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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Carnaval de rua exige atenção redobrada à saúde das mulheres


O crescimento do Carnaval de rua no Brasil transformou a festa em um dos maiores eventos populares do país. Todos os anos, milhões de pessoas ocupam avenidas e praças em blocos que se estendem por horas, muitas vezes sob calor intenso e em meio a grandes aglomerações. Para as mulheres, no entanto, a experiência da folia traz desafios específicos de saúde que vão além da diversão e exigem atenção redobrada.

A combinação de longos períodos em pé, altas temperaturas, exposição à poluição urbana, esforço físico prolongado e poucas pausas para descanso pode impactar diretamente a saúde feminina. Especialistas alertam que esses fatores tendem a afetar de forma mais intensa mulheres que já convivem com varizes, retenção de líquidos, doenças respiratórias ou que acumulam jornadas duplas de trabalho e cuidado.

Segundo o pneumologista Dr. Gabriel Ferreira Lima, médico da plataforma Starbem, ambientes com grande concentração de pessoas favorecem a transmissão de vírus respiratórios e a piora de quadros alérgicos, bastante comuns entre mulheres.

“Em grandes aglomerações, a circulação de vírus respiratórios aumenta de forma significativa. Além disso, a exposição prolongada à poeira, poluição e variações de temperatura pode agravar quadros de rinite, sinusite, asma e bronquite, condições muito prevalentes na população feminina”, explica.

O médico orienta que as foliãs priorizem hidratação constante, evitem permanecer por longos períodos em locais com excesso de fumaça, respeitem sinais de cansaço e façam pausas em ambientes mais ventilados sempre que possível. “Quem já tem doenças respiratórias deve redobrar os cuidados, levar sua medicação de uso contínuo e não ignorar sintomas como falta de ar, tosse persistente ou chiado no peito”, completa.

Além das questões respiratórias, a saúde vascular merece atenção especial durante o Carnaval de rua. De acordo com o cirurgião vascular Dr. Vinicius Araujo Garcia, também médico da Starbem, passar muitas horas em pé, sob calor intenso e com ingestão inadequada de líquidos pode favorecer inchaços nas pernas, sensação de peso e, em casos mais graves, aumentar o risco de trombose venosa.

“O calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos e, associado à imobilidade prolongada, pode levar ao acúmulo de líquidos nas pernas, causando edemas. Em pessoas predispostas, como aquelas que já têm varizes, obesidade ou histórico de trombose, o risco é ainda maior”, afirma.

Entre as principais orientações do especialista estão o uso de roupas leves e confortáveis, alternar momentos em pé e sentada sempre que possível, movimentar as pernas ao longo do dia e manter uma hidratação adequada. “Sinais como inchaço assimétrico, dor localizada, vermelhidão ou sensação de peso excessivo nas pernas não devem ser ignorados”, alerta.

Os médicos destacam que o Carnaval de rua pode ser vivido com prazer e segurança quando há planejamento e respeito aos limites do corpo. Em eventos que reúnem grandes multidões, o cuidado individual também contribui para reduzir impactos coletivos sobre o sistema de saúde.

A recomendação geral é que as mulheres planejem a ida aos blocos, façam pausas para descanso, priorizem alimentação leve, mantenham hidratação constante e estejam atentas aos sinais físicos ao longo do dia. Pequenas escolhas podem fazer diferença significativa para atravessar o período com mais bem-estar.

 

Starbem


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