Oncologista comenta sobre os temas de
campanhas de saúde feminina realizadas este mês, envolvendo a conscientização e
prevenção contra o câncer do colo do útero, câncer colorretal, e endometriose
Março
é reconhecido mundialmente como o mês da mulher, sendo também período de
conscientização sobre a prevenção e tratamento de três enfermidades
relacionadas à saúde feminina: o câncer do colo do útero, a endometriose e o
câncer colorretal – o qual, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA)1,
é o segundo tumor mais prevalente em mulheres no Brasil (excluindo-se o câncer
de pele não melanoma), representando 10,5% de todos os diagnósticos na população
feminina.
Consultas
médicas frequentes e check-ups anuais aumentam as chances de diagnósticos
precoces para as três doenças citadas, fazendo com que os respectivos
tratamentos tenham início rápido e sejam mais efetivos. Segundo a Dra. Cristina
Pirfo, médica oncologista na Rede Mater Dei de Saúde, “no caso dos cânceres
ginecológicos, a maioria é facilmente tratável e altamente curável no início,
mas também silenciosos antes de chegarem a um ponto mais avançado. Check-ups
regulares permitem a identificação de fatores de risco modificáveis, como a
obesidade e a resistência insulínica, e o rastreamento adequado para cada faixa
etária, facilitando o diagnóstico precoce”.
Conheça
mais sobre as doenças que são o foco das campanhas do mês de março:
Março
Lilás
O foco
de Março Lilás é a conscientização e prevenção do câncer do colo do útero, que,
de acordo com a Dra. Cristina Pirfo, é “um tumor maligno que se desenvolve na
porção inferior do útero e é precedido por lesões detectáveis por meio do exame
de Papanicolau, sendo altamente associado à infecção persistente por um subtipo
do HPV”. A neoplasia tem incidência importante em mulheres jovens e é altamente
devastador, com tratamentos que podem levar à perda do útero, sendo altamente
evitável com a vacina contra o HPV.
A
vacina do HPV faz parte da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a
eliminação deste tipo de câncer no mundo e deve, idealmente, ser administrada
em meninos e meninas ainda crianças, entre os 9 e os 14 anos, sendo mais eficaz
nessa janela de idade2. O imunizante também é indicado e está
disponível na rede privada para homens e mulheres que não se vacinaram quando
crianças, até os 45 anos de idade.
Março
Amarelo
O
Março Amarelo refere-se à endometriose, doença que acomete entre 5% e 10% das mulheres
em idade reprodutiva e é caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de
partes do tecido interno do útero fora da cavidade uterina, causando sintomas
como cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica e infertilidade3.
“É uma doença de manejo crônico que conta com tratamentos diversos, como a
hormonioterapia, a utilização de DIU hormonal, estratégias anti-inflamatórias,
mudanças no estilo de vida, e, até mesmo, cirurgia em casos selecionados”,
ressalta Pirfo.
A
endometriose é uma doença inflamatória crônica, sem causa ou prevenção
comprovadas e sem cura definitiva, sendo possível, porém, controlá-la, mitigar
a dor ocasionada por ela, e preservar a fertilidade da paciente em alguns
casos.
Março
Azul Marinho
O
câncer colorretal é o ponto central do Março Azul Marinho, sendo um dos tipos
mais prevalentes de tumor no país. Em 2022, a estimativa era de que seriam
diagnosticados mais de 45.000 casos, sendo 23.600 em mulheres e 21.900 em
homens4. Segundo o DataSUS, houve um crescimento de 284%
nos casos da neoplasia no SUS entre 2013 e 20245.
“Alguns
dos fatores que levam ao aumento dos casos na atualidade estão relacionados ao
estilo de vida moderno, como a dieta ultraprocessada, a baixa ingestão de
fibras, a obesidade, o sedentarismo, e a resistência insulínica. A alteração da
microbiota intestinal também é um fator de risco”, diz a Dra. Cristina Pirfo. A
prevenção é essencial, sendo possível por meio de uma boa alimentação,
exercícios regulares e exames periódicos de colonoscopia, que devem ser iniciados
aos 45 anos, não só por mulheres, mas pela população geral, e aos 40 por
aqueles com histórico na família.
Rede Mater Dei de Saúde
Unidades
Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Nova Lima, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara.
Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec
Goiás: Hospital Mater Dei Goiânia
Referências
1 - Instituto Nacional do Câncer (INCA), 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.
2 - Instituto Butantan. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.
3 - Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.
4 - INCA, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.
5 - G1, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.
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