esses impactos podem persistir mesmo quando há recuperação
parcial do sono.
2.
Quanto mais tempo dormindo, melhor
Mito. Quando o assunto é sono, qualidade importa mais do que quantidade. Dormir muitas horas não garante, por si só, um descanso restaurador. Sono fragmentado, despertares frequentes e pouco tempo nas fases mais profundas podem comprometer os benefícios, mesmo após longos períodos na cama.
Segundo
uma revisão publicada na publicação Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, tanto a privação quanto o excesso de
sono estão associados a pior percepção de saúde e bem-estar. De forma geral, os
melhores desfechos são observados em pessoas que dormem cerca de 7 a 8 horas
por noite, reforçando que o equilíbrio é essencial.
A
falta de sono afeta vários sistemas do corpo, impactando o ganho de peso a
imunidade.
Verdade.
Dormir mal ou pouco pode causar um impacto sistêmico, especialmente sobre o metabolismo e a regulação do apetite. A restrição do sono altera a produção de hormônios como cortisol, leptina e grelina, ligados à saciedade, o que dificulta o controle do consumo alimentar e aumenta o risco de desequilíbrios metabólicos, segundo estudo publicado na Sleep Medicine. “Isso quer dizer que a imunidade pode ser impactada, assim como a pessoa passa a ter mais fome e vontade de consumir açúcares, aumentando as chances do ganho de peso”, explica Viuniski.
Já
outra análise publicada na Research, Society and Development aponta que há uma relação direta entre
sono e sistema imunológico: enquanto o sistema imune influencia o sono, o
descanso adequado é fundamental para manter a integridade das defesas do
organismo. A falta de sono compromete a resposta imunológica e está associada
ao aumento de processos inflamatórios.
Insônia
deve ser encarada como um problema de saúde.
Verdade.
Dados
da Organização Mundial da Saúde reforçam que os distúrbios do sono
estão entre os fatores que mais comprometem o bem-estar mental, físico e
funcional da população adulta, com impacto direto na produtividade, no humor e
na saúde ao longo da vida.
A insônia deixa de ser considerada ocasional e passa a ser classificada como crônica quando os sintomas — dificuldade para iniciar ou manter o sono, despertares precoces ou sono não reparador — surgem ao menos três vezes por semana, por um período mínimo de três meses, com impacto no funcionamento diurno, segundo critérios adotados por classificações internacionais.
Evidências
científicas indicam que a insônia crônica também está associada a maior risco
de doenças cardiovasculares. Uma meta-análise publicada no European
jornal of Preventive Cardiology concluiu que pessoas com sintomas persistentes de insônia
apresentam risco significativamente maior de desenvolver ou morrer por doenças
cardiovasculares, incluindo doença coronariana e acidente vascular cerebral.
Exercício
e alimentação interferem na qualidade do sono.
Verdade.
Evidências científicas indicam que hábitos de vida saudáveis, como prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e rotinas mais regulares, estão diretamente associados a melhor qualidade do sono e a uma maior sensação de bem-estar ao longo do dia. Um estudo publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health mostra que fatores como sedentarismo, consumo frequente de fast food e uso excessivo de telas estão ligados a pior saúde do sono, enquanto a atividade física regular aparece como um fator protetor.
No entanto, o horário e a intensidade do exercício também merecem atenção. “É importante avaliar o melhor momento para treinar e não exagerar na dose, já que algumas pessoas podem ter o efeito contrário quando o exercício é realizado à noite”, orienta o médico nutrólogo Nataniel Viuniski.
Já em
relação à alimentação, o especialista reforça que escolhas ao longo do dia
impactam diretamente o descanso. “O excesso de cafeína, o consumo de álcool e
refeições muito pesadas à noite podem prejudicar o sono e dificultar um
descanso realmente restaurador”, explica.
Herbalife
www.Herbalife.com

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