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segunda-feira, 9 de março de 2026

Mês da mulher: especialista da Rede Mater Dei incentiva o cuidado com a saúde feminina e o diagnóstico precoce do câncer e da endometriose

Oncologista comenta sobre os temas de campanhas de saúde feminina realizadas este mês, envolvendo a conscientização e prevenção contra o câncer do colo do útero, câncer colorretal, e endometriose

 

Março é reconhecido mundialmente como o mês da mulher, sendo também período de conscientização sobre a prevenção e tratamento de três enfermidades relacionadas à saúde feminina: o câncer do colo do útero, a endometriose e o câncer colorretal – o qual, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA)1, é o segundo tumor mais prevalente em mulheres no Brasil (excluindo-se o câncer de pele não melanoma), representando 10,5% de todos os diagnósticos na população feminina.

Consultas médicas frequentes e check-ups anuais aumentam as chances de diagnósticos precoces para as três doenças citadas, fazendo com que os respectivos tratamentos tenham início rápido e sejam mais efetivos. Segundo a Dra. Cristina Pirfo, médica oncologista na Rede Mater Dei de Saúde, “no caso dos cânceres ginecológicos, a maioria é facilmente tratável e altamente curável no início, mas também silenciosos antes de chegarem a um ponto mais avançado. Check-ups regulares permitem a identificação de fatores de risco modificáveis, como a obesidade e a resistência insulínica, e o rastreamento adequado para cada faixa etária, facilitando o diagnóstico precoce”.

Conheça mais sobre as doenças que são o foco das campanhas do mês de março:


Março Lilás

O foco de Março Lilás é a conscientização e prevenção do câncer do colo do útero, que, de acordo com a Dra. Cristina Pirfo, é “um tumor maligno que se desenvolve na porção inferior do útero e é precedido por lesões detectáveis por meio do exame de Papanicolau, sendo altamente associado à infecção persistente por um subtipo do HPV”. A neoplasia tem incidência importante em mulheres jovens e é altamente devastador, com tratamentos que podem levar à perda do útero, sendo altamente evitável com a vacina contra o HPV.

A vacina do HPV faz parte da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a eliminação deste tipo de câncer no mundo e deve, idealmente, ser administrada em meninos e meninas ainda crianças, entre os 9 e os 14 anos, sendo mais eficaz nessa janela de idade2. O imunizante também é indicado e está disponível na rede privada para homens e mulheres que não se vacinaram quando crianças, até os 45 anos de idade.


Março Amarelo

O Março Amarelo refere-se à endometriose, doença que acomete entre 5% e 10% das mulheres em idade reprodutiva e é caracterizada pelo desenvolvimento e crescimento de partes do tecido interno do útero fora da cavidade uterina, causando sintomas como cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica e infertilidade3. “É uma doença de manejo crônico que conta com tratamentos diversos, como a hormonioterapia, a utilização de DIU hormonal, estratégias anti-inflamatórias, mudanças no estilo de vida, e, até mesmo, cirurgia em casos selecionados”, ressalta Pirfo.

A endometriose é uma doença inflamatória crônica, sem causa ou prevenção comprovadas e sem cura definitiva, sendo possível, porém, controlá-la, mitigar a dor ocasionada por ela, e preservar a fertilidade da paciente em alguns casos.


Março Azul Marinho

O câncer colorretal é o ponto central do Março Azul Marinho, sendo um dos tipos mais prevalentes de tumor no país. Em 2022, a estimativa era de que seriam diagnosticados mais de 45.000 casos, sendo 23.600 em mulheres e 21.900 em homens4. Segundo o DataSUS, houve um crescimento de 284% nos casos da neoplasia no SUS entre 2013 e 20245.

“Alguns dos fatores que levam ao aumento dos casos na atualidade estão relacionados ao estilo de vida moderno, como a dieta ultraprocessada, a baixa ingestão de fibras, a obesidade, o sedentarismo, e a resistência insulínica. A alteração da microbiota intestinal também é um fator de risco”, diz a Dra. Cristina Pirfo. A prevenção é essencial, sendo possível por meio de uma boa alimentação, exercícios regulares e exames periódicos de colonoscopia, que devem ser iniciados aos 45 anos, não só por mulheres, mas pela população geral, e aos 40 por aqueles com histórico na família.

 





Rede Mater Dei de Saúde


Unidades

Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Nova Lima, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara.

Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec

Goiás: Hospital Mater Dei Goiânia


Referências

1 - Instituto Nacional do Câncer (INCA), 2026. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

2 - Instituto Butantan. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

3 - Ministério da Saúde. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

4 - INCA, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

5 - G1, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 26/02/2026.

 

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