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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Queimadura solar na infância exige atenção imediata e prevenção para evitar danos na vida adulta

Especialista da Pro Matre Paulista explica como identificar, tratar e prevenir queimaduras solares na pele infantil durante no período mais quente do ano 

 

A queimadura solar na infância é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de pele na vida adulta. Com a chegada dos dias mais quentes do ano e o aumento das atividades ao ar livre, com a maior exposição ao sol, cresce também a incidência de queimaduras solares em crianças, um problema que vai além do desconforto imediato e pode trazer consequências importantes para a saúde da pele.

A pele infantil é naturalmente mais fina, sensível e vulnerável à radiação Ultravioleta (UV). Quando ocorre a queimadura solar, os sintomas mais comuns incluem vermelhidão, ardor, dor, inchaço e, em casos mais graves, bolhas e descamação. A criança pode apresentar irritabilidade e maior sensibilidade ao toque, tornando tarefas simples como tomar banho ou vestir roupas desconfortáveis. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia[GD1] , a exposição solar intensa e repetida na infância aumenta significativamente o risco de danos cumulativos e doenças de pele no futuro.

"Diante de uma queimadura solar, o primeiro passo é retirar a criança imediatamente do sol e iniciar medidas de alívio, como compressas frias e hidratação adequada. É fundamental evitar produtos caseiros ou com fragrâncias, que podem irritar ainda mais a pele", orienta a Dra. Patrícia Ang, dermatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana. Em situações com bolhas, dor intensa, febre ou mal-estar, a avaliação médica é essencial para orientar a conduta mais adequada e evitar complicações.

Além do tratamento, a prevenção é considerada o cuidado mais eficaz, e deve começar cedo. O uso diário de protetor solar com fator de proteção adequado à idade, reaplicado a cada duas horas e após entrar na água ou suar, associado a métodos de barreira, como roupas com proteção UV, chapéus e óculos escuros, é indispensável. "As crianças devem usar filtro solar adequado à idade e evitar a exposição solar direta entre as 9 e 16 horas, quando o índice UV é elevado e aumenta o risco de queimaduras. A fotoproteção precisa fazer parte da rotina, mesmo em atividades cotidianas, e não apenas nos dias de praia ou piscina", destaca Ang. Áreas frequentemente esquecidas, como orelhas, nuca, dorso das mãos e pés, também merecem atenção.

 


Pro Matre Paulista 


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