Preservativo feminino: mitos, verdades e
proteção sexual
Carnaval
e Dia do Preservativo reforçam a importância da prevenção em fevereiro
Com a proximidade
do Carnaval (14 a 17 de fevereiro) e do Dia Internacional do Preservativo (13
de fevereiro), o alerta para a prevenção ganha força como parte essencial do cuidado
com a saúde sexual. Em um período marcado por maior circulação de pessoas e
aumento das relações ocasionais, a informação se torna uma aliada fundamental.
Entre as opções
disponíveis, o preservativo feminino ainda é pouco conhecido, apesar de oferecer
proteção eficaz contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez
não planejada. Utilizado internamente, ele funciona como um método de barreira
que se ajusta ao canal vaginal e também protege a região externa da genitália.
“Quando usado corretamente, o preservativo feminino é tão eficaz quanto o
masculino e, em alguns casos, pode oferecer uma proteção adicional por cobrir a
vulva”, explica a professora de ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira.
Outro diferencial
é a autonomia. O método pode ser colocado horas antes da relação sexual,
evitando interrupções, e não é feito de látex, o que o torna uma alternativa
segura para pessoas com alergia ao material. “É uma opção confortável, segura e
que amplia o protagonismo da mulher na prevenção”, destaca a especialista.
Mitos e
desinformação ainda dificultam a adesão ao método. Segundo Madalena, não há evidências
de que o preservativo feminino cause infecções, corrimentos ou alterações no pH
vaginal quando utilizado de forma adequada. O método também pode ser associado
a outros anticoncepcionais e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único
de Saúde (SUS).
8 das
pPrincipais dúvidas sobre o preservativo feminino respondidas pela
ginecologista
1“O preservativo feminino protege tanto quanto o
masculino?”
Sim. Quando usado corretamente, ele é tão eficaz quanto o masculino e pode oferecer proteção adicional ao cobrir a região externa da genitália.
2“Pode ser usado junto a outro método anticoncepcional?”
Sim. Ele pode ser associado a métodos hormonais ou ao DIU,
garantindo dupla proteção: contra ISTs e contra a gravidez.
3“ Ele pode ser colocado antes da relação sexual?”
Sim. O preservativo feminino pode ser inserido horas antes
do contato sexual, o que facilita o uso e evita interrupções.
4“ É indicado mesmo para quem tem alergia ao látex?”
Sim. O método é feito de poliuretano, não de látex, sendo
indicado para pessoas com sensibilidade ao material.
5 “Ele pode causar infecção ou alterar o pH vaginal?”
Não é comum. Quando utilizado corretamente, o preservativo
feminino não provoca infecções nem alterações no pH.
6“Existe risco dele falhar?”
Como todo método contraceptivo, existe risco,
especialmente em casos de uso inadequado. Por isso, a orientação profissional é
importante.
7 “Ele protege contra todas as ISTs?”
Protege contra as ISTs transmitidas por contato sexual,
reduzindo significativamente o risco de transmissão.
8 “Quem usa DIU pode utilizar o preservativo
feminino?”
Sim. Não há contraindicação. O método pode ser usado como
proteção adicional contra ISTs.
Em datas
simbólicas como o Carnaval e o Dia Internacional do Preservativo, a atenção se
volta para um ponto essencial: prevenção, informação e escolhas conscientes são
fundamentais para uma vida (não apenas sexual) mais segura.
Afya
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