Especialistas explicam como a multiplicidade de estímulos impactam o foco, a memória e o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes
Em um mundo cada vez mais conectado, crianças e
adolescentes estão expostos a uma enxurrada de estímulos por meio de diferentes
dispositivos digitais, como celulares, tablets e videogames, em um ritmo cada
vez mais acelerado, além de notificações e múltiplas informações ao mesmo
tempo. Embora a tecnologia faça parte da rotina atual, o excesso de estímulos
tem impactado diretamente a atenção, o foco e a concentração, habilidades
essenciais para o processo de aprendizagem, especialmente em cérebros ainda em
formação. A dificuldade de manter a atenção por períodos prolongados pode
comprometer o desempenho escolar e o desenvolvimento cognitivo.
Segundo Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em
psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, a concentração é uma
habilidade que precisa ser construída e estimulada desde cedo: “Quando a
criança é exposta constantemente a muitos estímulos simultâneos, o cérebro
passa a funcionar de forma mais fragmentada, com dificuldade de sustentar o
foco em uma única tarefa. Isso interfere diretamente na aprendizagem, já que
aprender exige atenção contínua, treino e reflexão”, explica. De acordo com a
especialista, a sobrecarga de estímulos pode levar à superficialidade do
aprendizado e à menor retenção de conteúdos.
Taís Bento, graduada em pedagogia pela
Universidade de São Paulo (USP) e Fundadora da SOS Educação, afirma que existe
a ideia equivocada de que as novas gerações são naturalmente multitarefas:
“Apesar de lidarem com muitas informações ao mesmo tempo, o funcionamento do
cérebro para aprender continua sendo o mesmo: é preciso focar em uma coisa de
cada vez. O aprendizado não acontece na dispersão”, ressalta. Para ela, o
desafio atual é que a concentração tem sido exigida apenas no momento do
estudo, quando essa habilidade deveria ser desenvolvida ao longo do dia, em diferentes
contextos, para então ser aplicada durante os estudos.
Na mesma linha, Roberta Bento, também fundadora
da SOS Educação, chama atenção para os impactos do uso excessivo de
entretenimento e redes sociais no ambiente digital sobre o funcionamento cerebral.
“Pesquisas em neurociência indicam que crianças e adolescentes muito expostos
às telas passam a ter o cérebro condicionado à busca constante por estímulos
rápidos, o que dificulta a concentração prolongada”, explica. Segundo Roberta,
que tem especialização em Aprendizagem Baseada no Funcionamento do Cérebro pela
Universidade da Califórnia e Duke University, é a constância da rotina dentro
de casa que favorece o desenvolvimento da atenção, permitindo que a criança
aprenda a sustentar o foco ao longo do tempo.
Para Mariana, esse equilíbrio começa com
escolhas conscientes no dia a dia. Segundo a especialista, o uso da tecnologia
não é, por si só, um problema e pode ser melhor aproveitado quando direcionado
para estudo, leitura e conteúdos educativos. “Estabelecer rotinas, organizar o
tempo de uso da tecnologia e oferecer ambientes mais tranquilos para atividades
que exigem foco são atitudes essenciais. A criança precisa vivenciar momentos
de atenção plena fora do estudo para conseguir se concentrar quando é
necessário aprender”, reforça.
A seguir, a especialista do Kumon destaca
hábitos simples que ajudam a fortalecer a concentração no dia a dia:
• Manter uma rotina previsível
Horários definidos para estudar, brincar, usar
telas e descansar ajudam a organizar o dia e favorecem a concentração.
• Organizar o ambiente de estudo
Um espaço tranquilo, bem iluminado e sem
distrações contribui para que a criança mantenha o foco por mais tempo.
• Estabelecer limites de uso de telas para recreação
Orientar e organizar o tempo conectado,
especialmente antes do estudo, ajuda a reduzir a agitação mental.
• Estimular atividades de foco gradual
Leitura, jogos de lógica e desafios sequenciais
fortalecem a atenção, a memória e a autonomia.
Nesse contexto, o método Kumon se apresenta
como um importante aliado no desenvolvimento da concentração e de habilidades
essenciais para a vida. Com materiais progressivos e individualizados, o método
estimula o aluno a avançar no próprio ritmo, fortalecendo foco, disciplina,
autonomia e autoconfiança, com reflexos positivos no desempenho acadêmico e na
formação integral do estudante.
O método Kumon contribui de forma significativa
para o desenvolvimento integral do aluno. Com material exclusivo e gradativo, o
estudante desenvolve o autodidatismo, fortalecendo a autonomia, a concentração,
o raciocínio lógico, a capacidade de síntese, o hábito de estudo, a
responsabilidade e a autoconfiança.

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