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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Obesidade pode agravar doenças inflamatórias intestinais

Excesso de gordura corporal aumenta o estado inflamatório do organismo e dificulta o controle da doença

 

A relação entre obesidade e doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, tem chamado a atenção da comunidade médica. Estudos recentes mostram que o excesso de gordura corporal pode agravar os sintomas das DII e reduzir a resposta ao tratamento[i]. 

A obesidade é uma condição inflamatória crônica. O tecido adiposo, além de armazenar energia, atua como um órgão ativo que libera substâncias inflamatórias como citocinas e adipocinas, que ampliam a resposta imune no organismo e podem intensificar a inflamação intestinal. Essa ação contribui para o agravamento da DII e pode aumentar a frequência das crises[ii]. 

Outro ponto-chave é a alteração da microbiota intestinal, o conjunto de bactérias que protege e regula o funcionamento do intestino. Pesquisas mostram que dietas ricas em gorduras e ultraprocessados, comuns em pessoas com obesidade, provocam disbiose, um desequilíbrio microbiano que favorece a inflamação intestinal e a piora dos sintomas[iii]. 

Pacientes com DII e excesso de peso apresentam maior atividade inflamatória e risco aumentado de hospitalizações. O sobrepeso também está associado a pior resposta a medicamentos biológicos e a necessidade de ajustes frequentes no tratamento[iv]

Segundo o Dr. Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring Brasil, o tratamento da DII deve considerar não apenas os sintomas intestinais, mas também fatores metabólicos e emocionais. “A associação de suporte psicológico com o tratamento adequado se faz essencial para que esses pacientes possam ter melhor qualidade de vida”, destaca. 

O médico reforça que o manejo da obesidade, o equilíbrio emocional e a alimentação adequada são fundamentais para reduzir a inflamação sistêmica e controlar melhor a doença.

Orientações práticas para pacientes com DII e obesidade:

  • Acompanhamento médico e nutricional[v]: o trabalho conjunto entre gastroenterologista e nutricionista ajuda a ajustar o tratamento e a dieta conforme a fase da doença;
  • Alimentação equilibrada[vi]: priorizar frutas, verduras e legumes, evitando ultraprocessados e excesso de gordura, contribui para o controle inflamatório;
  • Atividade física regular[vii]: melhora o metabolismo e ajuda a reduzir a liberação de citocinas inflamatórias;
  • Saúde mental[viii]: o estresse pode agravar crises e comprometer a adesão ao tratamento, tornando o suporte psicológico parte essencial do cuidado.

 

Ferring Pharmaceuticals
Ferring Brasil.

 

Referências bibliográficas:  

[i] GEDIIB. Como prevenir o ganho de peso na doença inflamatória intestinal. GEDIIB, 12 nov. 2019. Disponível em: Link. 

[ii] SIPPEL, C. A.; BASTIAN, R. M. de A.; GIOVANELLA, J.; FACCIN, C.; CONTINI, V.; DAL BOSCO, S. M. Processos inflamatórios da obesidade. Revista de Atenção à Saúde. Out./dez. 2014. Disponível em: Link. 

[iii] ARROSO, A. L. P.; MATOS, M. R. T. Influência do padrão alimentar ocidental e da obesidade na modulação da microbiota intestinal: uma revisão integrativa. Nutrivisa : Revista de Nutrição e Vigilância em Saúde, Fortaleza. Disponível em: Link.
 

[iv] SINGH, S.; SHARMA, P.; DULAI, P. S. Impact of Obesity on Response to Biologic Therapies in Patients with Inflammatory Bowel Diseases. Gastroenterology & Hepatology. 2023. Disponível em: Link. A 

[v]GEDIIB (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil). Cartilha Nutrição na DII. [S.l.]: GEDIIB, 2020. Disponível em: Link. 

[vi] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE COLITE ULCERATIVA E DOENÇA DE CROHN (ABCD). Manual de Nutrição na Doença Inflamatória Intestinal (DII). São Paulo. [S.d.]. Disponível em: Link.

[vii] SEVERO, J. S. Exercício físico como abordagem terapêutica em doenças gastrointestinais. Journal of Clinical Medicine. 2025. Disponível em: Link. 

[viii] CAVALCANTI, T. Psychological stress in inflammatory bowel disease: psychoneuroimmunological insights into bidirectional gut-brain communications. Journal of Psychoneuroimmunology. 2022. Disponível em: Link.



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