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segunda-feira, 9 de março de 2026

Cirurgia micrográfica de Mohs amplia taxas de cura e preserva tecido saudável no tratamento do câncer de pele

Sociedade Brasileira de Dermatologia fortalece formação de dermatologistas em técnica que reduz recidivas e melhora resultados funcionais e estéticos 

 

Altamente precisa e com índices de cura superiores aos da cirurgia convencional, a cirurgia micrográfica de Mohs vem se consolidando como uma das técnicas mais eficazes no tratamento do câncer de pele, especialmente nos casos de maior risco e em áreas delicadas da face. O procedimento permite a análise de praticamente 100% das margens cirúrgicas durante a própria operação, aumentando significativamente a chance de remoção completa do tumor já na primeira intervenção.

“Diferentemente da excisão tradicional, na qual apenas pequenas amostras das bordas retiradas são analisadas posteriormente, a técnica micrográfica examina toda a extensão da margem ao microscópio em tempo real. Isso reduz o risco de recidiva, diminui a necessidade de reoperações e preserva o máximo possível de tecido saudável, fator essencial em regiões como pálpebras, nariz, lábios e orelhas”, explica Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Indicada principalmente para carcinomas basocelulares e espinocelulares de alto risco, tumores recorrentes ou com limites mal definidos, a cirurgia de Mohs apresenta taxas de cura que podem ultrapassar 99% em determinados cenários, além de menores índices de progressão da doença. A preservação tecidual também favorece melhores resultados funcionais e estéticos, com cicatrizes menores e reconstruções menos complexas.

“No câncer de pele, a preocupação fundamental é retirar o tumor completamente buscando a cura, mas de preferência, se possível, preservando o máximo de tecido sadio. A cirurgia de Mohs alia segurança oncológica e precisão técnica, o que se traduz em menores taxas de recorrência e maior tranquilidade para o paciente. Em tumores de alto risco, especialmente na face, essa diferença pode ser decisiva”, explica Dr. Glaysson Tassara, coordenador do curso de cirurgia micrográfica de Mohs da SBD.

Atenta à importância de ampliar o acesso à técnica e qualificar especialistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoveu, nos dias 5 e 6, o Curso Teórico de Cirurgia Micrográfica de Mohs e, nos dias 6 e 7, o III Simpósio de Oncologia da entidade. As iniciativas reuniram dermatologistas de diversas regiões do país para atualização científica, discussão de casos complexos e debate sobre novas tecnologias aplicadas ao tratamento do câncer de pele. Além dessa atividade, a SBD possui serviços de dermatologia em diferentes cidades do Brasil, que treinam e formam novos dermatologistas cirurgiões de Mohs.Geralmente, o treinamento é realizado em 1 ano.

A SBD possui dois cursos anuais que fornecem conteúdo teórico para os dermatologistas em treinamento e para a reciclagem dos cirurgiões de Mohs. Durante o treinamento, os dermatologistas aprendem sobre cirurgia, a técnica de Mohs, histologia dos tumores e reconstrução, uma formação completa. E, por fim, a SBD fornece um certificado de Cirurgião de Mohs para os colegas que cumpriram as normas estabelecidas, o que estabelece um padrão de qualidade e uma garantia para que a técnica seja bem praticada.

“O câncer de pele é o mais frequente no Brasil. Garantir que o dermatologista esteja treinado nas técnicas mais modernas e eficazes é uma forma concreta de proteger o paciente e elevar o padrão da assistência”, diz Dr. Carlos Barcaui. Embora não esteja amplamente disponível em toda a rede pública, a cirurgia micrográfica de Mohs é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em centros de referência e hospitais universitários que contam com estrutura especializada e equipes capacitadas para a realização do procedimento.

Clicando aqui você consegue verificar todos os serviços credenciados da SBD, a maioria disponibiliza a técnica, como é o caso do Hospital das Clínicas da USP, Hospital das Clínicas da UFMG, Hospital Universitário da UFSC, Hospital Universitário Antonio Pedro (UFF), Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), Hospital São Paulo (UNIFESP), Hospital das Clínicas da UNESP, Hospital das Clínicas da FMRP-USP, Hospital da PUC-Campinas e Hospital de Amor de Barretos, entre outros. 

Algumas instituições não ofertam o procedimento pelo SUS, mas o realizam para públicos específicos, como o Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais e o Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. O passo a passo para ter acesso à cirurgia na rede pública pode variar conforme o estado e a instituição, mas, de modo geral, segue o fluxo padrão de regulação do SUS.

No caso do Hospital das Clínicas da UFMG, por exemplo, o paciente deve ser encaminhado por um centro de saúde de Belo Horizonte ou por secretarias municipais de saúde do interior de Minas Gerais ao Serviço de Dermatologia do hospital. Após a consulta com a equipe de Dermatologia e a realização do cadastro, estando confirmada a indicação cirúrgica, o paciente torna-se apto a realizar a cirurgia micrográfica de Mohs.

Neste link também é possível consultar todos os dermatologistas da SBD e encontrar um especialista em Mohs.

 Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site Link. Se informe e encontre um especialista associado à SBD na sua região.

 

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