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Doença ainda pouco conhecida, a febre Mayaro ganha
atenção de especialistas diante do avanço das chuvas e da necessidade de
diagnóstico preciso
Com a chegada da quadra chuvosa em diversas regiões do
país, aumenta o risco de circulação de arboviroses, incluindo a febre Mayaro¹,
uma doença viral transmitida por mosquitos e ainda pouco conhecida pela
população. Embora a doença apresente sintomas semelhantes aos da dengue,
chikungunya e zika, como febre alta, dor intensa nas articulações, mal-estar e,
em alguns casos, extremos, especialistas alertam que a doença tende a ganhar
relevância epidemiológica nos próximos anos, especialmente devido à combinação
entre clima úmido, temperaturas elevadas e ambientes urbanos propícios para o
vetor.
O período de chuvas é crítico para a proliferação de mosquitos e exige atenção
redobrada da população e das autoridades sanitárias. “A quadra chuvosa cria
condições ideais para o aumento dos vetores, e isso impacta diretamente o risco
de transmissão de doenças como a febre Mayaro,” explica Patologista Clínica
Glais Libanori. “É fundamental informar a população, por intermédio de
campanhas de conscientização e ações educativas, sobre medidas de prevenção da
doença, porque ainda estamos diante de uma arbovirose pouco familiar para a
maioria das pessoas, mas que pode causar sintomas debilitantes e ser confundida
com outras infecções sazonais”, conclui.
Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil confirmou 219 casos de febre do
Mayaro², segundo dados oficiais de vigilância em saúde. O maior número de
registros concentrou-se entre meados de fevereiro a final de março, período que
respondeu por 88 casos², caracterizando o pico de notificações no ano. Ao longo
de 2025, os casos se concentraram na Região Norte do país². O Pará lidera o
número de registros, com 98 casos, seguido por Amazonas (60), Roraima (36),
Acre (15), Rondônia (7) e Amapá (3). Já no recorte das últimas quatro semanas,
as confirmações ocorreram no Pará (2 casos), Amazonas (1) e Roraima (1).
Além da prevenção, o diagnóstico correto é considerado essencial para
diferenciar a febre Mayaro das demais arboviroses, evitando subnotificação e
permitindo o acompanhamento mais preciso da circulação viral. Nesse contexto,
ganha protagonismo a testagem molecular, que permite identificar o vírus com
rapidez e precisão. Uma das tecnologias disponíveis no país é o BD MAX™,
plataforma automatizada de diagnóstico molecular desenvolvida pela BD, uma das
maiores empresas de tecnologia médica no mundo, capaz de integrar extração,
amplificação e detecção em um único sistema.
Estudos³,4 indicam que o BD MAX™ fornece resultados em até três
horas, integrando em um único sistema a extração do material genético e a PCR
em tempo real, com até 24 amostras analisadas simultaneamente, um tempo
inferior ao dos métodos convencionais. A combinação entre prevenção, informação
e acesso a diagnóstico qualificado é a estratégia mais eficaz para reduzir o
impacto das doenças sazonais. “A população precisa adotar cuidados simples,
como eliminar água parada e usar repelentes, enquanto os serviços de saúde
devem fortalecer a capacidade diagnóstica. É a união desses fatores que permite
controlar surtos e antecipar tendências epidemiológicas”, reforça Patologista
Clínica Glais Libanori. Com a intensificação das chuvas, o alerta se renova:
acompanhar sintomas, buscar orientação médica e manter hábitos de prevenção
continua sendo o caminho mais seguro para minimizar os riscos associados às
arboviroses, incluindo a febre Mayaro.
BD
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Referências
¹Febre Mayaro. Ministério da Saúde. Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-dea-a-z/f/febre-do-mayaro. Acessado em janeiro de 2026.
² Informe de cenário epidemiológico das arboviroses. Ministério da Saúde.
Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/gestao-do-sus/articulacaointerfederativa/cit/pautas-de-reunioes-e-resumos/2025/agosto/informe-cenario-epidemiologico-dasarboviroses. Acessado em janeiro de 2026.
³Antonelli A, Arena F, Giani T, Colavecchio OL, Valeva SV, Paule S, Boleij P,
Rossolini GM. Performance of the BD MAX™ instrument with Check-Direct CPE
real-time PCR for the detection of carbapenemase genes from rectal swabs, in a
setting with endemic dissemination of carbapenemase-producing
Enterobacteriaceae. Diagn Microbiol Infect Dis. 2016 10.1016/j.diagmicrobio.2016.06.002.
Epub 2016 Jun 7. PMID: 27345126. Sep;86(1):30-4. doi:
4Chung HY, Jian MJ, Chang CK, Lin JC, Yeh KM, Chen CW, Chiu SK, Wang
YH, Liao SJ, Li SY, Hsieh SS, Tsai SH, Perng CL, Yang JR, Liu MT, Chang FY,
Shang HS. Novel dual multiplex real-time RT-PCR assays for the rapid detection
of SARS-CoV-2, influenza A/B, and respiratory syncytial virus using the BD MAX
open system. Emerg Microbes Infect. 2021 Dec;10(1):161-166. doi: 10.1080/22221751.2021.1873073. PMID: 33410371;
PMCID: PMC7832498.

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