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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Carnaval pode agravar dores na coluna: quase 446 mil brasileiros foram afastados em 2025

 

Pollyana Ventura
 IStock

Horas em pé nos bloquinhos, fantasias pesadas e impacto repetitivo podem intensificar crises; dados recém-divulgados pelo Ministério da Previdência Social revelam 445.840 afastamentos por problemas na coluna.

 

Blocos de rua lotados, caminhadas prolongadas atrás de trios elétricos, salto alto, fantasias estruturadas com adereços volumosos, mochilas térmicas e horas de dança em piso irregular fazem parte da rotina do Carnaval. Mas essa maratona de esforço pode representar uma sobrecarga significativa para a coluna vertebral. 

Para quem já convive com dor lombar ou hérnia de disco, o período pode funcionar como gatilho para crises agudas. A combinação entre impacto repetitivo ao pular, permanência prolongada em pé, peso adicional mal distribuído e noites mal dormidas aumenta o estresse sobre a musculatura e os discos intervertebrais. 

O alerta ganha ainda mais relevância diante de dados recém-divulgados pelo Governo Federal: 445.840 afastamentos por problemas diretamente ligados à coluna foram registrados no Brasil em 2025, segundo informações do Ministério da Previdência Social.

 

De acordo com o levantamento oficial: 

- 237.113 afastamentos ocorreram por dorsalgia (dor nas costas) 

- 208.727 afastamentos foram por transtornos de discos intervertebrais, condição que inclui hérnia de disco 

Somadas, as duas categorias colocam as patologias da coluna entre as principais causas de licença médica no país. 

Além da sobrecarga física, fatores comuns no Carnaval, como desidratação, consumo de álcool e privação de sono, reduzem a capacidade de recuperação muscular e podem potencializar processos inflamatórios já existentes. 

Segundo o fisioterapeuta e osteopata Prof. Laudelino Risso, CEO da rede de clínicas Doutor Hérnia: “O Carnaval reúne vários fatores de risco para a coluna: permanência prolongada em pé, impacto repetitivo ao dançar e peso adicional das fantasias. Quando o esforço é intenso e concentrado em poucos dias, o risco de crise aumenta.” 

O fisioterapeuta e osteopata Prof. André Pêgas, sócio-fundador da Doutor Hérnia, complementa: “Mochilas térmicas, bolsas pesadas e outros acessórios nos ombros geram compensações musculares. Essa assimetria pode desencadear dor aguda ou agravar quadros de hérnia de disco.” 

Especialistas recomendam atenção a sinais como dor persistente após os dias de festa, dor irradiada para as pernas, formigamento ou limitação de movimentos, sintomas que podem indicar agravamento de problemas na coluna.

  

Prof. André Pêgas - fisioterapeuta responsável pela rede de clínicas Doutor Hérnia. Possui formação completa em Osteopatia pela Escuela de Osteopatía de Madrid, além de ser diplomado pela SEFO (Scientific European Federation of Osteopaths). É especialista em Osteopatia pela UCB - Universidade Castelo Branco – RJ, em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva – IBPEX e em Ortopedia Funcional (COFFITO). É também professor da Escuela de Osteopatia de Madrid Internacional para América Latina (Brasil, Chile e Uruguai) e Europa (Portugal, Espanha e Itália).


Prof. Laudelino Risso -  fisioterapeuta (Crefito: 8/81.825-F) e osteopata pela Escuela de Osteopatia de Madrid. Possui formação em Medicina Mente e Corpo, pela Faculdade de Medicina de Harvard - Boston – EUA. É especialista em Terapia Manual, com formação em Podoposturologia. Participou do 9º Encontro dos Cuidados da Coluna em Stanford – Califórnia e é professor convidado em diversas pós-graduações no Brasil. É também palestrante internacional e proprietário da Franquia Doutor Hérnia que soma 270 clínicas de reabilitação de coluna vertebral e hérnia de disco no país.



Doutor Hérnia
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 Fonte oficial: Ministério da Previdência Social — INSS

Portal Gov.br: https://www.gov.br/previdencia/pt-br/noticias/2026/janeiro/previdencia-social-protege-segurados-ao-conceder-4-1-milhoes-de-beneficios-por-incapacidade-temporaria-em-2025 


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