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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

13.02 - Dia do preservativo

 Preservativo feminino: mitos, verdades e proteção sexual 

Carnaval e Dia do Preservativo reforçam a importância da prevenção em fevereiro 

 

 

Com a proximidade do Carnaval (14 a 17 de fevereiro) e do Dia Internacional do Preservativo (13 de fevereiro), o alerta para a prevenção ganha força como parte essencial do cuidado com a saúde sexual. Em um período marcado por maior circulação de pessoas e aumento das relações ocasionais, a informação se torna uma aliada fundamental.


Entre as opções disponíveis, o preservativo feminino ainda é pouco conhecido, apesar de oferecer proteção eficaz contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez não planejada. Utilizado internamente, ele funciona como um método de barreira que se ajusta ao canal vaginal e também protege a região externa da genitália. “Quando usado corretamente, o preservativo feminino é tão eficaz quanto o masculino e, em alguns casos, pode oferecer uma proteção adicional por cobrir a vulva”, explica a professora de ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira.


Outro diferencial é a autonomia. O método pode ser colocado horas antes da relação sexual, evitando interrupções, e não é feito de látex, o que o torna uma alternativa segura para pessoas com alergia ao material. “É uma opção confortável, segura e que amplia o protagonismo da mulher na prevenção”, destaca a especialista.


Mitos e desinformação ainda dificultam a adesão ao método. Segundo Madalena, não há evidências de que o preservativo feminino cause infecções, corrimentos ou alterações no pH vaginal quando utilizado de forma adequada. O método também pode ser associado a outros anticoncepcionais e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


 

8 das pPrincipais dúvidas sobre o preservativo feminino respondidas pela ginecologista 

1“O preservativo feminino protege tanto quanto o masculino?”

Sim. Quando usado corretamente, ele é tão eficaz quanto o masculino e pode oferecer proteção adicional ao cobrir a região externa da genitália.

 

2“Pode ser usado junto a outro método anticoncepcional?”

Sim. Ele pode ser associado a métodos hormonais ou ao DIU, garantindo dupla proteção: contra ISTs e contra a gravidez.

 

3“ Ele pode ser colocado antes da relação sexual?”

Sim. O preservativo feminino pode ser inserido horas antes do contato sexual, o que facilita o uso e evita interrupções.

 

4“ É indicado mesmo para quem tem alergia ao látex?”

Sim. O método é feito de poliuretano, não de látex, sendo indicado para pessoas com sensibilidade ao material.

 

5 “Ele pode causar infecção ou alterar o pH vaginal?”

Não é comum. Quando utilizado corretamente, o preservativo feminino não provoca infecções nem alterações no pH.

 

6“Existe risco dele falhar?”

Como todo método contraceptivo, existe risco, especialmente em casos de uso inadequado. Por isso, a orientação profissional é importante.

 

7 “Ele protege contra todas as ISTs?”

Protege contra as ISTs transmitidas por contato sexual, reduzindo significativamente o risco de transmissão.

 

8 “Quem usa DIU pode utilizar o preservativo feminino?”

Sim. Não há contraindicação. O método pode ser usado como proteção adicional contra ISTs.

Em datas simbólicas como o Carnaval e o Dia Internacional do Preservativo, a atenção se volta para um ponto essencial: prevenção, informação e escolhas conscientes são fundamentais para uma vida (não apenas sexual) mais segura. 



Afya
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