O crescimento do Carnaval de rua no Brasil
transformou a festa em um dos maiores eventos populares do país. Todos os anos,
milhões de pessoas ocupam avenidas e praças em blocos que se estendem por
horas, muitas vezes sob calor intenso e em meio a grandes aglomerações. Para as
mulheres, no entanto, a experiência da folia traz desafios específicos de saúde
que vão além da diversão e exigem atenção redobrada.
A combinação de longos períodos em pé, altas
temperaturas, exposição à poluição urbana, esforço físico prolongado e poucas
pausas para descanso pode impactar diretamente a saúde feminina. Especialistas
alertam que esses fatores tendem a afetar de forma mais intensa mulheres que já
convivem com varizes, retenção de líquidos, doenças respiratórias ou que
acumulam jornadas duplas de trabalho e cuidado.
Segundo o pneumologista Dr. Gabriel Ferreira
Lima, médico da plataforma Starbem, ambientes com grande concentração de
pessoas favorecem a transmissão de vírus respiratórios e a piora de quadros
alérgicos, bastante comuns entre mulheres.
“Em grandes aglomerações, a circulação de vírus
respiratórios aumenta de forma significativa. Além disso, a exposição
prolongada à poeira, poluição e variações de temperatura pode agravar quadros
de rinite, sinusite, asma e bronquite, condições muito prevalentes na população
feminina”, explica.
O médico orienta que as foliãs priorizem
hidratação constante, evitem permanecer por longos períodos em locais com
excesso de fumaça, respeitem sinais de cansaço e façam pausas em ambientes mais
ventilados sempre que possível. “Quem já tem doenças respiratórias deve
redobrar os cuidados, levar sua medicação de uso contínuo e não ignorar
sintomas como falta de ar, tosse persistente ou chiado no peito”, completa.
Além das questões respiratórias, a saúde vascular
merece atenção especial durante o Carnaval de rua. De acordo com o cirurgião
vascular Dr. Vinicius Araujo Garcia, também médico da Starbem, passar muitas
horas em pé, sob calor intenso e com ingestão inadequada de líquidos pode
favorecer inchaços nas pernas, sensação de peso e, em casos mais graves,
aumentar o risco de trombose venosa.
“O calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos
e, associado à imobilidade prolongada, pode levar ao acúmulo de líquidos nas
pernas, causando edemas. Em pessoas predispostas, como aquelas que já têm
varizes, obesidade ou histórico de trombose, o risco é ainda maior”, afirma.
Entre as principais orientações do especialista
estão o uso de roupas leves e confortáveis, alternar momentos em pé e sentada
sempre que possível, movimentar as pernas ao longo do dia e manter uma
hidratação adequada. “Sinais como inchaço assimétrico, dor localizada,
vermelhidão ou sensação de peso excessivo nas pernas não devem ser ignorados”,
alerta.
Os médicos destacam que o Carnaval de rua pode
ser vivido com prazer e segurança quando há planejamento e respeito aos limites
do corpo. Em eventos que reúnem grandes multidões, o cuidado individual também
contribui para reduzir impactos coletivos sobre o sistema de saúde.
A recomendação geral é que as mulheres planejem a
ida aos blocos, façam pausas para descanso, priorizem alimentação leve,
mantenham hidratação constante e estejam atentas aos sinais físicos ao longo do
dia. Pequenas escolhas podem fazer diferença significativa para atravessar o
período com mais bem-estar.
Starbem
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