Dermatologista
explica por que a perda dos fios vai além da estética, quais são os sinais de
alerta e como o diagnóstico precoce faz diferença no tratamento
A queda de cabelo faz parte do ciclo natural dos
fios, mas quando se intensifica, se prolonga ou resulta em falhas visíveis no
couro cabeludo, é importante investigar. O tema ganhou destaque, após o relato
público de uma cantora brasileira, o que ajudou a ampliar a conversa sobre
alopecia e saúde capilar, especialmente entre as mulheres.
De acordo com a dermatologista Luana Vieira
Mukamal, do grupo Kora Saúde, nem toda queda de cabelo indica uma doença, mas
alguns padrões fogem do esperado e exigem avaliação especializada. “A perda
diária de fios é considerada normal até certo limite. O problema surge quando
há afinamento progressivo, queda intensa ou surgimento de áreas com rarefação
ou falhas”, explica.
Mas afinal, o que é alopecia?
A alopecia é o termo médico utilizado para definir
a perda parcial ou total dos cabelos e pode estar associada a diferentes
fatores, como predisposição genética, alterações hormonais, condições
autoimunes, inflamações do couro cabeludo e períodos de estresse físico ou emocional.
A condição pode se manifestar de formas distintas e em diferentes fases da
vida, o que torna o diagnóstico individualizado essencial.
“A alopecia é uma condição multifatorial e não deve
ser tratada de forma genérica. Cada paciente apresenta um padrão de queda, um
histórico clínico e fatores associados distintos. Por isso, o diagnóstico
dermatológico individualizado é fundamental para definir a melhor abordagem
terapêutica e evitar a progressão da perda dos fios”, afirma a
especialista.
Quando a queda deixa de ser
normal?
Segundo a dermatologista, alguns sinais indicam que a queda de cabelo ultrapassou o esperado. A diminuição perceptível do volume capilar, o aparecimento de falhas, a queda persistente ao longo dos meses e sintomas associados, como coceira ou sensibilidade no couro cabeludo, são indicativos de que algo pode estar fora do equilíbrio.
Além da perda visível, a alopecia pode se
manifestar por meio de alterações na textura e no ciclo dos fios, que passam a
nascer mais finos, frágeis ou com crescimento mais lento. Em alguns casos, o
couro cabeludo apresenta sinais inflamatórios, como ardor, sensibilidade ao
toque ou descamação, sintomas que frequentemente antecedem a queda mais
acentuada e costumam ser subestimados no dia a dia.
Diagnóstico e tratamento
O tratamento da alopecia depende diretamente da
identificação de sua causa. A avaliação dermatológica permite analisar o
histórico do paciente, o padrão da queda e, quando necessário, solicitar exames
complementares. A partir disso, podem ser indicadas terapias tópicas ou
sistêmicas, procedimentos dermatológicos e ajustes nos cuidados diários.
“O tratamento deve sempre partir da identificação da
causa, já que diferentes mecanismos estão envolvidos na queda de cabelo. A
avaliação dermatológica permite compreender o padrão da perda dos fios e os
fatores associados, orientando uma abordagem terapêutica específica e individualizada.
Quanto mais precoce for essa condução, maiores são as chances de controlar a
evolução da condição e preservar a saúde capilar”, reforça Luana.
Mais do que estética, uma
questão de saúde
Embora o impacto estético seja significativo, a
alopecia não deve ser tratada apenas sob essa perspectiva. A condição pode
refletir alterações no organismo e afetar diretamente a autoestima e o
bem-estar emocional. “Cuidar do cabelo também é cuidar da saúde. A
informação correta ajuda a reduzir o estigma e incentiva a busca por
acompanhamento médico”, finaliza a dermatologista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário